domingo, 10 de março de 2019

Comentando Capitã Marvel (EUA, 2019): Um Belo Começo para a Primeira Super-Heroína da Marvel nos Cinemas


Quinta-feira assisti o filme da Capitã Marvel (Captain Marvel).  Tinha colocado na minha cabeça que a estreia era esta semana, no dia 14, e meu marido é que acabou me convidando para assistir.  Gostei do filme, acredito que fizeram um bom trabalho de origem, porque sei, até por ver tantos filmes de super-herói nos últimos anos, que é difícil acertar o ritmo em um primeiro filme. Não pretendo fazer nessa resenha nenhuma referência à personagem dos quadrinhos, nunca li nada da Capitã Marvel, nem tenho vontade de ler, mas tenham certeza que farei todos os comentários necessários sobre a perseguição que o filme sofreu desde meses antes do seu lançamento, porque isso diz muito sobre o momento que vivemos e a cultura nerd misógina que parece se fortalecer nesses tempos de ódio.

Em 1995, no planeta Hala, capital do Império Kree, Vers (Brie Larson), membro da Starforce, tem pesadelos recorrentes que a atormentam, ela sempre vê uma mulher mais velha, que é a mesma face que projeta na Inteligência Suprema, que dirige o império.  Seu comandante e mentor, Yon-Rogg  (Jude Law) exige que ela tenha foco, que controle suas emoções e os grandes poderes que possui.  Em uma missão, a primeira de Vers, para desbaratar um plano dos Skrulls, que os Kree consideram inimigos de toda a galáxia, ela é capturada e termina indo para o planeta C-53, a Terra.  Lá, Vers irá compreender seus pesadelos.  


Vers como membro da Starforce.
A protagonista termina descobrindo que é Carol Danvers, uma oficial da Força Aérea norte-americana, que participava de um projeto super secreto.  Ela também encontra o agente da S.H.I.E.L.D. Nick Fury (Samuel L. Jackson) e a gata Goose, que pertencia à mulher recorrente em seus sonhos. O problema é que nem tudo o que parece ser verdade é, começando pela gatinha laranja que se torna o xodó do agente Fury.

Capitã Marvel é o primeiro filme com uma super-heroína solo da Marvel.  O MCU (Marvel Cinematic Universe/Universo Cinematográfico da Marvel) começou em 2008 com o Homem de Ferro em um planejamento minucioso que incluía as sequências de os Vingadores, a última está por estrear, e da apresentação dos maiores super-heróis da empresa com a inclusão de outros tantos quantos fossem possíveis.  O Homem-Aranha, um dos ícones da Marvel, talvez seu herói mais popular, estava nas mãos de outro estúdio, mas,  tão logo isso foi resolvido, ele foi incorporado ao MCU com sucesso e cumprindo a cota de filmes protagonizados por adolescentes.  Havia a demanda por diversidade e a Marvel colocou o Pantera Negra em campo e ainda saiu (*merecidamente*) com vários prêmios e com três merecidos Oscar.  E faltava uma mulher.


Há personagens masculinas importantes no filme.
O problema é que a Marvel não tem uma Mulher Maravilha.  Eu sou muito mais Marvel que DC, acreditem, mas a Mulher Maravilha é um ícone dos quadrinhos norte-americanos, um símbolo que saiu do papel e se tornou importante na vida de várias meninas que se tornaram mulheres e foram para a rua lutar por seus direitos nos anos 1960.  O nº 1 da principal revista feminista norte-americana trazia a Mulher Maravilha na capa e não foi por acaso.  A Marvel não tem uma personagem com tamanho peso simbólico.  

As personagens femininas da Marvel normalmente são parte de alguma equipe, membros valiosos e importantes, vide Tempestade e Jean Grey, mas não tinham impacto em carreira solo.  Foram em busca de uma heroína que pudesse estrelar um filme e ser fundamental para o MCU, porque ela deve ser a única capaz de encher Thanos de pancada no próximo Vingadores, e escolheram a Capitã Marvel.  Não sou especialista em Capitã Marvel, mas sei que como a maioria dos personagens de comics, ela passou por várias mãos, teve várias fases, vários rostos, foi negra, inclusive.  Não existe, portanto a Capitã Marvel verdadeira para ser defendida em uma crítica ao filme. Aliás, em nenhum dos filmes do MCU convém fazer isso.


