domingo, 3 de fevereiro de 2013

Comentando the Borgias (Segunda temporada, 2012)




Faz quase duas semanas que terminei de assistir a segunda temporada de The Borgias e, agora, chegou a hora de escrever sobre ela.  A série continua sendo a minha favorita no momento, apesar desta temporada ter sido sensivelmente inferior à primeira, especialmente, se pensarmos na questão histórica.  Cada vez mais, os criadores da série tomam liberdades factuais, eliminam ou inserem personagens que teriam alguma importância sem lá muito cuidado.  Se continuar desse jeito, periga virar uma bola de neve que, mais cedo ou mais tarde, acabará descendo ladeira abaixo.  Mas, por enquanto, o carisma dos intérpretes e o belíssimo figurino consegue me segurar na audiência fácil.  E não nego que o Rodrigo Borgia/Alexandre VI de Jeremy Irons é a coisa mais divertida e sedutora de toda a série.  E, pior, é que volta e meia olho pra ele e ainda vejo o Scar do Rei Leão nos movimentos e na cara de tédio ou deboche.  Ele é fantástico. ^___^ 

A primeira temporada terminou com o Papa enganando o rei Charles VIII (Michel Muller) da França, que acreditava que o pontífice estava abrindo caminho para sua conquista do reino de Nápoles.  Só que o reino, especialmente a sua capital, estava sendo dizimado por uma terrível doença.  Roma salva, fechamos com o quadro de família no qual filhos, amantes, e o Papa se reúnem em torno da jovem Lucrezia para saudar o novo membro da família.  Obviamente, as coisas não ficariam calmas por muito tempo.  


 O Rei da França escapa da peste e planeja atacar Roma com o apoio de Caterina Sforza (Gina McKee) e Giovanni Sforza (Ronan Vibert), o primeiro marido de Lucrezia (Holliday Grainger).  Em Florença, a pregação carismática e reformista de Girolamo Savonarola (Steven Berkoff) começa a incomodar o Papado.  Em Roma, a paz da família é abalada quando Juan Borgia (David Oakes) decide vingar a “honra” da família e eliminar Paolo (Luke Pasqualino), o pai do filho bastardo de Lucrezia.  A partir daí, Juan vai se degradando ainda mais como pessoa.  Ele é detestável e, além disso, está morrendo de sífilis, mas continua sendo protegido pelo pai, que o manda passar uns tempos na Espanha para tentar diluir o ódio dos irmãos.  Já  Cesare (François Arnaud) deseja mais do que nunca largar a batina e ter seu talento militar reconhecido.  Já Lucrezia, corroída pelo ódio contra Juan, é pressionada a casar de novo e conseguir sedimentar uma aliança que fortaleça a posição do Papado e traga mais poder para os Borgia.

Como pontuei lá no ínicio, trata-se de uma temporada com altos e baixos, mais altos, claro, do que fiascos.  Os primeiros capítulos, até a Batalha de Fornovo (1495), mostram a ameaça francesa; a tentativa de Cesare de eliminar o Cardeal "ninja" (*assista para entender*) Giuliano Della Rovere (Colm Feore); o talento de militar e estrategista de Cesare, que pode sempre contar com o apoio de Michelotto (Sean Harris); as manobras de Giulia Farnese (Lotte Verbeek) para manter sua posição de primeira amante do papa; e, sim, a preocupação de Alexandre VI e das mulheres de sua família – Lucrezia, Farnese e Vannozza dei Cattanei (Joanne Whalley) – em melhorar a situação dos miseráveis de Roma.  A segunda parte, foca na missão difícil que Cesare recebe do pai de derrotar Savonarolla; na angústia do rapaz que percebe que a incompetência de Juan é uma ameaça para a família; na conspiração de Giuliano Della Rovere para envenenar Alexandre VI; e nas estripulias de Lucrezia, recusando sucessivos pretendentes e recebendo aulas da mãe de como ser uma Borgia e se divertir mesmo no cumprimento do dever.  A temporada termina com Alexandre VI aparentemente envenenado e à morte.  


