sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Sekai de Ichiban Hayai Haru um mangá que começou com o pé direito


Todos os dias o Comic Natalie solta notinhas sobre volumes de mangás lançados no Japão.  Normalmente, não comento, mas, por algum motivo, decidi ir atrás de informações sobre Sekai de Ichiban Hayai Haru (世界で一番早い春), série de Shiki Kawabata publicada na revista Kiss.  Enfim, sei que estou sentimental esses dias, mas lendo o primeiro capítulo (*Scanlations AQUI*), parece ser o único com scanlations, era como estar em uma montanha russa de emoções.  Eu leria o volume inteiro, aliás, queria tê-lo para ler AGORA!  Resuminho, depois comentários:
Haruta Mahoro é uma mangá-ka de sucesso.  Sua primeira série vendeu 5 milhões de exemplares, foi transformada em animação, dorama e filme, no entanto, ela está mergulhada em uma crise depressiva.  Seu editor a encontra em estado deplorável, semi-embriagada e com lixo por todo o lado.  A moça diz que não é mais capaz de desenhar, ou escrever e que é uma fraude.  O editor não compreende, mas ela lhe conta um segredo: o mangá que lhe deu tanto sucesso não é seu, não foi criada por ela, mas por um colega de colégio chamado Yukishima Makoto.  Será que Haruta roubou seu trabalho?  É este o motivo de sua culpa?  De sua vontade de se matar?

Não sei se Kawabata Shiki vai manter nos outros capítulos o mesmo nível desse primeiro, mas, bem, a apresentação da série foi espetacular.  Mesmo!  Verdade!  Vou contar o óbvio, ou nem tanto, Haruta não roubou o manuscrito de Yukishima, seu senpai no clube de mangá do colégio, ela o recebeu como herança.  O moço, muito circunspecto, a tratou com frieza quando ela decidiu entrar par ao clube.  Para ele, a maioria dos que se inscreviam no clube de mangá não queriam escrever, ou desenhar, mas ter uma desculpa para ler mangá e ainda contar como uma atividade acadêmica, por assim dizer.  Logo, ele descobre que ela é diferente e passa a estimulá-la.  Ela se sente tranquilizada pelo barulho do lápis do rapaz que trabalha incessantemente.  Ele lhe conta, então, um segredo: ele conseguiu que um manuscrito seu fosse aceito para avaliação por um editor.


Haruta produz um manuscrito de 30 páginas e Yukishima a elogia.  a convida a ir com ele entregar seu manuscrito para avaliação.  Ela sofre um travamento.  Medo.  Angústia.  Ela não consegue mais produzir.  No fim das contas, em uma explosão, diz que não consegue mais desenhar por causa do rapaz e foge.  No outro dia, porém, ela vai até a tal editora sozinha, leva seu manuscrito e recebe críticas duras, mas estimulantes.  A editora lhe dá o último número da revista e o que ela descobre?  O mangá de Yukishima-senpai tinha sido publicado!  Ela liga para o moço, nem espera ele falar, se desculpa e o parabeniza, mas, do outro lado, uma voz lhe diz que é a irmã mais velha dele e que Yukishima tinha falecido na noite anterior.


Haruta, arrasada, vai aos funerais e vê o rosto de Yukishima pela primeira vez sem seus óculos.  A irmã dele se aproxima, agradece a presença, e convida a menina a ir ao quarto do irmão.  Muitos desenhos, manuscritos, material de arte, enfim, e um caderno de notas.  Ela conta para Haruta que Yukishima sofria de uma grave doença cardíaca e que sua saúde vinha se debilitando fazia tempo.  Só que, nos últimos meses, ele voltara a produzir, desde que ela entrara para o clube, na verdade.  Na última página do caderno de notas, Haruta leu "Porque eu encontrei Haruta, eu voltei a ser capaz de desenhar".


Haruta roubou a obra de seu colega, ou lhe prestou uma homenagem?  Ela é uma incompetente realmente?  Enfim, nas últimas páginas do capítulo, ela aparece bêbada e falando em suicídio.  Seu apartamento está uma bagunça, ela escorrega e cai... no colo de Yukishima.  Ela voltou ao clube de mangá, ao colégio, dez anos no passado... Uma nova chance de reconstruir sua vida?  Um sonho?  Uma viagem no tempo?  O fato é que o capítulo me manteve grudada o tempo inteiro e eu quero ler mais e acho que vale a pena.  O primeiro volume acabou de sair no Japão.  

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