quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Mais um caso de estudante que processa escola no Japão termina com uma decisão muito absurda

Uma garota que passou a frequentar o colégio público Kaifukan, em Osaka, ouviu várias vezes de autoridades da escola que ela deveria pintar seu cabelo NATURALMENTE castanho de preto.  Por fim, segundo o Sora News, a menina, que agora tem 21 anos, afirma que lhe disseram: “Se você não vai pintar o cabelo de preto [ou seja, de volta ao preto, na opinião da escola], então não há necessidade de você vir para a escola. ” Sentindo-se pressionada e angustiada, a menina realmente parou de frequentar as aulas, e a escola então removeu seu nome de seu gráfico de assentos e lista de alunos.  Essa coisas me causam asco, porque são de uma violência sem tamanho.  Em 2017, a jovem decidiu ir à  Justiça contra a escola e pedia uma indenização de 2,2 milhões de ienes (US$ 21.250).  Enfim, esta semana passada a decisão judicial saiu e reproduzo o texto do SN: 

"Na terça-feira, um tribunal distrital de Osaka proferiu sua decisão, considerando que nenhum dos lados está completamente certo. A juíza Noriko Yokota reconheceu a validade da escola para definir e fazer cumprir as regras relativas à coloração do cabelo, dizendo "Essas regras foram estabelecidas como tendo um propósito educacional razoável e legítimo e, portanto, manter a disciplina do aluno fica a critério da escola." Yokota também declarou “Não se pode dizer que a escola estava forçando [a menina] a pintar o cabelo de preto”, aparentemente aceitando a palavra da escola de que as raízes da menina eram pretas e que os administradores estavam apenas exigindo que ela voltasse ao cabelo natural cor.  No entanto, a escola não está saindo completamente de graça. O tribunal também decidiu que as ações da administração depois que a menina parou de ir às aulas, como retirar seu nome da lista e retirar sua carteira da sala de aula, eram inaceitáveis ​​e ordenou que a Prefeitura de Osaka pague uma indenização de 330.000 ienes (US $ 3.190) para a mulher."

Olha, o que o tribunal fez foi legitimar uma regra absurda, como se por ter sido criada pela escola ela estivesse correta por princípio.  E como essa história de obrigar alunos a pintar cabelo de preto e, em caso de resistência, submeter os adolescentes à humilhações é algo comum, a coisa se torna ainda pior.  Há vários posts sobre isso no blog, basta procurar.

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