terça-feira, 18 de abril de 2017

Comentando o dorama Nigeru wa Haji da ga Yaku ni Tatsu (episódios 3-11)


Depois de ter lido o primeiro volume de Nigeru wa Haji da ga Yaku ni Tatsu (逃げるは恥だが役に立つ), de Umino Tsunami, acabei correndo atrás do dorama.  Minha intenção não era assistir tudo, mas quem disse que consegui parar?  A série é muito boa, pelo menos foi o que essa pessoa que não está acostumada a assistir doramas achou, e o elenco, com destaque para os protagonistas, Yui Aragaki e Gen Hoshino, defenderam muito bem as personagens e são dois fofos.  Os dois primeiros capítulos estão comentados no post sobre o volume #1 do mangá, basta clicar aqui.  Seguirei do capítulo 3 em diante.

Para quem não leu a resenha anterior, o dorama de Nigeru wa Haji da ga Yaku ni Tatsu tem 11 episódios e conta a história do relacionamento de Mikuri Moriyama, uma moça de 25 anos formada em psicologia, mas que não consegue um emprego fixo, e Hiramasa Tsuzaki, um engenheiro solteirão de 35 anos (*36 no mangá*), que a contrata para fazer faxina uma vez por semana em sua casa.  Como Mikuri teria que se mudar para o interior com os pais, ela propõe ao sujeito que ele a contrate como empregada residente, já que gosta tanto de seu trabalho.  

No começo,  eles são  patrão  e funcionária. 
Ele não vê a situação – um homem e uma moça solteiros na mesma casa – como socialmente aceitável e ela termina propondo que eles se casem “no papel”.  Hiramasa faz os cálculos e vê que seria vantagem para ele.  Proposta aceita, os dois firmam um contrato de união estável (*ou seu similar japonês*), não um casamento com registro civil completo, e passam a morar juntos.  A relação seria apenas profissional, com as vidas dos dois perfeitamente separadas, só que eles não poderiam contar com a intromissão de colegas de trabalho e parentes, além, claro, do afeto e mesmo da tensão sexual que começa a se tornar evidente. 

Não sou de assistir doramas, daí, não sei o que é recorrente, ou o que é novidade, por assim dizer.  Vi Nodame Cantabile, o primeiro Kimi wa Pet, Hana Yori Dango, Ouran Host Club, Ooku ~Tanjou~[Arikoto Iemitsu Hen] e uns capítulos quebrados de outras séries.  É muito pouco.  Enfim, Nigeru wa Haji da ga Yaku ni Tatsu é uma dramédia, mas se comparado com Nodame, por exemplo, mais drama que comédia.  As protagonistas, Mikuri e Hiramasa são muito mais travadas, muito mais formais, comedidas.  Terminam a série ainda se tratando por “san”.  Fora isso, ao longo dos capítulos, a tensão – não só sexual – é angustiante.  Bem diferente das outras coisas que assisti.

Até  para abraçar,  Hiramasa travava.
Nigeru, e eu imagino que o mangá vá mais fundo nisso, afinal, tem muito mais tempo, é ótimo para discutir uma série de coisas, especialmente as relações de gênero, as desigualdades entre homens e mulheres, os micro poderes, a terrível pressão do mercado de trabalho japonês.  Mikuri é frustrada por não conseguir se encaixar na máquina de moer carne que é o mundo corporativo japonês.  Hiramasa é obrigado a cumprir longas jornadas, dormir no emprego, às vezes, e, quando é preciso demitir alguém, ele é escolhido por receber um dos maiores salários (*ele é um engenheiro competente*), não ter filhos e por não se casado “de verdade”.  

Já a tia de Mikuri, Yuri (Yuriko Ishida), é gerente de área em uma grande companhia de cosméticos, respeitada, mas, ao mesmo tempo frustrada e discriminada por não ter se casado.  Seu chefe fala dela pelas costas “deve ser uma mulher intragável”, apesar de confiar em seu bom julgamento em questões de trabalho.  Ela mesma acredita que seria melhor ser divorciada, pelo menos, não seria vista como fracassada.  Como assim?  Uma mulher que está no topo das hierarquias não é uma fracassada!  No Japão, talvez seja. Segundo a própria personagem, 80% dos funcionários de sua companhia são mulheres, mas somente 10% dos cargos gerenciais são ocupados por elas.   Muita pressão e discriminação.

