quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Guestpost: O Retorno de Hana Yori Dango (ou Como o Amor do Fãs “Revive” uma Série)


O Victor deixou um comentário muito bom no post sobre a continuação de Hanadan e decidi convidá-lo para escrever sobre um assunto.  Profundo conhecedor de doramas, fã de material coreano, seria interessante ler as teorias e opiniões dele à respeito.  Fiquei feliz por ele ter aceitado o convite e escrito o seu texto com grande rapidez.  Gostaria de ter mais guestposts aqui, especialmente, de gente que entende bem de assuntos que não domino.  Não sabia que o k-drama coreano tinha inspirado uma versão indiana, enfim... Mas assevero que, para mim, a versão japonesa dorama do mangá é a melhor. ^_^  Segue o texto do Victor.  Se quiserem comentar, tenho certeza que ele responde.




Semana passada, exatamente no dia 9 de fevereiro de 2015, os fãs de mangá (shoujo) e doramas foram pegos de surpresa com o anuncio de que Hana Yori Dango, até onde se sabe o mangá shoujo mais vendido de todos os tempos, ganharia uma continuação com o nome de Hana Nochi Hare - Hanadan Next Season. Ainda escrita e desenhada por Kamio Yoko, essa “continuação” será publicada em uma das revistas do selo Shonen Jump, logo sendo classificada como um shonen, simultaneamente na Coreia e Estados Unidos.

Vou tentar, nesse texto, chegar a uma conclusão sobre esse retorno de Hana Yori Dango. Explorando as possíveis razões que levaram um mangá, já há algum tempo meio esquecido, a ganhar uma continuação em uma revista shonen e o que podemos esperar para o futuro dessa franquia, que está ganhando fôlego novamente.


Arrisco-me a dizer que Hanadan, hoje, é mais famoso pelos seus doramas (cinco, sendo um não oficial), que pelo seu mangá ou anime. Os dramas rodaram o mundo, foram traduzidos por fãs para as mais diversas línguas e chegaram de forma oficial a vários países, seja sendo exibido pela televisão, stream ou lançamento em DVD. Talvez nem todos que estejam lendo esse texto saibam, mas a versão coreana, a mais famosa e bem sucedida, foi exibida em vários países do mundo, até dublada em espanhol na America Latina, lançada em DVD nos EUA e chegou ao Brasil, de forma legal, pelo Netflix e DramaFever. Deem uma olhada na lista de países onde a série foi exibida aqui.

O sucesso dos dramas de Hanadan é tão grande, que muita gente acha que a franquia surgiu assim. Nessa última semana, vi muita gente confusa, por não saber que Boys Over Flowers (Hana Yori Dango, em inglês, e o mesmo nome por qual a versão corena ficou conhecida) é originalmente um mangá, achando que o Hana Nochi Hare é uma segunda temporada da versão coreana, já que o nome em inglês ficou Boys Over Flowers: Season 2. Compreensível e perdoável, não?


Os dramas permitem que a história chegue a mais pessoas. É muito mais fácil alguém que não é fã de cultura asiática se interesse por um drama que por um mangá. Eu fiz muitas pessoas que não assistem anime ou leem mangá, que acham coisa de criança, assistir ao drama japonês (algumas, à versão coreana). E adivinhem, elas amaram. Todas assistiram à primeira temporada em questão de dias e se apaixonaram pela história, personagens e se interessaram muito por outros dramas. Acho muito difícil alguém assistir ao primeiro episódio da versão japonesa e não se interessar, ele prende a atenção das pessoas e não entrega a história fácil.  Foi assim que eu conheci Hanadan e me encantei de cara.

Por que eu estou focando tanto nos dramas? Porque eu acho que é graças a eles que o mangá está voltando. Os dramas permitiram que Handan continuasse sendo lembrado e renovasse seu público.  O fato de que o mangá será publicado simultaneamente na Coreia e EUA deixa mais claro, a meu ver, o quanto os dramas influenciaram esse retorno: os fãs coreanos e americanos querem muito uma nova versão/continuação.