Os pontos problemáticos dessa segunda temporada foram muitos.  Por exemplo, Joffre (Aidan Alexander), filho caçula do Papa, e sua fogosa esposa Sancia (Emmanuelle Chriqui) sumiram.  Na verdade, foi pior, era como se a personagem nunca tivesse existido.  Esse enxugamento das personagens foi péssimo.  Aliás, teriam que mudar o ator, já que ele deveria passar de menino para jovem, fora que Joffre foi suspeito de matar o irmão, Juan, já que descobrira o caso dele com sua esposa.  Se prolongaram demais na traminha boba de Lucrezia com os pretendentes, que nada enriqueceu a história, além de ser absurda, e perderam a chance de adensar o drama familiar.  A própria esposa de Juan, Maria Enriquez de Luna, nunca aparece, e, agora, é que não vai mais aparecer mesmo.  Aliás, falando em bobagens, foi absolutamente ridícula – ainda que tenha servido para François Arnaud e Jeremy Irons brilharem – do medo de que o filho de Lucrezia morresse caso ela não quisesse amamentá-lo.  Nada ali fazia sentido, já que a ama de leite tinha sido trazida exatamente para amamentar o bebê e impedir que Lucrezia arruinasse a sua beleza, como tinha sido dito antes.

A morte de Alfonso de Nápoles (Augustus Prew) foi outro complicador.  Não a crueldade do Rei da França com o príncipe psicopata, claro, é difícil sentir pena dele e eu respirei aliviada quando soube que ele não iria casar com a Lucrezia.  O problema é que ele é apresentado como irmão de Sancia, quando, na verdade, deveria ser pai dela e de Alfonso de Aragão (Sebastian de Souza), segundo marido da Borgia.  Resultado, é que o marido de Lucrezia – que se mostrou fogosíssima nessa segunda temporada – caiu do céu e sua conexão com Nápoles não se explicou.  Espero que Lucrezia não seja colocada traindo o rapaz e responsável por sua morte.  Escrevo isso, porque no trailer da terceira temporada, parece que Lucrezia, o diabrete, seduz Cesare... O incesto irá se concretizar, ainda que, nessa altura do campeonato, eu nem me importasse mais, pois o elo afetivo e espiritual entre os irmãos é tão forte – e os atores tão competentes – que comove, mobiliza e faz a gente torcer pelos dois.  Eles são almas gêmeas e não precisavam de cenas de cama para mostrar isso.  Não que eu me importe, claro... Nessa temporada, ela diz para o irmão que eles dois estão condenados a não poderem ter quem mais desejam.


Falando no lindinho do François Arnaud, ele teve ótimas cenas com Machiavelli (Julian Bleach), Michelotto e Savonarolla.  Mesmo que historicamente tenhamos vários problemas ali, Savonarolla morreu em Florença, não em Roma, algumas das seqüências de cena foram muito boas.  Até Michelotto avisa que o frade é do tipo que não vai quebrar com tortura... Confesso, sou complacente com The Borgias, mas a série tem muitos méritos.  E finalmente, nos livramos de Ursula (Ruta Gedmintas), o caso forçado de Cesare na primeira temporada.  Aliás, a única cena inútil e sem sentido de Arnaud nessa temporada foi quando ele age de forma violenta com a moça.  Tipo, se a cena fosse cortada, não faria falta alguma, nem o interesse dele por ela pareci justificado no contexto da nova temporada.  A força de Cesare como personagem e suas contradições se mostraram muito mais no carinho e compreensão para com Lucrezia, na vingança contra o primeiro marido da irmã e na capacidade de eliminar Juan sem culpa.  E fora o pai, ninguém sentirá falta de Juan... nem a própria mãe!  Se nem sua mãe gosta de você  já viu...  Falando em morte, como foi sangrenta a de Ludovico Sforza?  O Ludovico real, não morreu pelas mãos de Cesare, mas quem se importa?  Que homem odioso... 

