domingo, 22 de março de 2015

Downton Abbey já tem data para terminar e algumas considerações sobre Lady Edith


Gosto muito de Downton Abbey e resenhei as três primeiras temporadas (*1-2-3*).  A quarta está pendente, ainda não terminei o episódio especial de Natal, mas minha boa vontade em relação ao novelão inglês se revigorou depois da frustração que foi a terceira temporada.  Não vi a quinta temporada ainda, só passei os olhos, mas já torcia para que a série se encaminhasse para o fim.  Acho cansativo quando um bom material vai se esticando e se esticando, negligenciando algumas tramas e personagens, enrolando com outras.  

Pois bem, Dame Maggie Smith tinha anunciado que esta seria sua última temporada, dada a idade da personagem, sua morte seria mais que aceitável, só que chegou a notícia oficial de que a série termina em 2015.  Segundo o site TVLine, vários contratos de atores e atrizes importantes na série terminam este ano, e eles e elas querem seguir adiante.  Nada mais justo, quem saiu prematuramente, caso de Dan Stevens (Matthew) e Jessica Brown Findlay (Sybill), é que perdeu a chance de participar do seriado até o fim.  Sério, Sybill faz muita falta e ainda que eu não gostasse muito do Matthew, sua saída foi péssima para Lady Mary (Michelle Dockery), no início.


Agora, que sabemos que só falta uma temporada, há vários problemas a se resolver.  O de Lady Mary, aliás, é o menor deles.  Ela precisa realmente encontrar um novo amor?  Por mim, é irrelevante, a personagem tem se virado muito bem sem Matthew e ser mãe do herdeiro de Downton lhe garante a segurança que uma mulher como ela buscaria ter.  Branson (Allen Leech) longe em Boston... Pra que, gente?  Enfim, será que teremos episódio nos EUA?  Quem me preocupa de verdade são Edith (Laura Carmichael)  e Thomas (Rob James-Collier).

A terceira temporada, aquela que eu não gostei no geral, trouxeram bons desenvolvimentos para ambas as personagens.  Daí, veio a quarta temporada e, bem, um balde de água fria.  Thomas voltou a ser o conspirador desprezível.  Não o quero bonzinho, não é da sua natureza, e não sei o que rolou para ele na quinta temporada, só li alguma coisa sobre tratamento contra a homossexualidade, mas quero um final digno para uma personagem que, em seus melhores momentos, a gente amou odiar ou teve real simpatia. Já Lady Edith... 


Li recentemente um texto feminista (*que eu não achei, mas há vários*) se solidarizando com o drama da personagem, a mulher que se apaixona por um homem casado e tem um filho com ele e... OK, durante a terceira temporada, Edith, que era o patinho feio de Downton, invejosa, condenada a ser uma solteirona, que fazia parte da trama mais fail da série (*o soldado canadense desmemoriado que dizia ser o primo herdeiro morto no Titanic, lembram???*), abandonada no altar (*e a noiva mais bonita até agora*), flerta com o feminismo, para decepção do pai, passa a escrever para um jornal, ir a Londres com freqüência... Edith cresce e aparece!  

Edith passa a ser assertiva, ter objetivos próprios e tem o melhor figurino na terceira e quarta temporada, ainda mais com Mary curtindo o luto.  Só que lhe arranjam um interesse romântico com aquele velho papo do “minha esposa é doente, as leis inglesas não permitem divórcio...”.  Eles flertam, eles namoram publicamente, eles transam, ela engravida, o bofe some (*e depois é dado como morto...*), cogita-se o aborto, ela termina indo para o Continente ter a criança sob desculpa de estar estudando francês, Vovó a apoia, mas manda que ela esqueça a criança, e, depois, Edith consegue trazer a filha para perto de si... Quantas lágrimas mais ela terá que chorar?  


Sabe, eu fico imaginando que escolheram a personagem para saco de pancada e que, par a maioria, um novo amor resolveria tudo magicamente. Olha, dificilmente, especialmente para  criança, Marigold.  Na Inglaterra, Edith nunca poderá assumi-la.  Como vão dar uma saída legal para a personagem?  Não sei.  Agora, que Edith foi uma das melhores coisas de Downton para mim, sem dúvida.  O problema são esses reveses e reveses... Sei lá, Edith é que poderia pegar a filha e ir fazer a América, voltando anos depois, bem sucedida e sambando na cara da boa sociedade.

De resto, desejo mesmo que o final de Downton Abbey seja inesquecível.  Dramas, mas nada de exageros, , não precisam matar a Maggie Smith, por favor!  Alguns desfechos para casais que estão encaminhados, que nem a Ana (Joanne Froggatt), nem o Bates (Brendan Coyle), fiquem na cadeia por um capítulo sequer, por favor! Que o Thomas arrume um homem para chamar de seu, um trabalho mais legal e tome um rumo na vida.  Que o Branson volte, que Shirley MacLaine faça uma visitinha e que confirmem alguma participação especial de peso.  Cate Blanchett já se ofereceu.


De resto, acho que o autor, Julian Fellowes, vi amarrar bem o final.  E o homem já está trabalhando em outra série, The Gilded Age, para os americanos.  A série vai explicar como mulheres como Cora (Elizabeth McGovern) acabaram casando na nobreza inglesa.  Grandes expectativas.  É terminar Donwton Abbey e começar outro novelão do outro lado do Atlântico, com um monte de novos ricos tentando aparecer...

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