Na Coreia, Boys Over Flowers foi um fenômeno que é lembrado até hoje e deixou uma forte marca na indústria do entretenimento coreano. Eu, por ser fã de k-pop e hallyu (onde cultural coreana), acabo vendo muitos dramas e programas coreanos e, acreditem, as referências à Boys Over Flowers estão em todo lugar. Já cansei de ver programas, até dramas, em que as pessoas fazem citações, nas mais diversas situações. Quando, por exemplo, há um grupo de rapazes bonitos, dizem que é o F4 ou mulheres dizendo que eram apaixonas pelo Gu Jun Pyo (o Domyoji coreano), etc.. Quando o programa é de variedades, pode até rolar de aparecer o logo da série ou tocar o tema de abertura, quando alguma referencia é feita. Tem até programas que se chamam Grandpas Over Flowers, Sisters Over Flowers e Youth Over Flowers.  Sem falar no termo flower boy (ou boy over flowers) que pegou de vez e as pessoas sempre usam para dizer que um rapaz é muito bonito. Podemos ver exemplos desse carinho pela série aqui, onde os vocalistas da boy band mais famosa da Coreia, EXO, fazem cover do tema de abertura, mais de quatro anos depois do fim do drama, e aqui, onde o maior site de stream de dramas faz uma brincadeira de 1º de Abril.

Os coreanos querem muito um novo Boys Over Flowers. É comum, na Coreia, que os dramas ganhem uma segunda temporada quando fazem muito sucesso. Na maioria das vezes, essa temporada não tem ligação alguma com a primeira e, às vezes, quando se trata de uma adaptação de mangá, é feito um reboot invés de uma sequencia. A produtora Group 8 já confirmou que uma segunda temporada está em planos futuros, mas enquanto isso não acontece, vários outros dramas surgem com uma proposta semelhante. É imensa a lista de dramas, que surgiram depois de 2009, que trazem a história de uma garota comum rodeada por vários garotos bonitos e, muitas vezes, ricos. O canal a cabo tvN começou um bloco de dramas (o Oh! Boy) com essa temática flower boy e, na época do lançamento do primeiro, foi dito em entrevista que a intenção era recriar o sucesso de Boys Over Flowers. Os dramas são Flower Boys Ramen Shop;  Shut Up Flower Boys Band; Flower Boys Next Door e Dating Agency: Cyrano. Deem uma olhada nos pôsteres dessas séries e vejam como algumas delas lembram Hanadan. E tem o The Heirs, que é de longe o que mais lembra e tem o Lee Min Ho como protagonista, o mesmo ator que fez o Gu Jun Pyo. Alguma pessoas até brincam e dizem que The Heirs é o Boys Over Flowers 2, e a brincadeira faz muito sentido quando vemos o Lee Min Ho simplesmente repetindo o papel que lhe deu a fama em uma trama bem similar.


Já os Estados Unidos tem uma grande base de fãs de Hana Yori Dango, seja do mangá ou de algum dos dramas. O drama coreano é especialmente famoso por causa da forte conexão com o k-pop, que é um estilo musical em expansão, mas as outras versões também têm seus fãs. Pudemos ver o quanto a série é amada por lá quando, em 2013, um grupo de fãs começou um crowdfunding com o objetivo de fazer um remake. O projeto foi bastante comentado na internet, conseguiu dinheiro e foi adiante. Foram produzidos sete episódio de 45 minutos, claro, de baixa qualidade graças ao baixo orçamento.  Porém, mesmo com a baixa – ou quase inexistente – qualidade, um projeto como esse mostra às empresas o quanto a franquia é amada e que há público para ela. Se ajudou a essa continuação do mangá? Com certeza! Se um dia chegaremos a ter uma versão oficial americana de Hanadan? Não sei, mas posso dizer que já estivemos mais longe disso acontecer. E agora que k-dramas estão começando a ganhar remakes americanos, como My Love from the Star e Good Doctor, as chances estão mais altas do que nunca.