Eles são fofinhos. 
Outra discussão do seriado é sobre o trabalho doméstico.  Mikuri a todo tempo relembra e reforça que tarefas domésticas são trabalho, não é dom para ser apropriado gratuitamente.  Isso é um tema importantíssimo dentro dos estudos feministas e, nesse aspecto, Nigeru é uma aula.  Em um dado momento, quando a mãe da protagonista se acidenta, a coisa é amplamente discutida e há quase uma revolta das mulheres.  É o pai de Mikuri que vai fazer o trabalho de casa, supervisionado pela mãe.  Mikuri pergunta se ele ajudava antes, ele diz que sim, que colocava o lixo fora.  “Isso não é trabalho doméstico, pai!”.  “Ah, eu lavava o banheiro duas vezes por mês”.  As mulheres suspiram.

A mãe da protagonista se culpa por deixar que os homens da família, o irmão da protagonista, o mala da série, principalmente, não façam nada para ajudar em casa.  Ela diz que educou mal o filho.  Mikuri pergunta por qual motivo ela fazia tarefas e ele não.  A mãe diz que ela era sempre voluntária... Na verdade, ela era mulher.  A preocupação da mãe de Mikuri é que caso ela morra, como o marido iria se virar.  É preciso que ele aprenda a cuidar da casa sozinho e ela é uma carrasca com ele.  Engraçado?  Sim, mas o que está em discussão é a forma desigual com que o trabalho doméstico é tratado no seio familiar, e isso não ocorre só no Japão.  Cuidar dos filhos e da casa é tarefa das mulheres, controlar as despesas, também.  Como sobra tempo para trabalhar fora?  Ter uma carreira?  E a culpa?

Família e amigos, para Hiramasa, sinônimo de constrangimento. 
As mulheres da trama, manos Yuri-san, se reúnem – Mikuri, sua mãe e sua cunhada, a amiga da protagonista, Yassan (Erina Mano) – na casa do interior para repensar a forma como foram ensinadas, como se relacionam com maridos e filhos, como a sociedade as trata, o que poderia ser diferente.  Há muita sororidade em Nigeru wa Haji da ga Yaku ni Tatsu, especialmente entre Mikuri e Yassan, que eu não sei se existe no mangá.  Yassan é amiga de infância de Mikuri, teve uma fase delinquente na adolescência, casou grávida, largou emprego.  Terminou descobrindo que o marido a traia e não aceitou a situação.  Todos a pressionaram, menos Mikuri: pense na sua filha, você tem uma casa, tem segurança, seu marido não vai pagar pensão se você se separar, ser mãe solteira é a pior coisa do mundo etc.  Ela, no entanto, acaba rompendo e tem que reaprender a trabalhar fora e criar uma criança sozinha, mas ela quer dar o bom exemplo para a filha. Ela não aceita um casamento de conveniência.

Mas o que Mikuri vive?  Difícil definir, mas é, também, um casamento de conveniência.  Ela pensava ser uma dona de casa feliz, por ser remunerada, mas descobre a frustração de se ver morando com um homem, amando esse sujeito, desejando ser tocada por ele e sem receber nenhuma demonstração de carinho.  Obviamente, para enganar os outros, eles têm que se aproximar, trabalhar como uma equipe, mas até o dia do abraço é algo complicado, porque Hiramasa tem medo. Mikuri é uma boa psicóloga, normalmente, tem a palavra certa a oferecer, mas, não raro, o rapaz a exclui, se fecha por trás de um rosto sem expressão  e a porta fechada de seu quarto.

Cada beijo é um acontecimento.
São muitas cenas engraçadas e dramáticas ligadas a essa questão do toque, como é difícil abraçar, expressar afeto, como, talvez, seja difícil ser japonês se comparado a outras culturas nas quais o afeto pode ser expressado de forma mais aberta.  No trabalho, entre os homens, há mais contato físico, o mesmo acontece entre as mulheres, mas Hiramasa é muito tímido.  Quando seus pais são mostrados, fica evidente que o problema é de família.  Em dado momento, ele se abre com Mikuri sobre como acreditava que o casamento de seus pais era de conveniência, por causa dele, do filho, de como o pai sempre fora frio com a mãe.  Ele descobre que não era bem assim, é uma bela conversa entre mãe e filho, graças à Mikuri em parte.

