segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Mais Algumas Palavras sobre o caso da Moça do AKB48 e outras questões



Algumas questões que deixei de fora do meu primeiro post sobre o caso da moça do AKB48 e outras reflexões sobre a questão me obrigam a escrever mais um post (*espero, o último*).  A Tabby-chan me perguntou, por exemplo, se as feministas japonesas se manifestaram.  Imagino que algum grupo tenha.  Procurei alguma matéria em inglês e nada encontrei.  Se alguém tiver e puder deixar link nos comentários eu agradeço.  No dia 2 de fevereiro, Minegishi Minami, a moça que raspou a cabeça, compareceu a um evento de aperto de mãos do AKB48 e se desculpou novamente.  

Segundo o Tokyohive, ela se curvou por mais de 15 segundos e pediu perdão aos fãs dizendo que gostaria de conseguir recuperar a confiança de seus fãs e, claro, seu lugar de volta.  E que estava recomeçando.  Vejam bem, cortar cabelo é ritual de recomeço.  Ela agradeceu pela compreensão dos fãs.  Alguns fãs, segundo a notícia, pediram que o vídeo fosse tirado do Youtube.  Creio que Mii-chan, como a moça é chamada, estava sendo sincera quando raspou a cabeça.  Vejam bem, continuo achando que a atitude inicial foi tomada por impulso (*tendo como base mil referências culturais motivadoras, claro*), mas nada impede os empresários do AKB48 de lucrarem com isso.  Quantos eventos ainda teremos com essa moça se desculpando?  Outro vídeo, talvez.  Em nenhum momento, estão questionando  o controle sobre a vida pessoal dessas idols, simplesmente, estão reforçando que ela traiu os fãs, mas se arrependeu e deseja ser perdoada/amada/venerada de novo.  Todo o sistema que se sustenta no controle do livre exercício da sexualidade está de pé, todo o estímulo aos fãs otakus doentios e endinheirados, também.  Negócios são negócios.


Alguém nos comentários afirmou que estava sendo preconceituosa com os otakus.  Não.  Pre-conceito é montar uma imagem antecipada de alguma coisa.  Com tantos anos de estrada nesse fandom de anime e mangá, só na net estou desde 1999, eu conheço bem esse tipo de otaku.  E é um tipo de otaku, coisa que fiz questão de deixar claro.  Que o AKB48 tem mais fãs do que esse grupo de pressão, eu bem sei, ou não colocariam mangá do grupo na Nakayoshi, o que não torna esse sistema de idols melhor ou anula a violência de gênero explícita nesse caso.  Esse tipo de grupo serve para vender essa erotização da inocência para meninas de colégio.  E isso, me preocupa, também.  Só que é conscientemente um xamariz para esse tipo de otaku descrito acima e seus empresários sabe bem disso.

Falando nisso, hoje, por acaso, meu marido estava assistindo um episódio do anime do grupo.  As meninas não são desenhadas peitudas e têm um ar bem juvenil, tentando seguir o modelo original.  Quadris estreitos, seios pequenos, traços pendendo para o pré-adolescente.  Há inclusive a personagem inspirada em Minegishi Minami.  Lá pelas tantas, há uma sessão de fotos na praia e com biquíni.  Duas meninas estão sendo fotografadas por uma mulher que pede que elas se agarrem, e rocem uma na outra e coloquem um clima mais sexy.  As duas, muito sem graça, obedecem.  Se você acha que este material é para atrair meninas de 11, 12 anos, desculpe, você está errado.  Esse anime tem como seu maior alvo esse público otaku masculino específico, que se apropria de coisas feitas para criança, como Precure (プリキュア), e invade eventos infantis provocando ansiedade em mães, pais, promotores de eventos e menininhas.  Vocês acham que estes dakimakura (* travesseiro de 1,50m*) são para as meninas fãs da série (*1-2-3*)?  Pare de se enganar, a cultura lolicon está fortemente infiltrada em todo lugar.  Aquele sujeito com recursos para gastar obsessivamente com seu hobby sabe que as empresas vão inundar o mercado com produtos que atenda o seu gosto e alimente seus desejos. No entanto, esse comportamento das personagens no anime manda também mensagem para essas meninas do que pode ser sexy ou aceitável para conseguir a atenção.


Passeando por aí, achei uma matéria com trechos traduzidos de uma entrevista com Kashiwagi Yuki, uma das AKB48 mais populares.  Lá, ela fala da tal “lei” que bane relacionamentos amorosos: “Como me entrei para o AKB48 quando estava no 9º ano [*13 ou 14 anos*], nunca tive dúvida sobre o conceito.  É completamente natural para mim. (...) Se nós entrarmos em um relacionamento amoroso, eu imagino que o sentimento de apoio dos fãs irá enfraquecer.  Relacionamentos, vida privada e liberdade.  Eu abri mão dessas coisas para me devotar ao AKB48, porque eu tenho esperanças e sonhos que eu quero realizar e eu gostaria que os fãs prestassem atenção a essas coisas e nos apoiassem apenas tentando fazer isso.  (...)Para unificar todas as mentes, a ‘lei que bane o amor’ é necessária. (...) Depois refletir muito, pensando diferentes coisas, eu já cheguei a conclusão de que idols são aqueles que sempre coloca, seus fãs em primeiro lugar, pensando no que eles podem fazer para agradar os fãs."