Falando no Papa, Jeremy Irons é magnífico em representar as contradições de Alexandre VI, sempre interessado em fortalecer a sua família, mas, também, um homem devoto e atormentado.  Tão cioso de sua relação com Deus ele é, que passou meia minissérie fazendo jejum e abstinência sexual.   As cenas com as sardinhas e o desespero dos cardeais com o jejum sem fim são ótimas e se repetem várias vezes... Obviamente, na primeira parte da temporada ele deitou e rolou, indo para a cama com várias mulheres.  Aliás, a série abre com Alexandre VI e uma amante qualquer genérica, o que detona a necessidade de Giulia Farnese de se manter interessante aos olhos de Rodrigo Borgia.  


O legal, é que ao invés de colocarem mulheres para brigar por um homem, em the Borgias, elas se unem para atingir os objetivos. São ativas e inteligentes.  É Vannozza dei Cattanei, a mãe dos filhos do Papa e amante desprezada, que ajuda a Bela Farnese dobrar Rodrigo.  Mais adiante, o Papa recorre a ela para ajudá-lo a conseguir casar Lucrezia e confia em seus bons conselhos para várias outras coisas.  Eu realmente temia que Vanozza sumisse e ela se mostrou mais forte que nunca como personagem.  Entre os interesses do Papa nessa temporada está a bela Vittoria (Jemima West), uma artesã que se veste com roupas masculinas e finge ser um rapaz para poder trablhar.  Rodrigo é tão mulherista que no escuro descobre que o rapaz é moça.  Aliás, toda a seqüência de cenas, além de engraçada, é sexy. A Farnese dizendo que sodomia era um vício do qual não podiam acusar o Papa depois de ela mesma dar umas apalpadas em Vittoria.

Pensei mesmo que Vittoria terminaria forçada a entrar em um triângulo sexual com Farnese e o Papa, mas parece que todo mundo se deu bem de alguma forma.  A própria Vittoria foi fundamental com sua inteligência e talento artístico para salvar Roma e foi recompensada pelo Papa.  A única mulher vítima dessa temporada é Ursula.  Essa, realmente, não tinha o que fazer ali.  Ainda que em The Borgias sexo abra muitas portas, as mulheres são personagens interessantes, complexas e inteligentes.  Vittoria, Lucrezia, a Farnese e Vanozza se unem com muito sucesso e conseguem melhorar as condições dos pobres e desvalidos de Roma, tudo isso com carta branca do Papa.  E para quem estranhou, Lucrezia realmente governou Roma por um tempo na ausência do pai e com plenos poderes.  Tal situação só ajudou a aumentar sua “má fama”.


Para não dizer que não houve duas mulheres injustiçadas nessa temporada, e estou excluindo Ursula, temos a esposa de Francesco Gonzaga (Patrick O'Kane), Duque de Mantua,   Isabella d'Este.  Uma das mulheres mais brilhantes do Renascimento, ela foi virtuosa (*e aparentemente casta*), competente administradora, portadora de uma educação clássica de primeira linha.  Em The Borgias, ela virou uma amante anônima de Alexandre VI, aquela que coloca a Farnese preocupada, e que tem umas três ou quatro ceninhas, metade delas, de sexo com o Papa.  Outra injustiçada é a esposa de Juan, Maria Enriquez de Luna, outra mulher inteligente, competente e que assume o controle das terras do marido e gere a educação de seus filhos.  Essa nem deu as caras, como falei.  Parece que seu único defeito foi levar a memória daquele marido imprestável à sério.  Não mostram os filhos de Juan, como não mostraram os filhos do Papa com a Farnese.  No entanto, como as mulheres no geral tem um espaço privilegiado na série, é possível perdoar esses deslizes, ainda que incômodos.