Só que a moça chega a pensar em aceitar a corte de Kazami (Ryohei Otani), colega de trabalho de Hiramasa e que descobre o segredo dos dois, consegue que ela trabalhe dois dias em sua casa, mas ela é uma boa moça e ela está apaixonada.  O dispositivo amoroso é muito forte na série, também.  Mikuri sofre, mas tem sempre um sorriso nos lábios, uma palavra de conforto, a preocupação em ser meticulosa com as refeições e tudo mais que oferece ao marido-patrão, quer dizer, ela se mantém assim até que não consegue mais, até que a rejeição é muito grande, forte demais e ela foge, se encolhe.  Não que Hiramasa faça por mal, ele simplesmente não consegue expressar seus sentimentos, se abrir, permitir que ela deixe uma marca visível na vida dele, mesmo na casa.

Kazami encurrala Hiramasa
Há uma cena engraçadíssima em que Mikuri quer abraçá-lo como forma de agradecimento.  Eles ainda não  estão se relacionando como um casal de verdade neste momento.  Ela lamenta não estarem nos Estados Unidos, serem japoneses, do contato físico ser tão proibitivo, e ele diz algo como “ainda bem que somos japoneses”.  Em certos momentos, me fez lembrar uma certa cena de Orgulho e Preconceito (1995), na qual se percebe que Darcy (Colin Firth) deseja abraçar Elizabeth (Jennifer Ehle), mas as convenções não permitem.  No Ocidente, as coisas mudaram um pouco, ainda que variem de país para país.  

No caso de Hiramasa, ele faz de tudo para manter a distância, porque se acha tão desinteressante, tão menos homem que outros homens, que tem medo de se ferir.  Nem mesmo nos momentos em que ele rejeita Mikuri, e são vários e com graus diferentes de ênfase, não consigo ter raiva dele, acha-lo um idiota, porque ele efetivamente não é. Ele só não sabe, não consegue, lidar com a possibilidade do fracasso, de rejeição.  Mikuri chega a perguntar se ele estudou em uma escola mista. Sim, o que não quer dizer que ele tenha tido uma amiga sequer, talvez, nunca tenha conversado de fato com uma mulher fora sua própria mãe.

Senti pena dos dois, mas muito mais dela neste momento
Através da personagem é possível pensar que muitos japoneses devem ser como ele, homens dedicados aos estudos (*ele cursou a Toudai*) e ao trabalho, que fogem, ou se esquecem, das relações amorosas, ou mesmo de amizade.  Se isolam. Quando finalmente o gelo se quebra, quando Hiramasa é capaz de se aproximar emocionalmente e fisicamente de Mikuri, qualquer movimento abrupto da moça o faz recuar, tal e qual um bichinho assustado.  É o que acontece quando eles se beijam pela segunda vez e ela diz que ela ficaria feliz se ele fosse o seu primeiro homem (*porque basicamente é isso que ela diz*).  É o suficiente para que o sujeito tenha uma crise e fuja, e eles retrocedem sabe-se lá quantas casas no relacionamento.  

Mais tarde, bem mais tarde, ele confessa que se sentiu acuado, como homem (*ele é virgem, também*) e como sujeito mais velho (*e que deveria comandar a situação*), havia o medo de falhar, que era, também, o medo de magoá-la.  Ele não conseguiu perceber que sua recusa causou um estrago ainda maior.  Ele confessa toda a sua inexperiência, algo que Mikuri já sabia pela mãe dele.  Enfim, a série não oferece beijos de tirar o fôlego, sexo é subentendido, paixão não parece ser algo presente no relacionamento de ambos, mas apresenta um romance convincente, ainda que a partir de uma premissa absurda, o desenvolvimento da parceria, confiança e afeto entre duas pessoas muito problemáticas.

