sábado, 28 de novembro de 2020

Campanha pela Eliminação da Violência contra as Mulheres (Dia 4): Onde estavam os atiradores de elite?

Como me comprometi, estou comentando mais uma notícia que atesta a violência contra as mulheres no Brasil e no mundo.  Ontem, um policial militar de Resende de nome Janitom Celso Rosa Amorim, alguém que deveria cumprir e fazer cumprir as leis, tomou a namorada, a cirurgiã-dentista Mayara Pereira de Oliveira Fernandes, de 31 anos, como refém e a manteve em seu próprio carro durante cerca de 2h30 minutos.  Ela fazia uma pós-graduação e tudo aconteceu no estacionamento da faculdade em Valença, no interior do Estado do Rio de Janeiro.

Durante todo o tempo de cativeiro e negociação, o criminoso ficou várias vezes bem visível.  Poderia ter sido alvejado por um atirador de elite, o que salvaria Mayara.  Não foi.  Quando parecia estar para se entregar, ele deu um tiro no rosto da moça que veio à óbito.  Mayara deixou um filhinho de 5 anos de idade, outra vítima desse crime.  O criminoso tinha outros casos de agressão em sua ficha, pelo menos um deles contra uma ex-namorada.  

A questão é até quando homens vão se considerar donos das mulheres e com o direito de tirar-lhes a vida? O feminicida não disse suas motivações, mas, normalmente, temos suspeita de traição e o desejo da vítima de acabar com o relacionamento.  Os últimos dados sobre feminicídio no Brasil, isto é, assassinatos de mulheres por elas serem mulheres, que eu encontrei apontavam para um crescimento de 22% nos casos, com um boom em São Paulo.  Agora, são dados do início da pandemia, precisamos ver qual será o saldo final disso tudo.

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1 pessoas comentaram:

li no FB

"Uma estudante de pós foi sequestrada na frente da Universidade pelo ex-namorado PM, que a manteve refém por quase 3 horas sob a pontaria de uma arma. Por quase 3 horas um batalhão do Bope esteve 'negociando' com o marginal fardado até que ele se cansou e simplesmente deu um tiro na mulher. Foi preso escoltado pelos colegas de farda, enquanto a estudante morria a caminho do hospital.
Eu não sei o que me deixou mais revoltado nesse caso.
Se é saber que ocorreram inúmeras oportunidades de meter bala na cabeça dele, mas que não fizeram porque certamente não queriam machucar um ""irmão de farda"" e talvez até achassem que ele estava certo em fazer isso com a ex....
Se é saber que ele vai ser julgado pelos seus e que a "punição" dele vai ser ficar trabalhando em 'serviços administrativos' com os parças até o caso esfriar e ele voltar as ruas...
Se é saber que daqui a pouco o caso cai mesmo no esquecimento...
Se é saber que fariam diferente se fosse um moleque negro...."

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