quarta-feira, 9 de maio de 2018

JBC diminui sua distribuição de mangás nas bancas de jornal


Não costumo assistir aos informativos da JBC, não é culpa deles, é minha, mas alguém postou uma matéria do site Biblioteca Brasileira dos Mangás comentando o último Henshin on line.  Não vou detalhar a matéria do site, visitem e leiam, está bem escrita, mas comentar algumas coisas relacionadas ao informe da JBC e minha percepção das bancas de jornal. O vídeo está aí embaixo:


Ponto 1: As bancas de jornal estão morrendo.  Quando vim trabalhar no Colégio Militar de Brasília (2002), havia uma banca dentro da escola e uma bem grande na parada de ônibus mais próxima.  Ambas morreram faz tempo.  Na esquina de baixo da minha rua, havia uma banca.  Ela morreu.  No Liberty Mall, o shopping para adultos de Brasília, a banca virou loja de quinquilharias.  A banca do Brasília Shopping, que era grande, tinha até revistas importadas, morreu.  No Rio, a situação não é muito diferente.  O fato é que temos cada vez menos bancas.  As bancas grandes que eu conheço, as maiores, ficam na UnB, mas eles vendem de tudo.  Na verdade, as bancas que eu conheço e funcionam bem, ficam confinadas em shoppings, rodoviárias, e vendem um monte de coisas, parecem mercados.

Ponto 2: No Shopping Terraço, o mais perto de minha casa, há uma banca grande.  Pertence a uma rede, ou franquia, porque a primeira dela que vi ficava no Taguatinga Shopping, acho.  Tenho um amigo que trabalha lá.  Uma das coisas que ele mais reclama é da distribuição.  Quase nada chega no prazo.  Tudo atrasa.  Brasília, capital do país, não é prioridade das distribuidoras, nunca foi, mas as coisas parecem ter ficado piores.  Quando vou ao Rio, há bancas que eram muito fartas e, hoje, parecem sebo.  Não seis e culpa da distribuição, se culpa dos donos, mas sei que a era de ouro das bancas de jornal ficou no passado.


A famosa Banca da Rodoviária de
Brasília, comprei muito mangá lá.
Ponto 3: Distribuição para bancas no Brasil é negócio de poucas - uma, duas - empresas.  Quando se tem monopólio, é possível fazer quase tudo, cobrar o que se quer.  Eu coleciono uma revista espanhola de História que fica meses sem chegar.  A edição de outubro do ano passado, comemorativa da Revolução Russa, só deve aparecer por aqui um ano depois.  Houve mangás já foram cancelados, porque simplesmente não chegavam, logo, não vendiam o que podiam vender.  Deixei de colecionar um álbum de figurinhas (*eu gosto dessas coisas*), porque chegou o álbum, mas as figurinhas nunca apareciam.

Daí, a JBC anuncia que só vai mandar para banca alguns de seus mangás, que os demais irão direto para livrarias ou pontos de venda especializados.  Imagino que gibiterias e essas grandes bancas de rodoviárias, aeroportos e, talvez, shoppings.  Eu não culpo a editora, mas penso em quem reside em lugares nos quais não há livrarias, nem esses pontos especializados.  Vão ter que encomendar?  Assinar?  Pagar frete em um produto que já é caro?  Caro, explico, porque se ganha mal no Brasil e porque muitos leitores de mangá não são assalariados, mas dependem de alguma forma do apoio dos pais.  Será que isso não é elitizar ainda mais o mercado de mangás e diminuir a base de consumidores?  Não tenho resposta.


Agora, só em livraria ou e-book.
Será que é uma boa ideia?  Eu espero que seja.  Eu vejo a vantagem das livrarias, mas eu tenho Cultura, Saraiva, Leitura perto de casa, ou do trabalho.  Eu posso comprar no Amazon.  Para completar a notícia, a Hidaru Mei postou no grupo do Shoujo café do Facebook a notícia de que a Harlequin (*cujos livros viram mangá no Japão*) vai parar de lançar livros físicos nas bancas.  tudo será formato e-book e para livraria, nesse caso, livros que acabam custando mais do que valem, já que é literatura popular de consumo rápido.  É o fim de uma era.  A das bancas de jornal... 