Um dos homens do passado de Mikuri aparece.
A série é cheia de idas e vindas.  Nada dramático, ou exagerado, porque ambos são contidos.  Mikuri teme parecer intrometida, ela foi rejeitada muitas vezes por dar sua opinião.  Os homens ao seu redor achavam que ela se considerava superior a eles, algo imperdoável em uma sociedade patriarcal.  É muito bom para ela ouvir de Hiramasa que ela não é nada disso e, lá no finalzinho da história, descobrimos que a frustração quase levou a moça ao suicídio.  Espero que o mangá trabalhe essa situação com mais vagar, no dorama foi tudo muito rápido.  11 capítulos é muito pouco.

Que falar mais sem estragar tanto o prazer de assistir a série?  Enfim, Kazami, o homem mais bonito do elenco, começa disposto a seduzir Mikuri, mas termina se apaixonando pela tia dela.  Yuri, 17 anos mais velha, começa tratando o moço como “sobrinho” para depois compreender o perigo da relação dos dois.  É bem contundente a cena na qual ela o rejeita mostrando seus exames clínicos e falando de decadência física.  Ele fica magoado, há uma moça jovem que o assedia.  Essa moça, que acabou provocando uma cena fofa de ciúmes de Mikuri para com Hiramasa, confronta a mulher mais velha, tenta humilhá-la, ela sabe quem o rapaz deseja de verdade Yuri mostra para ela que mulheres não devem brigar por homens, que ela, a mulher de 50 anos é o futuro da moça.  Ela gostaria se ser pisada?  Mulheres já passam por isso todos os dias.  É uma grande cena, Yuri-san tem alguns dos melhores momentos da série.  

Eventualmente, Yuri e Kazami se entendem.
Preste atenção ao enfrentamento em relação a uma campanha de cosméticos que reduz as mulheres a objeto de desejo.  Yuri peito o chefe e diz que não é essa a imagem que a empresa deve perseguir, que tinham abandonado esse tipo de propaganda, que vendiam produtos para mulheres que se viam como empoderadas, não que perseguiam a beleza para seduzir homens.  Yuri tem dois subordinados que são seus confidentes.  Um jovem que está no armário e as más línguas querem transformar em amante da chefe e uma moça que cresceu nos EUA e se sente deslocada.  Na América, a tratavam como japonesa; no Japão, ela é tratada como uma estranha, alguém que não se comporta dentro dos códigos. Ela, no entanto, segue em frente e defende sua carreira.

Outra personagem importante é Numata (Arata Furuta) que, sim, é gay, não  consegui ter certeza nos primeiros  dois capítulos.  Um homem inteligente, que trocou um emprego muito estressante e muito bem pago, por outro mais discreto.  Um sujeito que está atento a tudo e todos e que tira conclusões precipitadas. Por exemplo, ele cisma que Kazami e Hiramasa tem um caso.  Um fofoqueiro, enfim, mas de bom coração e, principalmente, um homem solitário que nunca conseguiu um companheiro para a vida, mas passou por muitos fracassos amorosos.  Ele e Yuri-san se apoiam de uma certa forma, se juntam para beber e, bem, lá  no finalzinho se apoiam  na hora de tomar as decisões.   Em relação a Numata, temos uma surpresa no final.

Em algum programa de TV imaginário. 
Há  muitas cenas de delírio durante a série,  Mikuri e Hiramasa imaginam coisas, que estão  em algum programa de TV, que tiveram um monte de filhos.  Há  uma passagem por um onsen, claro. Aliás,  conto nos dedos seriado japonês  sem passagem por um onsen... Enfim, é  a lua de mel que Yuri paga para os dois. Várias  cenas de constrangimento,  esbarrões e mal entendidos, principalmente,  porque um dos colegas de trabalho  de Hiramasa lhe dá  um presentinho que ele descobre ser um poderoso estimulante sexual... o problema é  que Mikuri, que estava muito tranquila da vida, começa  a achar que o moço  tem alguma intenção... É  nessa viagem que Mikuri reencontra um ex do tempo do colégio  e começa  alguma ponderar que, talvez, só  tenha se envolvido com homens errados até  encontrar Hiramasa. Só  que, infelizmente,  ele nem parece notar o afeto da moça...