Brie Larson não engoliu sapos durante os meses de ataque.
Como sempre acontece com as mulheres em uma sociedade machista, esperava-se muito da Capitã Marvel, mais do que de qualquer herói homem, e vem sempre a enxurrada de comentários ditos bem-intencionados "Se esse filme não der certo, não teremos outros filme com mulheres super-heroínas em muito tempo." "Se o filme fracassar, vai mostrar que super-heroínas não podem ter filmes solo.".  Quantos fiascos tivemos antes do MCU?  Enfim, a gente só olha para o sujeito, ou para a tela de computador e segue adiante.  Trata-se de uma falácia machista reiterada o tempo inteiro.  Nem o cala boca do filme da Mulher Maravilha serviu para esse povo se consertar, mas, claro, a Princesa das Amazonas não é a Capitã Marvel e o MCU é um negócio muito mais estruturado do que a colcha de retalhos "se colar, colou" da DC.

Uma das coisas que me surpreenderam positivamente em Capitã Marvel foi a própria personagem principal.  Carol Danvers consegue ser uma mulher forte, no sentido do caráter e determinação, mas tem senso de humor.  Uma das coisas complicadas dos últimos anos, já coloquei em outras resenhas, é que para ser a heroína de ação, uma mulher tem que ser dura e sem sentimentos, ou deve ter um grande medo de mostrá-los.  E isso ajuda a criar aquela ideia que grudou no imaginário social sobre feministas, elas não tem senso de humor.  A gente prova que tem, mas, enfim, é algo que é repetido o tempo inteiro e as pessoas tem dificuldade em desapegar desse tipo de ideia.


Esse gato, não é o que parece.
O fato é que Capitã Marvel tem um roteiro sólido e não padece de um problema recorrente nos filmes da Marvel, os seu péssimos vilões. Voltarei a isso mais adiante.  Mas é verdade, também, que não tem o impacto emocional de outros filmes do MCU, tampouco, precisou construir todo um mundo ficcional deslumbrante para sustentar a existência da personagem, como em Pantera Negra (*com a vantagem do protagonista já ter sido previamente apresentado*), ou A Mulher Maravilha.  Em contrapartida, mostrou uma cuidadosa construção da personagem principal e contou com coadjuvantes importantes para compreendermos quem era Carol Danvers e, também a própria constituição do MCU.  Isso tudo sem nos impôr um filme longuíssimo, já o ritmo, foi mantido do início ao fim.

Falando especificamente de Carol Danvers, algo que é preciso marcar na protagonista de ação, na mulher forte, é que ela teve um passado de dores, trata-se de um clichê.  Carol Danvers teve que superar muitos obstáculos por ser mulher e essa informação é importante no filme, claro.  Kart, basebol, aprender a andar de bicicleta (*acha que é nada, leia a minha resenha do sonho Wadjda*) e, mais tarde, entrar na Força Aérea podem ser vistas como coisa de menino, ou de homem.  Até hoje, mesmo depois de ser permitido às mulheres norte-americanas servir em zonas de combate, há quem pense que elas não podem ser veteranos de guerra.  Agora, algo importante no filme, apesar de estar enfrentando todos esses entraves, Carol não perde o bom humor, aliás, ele, talvez, seja uma espécie de estratégia de sobrevivência.


Skrulls são vilões, ou vítimas de genocídio?
Mais tarde, quando já é Vers, ele é repreendida por seu comandante/mentor Yon-Rogg por seu excesso de sentimento, que para o kree não é uma marca feminina, mas coisa de humanos mesmo, e pelo seu senso de humor.  Mas, por qual motivo estou me estendendo nesse ponto?  Quem acompanhou a produção sabe que quando saíram as primeiras imagens e os primeiros vídeos do filme, a Capitã Marvel não sorria.  Ela era mostrada sempre séria, ou com expressão raivosa.  Os detratores começaram a cobrar sorrisos, afinal, quem gosta de mulher mal humorada?  