Tradução da tradução nunca é boa coisa, mas vocês podem ter uma idéia: 1. Ela não falaria nada sem autorização dos empresários; 2. Ela cresceu dentro do AKB48, era uma menina quando entrou e não conhece muito fora dele; 3. Essa história de servir e agradar os fãs/clientes pode ser rastreada dentro da cultura japonesa em outras ocupações com certo prestígio, como a de gueisha; 4. Essa doutrinação lembra muito aquela que é feita dentro de certas seitas e grupos religiosos; 5. Não há muita oportunidade de carreira para as mulheres japonesas (*matéria recente aqui*), ainda mais uma que traga reconhecimento, mesmo que às custas da abdicação da vida privada;  6. Ninguém assina contrato com 13 ou 14 anos sem que o responsável opine.  Há quem acredite que um adolescente de 13 anos "saiba tudo da vida", mas aqui ou no japão, são somente seres humanos que precisam amadurecer muito e tem pouquíssima experiência de vida.


É diferente no Ocidente?  Sim, mas os mecanismos de erotização precoce e de controle da sexualidade estão aqui, também, assim como a disposição de pais e mães em sacrificarem seus filhos pensando em um futuro melhor para eles e si mesmos.  Meninos de 10 anos tem o passe comprado por clubes de futebol.  Meninas de 11, 12 anos participam de seleções de modelo.  Tempos atrás, um dos responsáveis por uma das grandes agências de modelo do Brasil relatou que muitas mães falam sem problema que se precisar, a menina emagrece cinco quilos em uma semana, que ela consegue.  Será que haveria muita reserva em colocar essa criança em uma situação de risco de pedofilia ou prostituição?  Será que são somente os pais japoneses que permitem que suas filhas façam sessões de foto para esses adeptos de lolicon?  Reflita um pouco.

A Gabi N., deixou escrito isso aqui nos comentários “Elvis arrebatava corações pelo mundo, Madonna sempre foi provocante, Michael Jackson dançava de forma insinuante. Só que numa mentalidade ocidental, NINGUÉM ESPERAVA QUE NENHUM DELES FOSSE CASTO OU PURO.”.  Só que Gabi, os três exemplos citados eram de pessoas adultas (*OK, MJ começou muito cedo, mas veja que não foi muito feliz*) e muita coisa mudou dos anos 1980 para cá.  Quem vê imagens do Show da Xuxa na Manchete ou na Globo pode se pegar pensando em como uma moça com shortinhos e tops daqueles apresentava programa infantil, mas era comum.  Que criancinhas no início dos anos 1990 dançavam na boquinha da garrafa em programa vespertino dominical.  A erotização continua grande, mas colocaram limites a determinadas situações explícitas, ou seja, os mecanismos de controle mudaram.  


Há quem ache que Bruna Marquezine fazendo a periguete na novela das nove é pedofilia, mas esquecem que ela tem 17 anos.  Erotização, super-exposição, mas ela está sendo vendida como mulher.  É algo muito diferente do que é vendido no Japão como erótico.  A objetificação das mulheres é a mesma, mas Marquezine, mesmo em um Brasil, tem um leque de opções de carreira muito maior do que a da média das moças japonesas.  Ser idol é sonho e pesadelo.  Mas vivemos, sim, no Ocidente, um backlash que erotiza e, ao mesmo tempo, propagandeia pureza e castidade.  O que são os “purity ring” americanos que os atores adolescentes da Disney muitas vezes usam ou são obrigados a usar?  E o programa True Love Waits (Quem ama espera)?  Conhecem?  E o lenga-lenga entre Edward e Bella?  Tudo muito erotizado, mas sem sexo.  Ou o culto das Princesas e dos Príncipes?

Eu procurei loucamente a imagem de uma camiseta desses grupos religiosos que dizia “Sou tão sexy que posso fazê-lo esperar”, ou algo do gênero. A moça pode fazer o rapaz esperar, ele é o ativo, ela o alvo.  Daí, vocês tiram o nível de vulgaridade desse tipo de movimento que surgiu em 1995, era custeado pelo governo norte americano, e ganhou notoriedade.  Milhares de jovens nos EUA, principalmente, participam de cerimônias públicas nas quais juram se manter virgens até o casamento.  Lembro que quando ouvi falar pela primeira vez desse movimento, conversei com uma amiga na Igreja, eu tinha menos de 20 anos, e disse que isso era invasão de privacidade, que a vida sexual de uma pessoa só a ela interessava. Ela discordou, achou que o movimento estava certo, que era preciso enfatizar “valores”.  Obviamente, isso não melhorou a qualidade da educação sexual recebida nas escolas norte americanas, mas fez surgir uma geração que não se sente confortável para falar de sexo, mas que fala de sexo o tempo inteiro com seus silêncios e práticas de cerceamento.  

