domingo, 1 de novembro de 2020

Comentando o Capítulo 1 de Sei Rosalind: Clássico do shoujo de terror já tem scanlations

Em 2017, comentei que Sei Rosalind (聖ロザリンド), ou Saint Rosalind, de Masako Watanabe, tinha sido relançado no Japão.  Publicada na Shoujo Friend em  1973, Sei Rosalind tem somente um volume conta a história de uma garotinha de 8 anos que é filha do diabo.  Enfim, meu amigo Alexandre me passou o link para as scanlations do primeiro capítulo e eu dei uma olhada.  

Basicamente, você tem um traço shoujo clássico muito lindo, fofo e inocente, utilizando-se dos recursos narrativos arrojados para retratar as emoções que marcaram a década de 1970 con tando uma história de terror super sinistra.  Sim, Rosalind é a filha do diabo e ficar perto dela não é seguro para ninguém.

O capítulo #1, que é o que temos até o momento, abre com um funeral.  Uma tia de Rosalind havia morrido e a adorável menina  acaba herdando um belo relógio de ouro.  Vejam, a questão não é econômica, Rosalind não almeja riqueza, mas objetos que sejam bonitos e que sejam muito estimados pelos seus donos.  Após a morte da tia, Rosalind e a mãe se mudam para a Grécia, para a mansão de uma cunhada que tem uma filha chamada Dahlia.

O narrador da história é o mordomo chamado Alfred (*Batman feelings*) e que, ao conhecer a menina, fica deslumbrado com seu aspecto angelical.  Oficialmente, Rosalind é filha do diretor do Museu Britânico, mas devemos descobrir mais adiante que não é bem assim.  A história tem uma ambientação europeia, o que era muito comum na época dentro do shoujo mangá.

Enfim, Dahlia, a prima, é ligeiramente mais velha que Rosalind, uma menina mimada, que aproveita que os adultos não estão vendo para agredir a protagonista.  Olha, nem preciso dizer que ela termina muito mal esse capítulo, muito mesmo.  E Alfred é o único a perceber que Rosalind, que o deslumbrou no início, não é o que parece.


Sei Rosalind é o tipo de história de terror que me lembram dos filmes do gênero nos anos 1970.  Eu não tenho grande interesse pelo gênero terror no cinema mais recente, digamos desde os anos 1980, porque os filmes e os trailers que assisti eram realmente decepcionantes.  Nos anos 1970, as coisas eram feitas para assustar de verdade, mesmo que o povo lembre quase que exclusivamente dos bombásticos O Exorcista, Carrie e a Profecia, eu incluiria Poltergeist, apesar dele ser de 1982, também.  Mesmo coisas como A Bruxa, e muita gente visitou minha resenha por causa do Dia das Bruxas, eu imagino, é muito sem graça diante desse quarteto que citei.  Enfim, espero por outros capítulos de Rosalind, sendo um mangá curto, não é tão complicado terminar de traduzir o material.

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1 pessoas comentaram:

Descobri esse mangá hoje e estou amando, fiquei doido pra achar um link para ler inteiro. Eu não sou fã de terror, mas de alguma forma achei muito interessante e memorável.

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