Esperei o encerramento do Anime Summit para escrever algumas palavrinhas sobre a 5ª edição do evento. Estive lá no sábado. O evento começou na sexta-feira e terminou hoje. A expectativa, segundo o Correio Braziliense, era de 90 mil pessoas participando; não me surpreenderia se a audiência fosse ainda maior. Ontem, quando saí do evento, isso lá pelas 15 horas, a fila enorme estava dando voltas debaixo do sol inclemente de Brasília. Sim, sem exagero, era uma fila tão maluca que não dava para saber onde começava e onde terminava. Se eu estivesse chegando naquela hora, eu iria embora sem pensar duas vezes. Este ano, além das meias-entradas obrigatórias e da gratuidade para cosplayers, havia a modalidade de ingresso solidário. Você levava dois quilos de alimento não perecível ou dois mangás em bom estado e entrava de graça. Acredito que essas gratuidades foram um estímulo a mais para a adesão.
O Anime Summit é o maior evento otaku-geek-whatever de Brasília. Há eventos menores, pequenos, na verdade, mas o Anime Summit é o que mais mobiliza público. Não tenho certeza de que fui a todos eles, acredito ter perdido um. Normalmente, o evento é no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. Não é uma lindeza, mas é amplo, ventilado e fica em um lugar fresco. A escolha desse ano de levar o evento para o Complexo Cultural da República, bem na Esplanada dos Ministérios, centro de Brasília, não foi lá uma boa ideia. A seca já começou; estava quente e o sol não aliviou nem um pouco.
| Bati essa foto bem antes dos portões abrirem. |
Eu cheguei muito cedo ao evento. Apliquei prova pela manhã e às 11h30 já estava na Esplanada. Como não iria ficar de pé no sol em uma fila desnecessária, simplesmente caminhei até a Catedral de Brasília. Acho menos cansativo andar no sol do que ficar de pé. Quando voltei, eram por volta de 12h20. Não havia fila. Entrei e o abafamento na parte onde estava a área de games já me pareceu quente demais lá dentro, mas o calor era mais nessa entrada mesmo. Quando meu marido e minha filha chegaram, já eram mais de 13h; ainda não havia fila, por isso, me pareceu tão insana a fila montada depois que saí.
Dentro do evento, foi ficando cada vez mais cheio e eu detesto aglomeração. Fico sempre imaginando o que aconteceria se uma confusão começasse e as saídas de emergência não pareciam capazes de dar conta de tanta gente. Sim, eu sou neurótica com essas coisas. Comprar comida era uma missão que exigia paciência; meu marido não tem nenhuma. Minha filha, que é muito empolgada com o evento, estava mal-humorada e começou a reclamar de dor de cabeça. Até tentei estimulá-la a ficar mais um pouco, porque ela geralmente fica lá nas barraquinhas dos artistas e sempre quer comprar adesivos, botons e outras coisinhas. Só que ela queria ir embora.
Realmente espero que essa ideia de colocar o evento na Esplanada seja abandonada no ano que vem e que o Festival do Japão, que é promovido pela mesma organização, continue no Parque da Cidade. Pode ficar bonito fazer vídeos e fotos de mostrando um lugar apinhado de gente, mas não é confortável e me parece pouco seguro. Ainda assim, sei que foi um sucesso, os mais jovens, salvo a minha filha, pareciam empolgados, quanto a mim, só conseguia sentir falta do velho KODAMA, que, pelo menos no meu coração, continua sendo o melhor evento do gênero do Distrito Federal que nenhum substituto em maior escala, como o Anime Summit, consegue igualar.















































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