Por conta de coisas como o True Love Waits, temos situações como as diagnosticadas pela historiadora americana Dagmar Herzog: “O maior problema tem sido a perda de poder das meninas. Se numa escola se usa um par de tênis sujos e gastos como símbolo de virgindade perdida, é claro que quem se sente mais fraco e vulnerável são as meninas.  Há 20 anos eu dou aulas de história da sexualidade para jovens universitários e vejo uma grande mudança. As jovens não estão mais confortáveis, confiantes sobre o que querem ou não fazer. A confiança foi danificada e precisa ser recuperada. Mesmo as congressistas democratas passam por momentos difíceis porque ninguém quer falar publicamente sobre sexo.”  Seria ruim de qualquer forma, no entanto, se não houvesse uma dupla moral, seria tão doloroso perder a virgindade para um menino ou uma menina, mas não há igualdade de gênero, logo, as impuras, as vadias, os “tênis sujos e gastos” geralmente são as meninas.

Ainda falando de Disney, uma das coisas que estão sendo discutidas em vários sites e blogs é o chamado “new look” das princesas.  Olhar lânguido, um ar ligeiramente sensual (*nada que excite um fã de anime, imagino*), cintura mais marcada, e seios ligeiramente maiores.  Estava comparando as imagens da Cinderella – a mais popular das princesas (*não sei eu por qual motivo*) –, da aurora (*Bela Adormecida*) e da Bella.  Elas estão mais bonitas?  Sim.  Muitos adultos gostaram?  Sim.  Só que o público alvo da linha princesas são menininhas de, sei lá, 0-9 anos por aí.  Exagero de feminista?  Pare e reflita sobre qual o objetivo desse makeover, dessa transformação, e qual seu sentido pedagógico para uma menininha.  A Lola já falou várias vezes   do livro Cinderella ate my daughter, de Peggy Orenstein, e eu recomendo.  A análise é rica e expõe algo que a psicóloga Olga Carmona apontou a da naturalização desde muito cedo na cabeça das meninas do seu papel de objetos sexuais.  Hiper-sexualizadas, mas impedidas até a adolescência e, talvez, além até, de fazerem sexo.  Trata-se de um jogo perverso.  


Pensem que nos EUA há estados que querem elevar cada vez mais a idade de consentimento.   O objetivo não é proteger os jovens, mas controlar o livre exercício da sexualidade, impondo um padrão de abstinência oriundo dos círculos cristãos fundamentalistas a toda a sociedade.  Não consigo convencer, vou impôr.  O adulto transgrediu, e pode ser o rapaz/moça de 18 anos com um menor de 16, a depender do lugar.  Cadeia.  A rapidez em penalizar namorados, às vezes, é mais rápida do que a de punir estupradores.  Cuidado, que o discurso de muitos congressistas anti-pedofilia é muito nessa linha.  Pedofilia é atração por crianças.  A lei define a idade de consentimento no Brasil em 14 anos.  Por causa disso não deixa de existir estupro, corrupção de menores e outros crimes, simplesmente, o/a adolescente está livre para fazer sexo consensualmente com quem quiser.  Eu posso até achar cedo, mas cabe aos responsáveis a orientação, e, não, na sua incapacidade ou irresponsabilidade, pressionar o Estado para que crie leis muito dúbias.

Voltando aos anéis de pureza e tudo mais, não me surpreende que muitos desses ídolos americanos surtem quando chegam no limiar da idade adulta.  Que queiram se reinventar e, ordinariamente, mudem seu modo de vestir, apareçam com drogas e bebidas alcoólicas, tentem passar uma imagem hiper-sexualizada que quebre com tudo o que lhes foi exigido por anos.  Tudo isso é altamente destrutivo e não garante o sucesso de ninguém, mas expressa o despreparo e o desespero de muitos deles.  Muitos desses meninos e meninas começaram muito cedo, assim como as AKB48 e não fizeram a maioria das suas escolhas de carreira.  Só que a fabricação em série desses ídolos juvenis norte americanos é diferente, assim como a forma de administrá-los.  No Japão, o sentido de grupo, de dever, a disciplina parecem maiores.  Não há, também, a diretriz religiosa fundamentalista cristã norteando o conceito de pureza.  E, claro, ainda que existam fãs fanáticos no Ocidente, eles não têm um comportamento grupal organizado como o dos otakus hardcore japoneses, tampouco o seu poder de compra e de pressionar a indústria. 


Sim, eu acredito que o fã otaku de AKB48 seja muito mais daninho que as fãs adolescentes de Justin Bieber ou as adoradoras e adoradores de Bella e Edward.  Kristen Stewart já sacudiu a poeira e deu a volta por cima.  Perdeu fãs, ganhou fãs, continua rentável, basta ter cabeça para administrar sua carreira.  Pode ser que Minegishi Minami consiga o mesmo, talvez, dentro do próprio AKB48, mas todo esse sistema de idols que se intromete na vida privada dessas meninas persiste.  Houve quem comparou o caso de Minegishi Minami ao da moça do Pânico na TV.  Olha, Babi Rossi não precisava raspar o cabelo, se se demitisse conseguiria se inserir em outro lugar rapidamente, seria apoiada pela sua coragem, como foi deplorada por ter cedido.  No fim das contas, cortar-lhe os cabelos foi uma brincadeira de mau gosto, talvez pudesse até configurar crime, mas não tem o mesmo significado do da moça do AKB48, ou do que é cortar ou raspar a cabeça no Japão como forma de pedir perdão assumindo que se falhou.   

