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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Pôster comemorativo de Hana-Kimi apresenta novos personagens da série

Ontem, foi lançado o novo pôster do anime de Hana-Kimi (花ざかりの君たちへ/Hanazakari no Kimitachi E) comemorando a ida dos protagonistas da série - Mizuki, Sano e Nakatsu -  para o segundo ano do colegial.  Além disso, foram revelados os nomes dos dubladores de três personagens que ainda não tinham aparecido: Tennouji Megumi, Itsuki Kujou e Himejima Masao.  Vocês que costumam frequentar o blog sabem que eu não sou aficionada por dubladores, nem mesmo os originais, mas há um dublador de séries dos anos 1990 do qual gosto bastante, Koyasu Takehito.  Talvez para estimular a nostalgia, afinal, Hana-Kimi é sobre isso, também, não é mesmo?  Koyasu Takehito vai dublar Himejima Masao e ele  deu voz à personagem em um Drama CD da época em que o mangá estava sendo publicado.  Para  quem não lembra ou sabe, Himejima Masao é fã da Rosa de Versalhes  (ベルサイユのばら), ele é o líder do dormitório dos alunos artistas e gosta de ser chamado de Oscar.  Mal posso esperar para vê-lo em cena. 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Japonesas convocam fãs da Rosa de Versalhes do mundo inteiro para um tuítaço no primeiro aniversário do filme

No dia 31 de janeiro, às 19h (Japão) / 7h (Brasília), haverá tuitaço mundial para celebrar o primeiro  aniversário do filme da Rossa de Versalhes (ベルサイユのばら). A proposta é que pessoas do mundo inteiro usem a hashtag  #ベルサイユのばら e compartilhem o amor pela obra.  Eu recebi essa informação da @an_kinako1789.

Ela me passou um post de um perfil japonês (@yumenekoloveyou) que convoca os fãs para que assistam ou reassistam o filme no dia 31 e que façam a primeira postagem usando a hashtag às 19h e outra às 19h10, horário japonês, provocando duas ondas de tuítes e tentando levar a hashtag aos trending topics, eu imagino, mas a ideia é continuar fazendo postagens ao longo do dia.  A pessoa sugere que a postagem traga informação relevante, memórias ligadas à série, uma declaração de amor à Rosa de Versalhes etc. usando a hashtag e anexando uma imagem (*oficial ou fanart*) ou foto de um produto da Rosa de Versalhes. Por enquanto é isso.  Espero que eu não me esqueça.

sexta-feira, 10 de maio de 2024

Naoko Takeuchi prestou homenagem à Jezebel. Como eu não percebi isso?

Não sabia, nunca tinha notado, mas uma das ilustrações mais conhecidas de Sailor Moon (美少女戦士セーラームーン) foi inspirada em um dos meus filmes favoritos, Jezebel.  Para quem não conhece, ou não leu minha resenha, Jezabel é um filme de 1938, estrelado por Bette Davis e Henry Fonda.  Davis é Julie, uma rica e mimada herdeira do Sul dos Estados Unidos antes da Guerra de Secessão (1861-1865).  Seu noivo, Preston Dillard, é um banqueiro workaholic e sonha em levar o progresso para a região.  Julie se ressente por ser deixada em segundo plano pelo noivo e decide se vingar dele.  

No grande baile anual, no qual todas as moças solteiras deveriam vestir branco, ela vai de vermelho.  Humilhado, Dillard rompe o noivado e vai para o Norte, de onde volta mais ou menos um ano depois, casado com uma mulher que é o posto de Julie, submissa e bem comportada .  Julie, então, decide reconquistá-lo, ou se vingar.  Por conta disso, teremos várias tragédias.  Olha a imagem de Jezebel e de Sailor Moon lado a lado.

Enfim, as histórias nada tem em comum, mas Naoko Takeuchi se inspirou nessa foto, que foi usada na divulgação do filme, para fazer uma das mais famosas e bonitas do casal Usagi e Mamoru.  Gostei de descobrir isso e decidi dividir com vocês.  

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Apagando 60 Velinhas: Feliz aniversário, Colin Firh!


Fiquei enrolando o dia inteiro, quer dizer, não somente enrolando, mas trabalhando, também, e atrasei este post.  Ontem, 10 de setembro, todos os grupos de Jane Austen estavam lembrando que é aniversário do Colin Firth e uma data bem marcante, ele está completando 60 anos e de carreira deve estar chegando nos quarenta.  Bem, qualquer pessoa que passe por aqui com frequência sabe que Colin Firth carrega até hoje o peso, ele dá a entender que é, de ter interpretado Mr. Darcy na adaptação da BBC de 1995.  Na época, ele já tinha uma carreira sólida, mas o papel grudou nele a ponto de, em uma entrevista, ele ter comentado que, se eu dia ele fosse a Marte, as manchetes diriam "Mr. Darcy chegou em Marte".  

É preciso lidar com essas coisas, especialmente, porque a série de BBC está completando 25 anos e fizeram um bolo do ator em tamanho natural.  Meio freak, mas, enfim, é mais uma entre tantas homenagens e já é uma surpresa a referência não ter sido Firth na cena da camisa molhada.  Quando foi que eu notei o Colin Firth pela primeira vez?  Acho que foi em Shakespeare Apaixonado (1998), ele faz o vilão e algumas das melhores cenas do filme, que não é nenhuma grande obra apesar de ter recebido muitos prêmios, são dele.  Há uma cena que é um primor para explicar como funcionava o mundo antes das rupturas provocadas pela Revolução Francesa.  De qualquer foma, acho que faz quase uns vinte anos que não assisto esse filme.

Decidi fazer esse post para sugerir cinco filmes com Colin Firth que são dos meus favoritos.  Cinco papéis bem diferentes um do outro.  Cinco somente para não ficar imenso esse post, pois dava  esticar fácil para 10, ou mais. Todos tem resenha no blog, daí, basta clicar no nome e ir para o texto.

A primeira sugestão é A Single Man (2009), que no Brasil teve o título ruim de O Direito de Amar.  Na película, que se passa durante a Crise dos Mísseis que quase detonou a Terceira Guerra Mundial.  Toda a ação se passa no dia 30 de novembro de 1962, em Los Angeles, e acompanha o professor universitário George Falconer e sua decisão de cometer suicídio depois de perder seu companheiro de vários anos e, por ser homossexual, ser privado do direito ao luto e qualquer outra manifestação de pesar e afeto por tudo que perdeu.  Eu sempre defenderei que Firth deveria ter levado o Oscar de melhor ator por este filme e, não, pelo Discurso do Rei (2010), só que Sean Penn tinha levado no ano anterior por Milk (2008) e não dariam o prêmio principal logo em cadeia para outro ator interpretando um homossexual.  Simples assim.

