sábado, 14 de janeiro de 2023

Isso não é ainda a resenha do vol. 2 de Watashi no Shiawase na Kekkon, mas preciso comentar umas coisas

Como estou de férias e parei para ler (*ou reler*) outros materiais, estou avançando devagar nesse livro dois de Watashi no Shiawase na Kekkon (わたしの幸せな結婚).  Faltam umas quarenta páginas, é pouca coisa, mas não sei se termino hoje, ou volto para o volume #5 da Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら).  Enfim, meu grande problema com esse volume #2 de Watashi no Shiawase na Kekkon é como ele parece confuso ao tratar da mãe de Miyo.  Enfim, se você não sabe do que estou tratando, dê uma olhada na minha resenha do primeiro livro, ajuda.

Se os Usuba não podiam casar fora do clã, se era contra a lei e a vontade do imperador, como isso foi feito e com todo mundo sabendo que ela era Usuba?  Em um primeiro momento, fica parecendo que Sumi foi meio que vendida em casamento aos Saimori, porque sua família estava falida.  De novo, como o imperador permitiu?  E como uma família tão importante para o imperador, já que eles têm como dever controlar os outros clãs de dotados e, não, conter as grotesqueries, por qual motivo o imperador permitiria a ruína econômica dos Usuba?

Sim, fica claro que o imperador moribundo quer se livrar de todas essas famílias com poderes mágicos, mas os Usuba poderiam ser a peça chave para isso e não parece ser o que está acontecendo.  OK, mas eis que o avô de Miyo deixa claro para ela que a própria Sumi decidiu contra a vontade dele casar, não foi simplesmente um acordo financeiro.  Talvez, ela tenha previsto que somente daquele casamento infeliz poderia nascer a menina com o dom de controlar os sonhos, se isso for bem explicado depois, dá para entender, mas nada se sinalizou sobre isso.  O avô de Miyo parece ter aceitado o casamento com um clã já decadente contra a sua vontade e contra as regras a da família.  Este rolo me parece muito nebuloso.

Minha impressão é que a autora tinha fechado a história no volume #1 bem redondinha, perfeitinha e o sucesso a obrigou a continuar e essa parte ficou meio frouxa, porque para explicar, ou consertar, vai dar trabalho.  Ou, então, é problema da minha leitura.  Não sei da qualidade da tradução, ou se a minha leitura está sendo negligente, enfim.

E poucas coisas me irritam mais em qualquer produção de época (*livro, mangá, romance, filme, whatever*) do que apostarem a mocinha em um duelo (*ou no jogo*) e, pior, perde a p***a do combate.  É assim que Miyo vai parar na residência dos Usuba. Justifique como quiser, meu único consolo é que o Kiyoka tomou umas tapas da irmã mais velha por causa disso.  

Concluindo, espero que nem o anime, nem o filme live action entre nesse segundo volume, melhor ficar com o volume #1 por questões de economia e coerência, agora, se houver outra temporada, ou mais adaptações para o cinema, OK.  Apesar desses comentários, continuo gostando das personagens, Miyo é um amorzinho, um cristal que precisa ser preservado, por isso mesmo, vou continuar a leitura, mas que esse volume #2 tem seus problemas, ah, isso tem!

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