Ser parecido, não é ser igual.   Objetificação das mulheres, o backlash em relação ao sexo, a erotização de produtos infantis, a capacidade dos pais de sacrificarem suas filhas e filhos em busca de um contrato valioso, existe em muitos lugares.  Agora, o tipo de fã raivoso, obcecado por uma falsa imagem de pureza e virgindade que vê na idol sua namorada imaginária, só existe em bando em um único lugar, o Japão.  

P.S.: Recomendo o texto do Mais de Oito Mil. A Mara escreveu um belo texto sobre o assunto.

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22 pessoas comentaram:

Então Valéria, eu mencionei os cantores pop porque no Anikenkai, o colunista disse que as meninas do AKB48 exploravam pornograficamente os seus fãs, então eu quis dizer que a indústria pop sempre fez isso, sempre vendeu sexo.
A diferença é que no ocidente as pessoas não deixam de achar alguém sensual por ser sexualmente ativo. O meu comentário era principalmente contra o lolismo que rola no Japão, a infantilização para a erotização, acho que você não entendeu bem...

Por exemplo, a Britney Spears também era jovem, da idade das meninas do AKB no seu auge. Ela era sex symbol e nunca precisou se fazer de pura para vender sexo.
Agora lá no Japão a coisa parece tomar outros rumos... Eu acho que essa valorização da pureza e castidade conversa de pedófilo, mais do que qualquer coisa.

Porque o cara se excita em ver as meninas usando roupinhas de criança, lacinhos e sendo kawaii. Mas a partir do momento que ela faz sexo (e se mostra madura sexualmente), ela deixa de ser sexualmente atrativa dentro dessa lógica doente do MOE.

Japonês precisa entender que CRIANÇA NÃO GOSTA DE SEXO, PORTANDO INFANTILIZAÇÃO NÃO É SEXY. No dia que eles entenderem isso, atrocidades como Kodomo no Jikan não serão mais produzidas. Porque na minha opinião, o mesmo público que obriga a menina a se manter pura, é o mesmo público consumidor de loli-con e de moe. O mesmo público que acha a pureza erótica.

Claro que aqui ocorre a sexualização de crianças, o que também é errado e nojento. Mas veja que as meninas ocidentais "erotizadas" sempre tendem a parecer mais velhas, com saltos altos e maquiagem pesada. Agora lá no Japão eles querem deixar meninas adolescentes de 18 anos parecendo menininhas da terceira série, com seus vestidinhos de criança.
A lolita criançona lá é considerada muito sexy.

Muito se falou sobre as questões de castidade, de controle sexual... Mas eu realmente acho que faltou falar no verdadeiro motivo pela obsessão para que as idols sejam castas e puras.

Muito interessante o ponto de vista desse seu texto. Gostei da abordagem do "puritanismo" norte-americano (e, porque não, ocidental) e achei muito pertinente.

Mas voltando ao Japão, na minha opinião esse problema todo com as idols é mais uma questão de lolismo do que qualquer outra coisa...

E não poderia concordar mais com o último parágrafo do texto, sintetiza muitas coisas que eu penso sobre o assunto.
Jovens ídolos existem no mundo todo, mas essa turma de creepy-otakus adoradores de MOE só existe no Japão, e eu acho que eles deveriam ser tratados como um problema de ordem psiquiátrica pelo goveno, com a mesma preocupação e seriedade que os hikikomoris.

Gabi, até os 17/18 anos, Britney se vendia como virgem e era vendida como tal. Fazia o jogo de provocação erótica e, ao mesmo tempo, aparecia com looks que lembravam a infância (*roupinha de colegial*) ou objeto fofos, como ursinhos de pelúcia. Veja lá o post da lola, ela coloca uma capa, inclusive.

Madonna pertence a outra geração. Britney já faz parte da linhagem dessas estrelinhas da Disney que vendiam imagem de virgindade sexy e, depois, despirocaram.

Poxa Valéria, eu não disse que você é preconceituosa, eu disse que a abordagem (na minha opinião) foi preconceituosa. Afinal, otakus são desajustados socialmente, então é natural que as pessoas tenham facilidade em culpá-los sem muita contestação. Mas, como eu disse, eles não sustentam a indústria, o AKB48 rendeu 200 milhões só no Japão em 2011 e eles não são a principal renda dessa indústria. Só queria ter acrescentado essa informação, que não vi sendo citada em nenhum lugar.

Ah sim, você está correta. Mas ninguém começou a achar que ela era menos sexy depois que ela parecia gostar de sexo...

Mas sei lá, pra mim esse caso da turma da Disney é tão diferente das idols... Ninguém persegue esse povo, deixa eles namorarem, etc. E querendo ou não, com anel de pureza ou não, eles sempre estão erotizados e querendo parecer sexy nos clipes, etc.