Agora sobre a razão de o mangá estar sendo publicado na Jump o meu palpite é exposição. Sabemos o quanto o nome da Jump é poderoso e o quanto isso vai dar visibilidade à franquia. Não é a primeira vez que um spin-off de um mangá shoujo é publicado em uma revista shonen, ou vice e versa, e não acho que isso vai afetar no trabalho de Kamio Yoko, vai ser mais do mesmo, apenas com um novo selo. Mas como a própria Valéria disse, se esse mangá estivesse saindo pela Margaret, iria impulsionar as vendas da revista, então deve haver um motivo para a Shueisha ter feito do modo que fez. Eu acredito que estão preparando alguma coisa para a série, talvez para comemorar os 25 anos, e esse novo mangá saindo na Jump está sendo usado como marketing. Não podemos negar que apenas o fato de sido anunciado como novo mangá da revista, fez muita gente ir procurar saber sobre a franquia. Em questão de horas, os volumes do mangá original subiram e dominaram o ranking de vendas digitais da VIZ. Se for atenção o que eles queriam, conseguiram.


A VIZ disse que caso as pessoas compartilhassem os anúncios do Facebook ou Twitter mais de 200 vezes ela liberaria outro anúncio sobre a franquia. Estou ansioso por esse anúncio, mas temo sobre o relançamento do mangá em edições 3-in-1. Não que eu não queira, já que o mangá se tornou quase impossível de comprar nos EUA, mas, por favor, isso é quase que uma obrigação, quando a editora está relançando quase todos os seus grandes sucessos nesse formato. Até Skip-Beat, que ainda está em publicação e tem todos os seus volumes disponíveis, está saindo assim. Torço muito para que seja um remake do anime, cobrindo todo o mangá, sonho de todo o fã. Quem sabe um novo drama japonês, mesmo o outro sendo recente e muito bom, por que não? Se Hana-Kimi e Itazura na Kiss podem, Hanadan deve.

Não deve ser o anuncio da VIZ, mas uma nova versão coreana não iria doer. Poderiam aproveitar o luxo da primeira e corrigir os erros, como a Tsukushi lerdinha e cheia de caretas. Também seria muito bom se finalmente as versões tailandesas e filipinas saíssem do papel. Essas duas versões foram anunciadas lá para 2010 e até agora nada, enquanto a versão indiana, anunciada bem depois, já está em exibição.


É isso, depois de anos parado um dos mangás shoujo mais importantes está voltando com força e expectativas para novidades no futuro. Enquanto não sabemos qual é a surpresa que a VIZ tem para a série, podemos rever (ou ver) as diversas adaptações que essa grande história já ganhou. Para quem não conhece Hanadan, só digo que vale muito a pena. E a versão indiana, Kaisi Yeh Yaariyan, ainda está em exibição com episódios diários e aparentemente ela possui algumas similaridades com o novo mangá, como meninas no F5. Será que o C5 também é uma banda de sucesso?

Espero que tenham gostado do texto e até a próxima.

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10 pessoas comentaram:

Vi apenas alguns doramas (comecei justamente para ver mais Hanadan, já que o mangá e o anime não saciaram a sede rs)então não entendo muito como funciona mas tenho observado que o número de pessoas que acompanham é enorme e crescente.

Não me importo se é mais um dorama, um remake...o fato é que penso que tem mesmo algo planejado. 25 anos é um aniversário muito importante, todos os anos comento com amigos que SERIA mesmo um ABSURDO Hanadan ficar na geladeira por tanto tempo mesmo sendo algo tão lucrativo e com uma boa e diversificada base de fãs. E enfim...enfim algo pode acontecer. (dedos cruzados).

Gostei das explanações do victor. Não sabia dessa versão indiana, acho que deve ser...bem diferente rs Mas quero ver...tem algum grupo traduzindo aqui no Brasil?