Falando ainda nas mulheres, a melhor personagem feminina dessa segunda temporada foi Caterina Sforza. De novo, tomaram muitas liberdades com ela, transformaram uma mãe de muitos filhos em mãe de um só.  Isso deve dar problema mais adiante... Belicosa, ela defendeu do Papado sua autonomia e posses, aliando-se aos franceses. O cerco de Forli é parte importante dessa temporada, ainda que fora do lugar e com muitas liberdades.  Quem cercou Forli e derrotou Caterina foi Cesare, e tenham certeza que isso estará na próxima temporada. Em The Borgias, Caterina é transformada em uma amazona, uma guerreira inflexível que não cede nem quando seu filho único é capturado por Juan Borgia e torturado diante dos seus olhos.  Mulher madura, ela também pega (*sim, porque ela é quem leva o sujeito para cama*) o lindinho do Cesare e faz gato e sapato daquele corpinho.  Mas aqui eu retorno para o artigo do The Mary Sue chamado Is Historical Accuracy” a Good Defense of Patriarchal Societies in Fantasy Fiction?.  


Ora, esses autores de seriados e livros (pseudo)históricos e de fantasia adoram fugir do factual e inventam mil e uma, mas quando se trata das mulheres, você faz questão de pegar aquelas narrativas mestras mais conservadoras e obtusas sobre o papel das mulheres e colocar como normal.  Assujeitadas, joguetes nas mãos das forças patriarcais, incultas, medrosas, vulneráveis, ignorantes do uso das armas... E historiadoras feministas e outros profissionais da área vêm mostrando há décadas que as coisas não eram bem assim.  Não o tempo todo, não em todo lugar, não da mesma forma.  Acusem The Borgias do que for, mas até agora eles fugiram desse erro boa parte do tempo.   E mais, as mulheres de The Borgias gostam de sexo, elas não oferecem sexo em troca de alguma coisa, ou simplesmente vão para a cama porque estão apaixonadas.  Vittoria, talvez, mas as outras... 

Uma das cenas absurdas relacionadas à Caterina – e aí não dava mesmo, por causa da sua idade – é quando Juan ameaça matar seu único filho e ela levanta as saias no alto da muralha, mostra as genitais e diz que se ele matasse o menino, ela era mulher para fazer mais dez iguais a ele.   Essa passagem é adaptação de um evento da vida de Guilherme Marechal, cujo pai disse algo semelhante quando um inimigo o capturara criança e ameaçara jogar das muralhas.  O que não entrou em The Borgias é que a bravata veio seguida da ameaça, de que se matasse seu filho, o inimigo seria morto.  Só que Caterina não estava em condições de cumprir nem uma coisa, nem outra.  O que não me impede de dizer que Gina McKee estava maravilhosa de armadura, espada em punho, ou de vestido.  Como guerreira, administradora competente ou dando uns amassos em Cesare. ^__^ 


Enfim, foi uma temporada com problemas, mas que, no geral, foi empolgante.  Uma das coisas importantes nessa temporada foi a discussão, que deve se aprofundar depois, sobre a mudança na arte da guerra.  Os italianos e seus condottieri acostumados a guerras curtas, com pouco derramamento de sangue e prisioneiros importantes para barganhar.  Guerra medieval, por assim dizer.  Enquanto isso, os franceses introduzem na região a guerra moderna, com canhões e uso de armas de fogo, mais longas, letais e destrutivas.  Cesare vai ser um dos homens da transição e seu talento militar vai se fazer mostrar plenamente na próxima temporada, eu imagino.

Outro ponto importante é que a questão da sodomia (homossexualidade) estava fortemente presente na pregação de Savonarolla.  Ainda que o tópico tenha aparecido na época, e Florença e outras cidades italianas serem famosas por terem leis pesadas contra práticas homossexuais, o que aponta tanto para o recrudescimento da moral cristã, quanto para a freqüência da violência sexual contra meninos e homens, me pareceu uma tentativa de colocar em cena assuntos que mobilizam hoje.  Houve, aliás, cenas gays com homens e mulheres.  Entre Vittoria e a Farnese, a coisa ficou mais como fetiche mesmo, duas mulheres bonitas e um homem interessante, Jeremy Irons.  Só que, mais adiante, a coisa se adensa com a apresentação do passado de Michelotto.  Não esperava tudo aquilo e a coisa é muito dramática e carregada de angústia mesmo... Não vou dar maiores spoilers.