As meninas do AKB48 tamém tem seus books de lingerie e de biquini, claro. Mas a imagem mais forte que eu tenho delas é de um bando de marmanjas falando como se fossem uma criança de 3 anos e gesticulando como tal, pra ficar "kawaii".

Você sabe quando que começou essa obsessão com o MOE, e esse lolismo todo japonês? Porque óbvio que existe pedofilia no ocidente, mas o loli-con lá é uma coisa muito mais descarada e, me parece, mais frequente.

Vi o post da Lola. Eu realmente desconhecia isso de que a Britney passou a ser rejeitada depois de madura, que coisa horrível. Como sempre vocês estão certas e eu tenho muito o que aprender hahaha

(mas ainda tenho nojinho do complexo de lolita japonês)

Eu nunca entendi porque as pessoas fazem tanta questão de se dizerem "puritanas". Na minha opinião a vida sexual de alguém é despeito somente a ela.

Gabi, esses meninos da Disney podem namorar, mas não podem fazer sexo ou dizer que fazem sexo. A direita cristã deseja que esses meninos e meninas sejam modelos da sua campanha de pureza a anéis da castidade servem para marcar isso. Havia uma matéria na Folha hoje falando da decadência dos Jonas Brothers. Eles, mas do que muitos outros, foram garotos propaganda dessa campanha. Só que, assim como as idols, eles são descartáveis.

Quando ao lolicon, sim, concordo que no Japão a produção desses materiais invadiu e contaminou o mainstream. No entanto, não perca de vista que o fascínio pela Lolita – a criança que, ao mesmo tempo parece mulher (*veja a foto da modelo Thylane Loubry-Blondeau*) – está no Ocidente, o termo foi cunhado aqui. E, bem, o tarados operam em cima da idéia de que a menina impúbere é responsável pela sedução. Essa idéia da mulher que seduz e leva ao pecado e destruição é muito mais forte na cultura judaico-cristã.

Quanto a criança não gostar de sexo... Bem, depende do que estamos chamando de sexo. Masturbação é algo que crianças fazem. Estimulação sexual é algo prazeroso. A questão é que convencionamos cultural e religiosamente que isso é “coisa de adulto” e as neurociências e a psicologia nos apontam que crianças não estão maduras o suficiente para entender o que o sexo significa em toda a sua extensão. Ou seja, a culpa é do adulto. Mas é a lei que determina quem ainda é criança, ou não, assim como quem é maior de idade, ou não. Eu acredito que existam pessoas que amadurecem – física e/ou psicologicamente – mais rápido ou mais devagar, no entanto, como medir isso? Daí, reforço, é a lei que convenciona. E precisamos dela, já que bom senso a gente não encontra em todo lugar.

Kazi, o AKB48 é fruto dessa cultura otaku, não há como fugir disso. Mesmo que o AKB48 tenha muito mais fãs do que esse grupo altamente problemático, isso não torna a cultura dos idols menos daninha ao jovens envolvidos nela.

A administração do AKB48 publicou algo como um press release oficial tentando explicar a situação -http://www.japanator.com/akb48-s-manager-responds-to-minami-minegishi-scandal-27868.phtml - mas me pareceu algo inútil, pois o prss release dá a entender que o AKB48 acha que não fez nada errado e não vai dar o braço a torcer, algo do tipo 'a coisa pode ter tomado uma direção ruim, mas era necessário, não podíamos deixar a Minami sair ilesa, temos que pensar no nosso lado também, etc'.

Achei que foi mais um esforço de manter o status quo do que um reconhecimento de que as coisas não estão bem, pois é claro que a direção do AKB48 não vai fazer nada que mude a imagem do grupo e consequentemente corra o risco de afastar os consumidores moe-lovers endinheirados.

Eu sei que misoginia é um problema grave e que o capitalismo prospera promovendo desigualdade em escala global, mas capitalismo e misoginia trabalhando mais próximos do que unha e carne é uma situação que eu nunca havia percebido antes o quanto é poderosa e assustadora. Sintomático.

Bem lembrado essa erotização presente no ocidente, um dos programas que mostra bem isso é o "Toddlers and Tiaras" em que mães americanas fazem absurdos para suas filhas ( e raramente filhos ) ganharem concursos de beleza e ao contrário do que vemos no Japão ( adolescentes/adultas se passando por crianças) vemos crianças se vestindo como adultas.

Escrevi um post que é relacionado ao que ao que você diz. Eu ainda não postei no meu blog (que ainda é novo), mas discorri um pouco sobre a hipocrisia de uma sociedade que impõe a super sensualidade como comportamento padrão, mas ainda coloca o sexo num plano demônico. Mas o que queria comentar mesmo é que acho impressionante como coisas como "Crepúsculo" se dizem enfatizar o "o poder da mulher", colocando como deve ser um comportamento feminino padrão na sociedade, e assim reforçado assim um comportamento sexisista.

