segunda-feira, 31 de julho de 2017

Júlia estréia na televisão



Sábado, levei Júlia para a natação e havia uma equipe de TV gravando.  A funcionária da academia veio explicar aos responsáveis que eram da TV Brasil e estavam fazendo uma matéria sobre a importância das atividades físicas para as crianças.  Prevenir obesidade infantil.  Sim, isso é um problema, claro, mas exercício tem a ver com desenvolvimento motor, socialização e, claro, brincadeiras.  Perguntaram se algum pai ou mãe queria falar para a TV.  Eu não me voluntariei, estava sentada e com o pé torcido e com gesso móvel.  mas acabei apontada.  Bem, lá fui eu falar.  Conversei com o repórter sem a câmera e, depois, ele me gravou falando uns 2 minutos.  O que foi ao ar?  20 segundos, se muito.  Júlia apareceu bastante, como vocês poderão ver aí embaixo:


De qualquer forma, como uma amiga destacou, a matéria foi interessante, porque marcou que entre as meninas adolescentes o sedentarismo é muito maior.  Elas se exercitam menos.  Na verdade, desde cedo muitas meninas são compelidas a brincadeiras estáticas: casinha, comidinha, salão de beleza.  Correr, trepar, jogar bola, para muita gente, ainda são coisa de menino, de moleque.  Princesinhas não devem se sujar, não devem ter  joelhos arranhados.  


Eu não fui estimulada a correr, trepar e jogar.  Tive que operar a perna quando tinha dois anos e pouquinho e fiquei uns tempos de cama.  Caia muito e minha mãe, principalmente, reclamava quando eu chegava ralada.  Não por ser menina, ela nunca dizia isso, mas reclamava, tacava mertiolate, dizia para eu não correr, enfim.  Eu não gostava de sentir dor, nem de levar bronca.  Era desengonçada, cresci mais rápido e engordei muito.  Lerda.  Gorda.  Desastrada.  Era chamada de lerda, não me escolhiam para os times.  Até a 4ª série, eu ainda tentava jogar, depois, não fazia questão, não.  Ninguém gosta de ser humilhado, que riam de você.  Logo, melhor ir para a sua zona de conforto.  Quis fazer judô, mas não aceitavam meninas.  Quis fazer natação, mas só consegui já adulta, na época da faculdade.


Eu quero que Júlia tenha outra infância nesse aspecto.  Que possa correr, subir, se arriscar.  que possa fazer atividades físicas, primeiro de forma lúdica, depois, se ela desejar, de forma mais séria.  Se será natação, capoeira, judô, dança, pouco importa.  Mas espero ter condições de jogá-la para frente. e quero que ela se divirta muito.  Sei que ela se diverte com a natação e é uma delícia ver os progressos dela.  Enfim, a matéria vale pela Júlia e pelo conteúdo, acreditem.

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