A família imperial japonesa está condenada à extinção se mantidas as regras atuais, que vêm da constituição de 1947. Além da sucessão estritamente masculina, que não está na esfera de discussão, todas as mulheres da família imperial se tornam plebeias ao se casarem. Segundo o Japan Times:
"Em 1947, após a rendição do Japão no final da Segunda Guerra Mundial, 51 membros de 11 ramos da família imperial perderam seu status real. Atualmente, existem cerca de 10 homens solteiros na linhagem masculina desses ramos que podem ser considerados candidatos à reintegração. (...) Se todas as princesas atuais se tornarem plebeias após o casamento, o número de membros da realeza cairá para 11. (...) O tamanho da família imperial diminuiu ao longo dos anos. Em 1989, quando a Era Showa (1926-1989) deu lugar à Era Heisei (1989-2019) com a morte do Imperador Hirohito, havia 21 membros da família real. Atualmente, esse número caiu para 16. Destes, apenas três são homens na linha de sucessão e cinco são mulheres solteiras, incluindo a Princesa Aiko, filha única do Imperador Naruhito e da Imperatriz Masako."
Para tentar remediar o problema, está avançando na Dieta (*o Parlamento japonês*), um projeto de reforma. Uma das propostas é a do retorno à velha prática da adoção, que permitiria que homens que descendem pela linha MASCULINA de alguns dos ramos da família imperial fossem adotados. Isso é um costume milenar que imagino que foi abandonado em 1947; não fui procurar. Outra proposta é que as princesas mantivessem seu status de membros da família imperial, permitindo que continuassem com suas funções de patronas de instituições ligadas à realeza, por exemplo. Nenhuma palavra sobre qual status teriam seus filhos e filhas ou se seus maridos receberiam algum título de nobreza, nem se seriam partícipes dessas funções.
| Imperatriz Suiko (須古天皇, r. 593–628), desenho feito por Tosa Mitsuyoshi, 1726. Eifukuji, Osaka. |
O JT comenta ainda que "Partidos liberais, incluindo o Partido Comunista Japonês, têm pressionado por uma revisão que permitiria uma imperatriz reinante. Uma pesquisa do jornal Asahi Shimbun, realizada em maio, mostrou que 72% dos entrevistados apoiavam a ideia de uma mulher da família real se tornar imperatriz reinante, e revistas e tabloides têm publicado matérias sobre a crescente expectativa de que a Princesa Aiko assuma tal papel.". Resumindo, os velhos da Dieta (*Parlamento japonês*) estão na contramão do desejo da população, nenhuma novidade, portanto.














































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