Para quem falou da Britney, quando ela era mais nova, tal como essa idol, era um verdadeiro auê em cima da virgindade dela (tipo era uma preocupação internacional, se falava mt nisso). Hoje não comentam mais por conta de todos os dramas midiáticos q ela viveu depois do divórcio, mas naquela época mesmo eu sendo criança me lembro de várias entrevistas em q ela falava justamente disso, q o certo era esperar (mesmo na época q vivia com Justin). Pensei q tivesse acabado quando ela lançou o terceiro álbum mas me lembrando agora ela nessa época deu uma entrevista pra Oprah dizendo a mesma coisa, mesmo com todos os clipes provocantes (vide Im a slave for you) ela continuava com esse papinho de virgindade. E sim, quando ela era adolescente havia fotos nessa linha de menininha + erotismo. Me lembro de ter lido uma vez q foi mt criticada essa foto na época: http://oi45.tinypic.com/2818zmp.jpg justamente por isso. E ela foi sim criticada depois q saiu dessa fase, hoje se comenta mt nos clipes dela Ahhh q saudade da época em q ela era uma boa influência, era santa etc.

E até hoje as celebridades americanas por exemplo, mesmo as maiores de idade ou as q não fazem parte desse culto a virgindade, não podem sair falando qualquer coisa sobre sexo.. Lendo sobre a situação atual no Japão, me lembrou um texto da Lola em q ela falava sobre Polanski e como era normal a super erotização de meninas q mal tinham entrado na adolescência antigamente..

Hello, sou o "marido" supramencionado.

Não pretendo me alongar porque o debate, sobre este caso, é interminável. Parafraseando Caetano, "Quem lê tanto post?"

O que faltou dizer é que há uma retroalimentação entre os/as "idols", gerenciados/as por seus empresários, e os fãs. Não foi invenção do criador do AKB48 utilizar jovens meninas, e respectiva sexualidade, para vender discos e "n" produtos mais. O AKB sequer é o mais ousado - lembremos das TATU. Independentemente da qualidade musical, e tanto as AKB quanto as TATU têm algumas músicas inegavelmente boas, algumas minissáias e shortinhos ajudam a vender um pouco mais de discos, ingressos, etc. Algum gênio maligno da mídia, que não foi Goebbels, teve essa idéia há sabe-se lá há quanto tempo. Os/as "idols" usam seus corpos, sua imagem erotização, como chamariz e os/as fãs pedem mais e ganham mais e o ciclo se repete numa espiral ascendente até que a máquina quebre e produza uma aberração como a pobre Minami com sua cabeça raspada como se fosse um passarinho deplumado e todos param para olhar chocados e dizer como o sistema é injusto e perverso. Mas eis que na sociedade do espetáculo qualquer publicidade é boa, mesmo a má publicidade, e sempre é possível lucrar, seja com o belo (e sexy) ou com o grotesco. O caso talvez tenha nos proporcionado um minuto de reflexão, mas vamos continuar consumindo e muitas Minamis mais serão atiradas dentro da máquina de moer carne e fazer dinheiro. O sistema de "Idols" é um tipo de prostituição, talvez menos cruel, no outro extremo estão as miseráveis que a novela pobremente retrata. Mas não se enganem, ambos os extremos, e variações intermediárias, são produtos legítimos da sociedade de consumo - nós mesmos.
Agora vou voltar pro meu AKB0048 ;-)

Volta e meia aparecem noticias estranhas sobre o mercado musical e de entretenimento sul-coreano e algumas lembram esse casos que acontecem no Japão.

Nós comentários do outro post, você, Valéria, falou sobre o caso da menina que se suicidou enquanto gravava Boys Over Flowers (versão coreana de Hana Yori Dango)e que na carta ela falava que era obrigada a fazer sexo com o empresario e com quem ele mandasse. Pois bem, ano passado houve outro escândalo lá na Coréia, em que o dono de uma agencia foi preso por estuprar as meninas de sua agência e ele ainda obrigava os meninos a estuprarem-nas.

Há na Coréia vários desses escândalos sobre idols ou artistas que sofreram ao revelarem que estavam em relacionamento. Ano passado houve o caso do Eunhyuk, membro do Super Junior, com a cantora solo IU. IU sem querer postou uma foto no twitter em que supostamente ela e o cantor estavam na cama, ela de pijama e o cantor sem camisa. Nada foi confirmado por nenhum dos dois, mas mesmo assim eles sofreram com o ocorrido, como a ira dos fãs e/ou humilhações.

O cantor Se7en comentou ano passado em um programa o que ele sofreu quando foi revelado o seu relacionamento. Segundo ele, houve uma queda enorme nos membros de seu fã-café e muitos dos que continuaram fizeram isso para continuar criticando o cantor. Já em outro programa, foi dito que as vendas do CDs do cantor Simon-D caíram drasticamente após ele também confirmar um relacionamento.

Esse ano já começou com esses "escandalos", o canto/ator Bi Rain confirmou que está namorando, mas não ouve muito "fuzuê", já que no dia seguinte surgiu um boato de que a atriz Oh YeonSeo estaria namorando, mas a confusão toda aqui é que ela estava participando do programa We Got Married fazendo par com o idol Lee Joon (MBLAQ), o que gerou muita confusão e raiva das fãs dele. O caso se estendeu, muitas lagrimas de arrependimentos (e pedidos de desculpas) foram derramadas no programa, até que os dois deixaram o programa nessa semana.