O segundo filme vai lá para o início da carreira do Colin Firth.  Another Country (1984), aqui, no Brasil, teve como nome Memórias de um Espião e conta parte da adolescência de Guy Bennet (Rupert Everett) e Tommy Judd (Colin Firth).  A história se passa em um colégio interno para garotos privilegiados e a personagem de Ruper Everett quer ter um futuro brilhante como diplomata, mas ele tem um problema, é homossexual o que pode atrapalhar o seu futuro.  Firth faz o melhor amigo de Bennet, um sujeito sério, excelente aluno e discriminado por ser adepto das ideias comunistas.  Só que ele não se importa, porque quer mais é ver o sistema implodir mesmo.  Os melhores diálogos do filme são de Colin Firth e Guy Bennet se tornou um notório espião e teve que se exilar em Moscou, porque, bem, ele acabou se tornando comunista, também.

O terceiro filme é Fever Pitch (1997) e fala sobre a paixão de um professor interpretado por Colin Firth pelo futebol e pelo time do Arsenal.  Ele leciona literatura para adolescentes e sempre desvia o assunto para falar de futebol, ele arranja uma namorada, professora como ele, e a arrasta para o estádio.  Como é professor e a profissão não torna ninguém rico, ele tem sempre que comprar os ingressos mais baratos, porque ele não perde um jogo.  A situação toda acaba dificultando a relação do sujeito com a namorada.  Fever Pitch, que significa “estado de extrema excitação”, foca no campeonato de 1988/89 ganho pelo Arsenal com um gol no último instante. E era a época daqueles incidentes com os hooligans ingleses, e acho que ela assiste pela televisão o desastre de Hillsborough, que teve quase de 100 mortos.  É um filme bem interessante e ainda tem o Mark Strong de bônus.

Já que eu falei em Mark Strong, minha quarta sugestão é Kingsman - Serviço Secreto (2014), um filme pipoca muito divertido.  Nesse filme, Colin Firth faz o papel de um agente de uma organização super secreta e tem que selecionar novos candidatos a ocuparem a vaga de um dos companheiros que foi assassinado.  Ele acaba responsável por treinar o jovem agente (Taron Egerton).  Na época de Kingsman, houve quem se perguntasse por qual motivo ninguém nunca cogitou Firth para James Bond.  Enfim, eu acho que ele poderia ter ficado ótimo, mas teria que ser lá perto da época em que ele interpretou Mr. Darcy.

O quinto e último é Moça com Brinco de Pérola (Girl with a Pearl Earring/2003).  É um filme histórico que gira em torno da criação do famoso quadro que dá nome ao filme.  Colin Firth é o pintor Johannes Vermeer, que fica fascinado pela criada  interpretada por Scarlett Johansson e que vai posar para o famoso quadro.  Foi a primeira vez que eu notei o trabalho da atriz.  É um filme excelente, que explora ao máximo uma sensualidade contida, além de colocar na tela uma série de questões de classe, de gênero e mostrar como era precária a vida do artista que, no século XVII ainda era o artesão que tinha que se curvar aos clientes para poder sobreviver.  Preciso rever esse filme para fazer uma resenha decente.  A que existe no blog é somente um rascunho.

É isso.  Eu gosto muito do Colin Firth.  Há várias resenhas de filmes com ele no Shoujo Café e há muitos trabalhos dele que eu não assisti ainda, ou assisti e não resenhei.  Espero ir sanando isso como o passar do tempo.

sábado, 9 de maio de 2020

Aleatoriedades Austenianas 1: Quem é o melhor Mr. Darcy "molhado"?

Essa pergunta é uma das mais banais possíveis em um grupo de Jane Austen, está certo, o "molhado" coloca a coisa em outro patamar e o Colin Firth se molha duas vezes, enfim... Só que o objetivo básico é medir "Qual o melhor Mr. Darcy?" mesmo.  Mas eis que alguém emerge das sombras e diz "O melhor Darcy é o da série de 1980.". Como a pessoa não escreveu "O melhor Darcy é o David Rintoul.", até imagino que era trollagem, assim, para chocar geral.

Por que estou escrevendo isso? O fandom de Orgulho & Preconceito (1980), que eu acho excelente, aliás, tende a ser muito agressivo. "Ninguém nunca captou a essência de Mr. Darcy como o David Rintoul!  Vocês é que não entendem a personagem!"  "Vocês são vulgares e querem é camisa MOLHADA!".  Não vou reclamar de camisa molhada nenhuma, mas David Rintoul não é o melhor Darcy.  E olha que o Darcy dele beijou a Elizabeth antes do casamento e o do Colin Firth, não.   Enfim, para quem nunca ouviu esse nome (David Rintoul), o rei louco de Game of Thrones. Não acredito mesmo que uma fã extremada de O&P (1980) iria esquecer o nome do ator que supostamente melhor interpretou o Darcy.


Eu defendo que a melhor Elizabeth (Elizabeth Garvie), a melhor Charlotte (Irene Richard) e a melhor Lady Catherine (Judy Parfitt) estão nessa série e é engraçado tropeçar nisso, porque fui dirigindo para o trabalho ontem e pensando em O&P (1980) por algum momento que não me lembro mais.

David Rintoul não é um Darcy ruim, afinal, ele dá a interpretação dele da personagem e há o Laurence Olivier, ora bolas! Quem teve que carregar nas costas o pior Darcy foi ele. Enfim, o problema do Rintoul é que ele passa boa parte dos capítulos inexpressivo, ou impassível, talvez diriam suas fãs, por isso mesmo, minha amiga Lina Inversee o chamava de "robô Darcy" e que O&P (1980) era uma série de ficção científica disfarçada. No final, no derradeiro episódio, o robô aprende a sorrir.  


Mas eu gosto do David Rintoul como Darcy, só não vou dizer que ele é o ator que melhor interpretou a personagem.  E recomendo a série de 1980.  Anos atrás, fizemos dois Shoujocast sobre Orgulho & Preconceito com a Adriana Sales do Jane Auten Sociedade do Brasil.  Acho que eles não estão mais disponíveis on line.  Tentarei fazer o upload em algum lugar.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Live action de Hércules da Disney, Jane Austen, Colin Firth precisa fazer terapia e outras aleatoriedades


Estou com uma série de coisas girando na minha cabeça esses dias e nenhuma dela daria um post só, ou um post decente.  Vamos misturar tudo?  Vamos!

