domingo, 14 de junho de 2026
💙 Falando de grandes shoujo mangá que chegaram aos 50 anos 💙
domingo, 14 de junho de 2026 at 10:49 PM
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Swan, o mais lindo de todos os mangás de Balé, terá peça teatral no Japão
quinta-feira, 28 de maio de 2026 at 9:20 AM
Swan: Hakuchou (スワン 白鳥), de Kyoko Ariyoshi, é mais um shoujo mangá que está completando 50 anos, que não tem anime, e que, agora, terá uma peça de teatro comemorativa. No Comic Natalie, é dito que a peça mistura balé e leitura. Imagino que algumas partes mais importantes do mangá, 21 volumes, serão encenadas e lidas. Não sei o que imaginar fora disso. Vou reproduzir o que está no CN:
"O roteiro e a direção serão de Kaori Kobayashi, e a supervisão e coreografia do balé ficarão a cargo de Keigo Fukuda. O elenco da leitura dramatizada já foi definido, com Hiroe Igeta como o protagonista Masumi Hijiri , Eri Murakawa como Sayoko Kyogoku , Keisuke Higashi como Hisho Kusakabe , Ryo Nishino como Aoi Yanagisawa e Seiji Fukushi como Alexei Sergeyev . O elenco do balé também foi anunciado."
Kyoko Ariyoshi fez uma ilustração reproduzindo o cartaz que traz Igeta como a protagonista da série Masumi Hijiri. A peça estará em cartaz de 4 de setembro (sexta-feira) a 9 de setembro (quarta-feira) de 2026, no Novo Teatro Nacional de Tokyo. Para quem não conhece Swan, trata-se de uma série com estrutura de mangá de esporte, porque balé, teatro, tudo recebe tratamento de esporte mesmo e foi publicada na revista Margaret. Segue o resumo inicial, porque há MUITAS reviravoltas na história:
"Masumi Hijiri é uma estudante de balé de 16 anos que frequenta uma pequena escola no Japão. Quando inesperadamente recebe um convite para participar de uma competição especial de balé e, posteriormente, é admitida em uma renomada academia de balé, ela embarca em uma grande aventura de amizade e desafios. Sendo a mais frágil entre as alunas, ela enfrenta diversas dificuldades, mas sua determinação e fé em si mesma a ajudam a navegar pelo implacável mundo do balé." Swan começou a ser lançado nos EUA, mas foi cancelado. Tenho os volumes que saíram por lá.
Peça teatral na Alemanha junta Doctor WHO e a Rosa de Versalhes
at 9:00 AM
O Dokomi é o maior festival da Alemanha dedicado a anime, mangá, jogos, cosplay, J-pop e cultura japonesa. É realizado anualmente em Düsseldorf desde 2009, inicialmente por dois dias, e desde 2023 por três dias. Uma das atrações deste ano é uma peça crossover de DOCTOR WHO com a Rosa de Versalhes. Sim, é isso mesmo! Para quem estiver interessado em saber qual a proposta, o conteúdo do post do evento está abaixo:
"🎭 Apresentando o espetáculo: “Doctor Who - A Rosa de Versalhes”
Um Senhor do Tempo errante, um comandante em conflito e uma revolução à beira do caos.
Quando a TARDIS aterrissa na França do século XVIII, o Doutor e Donna encontram não apenas ideais revolucionários, mas também Lady Oscar, dividida entre o dever e a emoção. Linhas temporais começam a ruir, a própria realidade está em jogo e dois seres misteriosos intervêm no destino da França com poder divino.
Vivencie o musical crossover único da Serenata, com vocais ao vivo poderosos, figurinos deslumbrantes e coreografias cativantes. Uma história repleta de drama, suspense e emoção, com espaço para risadas atrás de elegantes leques. 🎶✨
terça-feira, 26 de maio de 2026
Vários eventos marcam os trinta anos da morte de Jun Mihara
terça-feira, 26 de maio de 2026 at 3:28 PM
Sazae-san é lançada pela primeira vez em formato digital no Japão
at 2:55 PM
Sazae-san (サザエさん) é uma instituição no Japão, o clássico de Machiko Hasegawa estreou em 22 de abril de 1946 no jornal Fukuchi (Fukuchi Newspaper Company) e 80 anos depois continua sendo um grande sucesso. Seu anime está no ar até hoje, temos especiais, produtos e tudo mais que se possa imaginar. Quando Sazae-sanestreou, a protagonista era uma adolescente vivendo o drama do pós-guerra, mas ela se casou e sua família se tornou um modelo para as camadas médias da Era Showa (1926-1989). Deveria ter publicado esse post em 22 de abril.
