quarta-feira, 17 de abril de 2019

Qual a melhor Rainha Elizabeth I?


Ontem, tive que me torturar e assistir Duas Rainhas (Mary, Queen of Scots) e a resenha virá em breve, não hoje, provavelmente, porque vai me dar trabalho e eu estou um tanto doente e cansada, deve ser velhice.  Mas como me perguntaram qual a melhor representação de Elizabeth I.  Bem, não vi todas, foram muitas afinal, não vi Helen Mirren e Anne-Marie Duff só passei os olhos, apesar das séries com elas estarem no meu HD desde antes do nascimento de Júlia, mas vi Elizabeths suficientes para ter uma favorita inquestionável: Glenda Jackson.

Redgrave e Jackson no filme de 1971.
Já falei dela várias vezes no Shoujo Café, Jackson foi Elizabeth duas vezes, na TV, em Elizabeth R (*resenha aqui*) e em Mary Queen of Scots no cinema, ambos em 1971.  Para mim, e eu vi Bette Davis Elizabeth duas vezes, e sou fã da atriz, ninguém se compara à Jackson.  Eu tenho tanto o DVD da série da BBC, quanto o do filme, são da época de melhores cotações do real em relação à libra.  

Vanessa Redgrave dando dignidade à rainha dos escoceses.
Acabei de mexer no meu HD e  descobri que tenho o filme de 1971 aqui, além de um filme sobre Mary Stuart de 2013, baseado em outra biografia de  Stefan Zweig (*ele de novo*).  Está por assistir.  De repente, tomo vergonha. E tem Gunpowder, Treason & Plot (2004), metade da série era sobre Mary que foi interpretada por Clémence Poésy, a Fleur de Harry Potter.  Mas eu não consegui avançar muito, porque estava com preguiça na época.  Não achei legenda e a atriz falava inglês com um sotaque francês carregadíssimo e parte do elenco tinha um sotaque escocês muito pesado, também.  Acabei largando e acho que estava em um HD meu que queimou.

Primeiro grande filme sobre Mary data de 1936
e teve Katherine Hepburn como estrela.
Já que falei de Mary Stuart, quando penso nela, e não vi Katherine Hepburn, outra das minhas musas, encarnando a rainha dos escoceses, preciso me retratar, só penso em Vanessa Redgrave, a Mary de 1971.  Linda, elegante, loura e de olhões azuis que a original não tinha.  Mas Redgrave é alta e bem mais alta que Glenda Jackson, algo que se destaca no primeiro encontro fictício entre as duas.  Acredito que sejam as duas melhores encarnações cinematográficas das duas, mesmo com todas as concessões históricas.

Colocar Timothy Dalton louro, como era a personagem
histórica original, é roubar-lhe boa parte dos atrativos.
Se eu colocar a Mary de Redgrave, tendo que ser forte para sobreviver, e a de Saoirse Ronan, fingindo ser forte e inteligente, mas agindo feito uma caricatura de adolescente desmiolada, eu não tenho dúvidas de qual é a melhor.  E, sim, no filme de 1971, Vanessa Redgrave também usa armadura e monta à cavalo, mas monta como uma dama montava na época, atravessada na sela.

Timothy Dalton é o mais próximo de um
vilão que temos no filme de 1971.
E o marido problema de Mary neste filme é Timothy Dalton.  Ele é horrível, bêbado, abusivo, flerta com o secretário da rainha, está louro (!!!!!), mas ele pode, porque ele sabe fazer as coisas direito e o roteiro era bom.
Margot Robbie pelo menos tem o melhor figurino nesse filme.
Por qual motivo escrevi esse texto?  Sei lá?  Deve ser a raiva que me deu esse filme.  E não é culpa da Margot Robbie, ela é maravilhosa, mas colocarem uma Elizabeth molenga, indecisa e que fica fazendo florzinhas de tecido enquanto homens governam por ela, foi uma das ideias mais cretinas que eu já vi.  Desperdício de elenco.  Pelo menos, ela tem as melhores roupas.

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