Esta semana, ontem, ou anteontem, a Disney anunciou que irá transformar Hércules, desenho da série Herói do Estúdio, de 1997.  Surpresa?  Não, estão transformando tudo em live action.  Eu não assisti Hércules no cinema, assistia o seriadinho de TV e achava divertido, o filme animado mesmo só fui ver o desenho com a Júlia uns dois anos atrás.  E, sim!  Hércules é legal!  Merecia ser visto nos cinemas.  

Espero que Zeus seja tratado como merece
no live action... mas não será, claro!
Claro, limparam a mitologia grega, ou melhor, tornaram Zeus um pai responsável e marido fiel, mas é Disney, nada fora do esperado aí.  pode ser que, para o filme, algumas correções sejam feitas nesse sentido.  OK, por mim, já escrevi isso, deixavam os desenhos em paz, mas, vá lá, não vou ficar me remoendo por isso.  Enfim, a Disney anunciou que os Irmãos Russo (Joe e Anthony), responsáveis por vários filmes dos Vingadores, irão dirigir a produção.  Boa notícia?  Sim, mas e o elenco?  Daí, pulamos para Jane Austen.

Estava eu em um grupo estrangeiro de Jane Austen, isso antes de anunciarem Hércules, e alguém começou a comentar que já estava na hora de uma nova filmagem de Persuasão.  A última foi em 2007 (*Capitão Wentworth era uma tor bem fraquinho*).  Concordo que já é hora, prefiro que seja minissérie para TV e se entregarem nas mãos do Andrew Davies que alguém fique de olho no velhinho, tipo as filhas e o neto do Benedito Ruy Barbosa fazem com o pai.  Depois de Sanditon, nunca se sabe, não é mesmo?  Mas eis que alguém sugere Benedict Cumberbatch como Capitão Wentworth.

O ator é ótimo, mas Capitão Wentworth não dá mais.
A maioria disse "Não!  Não!  Não!".  Realmente, não faz muito sentido.  Ele estaria bem fora da idade da personagem que, no livro, ele deve ter entre 31 e 33 anos de idade, Cumberbatch vai fazer 44.  "Ah, mas isso não importa!"  Eu diria depende.  Não consigo olhar para o autor e ver o Capitão Wentworth, quer dizer, até consigo imaginar a voz dele como espetacular em um audiobook, mas estamos falando de um filme, ou série.  Mas eis que alguém fez uma boa sugestão, que tal Leo Suter, que fez Mr. Stringer the younger em Sanditon.

Achei a ideia muito boa.  Suter é bom ator, é bonito, tem porte, até que essa filmagem saia, se sair, ele terá idade próxima a da personagem e, bem, se podem escalar um ator mais velho, e fazem essas coisas o tempo inteiro, é possível escalar alguém um pouco mais jovem.  E eu não estaria traindo a minha regra de que se o sujeito interpretou um Austen's boy em uma produção, não pode aparecer em outra adaptação em papel semelhante.  Eu escrevi isso em minha resenha de Emma (2009 - Parte 1), porque um dos motivos pelos quais Jonny Lee Miller como Mr. Knightley não me desce é esse.  

Por mim, ele seria o próximo Wentworth. 
E ele é bom ator, também, não é como
o Rupert Penry-Jones (2007), que é só embalagem.
Pois bem, Sanditon, a série de TV, não é Jane Austen para mim, e o pobre do Mr. Stringer é esnobado pela mocinha que prefere ficar com o mocinho egocêntrico e que não se barbeia só para ser trocada por uma noiva rica no final.  Fechado aqui?  Leo Suter poderia ser o próximo Capitão Wentworth.  E nem precisam tirar a roupa do moço, eu abro mão disso, porque uma das minhas raivas fúteis em relação à Sanditon é que todos os homens da série aparecem pelados, os que a gente quer ver, os que a gente realmente não se importa, menos o Leo Suter.

Voltando para Hércules, porque eu não me perdi no raciocínio, quando apareceu na minha TL do Facebook, olhei para a foto do Hades e deu um clique.  "Caramba, a personagem do desenho tem um formato de rosto que lembra a do Benedict Cumberbatch!".  Sim, eu estou torcendo para que o ator seja escalado para ser o vilão de Hércules, ele é bom fazendo comédia e que mantenham as músicas, claro.  E poderiam colocar o Benny para cantar, porque ele canta, basta pegar o primeiro capítulo de Parade's End (*recomendo a minissérie*) e comprovar isso.

Ele não parece com o Benny?
Já quase no fim, Orgulho & Preconceito de 1995 está fazendo aniversário.  Vinte e cinco anos é muita coisa, não é mesmo?  Enfim, por conta disso, Colin Firth, que fez Mr. Darcy na série da BBC, foi entrevistado pela revista Good Housekeeping que é, como o próprio nome diz, voltada para as donas de casa.  E, bem, parte considerável do fandom de Jane Austen se enquadraria aí.  Não tive acesso à entrevista para a The Good Housekeeping, mas às repercussões no The Guardian e no The Daily Mail.  São dois veículos de comunicação com perfis bem diferentes, mas os dois disseram basicamente o mesmo, Colin Firth acredita que o papel como Mr. Darcy  atrasou sua carreira.  🧐

A gente para, ri um pouco e continua comentando. É claro que Mr. Darcy teve um efeito gigantesco sobre a imagem que as pessoas tem tanto da personagem, quanto do ator que o interpretou.  É loucura, ou ignorância negar isso.  Segundo consta, a primeira vez que alguma coisa quebrou a internet inglesa, ou de qualquer parte do mundo, foi quando esse homem apareceu de camisa molhada.  E não é só a camisa, é a situação, a construção da sequência, porque lá no capítulo 2, se bem me recordo, ele aparece tomando banho.  Vinte cinco anos depois e não conseguir lidar com o fato de ser sexy é caso para terapia.

O motivo do trauma.
Vamos lá, sou fã de Colin Firth e sei que sua vida como ator não começou em 1995.  Ele já tinha uma longa e sólida carreira no cinema, teatro e TV antes disso.  O primeiro filme de Colin Firth no cinema, Another Country (*resenha*), entraria no meu top 20 de filmes favoritos.  A Hora do Porco, ou O Advogado, ele tem os dois nomes, é anterior à Mr. Darcy e um dos melhores filmes que se passam na Idade Média da década de 1990.  Preciso resenhar esse filme, já deveria ter feito isso anos atrás.  Agora, no momento em que Orgulho & Preconceito foi lançado, ele estava migrando para Hollywood e eu vou defender até o fim que, pelo menos nos primeiros anos, ele teve ZERO impacto em projetá-lo como símbolo sexual, ou o que valha.

