terça-feira, 28 de março de 2017

Comentando os volumes #11 e #12 de Ōoku


Anteontem, terminei de ler o volume #12 de Ōoku (大奥).  Sim, continuo lendo o mangá.  Sim, não resenhei o volume #11.  Na verdade, escrevi a resenha em janeiro passado, perdi o texto e ficou por isso mesmo.  Assim, sendo, decidi juntar os dois volumes na mesma resenha.  O chato de Ōoku é que sai um volume ao ano nos Estados Unidos.  Atualmente, acabou de sair o volume #14 no Japão, o #13 norte americano somente em novembro.  No próprio país de origem, Fumi Yoshinaga, a autora, dedica-se a outros trabalhos e a série, que tem capítulos bimestrais, também vai caminhando lenta.  Só que, detalhe, a rigor, já está no seu desfecho.  Afinal das contas, a chegada do Almirante Perry já se anuncia na última página do volume #12, o ano é 1854.

Para quem não conhece a série, Ōoku, de Fumi Yoshinaga, é publicado na revista Melody.  Trata-se de uma série que trabalha com ucronia, isto é, história alternativa.  Eventos reais, personagens reais, estão lá, mas, neste caso, normalmente com seu sexo trocado, isto, porque, uma praga, chamada de varíola vermelha, dizimou a população masculina jovem do Japão, sobram 1/5 dos homens no auge da praga.  As mulheres, agora maioria, tiveram que assumir os postos de mando e os mais diferentes ofícios.  O Shogun – comandante político e militar supremo do país – é uma mulher e ela tem um harém, o Ōoku, que dá nome para a série.  Com o tempo, o que era temporário se torna a norma.  Iniciado como um oneshot, a série fez sucesso e seguiu seu caminho.  


Volume #11
Já no volume #11 parece que começamos a sair da sombra de Yoshimune, a grande shogun, que iniciou a série e é lembrada por todos.  A novidade é que temos um homem como shogun depois de mais de cento e cinquenta anos.  O primeiro, alguém que se sente fora do lugar e é tiranizado pela mãe, Harusada Tokugawa, que governa por trás do trono.  A matrona sempre lembra ao filho que ele é somente um homem e não deve se meter em questões políticas.  

Harusada, neta de Yoshimune, moveu céus e terra para chegar ao poder, é a poderosa vilã que já se projetava no volume #10.  Ela domina os volumes #11 e #12 e o faz da forma mais terrível.  Não há nuances aqui, Harusada é movida por seus próprios interesses, seu prazer pessoal, seu amor pelo luxo.  Ceder o shogunato ao filho foi uma forma de fugir do dever de procriar mais crianças, pois, assim, ela pode se dedicar melhor à governança.  É o que ela diz...


Harusada matou até a própria mãe.
No início do volume #11, sua grande adversária, grande, não, porque é fácil se livrar dela, é Matsudaira Sadanobu, a neta de Yoshimune que se considerava a mais apta ao trono, até ser tirada da linha de sucessão em uma jogada de mestre da vilã.  Sadanobu é uma conservadora, que abomina o luxo e qualquer contaminação estrangeira, assim como os divertimentos.  Ela deseja poupar recursos, quer austeridade, já Harusada não se importa em gastar.  Problemas com os excessos da corte?  Que se aumentem os impostos.  Harusada obstrui qualquer avanço social, não é magnânima.  Pior ainda, quando Ienari, seu filho, descobre sobre a cura para a varíola vermelha, ela o impede de mover um programa de inoculação.  Basta que ele viva e não se meta em política, ela não quer que os homens possam voltar ao poder, que vivam mais.  Que ele  se cale e fique no Ōoku.

Ienari entrou para a história do Japão como um devasso, o shogun que mais produziu filhos, 55 ao todo, e que acabou dilapidando as reservas do país.  No início do volume #11, Ienari parece preocupado somente em obedecer a mãe, acatando a urgência em produzir mais herdeiros.  Só que, diferente de outros shogun, ele ama a esposa, Shige.   Eles passam muito tempo juntos, ele divide com ela suas angústias, eles são parceiros na vida, apesar dos deveres e protocolos que pesam sobre ambos.  São poucos os casais felizes nesta série, então, não esperem que isso dure.


