quarta-feira, 25 de novembro de 2020

25 de Novembro: Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres

Hoje, é o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres e o ponto de partida para uma campanha de 16 dias que termina no Dia dos Direitos Humanos, data estabelecida pela ONU, em 1950, dois anos após a Organização das Nações Unidas (ONU) adotar a Declaração Universal do Direitos Humanos como marco legal regulador das relações entre governos e pessoas. 

Agora, por qual motivo foi escolhido o dia 25 de novembro para marcar o início da campanha?  Nesta data, em 1960, as irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como “Las Mariposas”, foram brutalmente assassinadas pelo ditador Rafael Leônidas Trujillo, da República Dominicana. As três militavam contra o regime do ditador e foram encontradas no fundo de um penhasco em um jipe.  O acidente era uma fraude, claro, elas haviam sofrido uma série de violências e o carro foi atirado com as três já mortas, ou perto disso. As irmãs entraram no radar do ditador quando Minerva se formou em Direito, em 1949, e conheceu o ditador, que desejava tê-la como amante.  A jovem recusou e a primeira retaliação foi negada a licença para exercer a profissão.

Enfim, o escândalo ajudou a derrubar a ditadura que perdeu o apoio norte-americano, afinal, já bastava uma Cuba, a revolução fora em 1959, e um ditador a três décadas no poder e tão escandalosamente violento poderia abrir caminho para outra revolução.  Em 1999, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas instituiu 25 de novembro como o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, em homenagem às “Mariposas”.  Este ano, a morte delas completa 60 anos.

Bem, faz sentido continuar falando da violência contra as mulheres?  Sim, porque nesse aspecto tivemos poucas mudanças.  O lockdown por causa da pandemia colocou mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade.  Segundo a ONU, houve "um aumento das denúncias ou pedidos de ajuda por violência doméstica de 30% no Chipre, 33% em Singapura, 30% na França e 25% na Argentina. Na Nigéria e na África do Sul os estupros registraram forte alta, no Peru aumentaram os desaparecimentos de mulheres, enquanto no Brasil e México os feminicídios estão em alta. Na Europa as associações que ajudam as mulheres vítimas de violência estão sobrecarregadas."

Mesmo nas mais sólidas democracias, em países nos quais as mulheres têm a igualdade garantida por lei, as estruturas patriarcais sobrevivem e legitimam a violência contra as mulheres, porque elas são propriedade dos homens.  Corpos que dóceis a serem apropriados e para servir.  Se as mulheres se recusam, ou não atingem os padrões exigidos, as consequências podem ser as piores possíveis, em muitos casos, as violências não são denunciadas.  Podem acreditar que vários desses crimes rotulados de violência doméstica são silenciados pelo bem da família, ou por serem difíceis de provar.

Não sei se vou conseguir fazer um post por dia para demonstrar o quadro desolador de violência contra s mulheres e de perda de direitos que vivemos em nossos dias.  Houve um ano que eu fiz isso e consegui quase adoecer, porque se você não procura, já encontra coisas ruins, como a história do sujeito que tentou fazer a namorada abortar introduzindo CITOTEC em sua vagina à força, procurando então...

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