Há também o assedio exagerado desses fãs das mesma forma que no Japão. Talvez na Coréia a coisa seja até pior, pois há fãs que tentam machucar o artistas como forma de jamais serem esquecidos. Esse texto sobre o tema é bem interessante http://kpopnow.mtv.uol.com.br/colunas/opiniao-sasaeng-fans-eles-sao-um-problema

E se para esses idols namorar é um problema, imagina casar. Por esses dias a líder do Wonder Girls se casou e ainda está em discussão se o grupo irá continuar ou se ela continuará no grupo. Faz sentido isso? No que o casamento vai atrapalhar a carreira dela?

Na Coréia essa imposição das gravadoras contra relacionamento existe e eles sequer tentam esconder, parece que até mesmo está em contrato. Claro, que não acontece em todos os casos, há idols jovens como a Goo Hara (KARA) e Junhyung (Beast) que namoram sem problemas, mesmo que muitos fãs torçam o nariz.

Agora veja o caso de meninas como as do Girls' Generation. São o girl group nacional, adoradas de crianças a idosos (e muitos homens adultos) e desde a sua estreia, seis anos atrás quando estavam na faixa dos 18 anos de idade, não tiveram nenhum relacionamento oficial. Claro, que hora ou outra elas deixam soltar alguma coisa sobre um relacionamento do passado, mas é sempre assim, do passado. No inicio do ano passado, houve toda uma revolta dos fãs porque as meninas estavam fazendo novelas e beijando nas mesmas, mas aqueles beijos de dorama, piores que selinho. E isso porque elas não guardem essa imagem de inocência e pureza, que semana passada elas foram em um programa e disseram que estavam em um hotel e só não assistiram a canais pornôs porque ouviram falar que o histórico de canais assistidos ficava registrados no hotel.

Acho que já 'tá bom parar por aqui, pois acho que já escrevi de mais (e esqueci de outras coisas que tinha para comentar ^^). Espero que minhas informações sobre os idols coreanos tenham sido interessantes. Ah, e Valéria, ótimos textos, você mais uma vez está de parabéns.

Fico besta ao ver o nível de isolamento no qual as idols vivem.
Pois só me ocorre isso, que elas estão presas a seus contratos e suas imagens, incapazes de ter qualquer tipo de "calor" em suas vidas.
E várias falam em "sonhos", e me pergunto o que elas querem dizer.
Ser "amado" ao ponto de não ter espaço para viver não pode ser considerado sonho, só pesadelo.

Sobre o assunto "fãs que não aceitam que o ídolo tenham relacionamentos amorosos" não tem se restringido apenas ao Japão, Coréia, etc, ultimamente tem saído várias notícias tanto na Tv quanto em redes sociais (vi muitas no facebook)de ídolos brasileiros (se não me engano Neymar /Luan Santana e outros cantores de música sertaneja)que ao se envolverem amorosamente resultou na revolta de muitas fãs. Claro, comparando com o que ocorre no Japão e outros países, aqui as proporções desse fato foram menores e a notícia já anda esquecida. O problema é que essa atitude já começou a se manifestar no Brasil, quanto tempo levará para que que não copiemos os outros?

Vejam só, essa coisa de fã se lamentar, supostamente “se revoltar”, quando ídolo homem se casa não é algo recente. Consultem a história dos Beatles. No início de carreira, Lennon teve que omitir que era casado por exigência contratual. Muita fã ficou arrasada quando Paul McCartney se casou, muitas sonhavam em casar com o Beatle perfeito. Esse tipo de coisa aconteceu outras vezes, e forma parecida, não igual. Agora, no dia em que essas moças, organizadamente, boicotarem os produtos ligados a esses senhores gerando prejuízo incalculável, ou que os empresários tenham medo da reação delas e imponham tratados ridículos que impeçam que eles possam namora/ficar/noivar/casar publicamente, ou ainda que pratiquem violência contra a namorada/noiva/ficante/esposa ou o cara, aí, sim, o processo será semelhante. O cara que matou Lennon o fez porque “queria ficar famoso”. O cara que tentou marar o presidente Ronald Reagan era um fã stalker de Jodie Foster que acreditava que só fazendo algo grande poderia chamar a atenção dela, ser seu igual. A carreira de Foster continuou muito bem apesar do escândalo, trauma.

Neymar pode ter fãs – homens e mulheres – que marquem a carne com o rosto ou nome do cara, mas ninguém em são consciência pode acreditar que ele corra qualquer risco de perder emprego ou ser dispensado pelo Santos caso decepcione esses fãs “apaixonados”. O mundo do futebol não vai parar por causa desse tipo de fã; nenhum cantor talentoso DE VERDADE no Ocidente teve carreira interrompida por causa desse tipo de doente. O que mais provavelmente ocorrerá é que, depois da tristeza inicial, continuem comprando os produtos, indo aos shows, jogos, ou que seja. O sujeito inclusive pode ganhar alguma fama com o acontecimento, nunca terá que pedir desculpas públicas sobre o caso. Dito isso, é preciso não começar a achar que é quase igual ou a mesma coisa.