"Se Hana-Kimi e Itazura na Kiss podem, Hanadan deve." Muito bem dito e escrito. Eu como fã e curiosa de shoujo mangá e suas "consequências"(animes/dramas) já li um pouco a respeito e achei bem legal tudo que está nesse guestpost. Parabéns! Adorei.

Quando eu comecei a ler mais shoujo mangá eu sempre procurava o anime ou quando não tinha, o dorama. No começo, tinha muito preconceito com doramas, mas venci isso e o 1º, se não me engano, foi BOF coreano. Amei. O 2º foi o taiwanes It started with a kiss(itazura na kiss) que... ganhou 2ª temporada nada que ver com o mangá. Dado o grande sucesso da 1ª. Alias Ariel Lin dá um show a parte nesta versão, que eu particularmente achei muito divertida. O começo um pouco entediante, mas a história toma um rumo maravilhoso e um final(1a temporada) divertidíssimo. Quem viu o anime ou leu o mangá, ficou esperando o fim que não teve devido ao falecimento da autora. Isso se completou no taiwanes pelo menos, depois mais tarde tbm com a versão coreana que eu não achei lá grandes coisas(e quem faz o protagonista é o ator tbm de BOF).

Eu não li o mangá de HYD, na verdade, vi o anime e super adorei, mas queria mais. Não sei pq isso acontece, nós fãs dessas coisas SEMPRE queremos mais. Mais uma versão, mais uma continuação, queremos saber o que vai acontecer com esses personagens cativantes, ou até mesmo com novos personagens.

Acredito que o BOF coreano realmente é um fenomeno como bem explicado pelo Victor, que possui influencias na cultura pop coreana até os dias de hoje. Existem coisas que caem na mídia, no gosto popular que viram esses fenomenos e felizmente, BOF é um desses no mundo. O que faz a curiosidade de nós fãs crescer ainda mais com novas versões não é mesmo? E pra mim realmente, esse anuncio da sequel vai mesmo movimentar o mercado e acho que está claro que ir pra shounen jump, é puro marketing, pra aumentar o público alvo deste fenomeno. É triste por um lado pq né? Sinal que o shoujo não está tão forte assim. E sabemos que o shounen atende os 2 públicos: feminino e masculino, mesmo não sendo essa a intenção.

Acho que o que nos resta é mesmo ficar feliz com essa notícia e esperar o que vem por aí.

Mesmo assim, me encanta ver um fenomeno do tamanho de HYD finalmente retornar e causar tanta polêmica. Sinal que ainda temos muito suco pra espremer dessa laranja! Muito suco! rs....

Esperemos.

Obrigada pelas informações Valéria e Victor. Fico feliz de vcs existirem rs. Posso acompanhar o shoujo de perto, mesmo não estando tão por dentro mais.

Este post me fez viajar em minha memória, quando comecei a acompanhar Hanadan. E foi justamente a sede de saber mais sobre essa maravilhosa série que me trouxe a esse blog, tornando-me assíduo e silencioso frequentador daqui, desde 2010 =).
25 anos não é uma data a ser ignorada. Fico pensando em quais surpresas podem nos preparar. Não tive a oportunidade de ler o mangá, assisti apenas a três versões dos doramas, sendo que uma delas (a chinesa), não consegui completar por falta de identificação com o idioma.
Particularmente, acho uma benção a versão americana não ter ido a frente. Eles conseguiram o feito de ter três atrizes e dois atores fazendo respectivamente a Tsukushi e o Domyuji em apenas sete episódios. E por fim ainda ganharam dois processos (não tenho certeza se foram em frente), por parte de um dos casais substituídos. Desde o ano passado, a equipe da série tenta conseguir dinheiro, agora com a desculpa de realizar um filme. Mas quem sofreu acompanhando os episódios da série como eu sabe que a história não chegou nem um pouco perto, nem foi nem questão de ser ocidentalizada, mas foi completamente ignorada.
Quanto a um remake japones, valeria a pena só por ser hanadan, mas o dorama feito sempre será o meu xodó, o assisti 3 vezes, vocês me fizeram querer ver a quarta. Outro fator que me leva a questionar se isso pode acontecer, é o fato de que idols no japão são como patrimônio dos fãs. Isso aumente muito mais em se tratando do Arashi, banda do Jun, nosso ilustríssimo eu favorito rs. Acredito que a série ainda esteja no imaginário dos fãs japoneses, seja pela forte presença e identidade que o Jun imprimiu nesse papel, seja pelas teorias conspiratórias das fãs quanto a seu relacionamento com a Inoue Mao, em minha visão isso poderia causar uma falta de identificação com o público, Lembrando que de 2008, final da série, pra cá, não houve uma transição significativa de geração, fator que aconteceu entre uma versão e outra de Itazura. Isso tudo pode ser apenas coisa da minha cabeça, e espero que seja, afinal, não estou no japão rsrs. Qualquer muito de hanadan pra mim é pouco.
Aguardemos as novidades.
Parabéns pelo post!

