quinta-feira, 25 de junho de 2020

Comentando Jane Eyre (1983/BBC): Respeitoso com o Livro, mas com sérias limitações


Em 2008, eu fiz um post em que comentei a versão de Jane Eyre de 1983.  Sim o blog é antigo, fez quinze anos já.  Foi uma mini resenha, acabei de reler e imaginava que o texto tinha sido vem menor e misturado em um post sobre outras coisas.  De qualquer forma, decidi rever as séries da BBC de 1983 e 2006 e fazer textos decentes, já que resenhei praticamente todas as versões de Jane Eyre (1943, 1970, 1983, 1996, 1997, 2006, 2011), a de 1934, eu me recuso a fazer um texto, porque é ruim e datada para além de qualquer possibilidade de redenção.  Para quem não conhece o livro de Charlotte Brontë, um dos meus favoritos, um resumo rápido da história.


Esta garotinha é excelente.
Quando começamos a história, Jane Eyre (Sian Pattenden) tem 10 anos e é uma menina órfã que mora com a tia, Mrs. Reed (Judy Cornwell) e os primos.  Mrs. Reed prometeu ao finado marido que iria cuidar da sobrinha como se fosse sua filha, mas despreza e maltrata Jane, exigindo que a criança aceite os abusos de seu filho (Alan Cox), um garoto que deve ter a mesma idade da protagonista.  Na casa, a única que trata Jane com algum carinho é uma criada, Bessie (Kate David).


O garoto malvado é interpretado por Alan Cox, 
que depois seria o jovem Watson em o Enigma da Pirâmide.
Depois de um incidente com o primo, Jane é enviada para Lowood, uma escola de caridade para meninas pobres administrada por um pastor, Mr. Brocklehurst (Robert James), onde as condições de vida são tão duras que a tia tinha esperanças de que ela morresse. Jane resiste, ganha a estima da diretora, Miss Temple (Sally Osborne), e a amizade de uma aluna mais velha, Helen Burns (Colette Barker). Aproveitando ao máximo sua estadia na instituição, Jane se torna professora e, quando Miss Temple se casa em vai embora, ela decide partir, também. 


A tia malvada e seus filhos estragados.
Aos 18 anos, ela é contratada para ser professora de uma menininha francesa (Blanche Youinou) que está sob a guarda do sr. Rochester (Timothy Dalton) de Thornfield.  Jane e o patrão se apaixonam e se reconhecem como iguais, mas há várias barreiras para que o amor dos dois possa se concretizar. Idade, posição social e um obstáculo ainda mais intransponível: Rochester é casado.


A paciente Helen Burns é acusada por uma das
professoras de ser suja e desorganizada (Slattern).
Decidida a rever a série de 1983, fui atrás dos meus DVDs, eu sabia que tinha comprado.  Por algum motivo, o meu aparelho cismou que não queria rodar os discos, fui então atrás dos arquivos.  Foi fácil encontrar, há inclusive legendas disponíveis em várias línguas.  A  série de 1983 é considerada uma das melhores versões de Jane Eyre, é a favorita de muita gente, inclusive.


Jane se apaixona por seu patrão.
Esta versão de Jane Eyre é considerada uma das melhores adaptações do romance de Charlotte Brontë.  São 11 episódios de aproximadamente 27 minutos cada um, pois estou descontando os créditos de abertura e encerramento e o "no capítulo anterior".  A fase da infância, em especial, o período em que Jane está ainda na casa da tia é muito boa.  Nem sempre esse pedaço da vida de Jane Eyre recebe a atenção necessária.  Em contrapartida, a parte da escola é econômica em mostrar os castigos impostos à Jane e a perseguição sofrida por Helen Burns.  
Jane se torna amiga de Helen e tem lições cristãs verdadeiras
com a menina: paciência, perdão, gentileza e disciplina.
Helen serve de modelo de paciência e resignação para a rebelde Jane, mas o sofrimento da garota, sua doença, passam rápido demais nesta adaptação.  A hipocrisia de Mr. Brocklehurst também não recebe o destaque necessário, ainda mais com tanto tempo para utilizar.  O período da Escola de Lowood é importante, porque serve de crítica à forma como os religiosos administravam as escolas de caridade e à educação deficiente que ofereciam às meninas.  Porque no livro, a situação só melhora quando o Brocklehurst é afastado da direção por desviar fundos da escola e Miss Temple tem toda a liberdade necessária para administrar a instituição para o bem das educandas.  