Kuroki e sua família.
Um dos pequenos grandes dramas deste volume é que os filhos e filhas do shogun começam a morrer.  Lady Shige perde seu filho Atnosuke, pouco depois do menino comer um doce.  Uma concubina, O-Shiga, tem uma filha com o shogun.  A pequena morre depois de comer um doce chamado castella, que teria sido enviado pela esposa do shogun.  O objetivo é que ambas briguem oferecendo um pequeno prazer para Harusada, porque é ela que está matando os próprios netos.  São tantos, é melhor selecionar aqueles que valham mais a pena, segundo seu próprio conceito, claro.  

Especialista em venenos, ela também se livra de sua principal agente, a fiel Mume, uma órfã que tinha sido acolhida pela poderosa senhora ainda criança.  Mume desejava somente se aposentar, entrar para um mosteiro, se retirar do mundo, mas ela sabia demais.  Ienari fica transtornado ao saber do que ocorreu. O Shogun presencia, também, a dor de Shige e toma consciência do que a mãe é capaz, do que pode fazer, ele tem medo, mas decide agir com a ajuda de seu chanceler, o fiel Matsukata.  É possível que, em algum lugar, exista algum especialista em estudos holandeses, alguém que possa ajudá-lo a impedir que mais meninos morram.  É o único sonho do Shogun.


Você é somente um homem, coloque-se no seu lugar.
E é fora do Ōoku que encontramos Ihei e Kuroki.  O último casou-se e tem uma aparência desleixada muito diferente do jovem austero e elegante que trabalhava no Ōoku.  Ambos são médicos, coisa rara, afinal, as mulheres executam a maioria das funções públicas e remuneradas.  Os dois ao longo dos anos reúnem-se todos os dias para lerem o mesmo livro em holandês, o único que conseguiram salvar quando expulsos do harém.  O objetivo é não esquecer a língua que, em algum momento, poderá ser útil.  Anos e anos lendo o mesmo livro.  Já imaginaram a angústia?  Lembrar, lembrar, manter o conhecimento vivo.  Apesar do juramento contra as “malditas mulheres” no volume #10, Kuroki parece bem conformado ao seu papel, mas ele sonha...

Kuroki decide deixar a família para trás, ele acabou de ter um filho, e refazer o caminho de Gennai.  Na verdade, é o nascimento de um menino que o empurra para a “aventura”.  Gennai tinha descoberto algo fantástico, mas não teve tempo de passar o conhecimento adiante, algo relacionado à varíola vermelha.  O que seria?  Enfim, fazendo a analogia com a varíola da vaca, que nos possibilitou a vacina contra a variante terrível que atacava os humanos, no Japão imaginado por Fumi Yoshinaga, há a varíola vermelha dos ursos.  Quem é contaminado com ela está imune ao vírus terrível que vem matando gerações de meninos e jovens.


Não adianta nem pedir.  Kuroki não volta para Edo.
Kisuke, o outro discípulo de Aonuma, agora parte de uma próspera família de comerciantes, é contatado por Matsukata.  Ele não consegue mais ler holandês, mas sabe que Kuroki e Ihei podem.  É ele quem faz a ponte, mas Kuroki guarda tanta raiva, tanta mágoa devido ao tratamento dado a Aonuma, Gennai, Lorde Okitsugi, enfim, todos eles, que se recusa a cooperar.  Jamais, voltaria a Edo.  Nem a visita do Shogun em pessoa o faria mudar de idéia.  Jamais!   Mas o Shogun é insistente e, surpresa, humilde.  O coração de Kuroki começa a balançar e ele se reúne com outros estudiosos que vivem nas sombras, homens dispostos a ajudar.

Matsukata e o Shogun terminam por descobrir uma saída, um plano de ação por trás das costas de Lorde Harusada.  Além de Nagasaki, onde por questões de segurança, não se pode descobrir que há falta de homens no Japão, o único lugar no qual os postos de comando são ocupados por homens é no observatório.  Criado por Yoshimune com o intuito de produzir relatórios astronômicos, pluviais e outros que pudessem ajudar o país, lá há uma divisão de tradução de textos ocidentais.  Sabemos que no volume #10 a proibição de que as mulheres se dedicassem aos "estudos holandeses" foi suspensa, mas nada disso tinha sido mudado no observatório, ainda que a coisa funcione mais como cabide de emprego do que como um lugar de trabalho de fato.  É para lá que Kuroki vai.  Ele se torna o chefe a área de tradução.  Trabalhando no observatório, ele pode ser recebido pelo Shogun.


