sexta-feira, 24 de abril de 2020

Campeã da luta contra os feminismos terá série na HBO



"“Muito conservadora até para os ultraconservadores”, Phyllis Schlafly conquistou eleitores defendendo que as mulheres deveriam permanecer no lar, enquanto ela, esposa e mãe, percorria os Estados Unidos difundindo seus ideais. Agora, Cate Blanchett a interpreta na série ‘Mrs America’" Tirei essa introdução da matéria inspiradíssima do El País.

Cate Blanchett caracterizada.
Enfim, o canal americano FX produziu uma série sobre a ativista Phyllis Schlafly (1924-2016), uma mulher muito poderosa, rica, com doutorado em direito em uma prestigiada universidade, que escreveu vários livros (*e ganhou muito mais dinheiro*) vendendo a ideia de que as mulheres deveriam ficar em casa e abraçarem o ideal da "bela, recatada e do lar".  Defensora do homeshooling, delegou a sua governanta a educação dos seis filhos.  Influenciou presidentes, a ala mais radical do partido republicano, ajudou a impedir a ERA (Equal Rights Amendment), a Emenda dos Direitos Iguais, lutou contra o direito ao aborto, difamou os homossexuais, enfim, uma criatura daninha que deve estar sendo esplendidamente interpretada por Cate Blanchett.

Minha amiga Lina perguntou-se se ela não é o modelo para Serena Joy, a esposa do Comandante Fred de The Handmaid's Tale.  É bem possível.  Enfim, Mrs. America tem 4 episódios e estreou no dia 15 de abril no Hulu, o mesmo de Handmaid's Tale, e será exibido no Brasil pela HBO.  Segundo a Wikipedia, é baseada de forma "frouxa" (loosely) na luta de Schlafly contra a ERA.  

Phyllis Schlafly e Betty Friedan (Rose Byrne) 
debateram em maio de 1973.
Não sei se irei ver, mas achei o título do El País a perfeição completa, proque há muitas mulheres que lutam contra os direitos das mulheres e os feminismos utilizando-se de todas os direitos que as mulheres somente conseguiram por causa das ativistas feministas e pré-feministas.  É como os sujeitos que defendem a ditadura usando os mecanismos da democracia.  Claro, se as mulheres perdem os direitos, TODAS as MULHERES tendem a sofrer, mas, bem, aí já seria papo para The Handmaid's Tale.

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