É isso.  Recomendo muito a série.  Há um post sobre como baixá-la com legendas em português e em inglês.  Clique aqui.  Semana que vem o volume #2 do mangá sai nos EUA e eu vou continuar a leitura.  Acho que várias coisas foram mudadas.  Algumas, já sei que foram, mas, no geral, o percurso da história deve ser o mesmo e o resultado geral da novelinha foi muito bom. Recomendo mesmo.  O vídeo abaixo traz alguns momentos da série.  



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3 pessoas comentaram:

Depois que comentou sobre o mangá fui atrás e encontrei o dorama e terminei de assistir hoje.
Só comentar sobre alguns comentários que você fez.

A Mikuri era virgem? Eu não entendi isso, naquela cena ela quis dizer para ele que se ele quisesse eles poderiam fazer sexo, que ela também tinha vontade. Onde isso quis dizer que ela também era virgem não sei, e também não sei dizer se isso importa muito...
Mais o que mais me deixou encucado agora foi sobre o suicídio. Talvez no mangá até possa ter algo sobre isso, mas na novela? O que entendi nessa cena era que o Hiramasa entendia como ela estava se sentindo, passando por aquele momento onde você chega em um limite na situação em que está e tem vontade de desistir tudo, e se fecha em um canto tendo pensamentos negativos. Como você está cansado da vida que está levando é comum ter pensamentos de "querer morrer". Ele deve ter passado por isso várias vezes, e entendi que ele quis dizer para ela que entendia como ela estava se sentindo ali, o que é importante porque muito do sofrimento dela é causando por ele não entender o que ela está sentindo, e então para ela não desistir ainda que as coisas iriam melhorar.
Por falar nisso, algo que eu senti que ficou devendo um pouco foi tratar mais claramente da forma negativa como a Mikuri se via. Dava dó em todo drama ter que ouvir os pensamentos dela se culpando pelo que acontecia, por ser quem era, só ser uma pessoa ou mulher ruim, algo que convenceram que ela era. Isso me dava muita raiva do Hiramasa, além dos dramas de protagonista de anime ecchi que pra mim ficaram um pouco forçados ele era muito insensível. Ele dizia ou fazia uma besteira, a Mikuri fazia muito mal, assumia a culpa, se desculpava... e lá ia mais um episódio até a Mikuri superar toda a dor que sentia e então seguir para o novo drama. Preferia que não enrolassem tanto até ele começar a pensar no lado da Mikuri também.

Fora isso... o mangá deve ter mais discussões de trabalho, mas até que a novela ficou satisfatória nesse ponto. Tem várias críticas e observações interessantes, sempre orgânicas no roteiro, sem dar aquela sensação de parar para discutir algo sério e de interesse público.

Gostei muito também do humor, atuação e metalinguagem.
Parece até anime, só que com gente de verdade, e conseguiram fazer parecer natural. Aqueles delírios da Mikuri não são algo novo, só que dessa vez atingiram a perfeição no uso dessas cenas de fantasia. Era divertido, se sempre ajudava a esclarecer a situação dos personagens, não faziam aquelas cenas apenas pelo humor.

Também recomendo a novela, tem meu selo de aprovação, são poucas as vezes no ano que encontro uma novelinha que tem uma história e produção caprichadas nesse nível.

E Hirari best girl, claro.

Eu não sei japonês, Panino, mas na cena, as legendas dizem que ela não se importava que fosse com ele. Isso, para mim, é meio que uma confissão de que ela, também, é virgem. Fora que, mais adiante, ela fica ferida e envergonhada quando ouve os pensamentos dele, ela faria isso com qualquer um. Não, com alguém que ela ame, no caso Hiramasa. É minha dedução. O mangá deve deixar isso claro. O volume #2 sai amanhã, logo, logo, estará no meu tablet.

Quanto ao suicídio, Hiramasa não se deixava ferir, porque se isolava. Levantava muros. Ela, como você mesmo comentou, se sentia culpada pelas coisas que lhe aconteciam. Eu realmente acredito que ela deve ter pensado em suicídio e ele percebeu, também. No mais, ele não se compara a ela, ela lembra que, nos momentos em que ele se isolava, ela tentava lhe oferecer alento, trazê-lo para o mundo, enfim.

Este comentário foi removido pelo autor.
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