quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Todas as Resenhas de 2018: Novelas (*Porque nunca escrevi tanto sobre elas*)


Este iria ser o último post com os links das resenhas do ano, mas tinha tanta coisa sobre novela, que decidi deixar coisa para depois.  E nem tudo aqui é resenha, há uns textos aleatórios que tocam em telenovela, junto com mangá, com temas diversos, enfim.  Foram muitos posts, porque acompanhei por alto Deus Salve o Rei e O Tempo Não Para,  Sinhá Moça, uma das minhas novelas favoritas, foi exibida no Viva e ainda tivemos Orgulho & Paixão.  Culpa de Jane Austen esses textos todos.  Infelizmente, quando a novela Jesus estreou, não consegui acompanhar a trama e não fiz resenha nem do primeiro capítulo.  Merecia pelo menos alguns comentários.


Poucas vezes uma novela me fez passar tanta raiva
 a ponto de decidir que não veria mais nada dela.
A grande decepção do ano, para mim, foi Deus Salve o Rei. Apocalipse eu já sabia que não daria certo, então, nem me dei ao trabalho de comentar.  Eu realmente achava que poderia sair algo de bom do projeto, mas, com o tempo, a trama não andava, girava em círculos, dependendo de mini-quadros de humor.  O Rei, Afonso, decidiu-se muito rápido pela camponesa que não queria ser rainha e ficou boa parte da trama com uma cara de depressão profunda.  E, claro, ao invés de culparem direção de elenco e autor, preferiram descer a lenha na Bruna Marquezine... OK... 

A gota d'água para mim foi quando Afonso disse que largou o trono na mão do incompetente do imão, porque sabia que ele tinha potencial para ser rei.  Não, não foi, ele queria ficar com a ruiva camponesa e que se dane seu povo.  A partir daí, não escrevi mais sobre a trama e me recusei a assistir qualquer cena.  Da novela pseudo-medieval, os posts foram os seguintes: Comentando os primeiros capítulos de Deus Salve o ReiNovelando Urgente: Só para esclarecer que Latim demorou para ser língua morta e Deus Salve o Rei é ruim MESMO.


Se a Selena fosse a protagonista, até
que poderia ter sido interessante.
O Tempo Não Para rendeu até um Shoujocast, vejam só!  Foi a responsável pelo retorno do podcast.  Os primeiros capítulos foram promissores, mas o calcanhar de Aquiles já estava lá, exposto.  No meu primeiro texto, já tinha colocado o problema e não deu outra.  Fora, claro, um racismo mal resolvido e a incoerência na construção de D. Sabino, parecia uma versão esquizofrênica do Barão de Araruna de Sinhá Moça.  Mas textos da novela foram os seguintes: Algumas palavrinhas sobre a primeira semana da novela O Tempo não Para, O Tempo Não Para, a Depreciação da Escola Pública e a Discussão do Homeshooling no STF.  Sei que falei de O Tempo Não Para em outros posts, vão aparecer na lista, de qualquer forma, a novela tinha potencial, se daria melhor como um seriado, e acabou se esvaziando e andando em círculos.


Esse primeiro capítulo foi tão legal...
Mas a novela terminou se perdendo.
O xodó do ano foi Orgulho & Paixão.  Eu sei que a adaptação dos livros de Jane Austen foi livre demais para algumas pessoas, houve gente dando mil xiliques (*e reclamando que não estava igual ao FILME*), sendo hipócrita (*sabe, liberal na economia, conservador nos costumes e com ZERO conhecimento de História, a disciplina mesmo*) mas acredito que o saldo foi positivo no final.  Além disso, devo dizer que a novela inventou um dos meus casais favoritos da teledramaturgia brasileiro, Luccino e Otávio.  E eles vieram na hora certa e com uma delicadeza que eu não esperava.  Este ano, duvido que eles seriam possíveis. Foram uma das poucas coisas realmente boas de 2018.  