No mesmo ano de Orgulho & Preconceito, antes da série estrear, Firth fez um papel em Hollywood, acredito que o seu primeiro: Três Amigas e Uma Traição (Circle of Friends).  Foi a primeira vez que eu percebi a existência dele em tempos antes da internet.  Qual o papel de Firth?  O do vilão, ou mais próximo disso que temos em um filme.  Se bem me lembro, ele é o homem mais velho, que engravida uma moça no fim da adolescência e a abandona.  O filme se passa na católica Irlanda do final dos anos 1950.  


Garanto para vocês que a função dele em
Shakespeare Apaixonado não era ser sexy.
Podem prestar atenção que quando importam um ator europeu, em condições normais, ele é colocado nessa gavetinha.  Ou seja, antes de Mr. Darcy, ele já tinha sido notado, mas poderia ser empurrado para a vala comum.  Segundo filme em que notei o Colin Firth?  Shakespeare Apaixonado (1998).  Papel dele?  Vilão (*e, para mim, a melhor coisa daquele filme*).  E isso, porque eu não vi O Paciente Inglês (1996) até hoje (*shame on me*), mas, até onde eu sei, Firth faz outro sujeito de caráter duvidoso.

E, mesmo depois de Mr. Darcy com sua camisa molhada, ainda houve espaço para um filme barra pesada como Verdade Nua (Where the Truth Lies/2005) na carreira dele.  Arrisco dizer que a maioria das fãs de Mr. Darcy não assistiria esse filme MESMO.  Agora, se para cada filme diferente que ele fez, Firth aceitou reviver de alguma forma a cena da camisa molhada, e é culpa dele.  Ele já tinha uma carreira sólida o bastante para recusar.  Em alguns casos, ele já tinha idade o suficiente para se sentir ridículo tentando incorporar Mr. Darcy outra vez.  



Teve Bridget Jones (*e eu nem sabia quem era Mr. Darcy quando vi o filme, conheci Austen tardiamente*), teve Saint Trinnian's (*que ele fez por amizade ao Rupert Everett*) com paródia da cena da camisa molhada (*vídeo acima*), além d e outros.  Ele se valeu da imagem de Mr. Darcy o quanto quis e pode.  

E não pensem que eu não acho Colin Firth hoje um sujeito desinteressante.  Ele é um homem maduro que continua bonito aos meus olhos, mas não é mais o mesmo sujeito de Orgulho & Preconceito, ou o menino bonito de Another Country.  Cada coisa em seu lugar.  E, bem, ele conseguiu construir uma carreira bem diversificada, não ganhou o Oscar pelo filme que merecia, A Single Man (*resenha*), mas levou por outra grande atuação em O Discurso do Rei (*resenha*)


Firth pode até estar sexy em Verdade Nua,
mas duvido que seja para consumo
das leitoras de The Good Housekeeping.
Retornando? Em que a camisa molhada atrapalhou a careira dele?  NADA.  E ele fez uns filmes bem porcarias, como todo bom ator, ou atriz faz, que em nada se remetiam à figura de Mr. Darcy.  Agora, me lembro de críticas na época do primeiro Kingsman (*resenha*) que se perguntavam por qual motivo nunca tinham cogitado Firth para o papel de 007, quando ele tinha idade para isso, claro.  Pois é, se eu olho a filmografia dele, não encontro nenhum filme de ação que pudesse vendê-lo desse jeito.  Se a série Spooks, que foi criada em 2002, já existisse nos anos 1990/80 teria rolado, porque praticamente todo galã da BBC passou por ela em algum momento.

Enfim, há atores que ficam prisioneiros de uma mesma personagem, lembro de um artigo velhíssimo (*eu era adolescente, a matéria era de 1989*) falando da disputa para ser Scarlet O'Hara e de como Bette Davis ficou frustrada em não conseguir o papel.  A mesma matéria, no entanto, dizia algo assim "mas cinquenta anos depois, Bette Davis é Bette Davis, já Vivien Leigh será sempre Scarlet O'Hara".  É pesado esse negócio, será que Colin Firth realmente se vê em uma situação semelhante?  Pior, parece que o que o incomoda é a objetificação que ele acredita sofrer.  Moço, desencana, Mr. Darcy é mais do que isso e você é muito mais que um homem vestindo uma camisa molhada.

Emma (1995) - 1, Emma (2019) - 2,
Orgulho & Preconceito (1995) - 3 e 6,
Razão e Sensibilidade (1995) - 4 e 5.
Mas vamos caminhar para o final.  Alguém postou essa montagem acima perguntando qual a noiva mais bonita.  Sim, eu acredito que aconteceu um casamento duplo no final de Razão & Sensibilidade (1995), ainda que ninguém tenha efetivamente certeza.  No livro, Elinor se casa antes da irmã, mas vestidos de noiva antes da Rainha Vitória não eram brancos obrigatoriamente e, normalmente, eram roupas práticas e que poderiam ser reutilizadas. Lembrem do caráter de Elinor.  De qualquer forma, a minha noiva favorita, levando-se em consideração a beleza da roupa, é a de Emma (2019), porque, bem, o objetivo do filme é esse, encher os olhos com a beleza do figurino.

terça-feira, 31 de março de 2020

RetroCrush: Streaming de animes clássicos + COmo rever Fushigi Yuugi é estranho


Ontem, o meu amigo Alexandre soares compartilhou no Facebook uma matéria sobre um novo serviço de Streaming chamado RetroCrush e ligado ao site IGN (Imagine Games Network).  A ideia é oferecer um serviço de streaming de animes e movies dos anos 1970 até a década de 1990 e gratuito, pelo menos por enquanto.  Acredito que seja por conta do Coronavírus, mas vamos esperar.  Eles dizem que tem um catálogo de mais de 100 séries e 40 filmes animados.  O vídeo de propaganda está aqui:


Enfim, eu entrei no site deles e não achei suporte para assistir no computador, mas tem aplicativos para Android, IOS e outros.  OK, devo olhar depois (***Acabei de olhar e, só para variar, não é para a gente no Brasil, mas o canal deles no Youtube é divertido.***)  Mas a coisa legal foi descobrir que eles tem um canal no Youtube com trechos de animes com títulos muito sensacionalistas, que são por si mesmos engraçados "Ela usou uma poção para controlar a mente e roubar o namorado da melhor amiga!".  E havia um monte de fragmentos de Fushigi Yuugi (ふしぎ遊戯).