Enfim, continuo gostando da série.  Sei que ninguém presta, mas não consigo não simpatizar com o Alexandre VI de Jeremy Irons.  É o máximo quando uma personagem que a gente desgosta, ganha outro tom graças ao roteiro e, nesse caso, a atuação inspirada de um ator.  Gosto, também, do resto do elenco, são todos ótimos. Chato é que não veremos mais o François Arnaud de batina. ;-) E o problema de quando a gente termina os dez episódios, é que fica querendo mais, muito mais... Só que já está chegando a terceira temporada.  Será que o climão "família acima de tudo" será resgatado?   E o incesto?  Será que é Lucrezia mesma quem toma a iniciativa de tudo?  Bem, bem, o teaser está aí embaixo.  Não entendi o maldito blur no corpo das mulheres, mas foi o que eu encontrei.  The Borgias reestréia em abril.  Torço para que feche com no máximo quatro temporadas.  Meus BDs ingleses devem chegar logo, logo.  Esta semana devo resenhar a terceira temporada de Downton Abbey.

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10 pessoas comentaram:

Ótima review da série! Ainda não vi a segunda temporada, e o seu comentário me deu mais vontade de assistir!

Eu, particularmente, estava sentindo falta do incesto da Lucrezia/Cesare, porque é um dos escândalos mais impressivos dos Borgias. Fiquei muito satisfeita em saber que eles vão pelo menos mencionar o tema na próxima temporada.

Ainda não vi um único episódio dessa série, e já passou da hora de eu conferir (tudo o que eu li ou ouvi a respeito tanto no Shoujo Café quanto no Shoujocast me instiga a fazê-lo)! A história, ou melhor, as muitas histórias em torno dos Bórgia, sempre me fascinaram. Desde a figura de Alexandre VI até a controversa Lucrezia (não acredito em metade do que se fala sobre ela), e, em particular,a de Cesare...esse, com todos os prós e contras, eu acho "fascinante" (a imagem de Cesare usando uma meia-máscara, por exemplo...). Só por inspirar Maquiavel ele já merece alguma consideração...fora Vanozza, Caterina Sforza...aiaiai...

Vou atrás da série. Obrigado por mais esse review, Valéria! ;)

Bela crítica! Você pode me dizer um site onde possa baixar a série com som original? Porque eu me recusei a assistir a versão dublada na TNT...

Lívia, eu não assisto na TV, baixo direto da internet. Não tenho TV por assinatura.

Lívia , vc encontra no thepiratebay.gl e as legendas no legendas.tv

"Entre Vittoria e a Farnese, a coisa ficou mais como fetiche mesmo, duas mulheres bonitas e um homem"

Nao assisti mas segundo a descriçao... é sempre assim,vai ter algo lesbico coloca homem no meio.Triste,triste.
To esperando por personagens claramente feministas pra haver tal coisa so assim pra nao parecer lesbofobico.

Mas é claro que nessa epoca retratada nao vai existir feminismo.
cenas tipo essa sao desnecessarias.

Dona, lesbofobia não vi em De Borgias. Esta situação fetichista em nenhum momento entrou na qualificação do desejo entre mulheres. Quanto ao feminismo, há mulheres fortes o suficiente nessa época para serem retratadas, elas pareceriam aos olhos de muita gente com uma visão limitada do que era ser mulher como feministas, acredite. E, mais, se tomam liberdades com a História, podem retratar as mulheres de forma mais ativa se quiserem, ou mudanças só podem ser feitas para beneficiar personagens masculinas? Nesse sentido, The Borgias de vai muito bem, acredite.

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