Blocklehust, que roubava das órfãs, ameaça Jane
com o fogo do inferno.  E a resposta da menina é ótima.
Nesta série, apesar das condições duras, elas não são tão terríveis e, salvo pela professora que persegue Helen, todas as demais são boas e interessadas.  Não fica muito bem marcado que a péssima administração, que impunha fome e roupas insuficientes para proteger do frio as meninas, foi responsável pela morte de várias delas.  Lowood foi inspirada na escola para onde Charlotte ficou interna com três de suas irmãs,  Maria e Elizabeth, que eram mais velhas, e Emily, mais nova que a autora de Jane Eyre.  Maria e Elizabeth adoeceram e morreram na escola, que era muito ruim.  


A professora má persegue Helen Burns, mas todas
as outras são uns amores nessa versão.
A tragédia fez com que o pai retirasse de lá as filhas sobreviventes.  Anne, a caçula, passou muito pouco tempo na instituição.  Eu realmente acredito que a baixa estatura de Charlotte, as dificuldades que ela teve na gravidez, estão ligadas a essa infância de dureza e à subnutrição em sua fase de crescimento.  Enfim, acredito ter comentado melhor sobre isso no especial sobre as irmãs Brontë, To Walk Invisible, a resenha está aqui.  Enfim, continuo achando a melhor fase de Lowood a retratada na adaptação de 1970.


Mrs. Fairfax é amorosa com Adéle, mas não tem muito
jeito para educar a menina.  Jane consegue fazer
com que o comportamento da criança melhore.
Salvo Lowood, as outras fases são bem desenvolvidas.  Em Thornfield, Jane contracena com a menina Adéle e, via de regra, as garotinhas escolhidas para o papel sempre são umas gracinhas, e a gentil Mrs. Fairfax (Jean Harvey) acolhe Jane como se fosse uma filha.  Já a Grace Poole de Carol Gillies é bem sinistra.  Respeitando o livro, Blanche Ingram (Mary Tamm) é morena e bem altiva.  A primeira aparição dela à cavalo e muito arrogante, deixa evidente a sua personalidade forte.  


Zelah Clarke tinha quase 30 anos quando interpretou Jane,
mas parecia bem mais jovem.  Sua baixa estatura e
aparência frágil devem ter ajudado na composição.
Como a Jane de Zelah Clarke tem uma aparência muito frágil, sua interpretação deixa evidente o incômodo com a presença da dama que ela acredita que será a esposa de Rochester em breve.  Nesta versão, ainda que com algumas alterações em relação ao livro, a sequência da cigana, com Rochester disfarçado e pregando uma peça em seus convidados é mostrada.  Em 2006, talvez por questões ligadas à racismo, ou para ganhar tempo cortando partes importantes da história, a sequência foi omitida.


Blanche Ingram era morena e uma mulher bonita, orgulhosa e
de temperamento forte.  A atriz deu o tom adequado à personagem.
A série não dá muito espaço para o seu desprezo pelas governantas, mas, ainda assim, algumas falas aparecem nas cenas em que os amigos de Rochester estão Thornfield.  Enfim, a noiva desejada por Rochester era a governanta, ele só queria lhe fazer ciúmes mesmo.  Quando Jane retorna depois de ir atender a tia, Mrs. Reed em seu leito de morte, Rochester se declara finalmente.  Aqui, em um momento tão importante, o texto é esquecido totalmente.  As linhas de diálogo com Rochester pedindo que Jane o chame pelo seu nome, uma das partes mais importantes da sequência de declaração de amor, foram tiradas e ela o chama de "Edward" com uma enorme naturalidade, o que diminuiu o impacto da cena.  Mais tarde, sem motivo algum, Jane volta a chamá-lo de Mr. Rochester sem que ele reclame.
Rochester obriga Jane  ficar observando,
enquanto ele corteja Miss Ingram.
A partir daí, falha da minissérie, Adéle desaparece.  a menina só é citada, mas não volta a ter nenhuma cena.  A parte da carruagem, quando Jane aceita ir até a cidade com Rochester, mas quer que a menina vá junto para que ele não tome liberdades com ela, foi cortada.  Por outro lado, fica muito bem marcada a preocupação de Mrs. Fairfax em relação à virtude da moça.  A viúva, que é uma espécie de zeladora da casa do primo, tem medo de que Rochester, que é vinte anos mais velho que Jane, um "homem do mundo", experiente, se aproveite dela e a abandone.  Afinal, homens como ele não se casam com governantas.  A velha senhora chega a jogar um verde para saber se alguma coisa já não teria acontecido.  Todo o diálogo está no livro, Jane Eyre foi considerado escandaloso para a época, entre outros motivos, porque fala de sexo, mesmo sem dar os nomes às coisas.