Bem, eu gosto de Fushigi Yuugi, mas tenho consciência da ruindade que é maior no anime do que no mangá, aliás.  Eles devem ter selecionado de propósito, claro, mas são, sei lá, umas quatro sequências disponíveis nas quais Miaka está correndo o risco de ser violentada.  É meio bizarro, porque mesmo o mocinho, Tamahome não sabe que "Não é Não", mas era ShoComi dos anos 1990 e Fushigi Yuugi era levinho frente outras coisas que saiam por lá.



Saldo dessa brincadeira é que relembrei o quanto a voz do Koyasu Takehito é sensual.  além do Hotohori (*e eu só não chorei quando ele morreu, porque, bem, eu tinha o spoiler*), o jovem imperador apaixonado por Miaka e que a salva na tal cena que eu comentei acima, ele foi o Touga (Shoujo Kakumei Utena), o Ran "Aya" Fujimiya (Weiss Kreuz), entre outras personagens interessantes dessa época.  E ele canta, claro.  Uma das melhores músicas de Fushigi Yuugi, Sadame no Hoshi, é cantada pro ele.


sábado, 29 de fevereiro de 2020

Iris Apfel se torna a pessoa mais velha a ser transformada em Barbie e outras notícias sobre bonecas💖


Iris Apfel é um ícone da moda de 96 anos e foi homenageada pela Mattel tornando-se a pessoa mais velha a ser transformada em uma boneca ao estilo Barbie.  Não quero entrar em discussões sobre privilégio, ou sobre futilidade, consumismo, nem nada, só achei a homenagem muito fofa.  Eu realmente acredito que a linha Barbie, que existe, claro, para fazer dinheiro, presta mais serviços do que desserviços às meninas e quem mais quiser consumir suas bonecas.  

A Apfel com a boneca mais conhecida do mundo.
Aliás, não comentei, porque não posso falar sobre tudo que a Mattel lança de Barbie, ou ficaria somente nisso, mas no mês de fevereiro, "Black History Month" (Mês da História Negra) nos EUA, a empresa colocou no mercado uma coleção somente com bonecas negras.

Essa foto só mostra parte da coleção.
Antes que alguém fale bobagem como "Ah, por que antes não tinha nenhuma!" ou "Antes eram raras as bonecas!",  pergunte-se quanto tempo faz que você não entra em uma loja de brinquedos e tenha a decência de entrar em uma delas e ir até as prateleiras das Barbies.  E, claro, nem tudo chega ao Brasil.  

Júlia disse que a Elsa está com cara de psicopata.
Já que o assunto é boneca e para não perder a viagem, a Hasbro, que eu acho que não tem metade da competência da Mattel para fazer bonecas das princesas da Disney, me surpreendeu.  Lançaram uma coleção com o visual das princesas em Detona Ralph 2 e eu estou me coçando para não comprar a Tiana, porque a Valéria criança que habita dentro de mim choraria se ganhasse aquela boneca quando tinha uns sete, oito anos.  Aqui, perto de casa só chegaram a Rapunzel, a Bella e a Tiana, mas a foto de todas elas está aí em cima, baasta clicar para ampliar.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Falei de Sherlock Holmes com uma das minhas turmas hoje... E, sim, foi bem legal!


Faz tempo que não falo de Sherlock Holmes, mas quem frequenta o Shoujo Café há muito tempo, sabe que sou fã da personagem.  Enfim, hoje, falei de Sherlock Holmes em uma das minhas turmas e vários alunos e alunas eram leitores. E é sempre uma delícia descobrir isso, adolescentes fãs de Sherlock Holmes, porque eu comecei a ler os contos da personagem lá com meus 13 anos e por causa do filme O Enigma da Pirâmide.  

Eles e elas me perguntaram quais eram meus contos favoritos (*Um Escândalo na Boêmia, A Ponte de Thor, As cinco Sementes de Laranja, O Vampiro de Sussex*), acabei esquecendo de citar o Pé do Diabo, um dos que eu mais gosto, da Ciclista Solitária e de outros, mas eu estava no final da aula e precisava ir para outra turma.  Mas aproveitei para recomendar Arsène Lupin para eles. É tão divertido quando esse tipo de coisa acontece.

O seriado soviético das aventuras de
Sherlock Holmes é muito bom.
Mas tudo começou "on topic", por assim dizer, eu estava mais uma vez dizendo que estudar História não pode ser como abrir um gaveteiro. Você usa o que tem dentro da gaveta e esquece. Infelizmente, muitos professores devem induzir os alunos e alunas a pensarem desse jeito.  Sempre digo que você precisa navegar como em um computador, clicando nos links, fazendo as pontes e voltando para onde estava. 

E por qual motivo lembrei de Holmes? Porque ele é um mau exemplo nesse caso, ele dizia que fazia questão de esquecer de tudo o que aprendia e não tinha a ver com seu trabalho, porque o cérebro não é um sótão para ficar entulhado.  Procurando a citação completa (*acredito que está no Estudo em Vermelho*), acabei tropeçando em um texto que elogia essa atitude com um "foque no que te faz feliz".  Ser feliz é importante, mas veja a encrenca que é não saber a História do seu próprio país. A passagem de Holmes é essa:

Um Estudo em Vermelho é a estreia do detetive,
mas recomendo começar pelos contos.
"Eu considero que a mente humana é originalmente como um sotão vazio que você usa para estocar mobília de acordo com a sua escolha. Um tolo pega tudo de qualquer coisa, de forma que o conhecimento que poderia ser útil para ele fica amontoado, ou no máximo, misturado a um monte de outras coisas, o que torna difícil que coloque suas mãos nele. Mas o trabalhador hábil é cuidadoso com o que leva para o sotão do cérebro. Ele não terá nada, a não ser as ferramentas que possam ajudá-lo a fazer o seu trabalho, e dessas ele tem uma grande variedade, e todas na mais perfeita ordem.  É um erro pensar que um quarto pequeno tenha paredes elásticas e possa distender-se a qualquer tamanho. Dependendo disto, chega uma hora que para cada adição de conhecimento, você esquece alguma coisa que sabia antes. Isto é de grande importância, ou seja, não ter fatos inúteis acotovelando para fora os úteis."