A atriz, Brie Larson, e é por essas e outras coisas que os machistinhas de internet a odeiam, postou os posteres de filmes de super-heróis com sorrisos photoshopados neles.  Ninguém cobra sorrisos dos heróis homens nos trailers e em seus posteres, mas querem que uma super-heroína para deleite dos olhos masculinos com sorrisos sedutores, tímidos, já que cobrar ar de vítima seria demais nesse caso específico.  Querem decotes, olhares lânguidos e poses sensuais.  Isso ninguém vai encontrar em Capitã Marvel, mas temos uma mulher bem humorada, capaz de rir de si mesma e com os outros, corajosa sem parecer estar querendo provar alguma coisa para alguém justificando o fato de ter ganho um filme só para si.  Afinal, tantos outros heróis homens mereciam mais, não é mesmo?
Sorriam, garotos!
Voltando para o roteiro, o filme Capitã Marvel não tem nenhum grande vilão para me decepcionar.  E eu fiquei muito feliz com isso.  Quem acompanha as minhas resenhas sabe que  uma das minhas principais críticas aos filmes do MCU (*e os da DC não estão muito atrás, não*) são esses vilões que não dizem a que vieram e com motivações para lá de megalomaníacas, ou ridículas.  O roteiro assinado por Anna Boden e Ryan Fleck, que dirigem o filme, e Geneva Robertson-Dworet, investe na dubiedade.  Os Kree começam como os justiceiros, terminam um tanto mal.  Os Skrulls começam como vilões que se infiltram para conquistar mundos, terminam como vítimas de perseguição, talvez racismo.  Será que é só isso mesmo?  

O interessante é que ninguém é bonzinho, mesmo a heroína tem áreas cinzentas em sua vida.  Ela perdeu a memória, será que se lembrou de tudo?  Por outro lado, quando todos os seus poderes se revelam, a Capitã Marvel se mostra tão poderosa quando o Super-Homem.  Somente alguém com tamanhos poderes poderá se opor a Thanos no próximo Vingadores, mas percebam o seguinte, quanto mais poderes tem um herói, maior tem que ser o seu oponente.  Estou pensando nos desdobramentos para os próximos filmes da heroína.


Samuel L. Jackson é rejuvenescido para o filme.
O principal coadjuvante do filme é Nick Fury e Samuel L. Jackson é rejuvenescido para o papel.  A interação dele com Brie Larson é muito boa.  O ator, aliás, me passou a impressão de estar se divertindo muito no filme e eu gosto de ter essa impressão quando assisto esse tipo de película.  Capitã Marvel funciona como um filme de origem também para o líder dos agentes da S.H.I.E.L.D. e vemos até um jovem  Coulson (Clark Gregg) em início de carreira.  Há boas cenas com Fury e a gata que não é o que parece, além de termos uma espécie de delineamento do caráter de Coulson, sua fidelidade ao chefe e capacidade de questionar ordens, se necessário.

A veterana Annette Bening faz uma importante participação como a Inteligência Suprema dos Kree aos olhos de Vers e, também, como a doutora Wendy Lawson, cientista responsável pelo projeto de propulsão que tanto os Kree, quanto os Skrulls desejam, e que tem ligação direta com o passado de Danvers.  Ela é, também, uma Kree,  Mar-Vell, inspirada no Capitão Marvel original, ao que parece.  Há outra kree em destaque no filme, Minn-Erva (Gemma Chan), a sniper do grupo, que parece ser a única da Starforce que conhece os segredos do comandante, Yon-Rogg, e os detalhes do passado de Vers.


Duas amigas inseparáveis.
Entre os humanos, temos a participação importante de Lashana Lynch como Maria Rambeau,a  melhor amiga de Danvers e sua companheira de turma da Força Aérea.  Lembrei de uma amiga muito querida ao assistir o filme e ver como construíram a amizade das duas.  Rambeau participou do projeto secreto que teria tirado a vida de Carol Danvers, ela, aparentemente, teve que sair da Força Aérea quando aconteceu o acidente e o projeto super-secreto foi desmontado.  Rambeau pertenceu à primeira geração de mulheres que puderam treinar para serem piloto de combate, mesmo sabendo que nunca lhes seria permitido atuar em missões de guerra.  