Nesta versão, Rochester parece mais perigoso
para a "honra" da mocinha do que em outras versões.
Uma das falhas da série, às vésperas do casamento, Rochester fala dos pesadelos de Jane, mas a série não os mostrou em nenhum momento.  Nem Jane comentou sobre eles antes.  O casamento não acontece, qualquer pessoa que conheça minimamente a história sabe o motivo.  Rochester iria se tornar bígamo e estava enganando Jane.  Sim, sim, ele tem seus motivos, mas eu não vou me esticar discutindo a esposa "louca" do sótão.  Depois que Jane precisa partir, na verdade, ela quase foge de Thornfield com uma mão na frente e outra atrás, a série dá um com espaço para o período em que Jane passou com a família Rivers.  Enfim, Jane Eyre é cheio de situações com recursos deus ex machina.  Não sabe o que é isso?  Trata-se de "um poder ou evento inesperado salvando uma situação aparentemente sem esperança, especialmente como um dispositivo de trama artificial em uma peça ou romance".


Não vai ter casamento.  Nem festa.  
Nem bolo.  Nem lua de mel.
Jane pega uma carruagem de aluguel em Thornfield, desce no meio do caminho e esquece sua bolsa.  Sem recursos, termina passando fome e mendigando.  Como a minissérie tem tempo, esta parte da história, que é muito sofrida, recebe bastante atenção.  Quando está sendo enxotada da porta da casa do pastor pela criada, Hannah (Anne Dyson), ela é salva pela chegada do dono da casa, St. John Rivers (Andrew Bicknell), que a acolhe junto com suas irmãs.  Alimentada e protegida, o pastor lhe oferece um emprego como professora da escola para meninas que se propôs a abrir.  


Rochester mantinha a esposa secretamente no sótão. 
Um outro livro, Wide Sargasso Sea foi escrito para dar
a versão de Berta, a esposa, para os fatos narrados em Jane Eyre.
O pastor investiga a identidade de Jane e termina por descobrir que ela é sua prima.  Pensem em quão sortuda Jane foi ao ir parar exatamente na casa de seus primos desconhecidos?  E quer mais?  Quando a tia, Mrs. Reed, faleceu, Jane já sabia que ela possuía um tio parente de seu pai que pretendia lhe adotar e deixar-lhe sua herança.  Pois bem, Jane ainda termina rica.  Eu amo Jane Eyre, mas é uma sucessão de eventos muito favoráveis para a mocinha depois de tanto sofrimento.  E ela retorna para Rochester, claro.


Jane foge e acaba, sorte dela, sendo acolhida exatamente
por três irmãos que, mais tarde, ela descobrirá serem seus primos.
Olhando a série depois de tanto tempo, percebi que tinha esquecido de uma série de detalhes, um deles é o quanto a diferença de altura entre Zelah Clarke e Timothy Dalton é grande.  Não achei a altura dela, mas a atriz é muito pequenininha mesmo, porque ela parece menor do que todo mundo do elenco menos a menininha Adéle.  Já Dalton tem quase 1,90 m.  A depender do site, lhe dão uma altura diferente, mas sempre mais que 1,85.


