segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

E a série Bridgerton era romance Harlequin mesmo!

A querida amiga Lu Darcy desencavou a capa da primeira edição de O Duque e Eu no Brasil.  E, bem, é romance Harlequin raiz mesmo.  Eu não estava errada.  Para quem não entende do que estou falando,Harlequin não é gênero, é uma editora de livros populares para mulheres, há várias, aliás, que seguem o mesmo modelo. Romance de banca de jornal é estigmatizado como literatura ruim, por ser barato, por ser escrito por mulher e por ser para consumo feminino. No Japão, eles viram mangá e gente como Riyoko Ikeda e Chiho Saito já desenharam mangá Harlequin. Tem várias coisas sobre mangá Harlequin no blog.  Procurando por alto na internet, achei outras capas, como a do livro da Eloise aí embaixo.

Então, crianças, é isso.  Não é nem livro que parece romance Harlequin, é de verdade.  E por qual motivo estou fazendo questão de marcar isso, porque há quem despreze romances de banca, eu já fui uma pessoa assim sem nunca ter lido um deles sequer, mas se aparecer na livraria, com uma capinha sem macho descamisado arrancando espartilho da mocinha, cai feito trouxa e sai arrotando como se estivesse consumindo "alta literatura".  É como o povo que diz que não suporta novela e consome séries que são novelas, mas em outro formato.  É isso, ainda preciso termina a série, avancei na leitura do primeiro livro, mas estou me mudando em uma semana e há muita coisa para arrumar ainda.  Aqui link para as resenhas que eu já fiz: 1 - 2.

E recomendo uma matéria da Entertainment Weekly sugerindo séries de romance que poderiam ser adaptadas, também.  Não conheço nenhuma dela, há inclusive sugestão de uma com protagonistas LGBTQ+.   E peço desde já a saga dos irmãos de Burgh da Deborah Simmons, porque não tem nada (pseudo)medieval nessa lista aí. E To Touch the Sun da Barbara Leigh daria um excelente filme.  Eu posso resenhar uns livros que andei lendo, mas só se vocês quiserem, vou ter que colocar tarja +18 em vários deles.

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2 pessoas comentaram:

A Sarah MacLean, autora do primeiro livro da materia indicada, parece fazer bastante sucesso por aqui, ela sempre aparece em listas de indicações de fans. Não sou leitora de históricos, mas gosto muito de um podcast que ela mantém sobre o gênero, que eu chamo de romance erótico, mesmo sabendo que nem sempre são sexuais. O programa está no Spotify e chama Fated Mates, pra quem tiver interesse e conseguir entender inglês.

Eu achei essa edição da Nova Cultural aqui em casa esses dias. Cheguei a ganhar a edição da Arqueiro há uns anos numa promoção. Ainda não li nenhuma das duas. Ia ler agora, mas estou numa ressaca literária tensa.

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