Mas se quiser um Sherlock Holmes inglês,
procure o seriado da BBC com Jeremy Brett. 
De novo, a questão não é acumular informações, mas ser capaz de fazer as relações corretas.  Saber tudo de tudo é impossível, seria um exercício vão, afinal, o conhecimento é construído o tempo inteiro, mas não se pode, pelo menos em História, ou quando você está se preparando para os exames, achar que as coisas podem ser compartimentadas e esquecidas.  

E como esse papo doido começou?  Falávamos de tratados de limites, mais especificamente dos Tratados de Utrecht e se eles tinham a ver com o Marquês de Pombal.  Expliquei que tinham a ver com a Guerra de Sucessão ao Trono de Espanha e, claro, vi as caras de "De que ela está falando mesmo?".  Enfim, espero que minhas aulas não sejam loucas demais para os meninos e meninas do 1º Ano.

sábado, 21 de setembro de 2019

Para quem queria ver o Colin Firth jovem em O Jardim Secreto (1987)


Como muita gente ficou interessada pelo post sobre a nova adaptação de O Jardim Secreto que estreia ano que vem e houve quem falasse da participação do Colin Firth também na versão de 1987, fui atrás dela.  Foi fácil baixar, é só procurar que tem torrent.  Qualidade de VHS e o Colin Firth só aparece no fim mesmo, uns dois minutos se muito.  Mas fui lá e cortei a partezinha.  Espero que o Youtube não derrube.  Agora, quem quer ver o Colin Firth antes de Orgulho & Preconceito e bem novinho, recomendo Another Country e Valmont.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Feliz aniversário, André Grandier! 💜

Estava passando por um grupo de Facebook da Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら) e vi que estavam comemorando o aniversário do André, uma das personagens mais amadas da série.  André Grandier nasceu em 26 de agosto de 1754 e estaria completando 265 anos.  André é uma espécie de protótipo de uma persoangem tipo relativamente comum dentro das shoujo mangá que é o Protetor.


Eu estou devendo as outras resenhas da Rosa, mas uma das coisas que ficam muito visíveis no mangá é como o André vai ganhando importância na história ao ponto de Oscar não conseguir se enganar mais e perceber que, sim, ele é o amor da sua vida.  É uma espécie de compensação para os anos de devoção silenciosa e sacrifício.  

Enfim, leiam o mangá.  É só clicar para ler as resenhas dos volumes 1 e 2.  As imagens do post não são da Riyoko Ikeda, mas de uma japonesa que é muito competente em emular o traço clássico da autora.  O site dela é este aqui.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

RIP: Rutger Hauer, a encarnação perfeita do cavaleiro medieval


Hoje, morreu o ator holandês Rutger Hauer.  Talvez, as novas gerações não lembrem dele, mas ele estrelou vários filmes importantes e interessantes nos anos 1980.  Ele estrelou O Feitiço de Áquila (Ladyhawke), até hoje um dos meus filmes medievais favoritos.  Era trágico, era romântico, tinha humor, e eu tive uma amiga dos tempos de escola que era maníaca por estudos, mas sempre que passava O Feitiço de Áquila na Sessão da Tarde, ela faltava as aulas.  😊 Em A Morte Pede Carona (The Hitcher), ele fez o psicopata perfeito.  Ele fez um trágico androide em Blade Runner e é a única coisa que me chama a atenção realmente nesse filme, há quem considere essa personagem um dos melhores vilões da história do cinema; fez A Conquista Sangrenta (Flesh and Blood), outro filme medieval, só que muito barra pesada.  A última coisa com ele que assisti foi Valerian, ele fazia uma ponta como presidente da Terra e até comentei que estava muito bem conservado para seus 70 e poucos anos.


Enfim, não revelaram a causa da morte, mas o agente de Hauer comentou que foi uma doença curta e ele morreu em casa  Tinha 75 anos e fez suspirar toda uma geração de adolescentes.  Me deu uma vontade danada de assistir O Feitiço de Áquila, acho que a última vez que revi foi quando exibi para uma turma no colégio Militar.  Faz tempo... RIP: Rest in Power!

sábado, 22 de junho de 2019

Meryl Streep completa 70 anos!


Meryl Streep fez 70 anos, hoje.  Ela é uma das atrizes mais bem sucedidas do mundo, indicada 21 vezes ao Oscar, vencedora três vezes, é considerada a melhor atriz de sua geração.  Na infância, ela desejava ser cantora lírica, mas acabou seguindo outro percurso.  Ela estreou no teatro em 1975 e já em 1976, recebeu indicação a um Tony Award.  

Em Holocausto.
Em 1977, ela estreou em um filme televisivo e em 1978, ela recebeu um  Emmy Award pela personagem Inga, na série Holocausto.  O primeiro papel de Meryl Streep que eu me recordo é exatamente esse, a esposa alemã de um judeu, obrigada a se deixar estuprar pelo guarda do campo onde ele estava preso (*Dachau*) para que seu marido pudesse ter uma vida menos miserável.  Em 1979, ela recebeu seu primeiro Oscar, de atriz coadjuvante, por  Kramer vs. Kramer.  Ela recebeu melhor atriz por A Escolha de Sofia (1982) e por Dama de Ferro (2011).  Poderia ter ganhado outros prêmios Oscar e recebeu diversas outras premiações na vida.

Com a diretora em Little Women.
O melhor é saber que Meryl Streep normalmente está do lado certo das causas importantes, além de ser super simpática.  Este ano ela aparecerá em uma produção da Netflix, The Laudromat”, inspirado no escândalo dos Panama Papers, e no elenco já estão listados Gary Oldman e Antonio Banderas.  Assistirei, com certeza.  Além disso, ela fará a tia March no novo Little Women.  Desse, não espero muito, mas irei assistir, com certeza.

sábado, 15 de junho de 2019

Morreu Franco Zeffirelli que dirigiu montes de filmes que poderiam ser um shoujo mangá


Sigo alguns jornais italianos no Twitter e acabou de sair a informação de que Franco Zeffirelli acabou de falecer em sua casa aos 96 anos de idade.  É uma longa vida.  Ele dirigiu filmes para o cinema, óperas e peças de teatro.  Acredito que poucos sabiam criar filmes tão dramáticos, românticos e bonitos como ele.  Se ele tivesse alguma vez tido a oportunidade de colocar as mãos em um Orpheus no Mado (オルフェウスの窓), ou em um Coração de Thomas ( トーマの心臓), ou  Waltz wa Shiroi Dress de (円舞曲は白いドレスで), ou outra obra histórica da Chiho Saito, ele faria uma obra de arte.  