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5 pessoas comentaram:

Infelizmente, é uma situação sem volta.
As bancas vem perdendo clientes há tempos. Num país que já lê pouco, com o acesso fácil à internet, o pessoal praticamente só se informa via celular ou computador. É raro alguém ainda comprar revistas informativas ou mesmo de entretenimento.
A New Pop já praticamente não solta mais nada em banca, e agora com a JBC, é mais uma perda pro setor.
O que precisa ser pensado é: como criar novos leitores se a pessoa não vai ter contato prévio com o manga?

Bem, no geral não discordo, especialmente no que se refere à Brasília, porém todas as vezes que vou ao Rio, as bancas que conheço e freqüento continuam vivas.

Sou de Goiânia, morei em Brasília durante a faculdade e coincidentemente, por morar na octogonal, ia nessa banca. Comparado a Goiânia sempre achei que as bancas de Brasília tinham mais opções kkkkk. Na verdade, sendo de Goiás, nunca senti que as bancas de revista me atendenssem, em geral, quanto mais distante e afastado, lugares que coincidentemente nao tem grandes livrarias, mais limitadas as bancas, na minha experiência, e relativo a mangas, claro. Meu maior meio de contato com mangas sempre foi online. E isso inclusive SEMPrE influenciou minhas compras. Meu primeiro manga físico foi ouran e lembro que comprei economizando o dinheiro que meus pais me davam pra lanchar na escola. E ainda comprava escondida pq minhas amigas compravam capricho kkkkkk. Mas, voltando ao assunto, sou em parte dessa nova geração da internet e talvez mais otimista. É triste o fim de algo, mas encaro como encarei locadoras. Os fãs continuaram surgindo e as formas de mídias vão se alterando. Pra fechar, finalmente em posse de um cartão de crédito, agora só compro online, inclusive de mangas que já li por scalations. Ficou exageradamente grande kkkk Então nao precisa postar, só não mando por email porque está diretamente ligado ao post.

Tem uma banca na minha cidade que cresceu tanto no passado que virou livraria, que está no shopping, nas universidades e etc. Mas, ainda tem muitas revistas e os mangás que têm são os mais recentes. Ela devolve os velhos se não me engano. Para JBC deve ser banca. Só que é bem conveniente para mim chegar ir nela ver as novidades dos mangás e comprar na hora. Nem sempre fico prestando atenção nos lançamentos de mangás. Agora terei que prestar atenção nisso e nem sempre lembrarei disso então consequentemente poderei deixar de comprar. A carteira poderá agradecer.

A minha única saída será fazer encomendas pela Saraiva, já que é a única livraria conhecida aqui na minha cidade *frete grátis*. É mais conveniente para mim pedir por essa loja. Eu moro em uma cidade pequena, as coisas demoram tanto para chegar *choro*. De forma geral os objetos chegam 1° ou em Recife ou em Salvador para depois para cá. Logo não acumularei várias encomendas. Espero para ter em mãos para depois começar os novos pedidos. Quando faço pedidos/encomendas a prioridade é de dvd ou livro. Quase não compro mangá da NewPop pq não vejo vendendo na banca. E pela banca eu sei quando aparece uma nova edição. Agora tenho q prestar atenção nisso tbm.

Quando as coisas mudam temos que nos adaptar fazer o quê. Não sou fã dessa decisão. Mas, tb se eu deixar de comprar mangá eu supero. Hoje eu tenho uma nova paixão Versátil home video <3

A "banca" hoje tb vende caneca colorida, copos, itens de decoração joviais. Ela tb teve que se adaptar com a chegada da Saraiva. E a loja Saraiva é lenta para colocar novos mangás na loja física.

Vocês creem que mangás vingarão em bancas dentro de shoppings ?

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