Enfim, os textos sobre Orgulho & Paixão foram: Mais Chamadas de Orgulho & Paixão e Algumas Considerações sobre o (Pre)Conceito contra o Produto Nacional (*foi um dos textos mais importantes do ano sobre telenovela no blog, talvez, o mais importante), Comentando os dois primeiros Capítulos de Orgulho & PaixãoNovelando Urgente: Mais algumas considerações sobre Orgulho & Paixão e outras coisinhas mais (*Tempo de Amar e Sinhá Moça + Mangá + Orgulho & Preconceito/BBC/1995*), Espalhando a palavra de Jane Austen por aí: um pequeno causoMais um texto sobre Orgulho & Paixão. É muita coisa para comentar!Jane Austen era espetacular, mas não era escritora de ficção científica, não!Vamos falar de Sexo? Sobre as mudanças nas sensibilidades, o Recato das Novelas das Seis e como os Shoujo Barra Pesada sobreviveram Digitalmente (*Orgulho & Paixão, duas versões de Sinhá Moça, Tempo de Amar, mangá, história etc.*), Como os Primeiros japoneses passaram pelo Brasil ainda na época da Colônia, ou o que eu apendi assistindo a Novela Orgulho & PaixãoOrgulho & Paixão chegou ao capítulo #100 e vai bem, obrigada!Orgulho e Paixão e BL: Comentando o Amor de Luccino e OtávioAlgumas considerações sobre Orgulho e Paixão - Parte 1 (*não teve a 2*), Três notinhas sobre O Tempo Não Para e Orgulho e Paixão (*Ainda falo de Tempo de Amar no texto*), Divagações sobre Glass Mask (É mais uma desculpa para falar de Orgulho & Paixão, também*), "Orgulho e Paixão" faz disparar procura por livros de Jane Austen nas livrarias, Mais Orgulho e Paixão: Quem me surpreendeu positivamente na novelaNovelando: Meu Último texto sobre Orgulho & Paixão, porque promessa é DÍVIDA!,  BBC faz matéria sobre a novela Orgulho & Paixão (*Porque o último texto não foi o último*).  Ufa! Só Jane Austen mesmo para eu escrever tanto sobre uma  novela.  Acho que daria um livro e eu deixei alguma coisa de fora, é certeza.


Com seus erros e acertos, Orgulho & Paixão foi bem legal.
E houve Sinhá Moça, que me deliciou por alguns meses e me fez sonhar com uma bem-vinda repetição de O Direito de Amar, teve três textos para ela exclusivamente: Novelando: Hoje reestreia Sinhá MoçaNovelando com muito Atraso: Comentando Sinhá Moça (1986)Comentando Sinhá Moça pela última vez e mais umas palavrinhas sobre Algumas Tramas Atuais (*Orgulho & Paixão e O Tempo Não Para são citadas*).  Ainda está de pé a minha proposta de rever o filme dos anos 1950, desci o DVD da estante e acabei esquecendo de parar para olhar.  

De qualquer forma, eu fiquei muito grata pela reprise e tenho toda a novela gravada agora.  Minha memória, no geral, tinha visto a novela uma vez com 9 anos, estava funcionando bem.  Não lembrava de alguns detalhes, mas, em linhas gerais, tinha a trama toda na minha cabeça.  Pena que as novelas de época, não as que se assumem fantasia, como Cordel Encantado, que é deliciosa, tenham perdido tanto da sua densidade e cedido às sensibilidades modernas, onde não deveria, ou poderia.  Isso vale tanto para novelas globais, como para tramas bíblicas da Record.  É um negócio que me dá nos nervos.  

Talvez eu reveja todos os capítulos na
falta de alguma novela para assistir.
Até é bom comentar isso, porque alguém perguntou se eu iria assistir A Força de um Desejo, que o Viva anunciou para março, ou abril, mas já recuou e "dessanunciou" (*a palavra não existe, mas o paradigma está aí para ser usado*).  Daí, não sei por qual motivo, começou a pipocar cenas dessa novela no Youtube para mim.  Bem, eu não gosto de A Força de um Desejo, na minha memória, foi ali, que as novelas de época da Globo começaram a patinar nesses fundamentos que fizeram Escrava Isaura, Sinhá Moça, O Direito de Amar e tantas outras produções, como a minissérie Rabo de Saia, brilhar.  Hoje, certamente ela não seria exibida no mesmo horário por causa da violência e do sexo (*nada exagerado, mas vivemos em tempos "castos"*) Claro, se repetisse, eu provavelmente iria assistir, mas não sei se para tecer elogios.


Rever Sinhá Moça foi uma das melhores coisas do ano.
Nossa!  Acho que a maioria dos 170 posts do Shoujo Café falando sobre novela foram feitos este ano.  Olhando, deu muita, mas muita coisa mesmo.  E para quem acha que eu não deveria falar de telenovela, o segundo post mais visitado em todos os tempos do blog (*logo será o terceiro*) foi sobre novela.  Aliás, parece que para conseguir audiência bastaria falar de Candomblé, novela e Patrulha Canina.  Chega a ser ridículo, sabe?  Os posts mais legais que eu escrevo sobre mangá,, que demandam pesquisa e tempo, ou as resenhas de mangás e animes, acabam repercutindo muito pouco comparativamente.

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