Um filme de guerra, dirigido por uma mulher, levou os prêmios Oscar principais anos atrás vendendo uma guerra sem mulheres soldado, quando elas já estavam no campo de combate.  Curiosamente, lembro somente dos elogios dos caras brancos, porque, bem, eles se viam no filme, afinal, o herói era como eles (*não um negro, ou latino, ou...*) e não se importavam dele ser impreciso, ou não, em relação às mulheres, isso é detalhe.  Agora, a Capitã Marvel por mostrar o protagonismo feminino, os obstáculos enfrentados pelas mulheres, parece aos olhos desses meninos mimados um manifesto pedindo sua destruição. Seria cômico, se não apontasse o quão doentes estamos.


Somente no final saberemos a extensão dos poderes de heroína.
Continuando, o filme, é importante lembrar, se passa nos anos 1980 e 1990, mais na segunda década, e parece que existe uma onda de nostalgia em relação ao período, eu não consigo embarcar, mas o filme traz umas homenagens bem legais, esteja atento/a.  De qualquer forma, com Rambeau e Danvers se está discutindo o quanto as coisa mudaram e quão pouco, na verdade mudaram, quando se trata de mulheres nas forças armadas.  Assistindo ao filme, vieram vários outros na minha cabeça, mas, especialmente, o grande sucesso A Força do Destino (An Officer and a Gentleman), que, lá nos primórdios da Era Reagan, fazia propaganda de como a vida militar era capaz de reformar um rapaz meio perdido na vida.  

Não estou falando dele por causa do protagonista interpretado por Richard Gere, mas porque o filme toca marginalmente na admissão de mulheres nos cursos de treinamento de pilotos de guerra.   Tanto Marinha, caso do filme em questão, quando a Força Aérea norte-americanas aceitaram mulheres no mesmo ano.  Em A Força do Destino, há três mulheres, mas somente Casey Seeger (Lisa Eilbacher), uma moça franzina, aparentemente frágil, se forma.  Durante todo o filme, ela tem que ouvir do sargento instrutor, o oscarizado Louis Gossett Jr., que ela é uma cidadã de segunda classe e não deveria estar ali.  Ali não era lugar de mulher.


Lisa Eilbacher interpretou uma candidata pioneira à piloto de guerra.
Curiosamente, a atriz, uma atleta na vida real, deu entrevista dizendo que a pior parte do seu papel era fingir que não era capaz de completar, talvez melhor que outros colegas em cena, todos os obstáculos do treinamento.  Mas há o clichê da mulher frágil e é preciso reforçá-lo para que a audiência (*masculina*) não se sinta ofendida, daí, a personagem sofreu horrores para se graduar.  O filme poderia ser refeito a partir dessa personagem, se alguém desejasse, claro.  São cenas semelhantes as que vimos no treinamento da coelhinha em Zootopia em tom de humor, mas A Força de um Destino é um documento de época, enquanto Capitã Marvel revisita esse passado de forma bem consistente, sem, claro, apelar para o clichê da mulher frágil que precisa ir além de seu próprio sexo para  se tornar "um dos caras".  

Uma mulher que superasse esse treinamento rigoroso, que se formasse, poderia abraçar integralmente a ideologia machista de sua formação, acreditando e levando para a vida que ela é uma mulher superior e especial, diferente das outras, ela poderia, também, passar a mensagem de que, sim, elas mereceram e podem, sim, estar ali, mas que muitas não conseguem sequer sonhar com essa carreira, porque lhes repetem desde cedo que "não é coisa de mulher".  Tipo fazem com matemática, sabe?  A presença da menininha Monica (Akira Akbar), filha de Rambeau, serve para passar essa mensagem para as crianças, as meninas, em especial, de que elas podem sonhar e que não devem deixar que os sentimentos de inferioridade criem raízes dentro delas.  Sim, as amarras que os kree colocaram em Vers são simbólicas.


