domingo, 3 de novembro de 2019

Versão mangá do romance de Marguerite Duras, O Amante, será lançado na França em 2020


Quando eu era adolescente (*e olha que já faz tempo...*), um dos filmes que mais gerou escândalo foi O Amante (L'Amant), filme baseado no romance homônimo de Marguerite Duras (1914-1996).  O livro se baseia nas próprias memórias de juventude de Duras, nascida no Vietnã, antiga colônia francesa da Indochina.  A história acompanha o romance clandestino entre uma adolescente francesa de 15 anos, filha de uma família falida e entediada com o colégio interno em Saigon, e um jovem chinês rico de 27 anos.  É bom frisar que, no livro, ou no filme, quem toma a iniciativa é a adolescente.

Uma mulher branca com um homem de cor atiça
o racismo de muita gente, pois inverte a lógica da dominação. 
A questão tem a ver com colonialismo, com o direito
masculino branco de se apropriar dos bens e dos corpos dos inferiores. 
Na época o lançamento do filme, o escândalo ficou por conta de uma cena de sexo que, na cabeça de alguns, tinha acontecido de verdade. Obviamente, por trás do barulho havia o racismo, à época inconfessável, porque era ofensivo (*hoje, a internet faria o trabalho sujo*), para alguns homens brancos ver a jovem atriz branca Jane March em cenas de sexo com Tony Leung, um chinês que era o sujeito rico e poderoso do filme.  Se você conhece a animada história de vida de Marguerite Duras, ou leu minha resenha de Memórias da Dor, sabe que o romance entre a adolescente e o chinês não teve futuro.  Quando assisti ao filme O Amante, já na época da faculdade, não tive simpatia, vi uma situação de abuso e, não, um romance. Mas eu tinha ZERO experiência amorosa, ou sexual, não sei como a Valéria adulta leria esse filme.

A mangá-ka.
Pois bem, segundo o Manga News, a adaptação do romance O Amante será feito pela mangá-ka Kan Takahama e sairá no mercado francês em janeiro.  No Japão, o mangá já foi publicado em capítulos digitalmente na revista Torch das edições Leed este ano.  Quando vi o anúncio, pensei que seria algo como a biografia da jovem Maria Antonieta feita por Fuyumi Soryou, que foi lançada primeiro na França e somente depois no Japão.

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