-Respondendo a "O Mundo escuro de Morringhan":

Sim, os doramas estão crescendo muito na internet e eles possuem aquela vantagem de poder agradar qualquer pessoa, por serem como séries de TV e terem vários possibilidades. As professoras de história da escola em que eu estudei eram todas fãs de dramas, principalmente Nodame Cantabile. Até minha mãe, que não vê nem série americana, já foi pega pelos dramas algumas vezes.

Também acredito que há algo planejado para os 25 anos, ou ao menos espero. Eles não podem deixar essa data passar em "branco", nem que seja com qualquer comemoração pequena, como relançar o animê em blu-ray ou fazer um fanmeeting com a autora ou alguns atores.

Quanto ao drama indiano, vixi... está difícil. As produções indianas não são tão populares quanto as japonesas ou coreanas e está difícil encontrar até em inglês. Você pode até encontrar os episódios sem legenda na internet, mas é muito difícil que um grupo se interesse em legendar um novela diária indiana. É preciso muito tempo, esforço e uma grande equipe para dar conta. Para você ter uma ideia, essa versão já deve ter mais de 140 episódios.

É triste quando algum drama que você gosta ganha remake em outro país e você não tem a oportunidade de ver porque ninguém se interessa em traduzir ou até mesmo postar na internet. Vivo esse drama com Full House, em que algumas versões não tem nem artigo em inglês na Wikipédia ou qualquer informação na internet. Também queria poder ver Cinderella Boy para "fechar" as cinco versões de Hana-Kimi.

Obrigado por ter gostado do texto e comentado.

- Respondendo à Raquel Krauss:

Também vi muito dorama quando comecei a ler shoujo mangá. Talvez mais por ser uma experiencia que (quase) não se pode ter com um shonen mangá, algo novo. Amei os dramas desde o ínicio.

Gosto mais da versão japonesa, mas BOF realmente foi uma experiencia interessante. Apesar de eu, como fã do mangá, ver muitos problemas nessa adaptação, ela tem muitos pontos positivos.

Só vi completa a primeira versão japonesa de Itazura na Kiss. Recomendo muito. Assisti a todos os episódios em um único dia, apesar de já saber tudo que iria acontecer por causa do anime. Vi metade da versão coreana, gostei e até hoje não entendo porque parei. Talvez meu inconsciente me fez fazer isso por causa do meu nojo pelo Kim Hyun Joong. Me desculpem fãs, mas eu o acho um cretino que odeia mulheres. Tentei ver a taiwanesa porque todo mundo diz que é ótima. Só vi o primeiro episódio e não fui muito com a cara. Sei lá, tive a sensação de estar vendo novela da Record/Band, coisa que sinto com quase todos os dramas do país. Pretendo dar outra chance, muito pelo Jiro Wang - meu Nakatsu favorito - e porque também tive essa sensação com Skip-Beat e Hana-Kimi, que depois valeram muito a pena.

Nossa, para mim Itazura na Kiss tinha que terminar quando eles se casam, o resto é muito filler e repetitivo.

