segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Mangá sobre filha de conde apaixonada pelo criado chega ao final na revista Princess Gold


A Princess Gold não é mais impressa em papel desde 2018, mas seus mangás continuam saindo e vários deles são séries de época, como Lupin Étude (ルパン・エチュード) da Yoko Iwasaki, mangá-ka que eu gosto muito.  Enfim, mas o post é para comentar que um dos principais mangás da revista  Hakushaku Reijō to Jūsha no Futekisetsuna Kankei (伯爵令嬢と従者の不適切な関係), de Tsukiko Kuse, chegou ao final e teve seu terceiro volume lançado.


As imagens da série, cujo título traduzido é "A Relação Imprópria da Filha do Conde e de seu Criado", sempre apareciam no Twitter, mas scanlations não existem, acredito.  O único resumo que achei do mangá foi em uma página italiana.  O que eu sei é o seguinte: 


"Situada na Inglaterra vitoriana, a história segue romance de Vivian, filha de um conde, e Snow, um dos criados: um amor entre membros de diferentes classes sociais, contrariando pelas rígidas normas da época."  



Até falei de Emma (エマ) de Kaoru Mori em um post hoje e cabe retomar, porque neste outro mangá, a relação é de um homem de classe superior (*e que não é nobre*) e uma criada (maid), nesse caso, é ainda mais escandaloso, porque é uma moça nobre, alguém que não deveria ter autonomia, tampouco o direito de tomar amantes (*coisa que um homem poderia fazer*) e um moço que não é nobre.  Para os homens de uma classe social superior é uma ofensa sem tamanho que homens "inferiores" se apropriem de suas mulheres como eles fazem com as deles. Sim, é uma relação patriarcal e pautada pela luta de classes, também.


E como falei de Lupin lá no início, quem conhece os livros originais do Maurice Leblanc, sabe que a desgraça da mãe do herói foi exatamente essa.  A jovem era moça da nobreza e se apaixonou por um operário que, para piorar, era líder revolucionário.  Ela casou com o sujeito, mas caiu em desgraça dupla, porque terminou viúva.  Outro caso ficcional nessa linha, ainda que já no século XX, um mundo em mudança rápida, está em Downton Abbey, a filha caçula do conde se apaixona pelo motorista, que para piorar é católico, irlandês e republicano. Ainda assim, só deu certo, e nem vou entrar em detalhes maiores, porque, enfim, os redatores queriam que desse. Se quiser, tem resenha no blog (*Primeira, Segunda, Terceira Temporada e o Filme*).


Enfim, não sei o grau de correção desse mangá da revista Princess Gold.  Situaria as roupas entre final da década de 1880 e início de 1890.  Mas não sei se a autora é muito fiel, e nem precisa ser uma Kaoru Mori, ou está na média.  O traço é simpático, enfim, e queria poder ler a história.

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