Ela parece minúscula do lado dele.
Dalton interpreta o seu Rochester de forma muito apaixonada, como se estivesse em conflito consigo mesmo o tempo inteiro.  Ele é aterrorizador, intenso, violento até.  Talvez o Rochester mais próximo dessa linha e interpretação tenha sido Orson Wells em 1943, mas sem o vozeirão.  E ele pega Zelah Clark pelo braço, a abraça de forma possessiva, grita com ela.  Como a diferença de tamanho é grande, ela sempre parece demasiado frágil diante dele, em nenhum momento Clarke me passa a segurança, ou o distanciamento, que eu vejo em Jane quando leio o livro.  Fora isso, Dalton, que logo seria 007 nos cinemas, é um dos casos mais extremos de "Adaptational Attractiveness" que eu conheço.  Mas o que é isso?


Esse homem é chamado de FEIO umas três vezes na série.  
Eu parava o vídeo e começava a rir, porque é um abuso.
"Adaptational Attractiveness" (Atratividade adaptativa) é quando uma personagem que originalmente era fora dos padrões, sem graça ou mesmo completamente feio é interpretado por um ator, ou atriz, muito mais convencionalmente atraente.  No livro Jane Eyre, a protagonista é descrita como "plain", isto é, simples, sem grandes atrativos.  Normalmente, salvo raras exceções, Jane não é interpretada por atrizes que sejam grandes beldades, já com Rochester, a coisa é diferente.  O livro diz que ele é feio (ugly), seu cabelo seria como uma juba (mane), mas os homens escalados para o papel tendem a ser atores atraentes e bem dentro das convenções de sua época.  Exceção para Ciaran Hinds (1997) e  George C. Scott (1970), porque ele já estava muito passado da idade para ser Rochester.


E Jane é puxada para lá e para cá por ele.
Dá um pouco de medo por ela, às vezes. 
E, talvez, este seja o tom correto para
Rochester, mas nãos ei se era para Jane.
No caso de Dalton, a coisa parece ainda mais gritante, porque ele não era somente bonito, ele era muito bonito.  Diferentemente de Michael  Jayston (1973), ou Tobby Stephens (2006), seu cabelos estava sempre impecavelmente arrumado, sua roupa sempre alinhadíssima.  Sendo assim, quando Jane diz que ele é feio, a cena acaba despertando um humor involuntário. Como compensação, acredito que Timothy Dalton foi o Rochester mais destroçado quando chegamos no final da série.  Ali, a fidelidade ao livro foi total.


A Jane de Zelah Clarke só consegue
crescer depois que se afasta de Rochester.
 Já Zelah Clark, ainda que muito bem no papel, sempre me parece frágil, tímida e chorosa demais quando está interagindo com Rochester, especialmente, nas cenas mais dramáticas e intensas, como a em que ele se declara.  É uma Jane que se apequena quando deveria crescer como se tivesse a magia das sacerdotisas do livro as Brumas de Avalon e colocar Rochester no seu lugar.  Por exemplo, quando ela tem que dizer uma das frases mais importantes de todo o livro, “I am no bird; and no net ensnares me: I am a free human being with an independent will.” ("Não sou pássaro; e nenhuma rede me envolve: sou um ser humano livre com vontade própria."), a coisa não convence.  É uma Jane chorosa tentando resistir a um homem muito mais forte que ela e que sabe que irá dobrá-la.   Sei que muita gente gosta muito da interpretação dela, mas definitivamente, ela está fora do meu top 5.  


St. John nesta série é perfeito e é tão difícil vê-lo bem retratado.
Agora, o St. John Rivers é o melhor de todas as adaptações.  Andrew Bicknell tem a idade certa, é bom ator e é bonito como a personagem deveria ser.  Ele também consegue passar as contradições da personagem, um sujeito que tenta controlar com disciplina férrea toda a paixão que tem dentro de si.  A cena em que a moça que ele ama, mas rejeita, toca no braço dele é interessantíssima, porque o ator se comporta quase como se tivesse tomado um choque.  E Jane observando os dois com interesse.