A edição original, publicada pela Shimaisha, editora fundada por Hasegawa e sua irmã Mariko, foi reimpressa e disponibilizada como e-book. Sazae-san também inclui datas de publicação no jornal e explicações da terminologia da época, que não estavam presentes na edição original, tornando-se um documento cultural valioso que oferece uma visão das condições sociais daquele período. Um novo e-book de Sazae-san será lançado todas as quartas-feiras, segundo o Comic Natalie. A partir de 22 de abril, os volumes 1 a 16 de Sazae-san e todos os volumes de Ijiwaru Baasan (いじわるばあさん), outra das séries de Machiko Hasegawa, estão disponíveis para download.
Animação da Netflix revisitará A Princesa e o Cavaleiro de Osamu Tezuka: a estreia é em agosto
at 2:15 PM
O longa-metragem de animação "THE RIBBON HERO", baseado em "A Princesa e o Cavaleiro" (Ribon no Kishi/リボンの騎士) de Osamu Tezuka , será transmitido exclusivamente pela Netflix em agosto de 2026. Estou com essa notícia do Comic Natalie aberta aqui faz tempo. Só que hoje saiu um vídeo promocional do longa-metragem. A primeira imagem promocional, desenhada pelo designer de personagens Kei Mochizuki, apresenta a protagonista, uma jovem garota. Seu marcante laço vermelho remete ao clássico "A Princesa e o Cavaleiro" e o slogan, "Eu não quero ser a pessoa que os outros querem que eu seja", sugere as lutas da garota e sua determinação em resistir às expectativas de gênero daqueles que estão ao seu redor e escolher ser ela mesma.
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| Esses sentimentos se transformarão em uma espada. |
Hoje, o CN trouxe novas imagens e um vídeo promocional do filme. Coisa pequena ainda, certamente, outros virão. A menina de cabelo preto é Saphire, não sei até que ponto ela é a mesma da "Princesa e o Cavaleiro", a princesa com dois corações, um de menino e outro de menina, ou uma personagem totalmente diferente. Aguardemos mais detalhes. O vídeo está abaixo:
terça-feira, 28 de abril de 2026
Um "monstro de ação e espionagem" disfarçado de mangá shojo (Artigo Traduzido): Eroica yori Ai wo Komete também está completando Cinquenta Anos
terça-feira, 28 de abril de 2026 at 5:55 AM
| No início da série. Como a série durou quase meio século, a arte mostra algumas mudanças. O Major foi ficando cada vez mais forte. |
40年以上使い続けている筆箱。高校生の頃からです。壊れたら買い替えようと思っていたのですが、結局いまだに現役で、アニメ監督になった今でも使い続けています。僕の持ってる謎のメーカーの炊飯器よりは新しい…いや、同じくらいかな?!ヽ(´▽`)/ pic.twitter.com/qHVHAcYehX
— 大野 和寿 OHNO,Kazuhisa (@Notchy_man) March 4, 2026
"Uso este estojo há mais de 40 anos. Desde o ensino médio. Sempre achei que o substituiria quando quebrasse, mas ele ainda está firme e forte, e continuo usando mesmo agora que sou diretor de anime. É mais novo que minha panela de arroz obscura... ou talvez da mesma idade?!"
| O Museu do Palácio Hofburg em Innsbruck, onde o Major travou uma feroz batalha com um agente da CIA no terraço. |
| Há também um spin-off com o subordinado do Major, o agente novato Z. Uma história séria de espionagem. |
「ミステリーボニータ 10月特大号」
— 秋田書店公式 (@akitashoten) September 6, 2024
プレミアムふろく『エロイカより愛をこめて』
下関市立美術館で10月14日まで開催中
「漫画家生活60周年記念 青池保子 Contrail 航跡のかがやき」
特別展示中の描き下ろイラストがスぺシャルポスターに!!https://t.co/mkuERKOPq0 pic.twitter.com/OFDWRuN2an
"Edição Especial de Outubro da Mystery Bonita"Bônus Premium: "De Eroica com Amor"Em exibição no Museu de Arte da Cidade de Shimonoseki até 14 de outubro"60º Aniversário da Artista de Mangá Yasuko Aoike: Contrail - O Brilho do Despertar"Uma ilustração inédita criada para a exposição especial agora é um pôster especial!!