Kageyasu e um Kuroki já idoso.
Kuroki terá que traduzir livros holandeses de astronomia e matemática, algo que ele não domina, mas, na verdade, irá traduzir textos de medicina e comandar uma rede de médicas andarilhas que terão que localizar meninos contaminados com a versão amena da varíola vermelha, ou, se melhor, ursos contaminados.  No novo emprego, Kuroki conhece Takahashi Kageyasu, a única mulher a trabalhar no observatório, porque seu pai só teve filhas e ela herdou seu posto.  Kageyasu é inteligente, esforçada, brilhante na sua área e se via castrada de desenvolver melhor suas competências.  A parceria com Kuroki rende bons frutos.  

Neste volime #12, vemos pouco de Ihei, mas Kuroki retorna ao seu antigo visual.  Faz a barba, se apluma e deixa a esposa estupefata e preocupada com a proximidade entre ele e Kageyasu.  Ao mesmo tempo, a família deve se acostumar com a nova vida em uma casa confortável em Edo.  Não são mais pobres, não vivem mais do atendimento das pessoas simples de uma vila remota, agora, pertencem à elite da burocracia.  Mas por quanto tempo?


Shige acusa O-Shiga de matar seu filho.
Em uma visita ao Shogun, Kuroki é reconhecido e denunciado para Harusada.  O Shogun, Matsukata e Shige, a consorte de Ienari, conseguem despistar a megera.  Aliás, Shige é personagem central nesse volume, já que entra em estado de demência depois da perda do filho.  Mesmo doente e se recusando a se arrumar, ela é visitada diariamente pelo marido.  A mulher o chama pelo nome do filho morto e é a única ouvinte dos planos que Ienari vem desenvolvendo em segredo.  É uma estranha parceria, mas nos fornece belas cenas ao longo de quase todo o volume.  A primeira cena de Shige no volume #12, aliás, é um confronto com O-Shiga, a concubina que também teve sua filha envenenada.  O-Shiga foi cooptada por Harusada, ocupou o lugar de Mume e é os olhos e ouvidos da vilã, além de provadora de seus alimentos.  Mas vamos sair de novo do Ōoku...

Kuroki e seus auxiliares, homens e mulheres, correm contra o tempo.  É preciso inocular o máximo de meninos possível e, para isso, é preciso manter o vírus vivo, passando de um doente para um garoto são e assim sucessivamente, até trazê-lo para Edo.  E eis que Seishiro, filho de Kuroki, se torna amigo do filho de Kageyasu.  A amizade dos dois ia muito bem, até que um dos colegas de turma adoece com a varíola vermelha, é a maior manifestação da praga em Edo por muito tempo.   Seishiro, que ajudou o colega doente, pode estar contaminado.  Uma das andarilhas retorna com a varíola de urso.  Kuroki usa o germe, que pode não estar mais ativo, e contamina o filho.  O menino adoece, mas o que seria?  O germe atenuado?  A forma mais agressiva?


Harusada descobre que foi traída.
Era a varíola de urso e os médicos começam a vacinar.  A história se espalha, com o auxílio do próprio Kuroki.  Mas há muita demanda e pouco pessoal.  Até Kageyasu, que perdeu o filho, passa a ajudar na vacinação.  O Shogun consegue uma boa desculpa para visitar Kuroki e segue com suas conselheiras até o consultório.  Usando de estratagemas, ele fica à sós com o médico e o congratula.  Fora isso, ele dá a idéia de que as vacinações sejam agendadas por ordem de chegada através de senhas.  Ienari, tímido, aparentemente incapaz, começa a mostrar que é descendente de Yoshimune, só que sua mãe, Harusada, descobre tudo.

Matsukata e o Shogun tinham enganado a velha e a mantido fora de ação.  Criaram para ela um harém com homens de vários tipos.  Harusada, que dentro de si trazia algo de devasso, além do sadismo, se divertia, inclusive, envenenando os moços a seu bel prazer.  Segura de sua posição, tendo já selecionado o neto sucessor de Ienari, ela sente até ciúme de O-Shiga que parece cada vez mais arrumada e maquiada.  Desejaria a antiga concubina do Shogun algum de seus rapazes?  Ela ameaça O-Shiga que nega, mas eis que ela descobre por intermédio de uma conselheira (*escolhida pela própria Harusada*) que o Shogun estava governando de fato pelas costas de sua mãe.  É hora de se livrar dele.