Li o texto, concordei com muitas coisas e dicordei de outras, mas estou sem energias para ponderar sobre o que escrever. ^^"

Então, queria apenas esclarecer uma coisa... Como você mesma disse, Valéria, nem todos os fãs de idols podem ser enquadrados nas condições de um "otaku de idols", no entanto, nem todos as pessoas que se consideram wotas (nome dado a este tipo de fã) são homens, e nem todos enxergam o erotismo nas situações envolvendo tais artistas.

Sou fã de grupos idols, mas já deixo claro que condeno o fanservice de conotação sexual, odeio o lolicon e toda e qualquer situação de sexualização de crianças e adolescentes, e não aprovo a alienação e doença com as quais este universo alimenta os fãs - fãs os quais também as demandam da indústria. E, por estar envolvida com esta cultura idol, posso assegurar que muitos rapazes "wotas" não percebem a malícia presente neste meio, isto é, são pessoas que gostam das idols, mas não atribuem um sentido erótico a ela ou às situações que ela vivencia. Além disso, existem "wotas" mulheres, que em nada se assemelham ao grupo de doentes que consomem produtos idols.

Ou seja, nem sempre ser "wota" é sinônimo de ser um "marmanjo doente e pervertido". ^^" Claro, muitos wotas se encaixam nesta descrição, e com certeza grupos idols japoneses se alimentam e propagam a cultura otaku. Só queria dizer que nem todos os wotas são este tipo de gente. ^^"

Bom, era isso mesmo, não sou capaz de comentar mais nada. q-

Abraços!

Então Valéria, eu realmente não sabia de toda essa rejeição que a carreira da Britney sofreu. Eu era novinha na época do sucesso dela, e lembro que o povo achava ela muito sexy e talz e os clipes dela insinuante ficavam passando na tv. Eu não sabia que tinha polêmica de virgindade envolvendo ela
(E você tem razão, na época da Madonna era tudo muito mais normal, essas crianças disney criaram uma mídia de virgindade muito estranha).

E quanto à lolita ocidental, se formos pensar na original (do Nabokov mesmo) ela sempre passou um clima de mais velha, sabe? Não de bebê. Ela não era um bebê (aí cai na discussão eterna do livro, "o protagonista foi seduzido ou é um pedófilo?" E eu não vou entrar nisso agora...) Isso entra também no ponto que você abordou e que eu concordo, que a maturidade sexual chega para cada um em um momento individual.

Mas como uma moça (Bruna Yume) comentou lá no post do Gyabbo! (peguei só um trecho do comentário dela):
"Eu até concordo com a Lola (Do escreva Lola, escreva) na parte em que ela disse que não é tão diferente do pop ocidental, até pq esses artistas da disney por exemplo, também tem essa coisa de ser virgens mas acho que são casos extremamente diferentes, pq o da disney acho que é mais voltado pra as crianças mesmo e tem essa coisa de serem virgens e pagarem de puros pq os pais não deixariam seus filhos ouvirem música de alguém que falasse de sexo e talz. Já o caso da Miichan é totalmente diferente, AKB NÃO É pra crianças, por mais que tenha uma criança ou outra que goste, o público é totalmente diferente. São adultos, que dedicam a vida a ser fãs e a nada mais, e como compram as coisas e dão muito dinheiro pra a empresa que agencia, acham que tem o direito de mandar nelas e todo esse blablabla dos fetiches que os japoneses tem com as mulheres e talz"

eu concordo totalmente com ela, na verdade era o que eu estava tentando explicar e acho que você não tinha entendido. A lolita ocidental é uma menininha vestida parecendo uma mulher adulta e com uma atitude sexy. A lolita japonesa é uma mulher adulta com roupa de bebê falando que nem uma criança de 3 anos.


e me desculpe o TEMPO ABSURDO que eu levei para responder! eu esqueci de marcar para receber os comentários seguintes por e-mail, e acabei esquecendo de conferir se a discussão continuou... shame on me!

Bem, Gabi, quanto ao AKB48 não ser para crianças, você poderá encontrar vários comentários aqui neste post e no outro de gente jurando de pés juntos que o público otaku hardcore do grupo é minoria e que a maioria dos fãs delas são meninas do ginasial. Essas mesmas pessoas, queriam ressaltar que eu não estava percebendo o leque de fãs do AKB48 e fechado nessa parcela problemática.

Bem, meninas do ginasial são crianças e o mesmíssimo grupo que a Disney alveja com seus seriados e novelinhas. Então, caímos na mesma. O anime do AKB48 mostra muitos mais meninas bem jovens nos shows delas e há um mangá do AKB na Nakayoshi. O público alvo dessa revista tem entre 9 e 13 anos.

É, eu também só fui descobrir dessa do AKB ser vendido também pra menininhas depois da polêmica... mas é meio bobagem desse pessoal minimizar a renda dos Otakus, porque fica bem claro que eles comprando seus milhares de cds iguais que sustentam essa máquina...

E como voc~e pontuou muito bem em um comentário anterior aí, mesmo que no ocidente os fãs hardcore chorem e façam escândalo quando um ídolo casa, eu nunca tinha visto o nível de humilhação que essa menina sofreu...

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