| Existem também obras com dois personagens que parecem ser ancestrais do major e do conde. Mas por que a capa da edição de bolso foi desenhada nesse estilo? |
💥明日より開幕💥
— 神戸市立小磯記念美術館/Kobe City Koiso Memorial Museum of Art (@koisomuseum1992) July 14, 2023
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🎨青池保子展📖
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中学3年生でデビューし、
今年で漫画家生活60周年🎉
本展では秋田書店が所蔵するカラー原画、および展覧会では初登場のモノクロ作品を含む300点以上を、8章構成で展示。
🔗https://t.co/p1IEPB6AyE pic.twitter.com/NNvMYNas9E
Exposições e outros eventos são realizados regularmente.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Grande Exposição celebra a obra de Moto Hagio, Ryoko Yamagishi e Waki Yamato
sexta-feira, 24 de abril de 2026 at 11:44 PM
Não queria estar falando de tantas exposições esses dias, mas não poderia deixar de comentar esta, me desculpem. De quarta-feira, 28 de outubro de 2026 a segunda-feira, 8 de fevereiro de 2027, a exposição Shoujo Manga Infinity: Moto Hagio x Ryoko Yamagishi x Waki Yamato San'nin-Ten (少女漫画・インフィニティ 萩尾望都×山岸凉子×大和和紀 三人展/Shoujo Manga Infinity: Moto Hagio, Ryoko Yamagishi e Waki Yamato, uma exposição de três pessoas) estará em cartaz no Centro Nacional de Arte de Tokyo. Como o texto da página do evento ficou bonitinho, vou reproduzi-lo abaixo:
Esta exposição conjunta, que traça as carreiras artísticas de três grandes mestres do mangá shoujo — Moto Hagio, Ryoko Yamagishi e Waki Yamato — será realizada para comemorar o 20º aniversário do Centro Nacional de Arte de Tokyo.
Hagio, Yamagishi e Yamato estrearam no final da década de 1960 e desempenharam um papel fundamental na "era de ouro do mangá shoujo" na década de 1970, expandindo enormemente as possibilidades de expressão. Desde então, eles continuaram a publicar obras com energia, tornando-se verdadeiramente "testemunhas de uma era", tendo acompanhado a história da exploração da diversidade de expressão.
Esta exposição revisita a trajetória criativa dos três artistas até o momento, por meio de desenhos originais de suas obras representativas e materiais valiosos, explorando as trajetórias de suas carreiras individuais e as fontes de sua criatividade.
Com o lançamento de O 11º Tripulante em nosso país, Hagio Moto finalmente está entre nós, mas Riyoko Yamagishi e Waki Yamato continuam inéditas, infelizmente.
domingo, 19 de abril de 2026
Mangá adaptação de o Alquimista chega ao Brasil pela JBC
domingo, 19 de abril de 2026 at 7:59 PM
A JBC, que não podemos esquecer que é um selo da poderosa Cia das Letras, usou a Folha de São Paulo para anunciar o mangá de O Alquimista, de Paulo Coelho. Ele é parte da Kadokawa Masterpiece Comics e eu fiz post no Shoujo Café quando ele foi anunciado no Japão, em 2024. A FSP postou um resumo da obra: ""O Alquimista" acompanha Santiago, um jovem pastor que viaja ao Egito em busca de um tesouro antigo. Na jornada, ele conhece uma cigana, um autoproclamado rei e um alquimista, que o levam a questionar a sua própria vida.".
Ainda segundo a matéria do jornal, há um filme baseado no livro em produção e ele pode ser dirigido por Philip Barantini da premiada série Adolescência. Lançado em 1988, O Alquimista é o livro brasileiro mais traduzido do mundo, com tradução para 88 idiomas. Lembro que quando eu estava no colégio, meu professor de Literatura do 3º ano odiava Paulo Coelho, mas o fato é que o autor pode ser a porta de entrada para o interesse estrangeiro pela literatura brasileira. De resto, nunca li nada do autor e nem tenho interesse. ☺️
Adaptações de clássicos da literatura para mangá são coisa comum; alguns recebem várias adaptações de autores diferentes. Little Women, por exemplo, já foi adaptado mais de uma vez. Quando são livros para adultos, as adaptações repetidas são menos frequentes, mas praticamente todos os livros de Jane Austen já foram transformados em mangá; já E o Vento Levou tem uma belíssima adaptação em quatro volumes e feita por uma autora importante. Normalmente, essas coleções como a que lançou o Alquimista, usam mangá-kas de segunda e/ou terceira grandeza. Em ambos os casos que citei, normalmente, tem autoras mais renomadas e que olham para o livro e para as adaptações para o cinema e TV com um resultado bem interessante e nada burocrático. É muita falta de visão das editoras brasileiras não aproveitarem os 250 anos de nascimento de Jane Austen e o lançamento da nova série da BBC para lançarem a adaptação em dois volumes do livro.