Ienari não consegue enfrentar a mãe.
Harusada ama o filho?  Não sei, o fato é que ela ama o seu lugar de poder.  Ienari e Shige são chamados e, diante deles, doces finíssimos são servidos.  O Shogun sabe o que a mãe deseja dele, Harusada chora, mas exige que ele coma.  Ienari, que parecia tão seguro de si, volta a ser o indefeso garotinho tiranizado pela mãe.  Muita gente não entende, mas a dependência emocional e/ou psicológica pode ser tão forte quanto qualquer outra.  Ienari é o Shogun, parecia cada vez mais empoderado, mas, diante da mãe, volta a ser o banana que ela forjou com as próprias mãos.  Harusada come o doce, Shige, também.  A consorte passa mal.  Falta Ienari.  Ele avista o mundo dos mortos.

E, aí, temos uma das viradas de mesa mais espetaculares da série.  Harusada cai babando.  O Shogun começa a berrar por um médico e sua esposa, Shige, diz que não, que deixe a megera agonizar.  Na verdade, e isso é o maior spoiler até agora, Shige e O-Shiga são parceiras na vingança.  Elas envenenaram Harusada por meses, pouquinho a pouquinho.  Agora, é saborear a vingança.  Shige não foi envenenada, O-Shiga colocou somente um purgante em seu doce.  Só que a fiel concubina pagou alto preço.  


As conspiradoras.
Para envenenar Harusada, ela, como provadora, se envenenou, também.  A pintura mais pesada era um disfarce para a perda de sua saúde, O-Shiga não sobrevive.  Já a velha Harusada fica em estado vegetativo por anos.  A única a visitá-la é Shige, que cumpre fielmente os protocolos.  Só que o maior de todos os preços, apesar da perfeita vingança e da libertação do Shogun, é que Ienari nunca mais confiou em Shige.  O amor dos dois, o cuidado que ele sentia por ela, não retornam.  Afinal, ele passa a temê-la.  Como confiar em uma mulher que passou meses, anos, fingindo-se de louca para concretizar uma vingança?

A partir daí, Ienari assume a chefia do governo para horror das conselheiras.  Ele é um homem, que ultraje!  E, a parte triste, mas isso é Ōoku, ele se torna um déspota obcecado.  Ele quer que todos os meninos sejam vacinados, à força se necessário.  Kuroki argumenta, mas tem que se calar.  Gente ignorante não merece explicações.  Até a pena de morte passa a ser imposta a quem não vacina os filhos ou os esconde.  Com o andar dos anos, a vacinação sem limites e seus muitos filhos esvaziam os cofres públicos.  Ienari também mostra traços de personalidade muito parecidos com os da mãe em relação aos muitos netos que possui, a maioria não irá chegar à idade adulta.


Depois de liberto, até o olhar do Shogun muda.
Ienari em seu leito de morte se reconcilia com Shige, a mulher que sempre amou, mas continua reafirmando seu papel de estadista.  Ele sabe que navios europeus e norte-americanos estão próximos à costa do Japão.  Ele sabe que o país pode ser atacado a qualquer momento.  Ienari manda apagar qualquer menção à varíola vermelha e à vacinação das crônicas.  Os estrangeiros não podem saber das fraquezas do Japão.  Ele entrará para a história somente como o devasso que foi.

Vemos então mais uma geração de personagens desaparecer nesse volume #12: Kuroki e sua esposa, Ihei, Ienari, Harusada, Shige, Sadanobu (*que, finalmente, passa a aceitar a vacinação como algo positivo*), Matsukata etc.  Já Takahashi Kageyasu é condenada à morte, mas termina perecendo na prisão.  Seu crime?  Ela fez o primeiro atlas preciso do Japão e deu uma cópia ao médico holandês Philipp Franz von Siebold que tinha tido permissão para abrir uma escola de medicina em Nagasaki.  Siebold visitou Edo e passou algum tempo trabalhando com os tradutores.  Ele termina sendo expulso do Japão.  O chamado Incidente Siebold não é mostrado, mas somente brevemente relatado em uma nota e, por conta disso, queria comentar um problema.