Essa música é um grude.  A trilha sonora inteira é.

Não vi todos os filmes do Zeffirelli, ele tem um currículo muito extenso.  De qualquer forma, ele fez a versão mais linda de Romeu e Julieta (1968), escalando adolescentes para os papéis e com uma trilha sonora marcante e que ficou gravada na memória das pessoas por anos.  Eu tinha lido a peça aos 13 anos e chorado copiosamente, ao assistir o filme era como as personagens ganhassem vida em todo o seu esplendor trágico.  Ele também fez a versão da vida de Francisco de Assis (1972) linda, respeitosa e dialogando com as premissas do movimento hippie.  Não é minha versão favorita (*escrevi um post sobre filmes sobre Francisco de Assis uma vez, coloquei, inclusive, que acho o filme chato, talvez, seja hora de revê-lo*), mas é, com certeza, a mais bonita e a que eu poderia exibir para meus alunos e alunas sem susto, sem medo, e com a certeza de que eles sairiam encantados.

Zeffirelli conseguiu fortalecer ainda mais essa imagem do
Jesus branco na cabeça das pessoas.
Seu Jesus of Nazareth (1977) era obrigatório na Semana Santa e ajudou a eternizar no imaginário aquela ideia de que Jesus era branco e de olhos claríssimos, mas prefiro o Cristo de Zeffirelli ao espetáculo sensacionalista reacionário sanguinolento de Mel Gibson.  Mas Zeffirelli também dirigiu uma das melhores versões de Hamlet (1990) com o próprio Gibson no papel título.

Storia di una Capinera: Zeffirelli no seu melhor.
Ele dirigiu um dos meus filmes favoritos, Storia di una Capinera (1993), baseado em um livro Giovanni Verga, maior nome do romantismo italiano.  Falei desse filme no Shoujo Café, em um post sobre os filmes que eu deveria rever.  Agora, Zeffirelli me decepcionou bastante uma vez, quando soube que ele iria dirigir Jane Eyre, eu vibrei.  Vai ser espetacular!  E, bem, ele poderia ter usado toda a sua mão pesada para o drama e foi tão contido que produziu um filme morno, com um Rochester depressivo.  Ele errou logo com um dos meus livros favoritos, mas acertou tantas e tantas vezes, que eu só tenho a agradecer.  A resenha está aqui.

A escalação de Jane foi correta, mas o Rochester...
Enfim, parece que Zeffirelli viveu bem sua longa vida e deixou um grande legado para todos nós.  Eu sou grata, muito grata, pelos filmes e preciso correr atrás do que ainda não assisti.  e, não, não estou ponderando aqui sobre as ideias políticas de Zeffirelli, que eu nem sei direito quais são, mas sobre sua contribuição para o cinema. 💜

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Café Com Jane Austen #4: 21 Sinais de Vício


Neste final de semana saiu o quarto episódio do podcast Café com Jane Austen.  Neste programa, a Moira Bianchi propôs um teste para que você pudesse descobrir o quão viciado/a em Jane Austen você é.  Como vocês irão comprovar, eu fui um fiasco.  😁 Comparada com as outras participantes, eu não sou mais do que uma fã mediana de Austen... Estou salva, ou é uma vergonha?  Enfim, aproveitem o episódio.  Para que vocês não se percam, como eu me perdi, deixo os itens do teste logo depois do player.  

Além de mim, participam da equipe do podcast Moira Bianchi (escritora e autora do blog Moira Bianchi), Adriana Sales (pesquisadora e fundadora da Jane Austen Sociedade do Brasil - JASBRA), que gravou os Shoujocasts sobre Orgulho e Preconceito conosco, e a Thaís Brito (jornalista e autora do blog Fantástico Mundo de Jane Austen), que editou o programa. 


SEGUE O TESTE CRIADO PELA MOIRA:

1. logo primeiro item é subdividido, vale 4 pontos ao todo

1.1- sofre de tendência a esquecer aniversários, compromissos e atividades, mas consegue recitar, de cor, a carta do capitão Wentworth a Anne Elliot (Persuasão) ou a primeira frase de O&P. Já leu Persuasão, Orgulho e Preconceito e as outras quatro obras principais de Jane Austen umas cinco vezes cada uma (honestidade, você provavelmente já leu dez ou até vinte vezes). É por isso que você geralmente mente quando um amigo lhe pergunta o que você está lendo.

1.2- fica atrasado em seu trabalho, dever de casa ou afazeres domésticos, porque passa metade do seu dia (e uma boa parte da noite) em fóruns de Austen discutindo as mais variadas ESPECULAUSTENS; se Fanny Price é puritana, o admirável centro moral de Mansfield Park, a cena da floresta em que tudo e todos passam, menos Fanny. Se Elizabeth Bennet, de O&P, é atraída por Darcy mesmo quando afirma não gostar dele. Se é Anne Elliot ou o Capitão Wentworth o mais culpado por seu distanciamento de oito anos em Persuasão.

1.3- Quem é o MELHOR DARCY: se Colin Firth, Matthew MacFadyen é coisa séria. Você está até em risco de perder amizades.

1.4- Não só atrasa seus afazeres e esquece da vida, como organiza seu dia de acordo com compromissos como lançamento de seriados, filmes, webseries.

2. também é dividido... vale ao todo 3 pontos

Mesmo com tudo dito acima, seu apetite por Austen tornou-se insaciável, e ramificou. 
2.1- Então qualquer livro relacionado a Austen e seu mundo, Austen Nation, serve. Biografias, livro de moldes, dieta de Austen, livro de música, receitas e até mesmo os mashups de monstros.

2.2- Não contente, segue blogs, podcasts (buahahaha), jogos online, e faz quizzes como Que heroína de Jane Austen. Os dias começam a voar e você nem se vê preso em Austen Nation, ou Janiverse.

2.3- Também consome itens variados camisetas, brincos, pasta de dentes, livro de colorir

3. A ideia de exercício dos seus amigos é correr, academia ou footing no shopping. O seu é aulas de dança do país Inglês se encontrar um parceiro de dança para ir com você. Seu melhor amigo acha que você está brincando. Seu namorado/marido se recusa a usar calças coladas.