Procurando por informações para o post, acabei descobrindo que além dessa adaptação de E o Vento Levou que eu tenho, saiu na revista Seventeen e é de 1977-1979, houve pelo menos mais uma feita em 1968 para a Ribon (!!!). Há mais imagens dela aqui. ATUALIZAÇÃO: Na verdade, foram TRÊS mangás de E o Vento Levou. Foi publicado na Nakayoshi, em 1967. A autora parece se chamar Yumiko Matsui (松井由美子) e as imagens do mangá que eu vi não parecem se inspirar no filme, mas terem uma estética própria e de acordo com o shoujo mangá da época.
Ouke no Monshou terá grande exposição itinerante para comemorar seus CINQUENTA ANOS de publicação
at 2:26 PM
Ouke no Monshou (王家の紋章), de Chieko Hosokawa e Fumin, elas são irmãs, acredito que as precursoras dessa história de duo de mangá-kas, está completando 50 anos este ano. A série é um isekai, pois o passado é uma terra estrangeira, na qual a protagonista, Carol Reed, vai parar no Egito no século XIV a.E.C. Mesma época de Anatolia Story, só que o faraó da história é fictício. Enfim, Ouke no Monshou nunca teve animação (*só um OAV especial*) ou peça do Takarazuka (*apesar de ter tido mais de uma peça musical*), mas tem um conjunto de fãs fiéis e é louvado por retratar o Egito e outras civilizações da antiguidade com fidelidade dentro dos limites da ficção, além disso, a série já vendeu mais de 40 milhões de exemplares.
Muito bem, a exposição comemorativa será aberta em 28 de agosto em Tokyo e passará ainda por Osaka e Fukuoka, terminando sua trajetória somente em 2027. Segundo o site oficial do evento e seu perfil no Twitter, a exposição trará uma coleção de ilustrações originais, românticas e lindamente coloridas juntamente com manuscritos do mangá de cenas icônicas. Imagino que haverá recriação de figurinos do mangá e lojinha, claro. Seria muito oportuno o anúncio de uma animação; como a série é feita de arcos, talvez fosse possível selecionar alguma coisa para uma série comemorativa. De resto, não esperem que Ouke no Monshou seja concluída, acredito que as autoras vão continuar fazendo esse mangá até a morte, porque idade para se aposentar ambas já têm. Hosokawa, por exemplo, estreou em 1958 e nasceu em 1935. Já sua irmã, que não tem verbete na Wikipedia japonesa, é 5 anos mais jovem.
quarta-feira, 18 de março de 2026
Os anos 1990 estão de volta! Confirmado o anime de Kanata Kara.
quarta-feira, 18 de março de 2026 at 7:05 PM
Em fevereiro, surgiu o boato de que Kanata Kara (彼方から), também conhecido como From Far Away, um isekai publicado entre 1993 e 2003 na revista Lala (*que está completando 50 anos*), iria virar anime. A confirmação do anime da série de Kyoko Hikawa veio hoje. Já temos site oficial, Canal no Youtube e Perfil no Twitter.
Para quem quiser, segue um resumo do início da série: "Um dia, caminhando para casa da escola, Noriko, uma simples colegial, acaba sendo pega em um atentado terrorista. Em vez de ser explodida em pedaços, ela se vê transportada para outro mundo; um mundo em que a escuridão parece estar aumentando, enquanto os poderosos dos vários estados locais procuram desesperadamente por um ser conhecido como o Despertar, que dizem que irá acordar o Demônio do Céu. Ela acha esse novo mundo perigoso e assustador, mas Noriko não tem escolha a não ser se juntar ao homem misteriosamente poderoso que ela encontra ao chegar. O enigma deste mundo e seu papel nele se revelarão gradualmente, mas o mais importante primeiro: Noriko deve aprender a língua deles!" Tem resenha do primeiro volume do mangá aqui no blog.
A série vendeu mais de 4 milhões de cópias no total. Em 2004, ganhou o 35º Prêmio Seiun na categoria de quadrinhos de ficção científica. No estande da NBCUniversal Entertainment Japan na AnimeJapan 2026, que será realizada no Tokyo Big Sight nos dias 28 e 29 de março, um painel B2 com uma ilustração original de Hikawa estará em exibição, um vídeo promocional especial será apresentado e um livreto de amostra será distribuído. O Comic Natalie trouxe falas do diretor e da autora da obra:
Kyoko Hikawa (Autora Original): "Kanata kara" recebeu o feedback mais positivo dos leitores nos últimos 20 anos desde o fim de sua serialização, e houve pedidos intermitentes para uma adaptação para anime. Estou muito feliz que isso finalmente se tornará realidade."