Se não leu o mangá de Handan e quer mais, acho que é hora de ler. O anime só vai até pouco mais da metade e o que não está lá é muito bom. A parte do mangá que não entrou no animê tem momentos maravilhosos e aprofunda bem mais os outros F4 e personagens. Se quiser, tem todo em português na internet.

Obrigado pelos elogios e ter comentado.


-Respondendo a Rafel Lopes:

Sim, 25 não é uma data a ser ignorada. Mas assim também eram os 20 anos e ignoraram, enquanto outras séries fazem grandes comemorações para os 15 anos... Pelo menos dessa vez parece que as coisas estão acontecendo e não esqueceram de Hanadan.

O chinês realmente é uma língua estranha, principalmente no começo. Mas é assim com todas as línguas, há um estranhamento inicial. Quer uma dica para se acostumar? Esculte músicas. China (Hong Kong) e Taiwan tem muitos artistas bons e, nas músicas, não há muito estranhamento. Agora, sinceramente, acho que o idioma não é grande problema dessa versão...

Não vi muito mais que 20 minutos do projeto dos fãs americanos (não é versão, é feito por fãs), mas acho que já dava para imaginar como seria. O dinheiro era muito pouco para fazer um Handan e eles ainda quiseram jogar pesado contratando alguns modelos profissionais. Nenhum dos problemas me surpreendeu, mas acho que a "versão" cumpriu a sua função, mostrar que os fãs querem mais de Hana Yori Dango.

Então, quanto a um remake japonês, acho que a proximidade entre as versões não séria problema. Hana-Kimi teve a sua primeira versão japonesa em 2007 e o remake já aconteceu em 2011. Se eles fizessem o remake de Hanadan para os 25 anos, estrearia em 2017, quase dez anos depois do filme. E vai que eles resolvem fazer como Sailor Moon Crystal e lançar com dois anos de atraso. XD E por mais que uma série fique marcada na cabeça das pessoas, parece que para os asiáticos, isso não é problema. O k-drama You're Bautiful, só no ano em que ganhou a versão japonesa, foi reprisado mais de 30 vezes no Japão, todas com grande audiência. Mesmo assim, a versão japonesa foi um sucesso.

Obrigado por ter gostado e comentado. Leia o mangá, é incrível.

Gostei muito do texto e do espaço que a Valéria deu pra falar sobre os doramas e tudo mais de Hanadan. Alguns dos meus shoujos favoritos eu conheci através do Shoujo Café e HanaDan foi um deles. É uma febre pra mim, só não consegui terminar o Meteor Shower ainda e o mangá. Também não sabia dessa versão indiana. Uma pena que ainda não tenhamos como assistir.
É um texto focado na influência da série na Coréia, até porque o lançamento é simultâneo lá. Eu nunca comento, mas gostaria de elogiar e comentar que particularmente gosto bastante de Meteor Garden, foi um fênomeno e até a banda F4 se manteve no sucesso por algum tempo. Procurando músicas na google play achei a versão tema dessa versão disponível. :)
Gostaria muito de saber onde consigo ler o mangá em português. Tentei uns tempos atrás, mas depois só achei em inglês.

- Respondendo à Cris Li:

Também meio que conheci Hanadan, o mangá, por causa do Shoujo Café. Eu já tinha visto a primeira temporada do drama japonês, mas só fui descobrir que tinha um mangá, aqui.

Assim como você, gosto de Meteor Garden. Não me importo muito com os problemas. São coisas normais de dramas taiwaneses baseados em mangás. Eles fazem tudo muito fiel, o que é terrível quando já se leu o mangá, não há surpresa, e sempre parece que faltou dinheiro.

Esqueci do mais importante no comentário anterior: dizer onde ler o mangá, em português. Ele foi todo traduzido pelo Mangas Space.

http://euinsisto.com.br/mangasspace/?p=70

Aonde eu posso encontrar a segunda temporada em versão anime ?

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