quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Mangá sobre Rose Bertin, "ministra da moda" de Maria Antonieta, chega ao volume #2


Nunca falei do mangá sobre Rose Bertin, a estilista de Maria Antonieta, por aqui.  Acho que vi alguma coisa sobre ele, o Comic Natalie falou da sua estreia em 2018, mas acabei esquecendo de comentar.  O fato é que a série Keikoku no Shitateya Rose Bertin (傾国の仕立て屋 ローズ・ベルタン), de Jungetsu Isomi, se propõe a contar a história dessa "self made woman", que começou como aprendiz de uma fabricante de chapéus e se tornou uma das primeiras mulheres realmente bem sucedidas no mercado da moda.  Ela atendia à nobreza francesa e de outros países europeus, e suas criações se tornaram ainda mais cobiçadas depois que ela caiu nas graças de Maria Antonieta.  


Durante a Revolução Francesa, ela se esforçou para manter seu negócio e, ao mesmo tempo, permanecer próxima de sua amiga e patrona, a Rainha.  Forneceu vestidos para a rainha, mesmo que em estilos muito mais simples, até a execução da soberana, em  1794.  Depois disso, para escapar ao Terror Jacobino, ela deixou o país, mas retornou quando a situação se tornou mais segura.


Há várias imagens do mangá na internet, não parece ser nada exuberante e o traço de Bertin é muito típico dos mangás para garotos.  No entanto, a série vale por si mesma.  Scanlations, no entanto, não existem ainda.  Para quem leu a Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら), Bertin aparece no mangá rapidamente, mas sob uma luz negativa, afinal, ela era uma das pessoas acusadas de explorar a boa fé de Maria Antonieta.  


Rose Bertin passou anos visitando Versalhes  duas vezes por semana e levando suas criações para a apreciação de Antonieta.  Ela era chamada de "Ministra da Moda" por seus inimigos.  Há uma lenda de que, durante a Revolução, Bertin teria destruído seus livros de contabilidade para que suas contas não pudessem ser usadas contra a rainha.

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