Capa azul de letras brancas.
Fumi Yoshinaga é magnífica, mas, não raro, superficial, ou negligente, com algumas questões que não domina, ou se interessa.  Ela passa batida pelo governo de Ieyoshi, o sucessor de Ienari, como se ele nada tivesse feito de relevante.  Parecia estar correndo com a história.  É um capítulo para fechar o volume #12 com Ieyoshi, o florescimento das artes e da cultura no período, o equilíbrio populacional, o ensaio no rearranjo nos papéis de gênero (*mais homens, famílias começam a ser chefiadas por eles, algumas mulheres voltam a ocupar os lugares tradicionais de mãe, dona de casa e esposa etc.*), tudo isso em um capítulo magro.  Tanto assunto renderia, pelo menos, um volume.  E terminamos com uma página para falar que temos uma mulher como Shogun novamente, Iesada, e que os navios do almirante Perry foram avistados no mar.  É o início do fim do Shogunato.

Vou dizer qual o meu medo, não sei se Fumi Yoshinaga conseguirá terminar a história com a grandeza que ela merece.  Não imaginava que as coisas ainda estivessem por resolver quando da Revolução Meiji.  Acreditava que os ajustes dos papéis de gênero estivessem resolvidos nesse ponto.  Pensei que estávamos na mesma linha temporal, algo que a série sempre sugeriu, e, não, em uma temporalidade paralela.  O que será afinal?  Até imaginei que a derrocada do Shogunato das Mulheres viesse de Kyoto, que por lá, na corte imperial, os homens tivessem recuperado – ou nunca perdido, já que não vimos esse outro cenário – o poder.  Por esse último volume, nada é possível afirmar.   Faltam somente três governantes para o fim do Shogunato.


Iesada, mas e a outra?  Seria a famosa Atsuhime (Tenshōin)?
O Shogunato das mulheres pensado por Yoshinaga é fantástico, mas cheio de pequenas inconsistências, como, por exemplo, o exército ter permanecido formado por homens.  É ordem de Yoshimune.  As mulheres samurai de Ōoku estão aptas a lutar para manter sua posição?  Enfim, queria que a história, que Yoshinaga tinha prometido terminar no volume #12, realmente tivesse chegado ao fim.  Não chegou, mas, de novo, temos capas diferentes.  A do #12 é azul, a do #14 é outra capa branca.  Todas as capas da série são pretas.  São pontos de virada, eu sei, mas será que a autora terminará sua obra-prima de uma forma interessante e coerente?  Yoshinaga nunca fez uma série tão longa e eu tenho medo.  Só o tempo dirá, sabe-se lá quantos anos ainda terei que acompanhar Ōoku... 

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3 pessoas comentaram:

Vibrei que nem em final de novela com a vingança de Shige e O-shiga. Tchau, Harusada!

Também achei esse final do vol. 12 muito corrido. Pelo que li, há um bocado de incidentes (incêndio no castelo de Edo!) e maquinações até Iesada assumir o poder. Espero o próximo volume comece retroagindo alguns anos e nos mostrando mais detalhes.

Confesso que nunca imaginei que a série chegaria ao Bakumatsu. Como iniciou com a Yoshimune, achi que acabaria pouco depois dela. E como você notou, o exército do shogunato permaneceu masculino, mas será que as tropas das daimyos são femininas?(aliás, qual a taxa de daimyos mulheres? E o decreto da Tsunayoshi?) Fico curiosa para ver, se autora realmente for mostrar até aí, como será o embate entre os nacionalistas e os imperialistas. Será que teremos o Shinsengumi?

Quanto à mulher na capa do próximo volume, junto à Iesada, pode também ser que seja Abe Masahiro ou Hotta Masayoshi, senior councilors do shogun.

Um... Eu acho que ela não vai retroagir e espero que a Yoshinaga esteja atenta ao que ela mesma escreveu antes. Muito. De resto, acho que é Atsuhime mesmo. Vi um pessoal empolgado por ela ter aparecido, enfim...

Preciso retomar a leitura dessa série. Infelizmente, o inglês arcaico que usaram na versão americana me confunde e deixa tudo muito mais difícil pra mim.

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