4. Você procura uma aula de dança onde os parceiros não são necessários, mas ninguém lhe diz que as aulas de dança country inglesa são uma droga de entrada. E passa a usar sua grana guardada e crédito para planejar uma viagem ao Jane Austen Festival em Bath. 

5. Seus amigos, familiares e outras pessoas importantes pensam em uma intervenção, estão apavorados com seu vício. Depois de suportar suas acusações sem sentido, você orgulhosamente olha nos olhos deles e diz: 'Você me insultou em todos as maneiras possíveis, Lady Catherine. Tenho que implorar para voltar ao meu laptop'. 

6. Você cede à pressão de amigos não viciados em Austen e sai. Para almoçar, um café, jantar, balada, qualquer coisa mundana. Mas o lugar está lotado. Você: "Em uma assembleia, um baile como esse, seria insuportável dançar". Todos te olham de cara feia, começam a considerar te internar...

7. Não demora muito para que apenas seus companheiros viciados em Austen possam entender suas esperanças, seus sonhos e suas citações involuntárias, frequentemente desconcertadas, dos romances e filmes. É por isso que sua vida social consiste basicamente de reuniões da sociedade Austen, clubes do livro de Jane Austen ou que você quer muito participar de um grupo.

8. No fundo, você se coloca no TEAM LIVROS ou no TEAM FILMES na guerra fria não declarada de Austen Nation. Faz citações dos filmes e seriados sabendo ou não que estão no canon?
'incandescently happy', 'my pearl', 'your hands are cold'

9. outra dividida, vale 2 pontos – poderia valer mais até...

9.1- Seu DVD de "Orgulho e Preconceito" pula automaticamente para a cena da camiseta molhada. O meu Youtube foi de ‘the happy prince’ sobre Oscar Wilde para ‘the lake scene’, sei á como....
>>> Big Bang da Austenmania contemporânea surgiu em 1995, quando a BBC exibiu sua aclamada minissérie de Orgulho e Preconceito - notável pela cena do lago off canon de Mr. Darcy, de Colin Firth, a dramatização perfeita da BBC. Mas para a maioria de nós, o sexy e emotivo Colin Firth é o Homem.

9.2- A cena da banheira, seguida da que Lizzy brinca com os cachorros, liga o talento do Sr. Darcy aos seus grandes cães! Hahaha Great Danes como cães para um homem com um pau grande.

10. Tem todos os livros, mas ainda continua comprando novas edições. Comentadas, Ilustrado! Traduzido! Viaja e traz de lembrança uma cópia de O&P na língua de onde foi, só pq pode.
O que amiga- você nunca leu Emma? A sério? Bem, por acaso tenho uma brochura extra que pude

11. Você chora quando você visita Chawton.
Se não foi, pensa em ir.
Se não chorou, chora querendo voltar.

12. Você tem sentimentos mistos sobre Cassandra Austen.

Cassandra, irmã de Jane Austen quase três anos mais velha que ela. Ambas eram inseparáveis na infância e, como nunca se casaram, ficaram assim até a morte prematura de Jane. Dois dias depois daquela trágica perda, Cassandra escreveu à sua sobrinha uma homenagem desoladora: 'Eu perdi um tesouro, uma irmã, um amigo que nunca pode ter sido superado, - Ela era o sol da minha vida, o dourador de todos os prazeres.'  >>>Das 161 cartas de Jane Austen que chegaram até nós, a maioria foi escrita para Cassandra e sobreviver porque ela cuidadosamente os preservou, mas Cassandra queimou muitas - não sabemos quantas para evitar que parentes mais jovens passassem por comentários sem carisma ou embaraçosamente pessoais, trocavam confidências.
Mas você ainda é brava com Cassandra Austen por queimar todas aquelas cartas.

13. Austen Nation é sua página inicial no browser de internet.
É lá que vc se perde e ganha o admirável mundo novo de Austen Este é o lugar para encontrar amigas e amigos e sabe-se-lá o que ou quem mais.

14. Essa é complicada, dependendo da resposta, você faz mais pontos.
Você tem bonequinhas de Jane Austen Action Figure, funkos, de feltro. Eu tenho até uma Franklin Mint!!
Foi presente? 1 ponto 
Vc comprou? 2 pontos

15. Você tem vestidos Empire-waist, neo-gregos, mesmo que não lhe caia muito bem. Na verdade, só cai bem em Gwynet, magra como uma tábua. Mesmo assim você acha uma lindeza e gostaria que a moda das luvas até o cotovelo voltassem. 

16. Você compara pessoas que conhece com personagens de Jane Austen: "Vixe, ela fala como Mary Musgrove."  "Que Caroline Bingley!"  "Parecia Darcy, mas era Wickham…"

17. Se alguém tem bebê ou você fica gravida, pensa logo em dar os livrinhos baby Jane de presente. Ou sugerir nome...

18. Leu ‘Mistérios de Udolfo’ para conferir o que tanto enlouqueceu Catherine Morland em Northanger Abbey.  

19. Você tem cera e sinete, convence os amigos a trocar cartas só para ter como usar.

20. Gostaria muito de voltar às regras de civilidade de outrora, especialmente online 

21. PERGUNTA DE OURO: 5 pontos muito merecidos ler e comprar e conversar não é o suficiente, você começa a criar cultura. Livros, desenhos, bolsas...

E AÍ?
Como se saiu?

Total possível de pontos: 27 pontos + 5: 32

RESULTADO

Fez menos de 10 pontos? 
Refaça o teste. 
Deixou passar alguma coisa, aposto. Fica triste, não. Fala seus males que a gente te escuta.

Fez 15 pontos? 
Gosta das obras, mas consegue diferenciar literatura 
da vida real.
Você é o que se pode chamar de apreciador que ainda pode se interar em Austen Nation, nunca é tarde demais. Não perca nosso próximo podcast quando falaremos das muitas adaptações de O&P. conta aí como podemos te ajudar nessa caminhada.

Fez 20 pontos? 
Seu vício ainda é contornável, basta que pare de comprar 
novas edições e troque Mr. Darcy pelo ator que faz Aquaman no cinema.
Mas está no caminho certo, as obras de Austen podem vir a nortear sua vida em vários aspectos. No próximo podcast, falaremos do zilhão de adaptações de O&P, deixe suas dicas nos comentários!

Fez 21 ou mais pontos? 
Bem-vinda a Austen Nation, está em casa! 
Para uma estrelinha de mérito basta viciar mais duas pessoas. E acompanhar nosso próximo podcast quando o assunto será o infindável poço de adaptações de O&P. Suspirou, não foi? Sei que gostou...