Meninas como Monica precisam de super-heroínas.
E, gostaria de marcar, foi fofa a cena em que Monica escolhe as cores do uniforme da Capitã Marvel.  Meninas precisam de super-heroínas, precisam sonhar em vestir seu uniforme, ou capa no futuro, tanto quanto os garotos.  Filmes como Capitã Marvel são muito, muito importantes, assim como Mulher Maravilha, para criar um novo imaginário sobre super-heróis e super-heroínas.  E você, homem, pode não perceber isso, mas digo o seguinte, se não é capaz, é por pura falta de empatia.  De quem tem tudo e não quer que o outro, o subalterno, tenha pelo menos um pouquinho.  E, sim, o filme cumpre a Bechdel Rule sem problemas.

Capitã Marvel parece denunciar, não como um tema central da história, que fique claro, que mulheres não se sentem capazes de fazer certas coisas, porque são levadas a acreditar em suas incapacidades, ou, no caso da doutrinação imposta por Yon-Rogg, são levadas a reprimir suas capacidades para serem elogiadas e bem vistas pelos homens, ou machos, já que os kree não são homens. Yon-Rogg quer dominar Vers, porque sabe que ela é mais forte que ele, quer que ela não descubra seus imensos poderes. Aliás, não há interesse romântico para a protagonista, mas olhando para o treinamento-luta entre Yon-Rogg e Vers no início do filme, vi algo de sensual nela.  Será que somente eu vi isso?  Porque se Yon-Rogg tem outros interesses em Vers, a questão poderia ser melhor explorada em outros filmes.


Annette Bening tem destaque no filme.
Caminhando para o fim, Capitã Marvel concede primazia à história das mulheres, seja a protagonista, seja os desafios encontrados pelas piloto de guerra pioneiras.  Trata-se de um filme feminista, sem dúvida, mas não um produto panfletário, como uns e outros parecem acreditar.  É um filme que ofende quem quer mulheres sempre em posição subalterna, ou que se indigna quando uma atriz conhecida por sua atitude pública feminista é escalada para o papel.  Se Brie Larson se comportasse de forma modesta, não retrucasse, o filme poderia não estar sofrendo tanta perseguição.  Sujeitos de extrema direita, porque são mesmo, sejam nerds, ou não, estão realizando uma verdadeira guerra dando notas baixas em sites especializados, ou gravando vídeos com reviews absurdas, acusando o filme de ser o pior do MCU.

A Mulher Maravilha sofreu boicote, mas por outros motivos e com menor alcance.  O fato da protagonista,  Gal Gadot, ser israelense, fez com que alguns países árabe-muçulmanos não exibissem o filme.  Impacto disso para o lucro da película?  ZERO.  Algumas pessoas de esquerda, sempre prontas a associar judeus e israelenses ao mal sem pensar duas vezes, boicotaram o filme, também, mas não organizaram uma força tarefa de resenhas desonestas e notas baixas em sites como o IMDB, Metacritic e o Rotten Tomatoes.  E quando esses sites reagem ao ataque coordenado dos haters, são criticados por tentar censurar a liberdade de expressão.   Exemplo aqui, no mesmo site, cheguei lá com uma pesquisa simples "Brie Larson feminist", vocês podem encontrar um longo texto atacando Larson, uma péssima atriz, na opinião do autor, e a agenda feminista de Hollywood que estragou um filme que deveria ser somente diversão.


O que umas sonharam, ou sequer
puderam sonhar, outras realizaram.
O que estão fazendo com Capitã Marvel é muito maior e é criminoso, muito maior do que fizeram com Pantera Negra, que sofreu ataques racistas. Espero que as bilheterias do filme sejam robustas o suficiente para que a Marvel saia fortalecida do processo e tenhamos mais filmes com super-heroínas e que Miss Marvel seja a primeira da fila, por favor!  Ah, e temos homenagem a Stan Lee, claro e duas cenas pós-créditos, a primeira muito mais impactante que a segunda.  Não saiam da sala quando a sessão terminar.


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