domingo, 1 de fevereiro de 2009

A descoberta do primeiro amor : Correio Braziliense Fala do Crepúsculo


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A descoberta do primeiro amor

Um príncipe encantado que na verdade é um vampiro. Uma mocinha que vive sua primeira paixão. A alquimia do relacionamento impossível de Crepúsculo contagia jovens de todo o mundo. Mas, afinal, o que a série narrativa que inspirou o filme tem para virar uma febre teen?

Edma Cristina de Góis
Da equipe do Correio
Monique Renne/CB/D.A Press

Mesmo sem seguir à risca o livro de Stephenie Meyer, o filme Crepúsculo arrebatou os corações jovens, apaixonados por histórias de amor e aventura e — por que não? — órfãos de narrativas seriadas desde o desfecho de Harry Potter. O filme é inspirado no primeiro dos quatro volumes escritos pela autora norte-americana. Ele narra o início da história de amor entre Bella (Kristen Stewart), uma jovem recém-chegada a uma cidade pequena, e Edward (Robert Pattinson), um vampiro por quem logo se apaixona. Com poucas sequências de aproximação física do casal, uma das avaliações sobre o livro e também do filme seria de que eles fazem alusão a uma juventude casta, preocupada em manter a virgindade, e em busca do amor romântico — bem diferente da retratada em tantas outras séries de televisão e filmes voltados para o público adolescente, com enredos recheados de intrigas, sexo e drogas.

A leitura tem suas razões de ser. O primeiro volume da série traz estampado na capa uma maçã intocável, a mesma que aparece em uma das cenas do filme, quando escorrega da bandeja de Bella, e Edward a segura antes que toque o chão. A cena se passa no refeitório da escola onde eles estudam e por onde também circulam os principais personagens da trama. Outro detalhe é a citação do capítulo três do Gênesis no prólogo do livro, que diz: “Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus, não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais”.

Os personagens de Crepúsculo seguem a mesma cartilha da cantora Hannah Montana, interpretada por Miley Cirus, e da banda Jonas Brothers, formada por três irmãos. Nesses dois casos, os artistas usam anel de castidade e falam aos quatro ventos que só farão sexo depois do casamento. E parece mesmo que todos têm algo em comum, afinal, o público que gosta dos livros também acompanha as atrações musicais.

No quarto de Julia Marins de Mello Vidal, 11 anos, os quatro volumes em inglês do livro de Stephenie Meyer dividem espaço com pôsteres dos adolescentes que formam o Jonas Brothers. Até na porta do quarto consta uma fotografia de Joe — um dos três irmãos que integram a banda — estampada. É o aviso prévio de que se trata do quarto de uma quase adolescente. Segundo a mãe da garota, a servidora pública Elizabeth Marins, 50, é natural que cada geração tenha seus ídolos. Ela, porém, informou-se sobre os livros para se certificar que eram apropriados para a idade da filha. “É a história do primeiro amor, por isso os jovens estão gostando tanto”, acredita.

A conclusão da mãe cabe em cheio na justificativa da professora do Departamento de Teoria Literária e Literaturas da Universidade de Brasília (UnB) Elizabeth Hazin. A professora analisa que a série faz sucesso porque responde às indagações dos jovens, independentemente da discussão sobre a qualidade literária. O livro segue a sequência tradicional das narrativas de heróis, em que a mocinha, no caso Bella, tem uma vida normal, passa por um evento extraordinário, por provas, e depois retorna à antiga vida. É o começo, meio e fim da trama. Segundo a pesquisadora, um fator favorece o fenômeno Crepúsculo: a realidade comunicativa dos jovens de hoje. A diversidade tecnológica faz com que os jovens tenham mais acesso e possam migrar de mídias, como do filme para textos sobre o livro na internet e a participação no site de relacionamentos Orkut. Na internet, constam mais de mil comunidades relacionadas aos livros, filme e atores.

Eles não têm tempo a perder
Monique Renne/CB/D.A Press

Os livros foram devorados na contramão dos ponteiros do relógio e o filme assistido no dia seguinte à estréia, tamanha a curiosidade e, sobretudo, a fascinação de Mariana de Almeida, 15 anos, pela história. Segundo a adolescente, a paixão pelo livro nasce da identificação com os personagens. Ela conta que a relação da personagem Bella com o pai, “duas pessoas quietas e com pouca comunicação”, de certo modo lembra a sua convivência com o pai. No filme, a adolescente deixa a casa da mãe e passa por um período de adaptação na casa paterna. Até ali, pai e filha nunca tinham ficado tão próximos.

Comparado aos livros Crepúsculo, Lua nova e Eclipse — os já traduzidos para o português —, Mariana diz que o filme parece fraco e pouco envolvente. “Os livros são perfeitos. Nós nos sentimos no lugar de Bella porque qualquer adolescente pode ter um amor impossível”, conta. Para a jovem, tanto a película quanto os livros que inspiraram a adaptação trazem mensagem mais importante do que a questão sexual: o amor incondicional apesar das adversidades. “No filme, eles não são tão puros. A Bella inclusive quer mais e o Edward não pode por ser vampiro”, avalia.

A principal mensagem do livro para Marco Antônio Junqueira Bersani, 15, é a pureza do amor e não necessariamente a pureza carnal. “É o amor sem barreiras, seja qual for o impedimento”, diz. Apesar das interpretações de Crepúsculo como um livro que coloca questões de uma juventude sem pecado, Marco Antônio entende que o impedimento está na condição de vampiro vivida por Edward. No mais, o jovem não acha que o livro faz alusão à castidade nem que isso seja uma preocupação relevante. “Estamos no século 21. Não acho fundamental tanta pureza.”

A mensagem por trás do filme e do livro
Paris Filmes/Divulgação

A maçã intacta, presente tanto na capa do livro quanto em uma cena do filme, é uma referência clara à virtude dos protagonistas, que não caíram em tentação diante do fruto proibido.

O prólogo do livro traz uma citação do capítulo três de Gênesis, também uma referência ao pecado carnal cometido por Adão e Eva.

Em uma das cenas do filme, Edward e Bella dormem juntos, mas sem nenhuma conotação sexual: eles apenas entrelaçam as mãos.

Apesar de ser voltado para adolescentes e a trama central girar em torno de um romance, no filme há apenas dois beijos.

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4 pessoas comentaram:

Sinceramente não consegui gostar do livro e pelo que li do filme não estou curioso para ver... Não gostei muito achei o vampiro perfeitinho demais e esse negocio de casta... sei lá não me empolga...^^

Mas é só minha opinião...

Eu estava procurando pra ler online, mas minha preguiça com o romance é tanta que nem comecei.

Queria a série True Blood traduzida.

Então,assisti o filme hj

*pasmem*

Ate gostei,o filme é bom!

mas não to acostumada com esse tipo de vampiro.


Todo filme que envolve vampiros,sempre tem aquele toque sedutor.

mas enfim,
gostei do filme,ele poderia ter sido bem melhor!
Ainda não li o livro.

GAbriela dá uma olhada em uma comunidade do orkut q se chama "True Blood", lá eles disponibilizam a serie legendada =)

Não consegui ler o crepusculo inteiro, achei mto infantil e entediante. Essa história de vampiro casto e mto bonzinho não cola... prefiro Anne Rice ou Charlaine Harris

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