St. John Rivers ama Rosamund e, por isso, quer fugir dela. 
E Jane fica ali, de longe, shippando os dois.
E eu realmente gosto da interação de Zelah Clarke com Andrew Bicknell, ali eu vejo a Jane com senso de humor, senhora de suas ações, que não é chorosa, nem vulnerável, nem se intimida frente um homem muito mais alto que ela.  E é uma parte do livro normalmente negligenciada por questões de tempo. Curiosamente, as irmãs de St. Rivers, Diana (Elaine Donnelly) e Mary (Morag Hood), recebem pouco espaço, porque o foco está nele.  As moças precisam trabalhar, são governantas, porque a família ficou em situação muito difícil exatamente por conta de um mau negócio feito pelo pai, ele confiou no tio que deixou a herança para Jane.  Nem é mostrado Diana ensinando alemão para Jane, por exemplo, depois que elas podem voltar para casa, já que a heroína divide a sua herança por quatro.


Nesta versão, cortam a parte em que St. John decide
ensinar hindustani para Jane.  Como ela aprende
rápido, para ele é uma confirmação de que ela
era talhada para ser esposa de um missionário.
Agora, St. John quer dobrar Jane.  Ele acredita que a prima disciplinada, inteligente, trabalhadora, é a esposa ideal para um missionário.  St. John quer ir para a Índia e precisa se casar.  Até hoje, há resistência em enviar homens solteiros para o campo missionário entre os protestantes e evangélicos.  Se o celibato é uma imposição aos sacerdotes católicos, no meio protestante-evangélico, o casamento dos pastores é visto como obrigatório para muitos ainda em nossos dias.  Enfim, St. John tenta de todas as formas convencer Jane, inclusive apelando para "a vontade de Deus".  Ela aceita ir, mas sem casamento, não quer ser esposa de conveniência e sabemos, porque St. John deixa claro, que ele desejava uma esposa submissa.  Lembrem da frase chave de Jane, enfim, ela é o que é, e não se deixa enredar.


"Só havia damas na casa onde você ficou?" 
Jane aproveita para fazer ciúmes em Rochester.  
Jane Eyre é um livro muito rico.  Ele critica a hipocrisia dos religiosos, seu fanatismo.  Através de St. John, fala-se das torturas que as pessoas se auto-impõe por razões de fé, porque a personagem crê que ao se entregar ao amor, ele colocaria em risco o domínio próprio e seus ideais.  Daí, optar por um casamento frio, uma esposa racionalmente escolhida.  É um livro proto-feminista, porque discute as imposições feitas às mulheres pela religiosidade da época, pelas convenções.  


Esta edição brasileira tem uma capa muito bonita.

Jane, mesmo pobre e obscura, como ela mesma diz para Rochester, é um ser humano como qualquer homem, e deveria ser livre e gozar dos mesmos direitos.  É essa paixão que me faz falta na interpretação de Zelah Clark na cena da declaração de amor.  Quando Charlotte Brontë escreveu Jane Eyre, estava, também, falando das mulheres e de suas privações, uma educação deficiente, a humilhação que era ter que trabalhar para mulheres de certos grupos sociais e que, bem, não era motivo de vergonha, porque Jane, a nossa heroína, não tem nenhum problema em ser governanta.  Ela assume que seu papel na vida de outras meninas, pobres como ela, ou nem tanto, como no caso de Adéle, era importante.


Qual a sua versão favorita de Jane Eyre?
Enfim, escrevi bastante.  A série de 1983 é muito bem cuidada.  O figurino tem qualidade, recebeu selo de aprovação das moças do Frock Flicks.  Como pontuei, a fase na casa da tia é excelente, a na casa dos Rivers se destaca, também.  O elenco é muito bom, mas Dalton é bonito demais para o papel, é quase um abuso aquele homem como Rochester, e Zelah Clarke se apequena quando precisa crescer.  Eu realmente acredito que entenderam mal a relação da personagem com Rochester.  É fácil baixar a série, tem legendas em muitas línguas, e ela é obrigatória para os fãs de Jane Eyre.  Espero resenhar em breve a série de 2006 e fechar essa série de resenhas que deveria ter sido terminada vários anos atrás.  Abaixo, o primeiro episódio legendado em português.  Tem tudinho no Youtube:


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