Comentário de Noriyuki Abe (Diretor): "Estou muito animado que esta obra-prima atemporal será animada pela primeira vez. A história de Isaac e Noriko, que são lançados pelas vastas e invisíveis correntes do mundo enquanto nutrem sinceramente seu vínculo e amor, parece incrivelmente atual no mundo de hoje. Quero retratar as lutas desesperadas desses dois, algo que tendemos a esquecer, com um profundo senso de imersão."
Agora é esperar ansiosamente por maiores detalhes e fazer um bolão apostando qual será o próximo anime baseado em mangá dos anos 1990. Eu tenho uma lista, mas acho que o aniversário da LaLa e da Hana to Yume, também, pode promover algumas novas adaptações de mangás já animados, minha aposta é Ouran Host Club (桜蘭高校ホスト部). Não quero Karekano, não, antes que alguém pergunte.
sábado, 7 de março de 2026
Entrevista traduzida de Yukari Ichijo: Dicas para gerar ideias (Parte 3)
sábado, 7 de março de 2026 at 10:17 PM
Tropecei nessa entrevista com Yukari Ichijo, uma das grandes mangá-kas dos anos 1970 e 1980 ainda em atividade, e traduzi. Somente depois de chegar no final percebi que era a PARTE 3. Bem, depois traduzo as demais partes, acredito que são quatro ao todo. Como a coisa foi fragmentada em temas, não acredito que seja um grande problema, não. A minha maior dificuldade é traduzir mesmo, porque eu não sei japonês, dependo de ferramentas da internet, por isso, desde já peço desculpas por qualquer imprecisão. Nem sempre consigo compreender algumas nuances, mesmo conhecendo o assunto.
Como a entrevista está em um formato estranho, se você abrir o original irá entender, juntei as frases quebradas em parágrafos. As ilustrações, no entanto, estão no texto original e as mantive nos lugares nos quais aparecem. De qualquer forma, é sempre bom ler essas mangá-kas das antigas falando de seu trabalho e Yukari Ichijo é uma das mais interessantes. Tenho outra entrevista dela no blog, que não traduzi, mas comentei; ela está aqui. Segue a entrevista:
Os inúmeros mangás de Yukari Ichijo são todos ricos em concepção, e eu fico impressionado cada vez que os leio. A variedade é incrível, do sério à comédia, e todos são muito divertidos. Não consigo deixar de me perguntar o que se passa na cabeça de Ichijo. Yuki no Serenade (雪のセレナーデ), Designer (デザイナー), Pride (プライド), Koikina Yatsura (こいきな奴ら), Suna no Shiro (砂の城), Yuukan Kurabu (有閑倶楽部). Como essas obras surgiram? Ela também compartilhou algumas histórias importantes que podem te dar dicas para pensar em ideias.
Aqui é Shimo, do Hobonichi.
Ichijo: A propósito, tenho um truque para ter ideias para histórias.
— Uau, qual é?
Ichijo: Normalmente, quando você está sem ideias e não sabe o que fazer, você senta na sua mesa e pensa: "Coloca isso para fora, coloca isso para fora, coloca isso para fora." Mas uma história nunca surge assim. Até agora, os lugares onde as histórias surgiram com mais facilidade foram no banheiro ou na banheira, ou quando estou apenas andando sem rumo pelo meu caminho habitual. Descobri que são nesses momentos que elas surgem. Então, se eu ficar sentada parada na minha mesa, elas não vão surgir. É importante fazer coisas com as quais você está sempre acostumada. Sinta-se à vontade e mova-se como que em transe. É aí que as histórias sempre surgem.
— Que interessante.
Ichijo: É interessante, não é? Além disso, o silêncio absoluto não funciona. Por exemplo, em uma cafeteria, há um pouco de agitação, mas não é muito barulhento e não me afeta diretamente. Como uma dessas pessoas, descobri que as ideias me vêm com mais facilidade quando estou distraída. Acho que é por isso que tantas pessoas desenham seus storyboards em cafeterias. Em momentos como esses, é mais provável que eu tenha aquela sensação de "algo vindo à tona".
— Essa é uma ótima descoberta.
Ichijo: Além disso, você pode tomar um banho relaxante. Relaxamento completo não é bom, mas você pode relaxar e esvaziar metade do seu cérebro. Talvez seja semelhante à meditação zazen. Então, uma boa ideia é ficar olhando fixamente para as nuvens. Quando deixo meu cérebro relaxar assim, acho mais fácil ter ideias. Se você estiver travado em um projeto, por que não tentar isso?
── Obrigado. Vou tentar! Qual trabalho foi um ponto de virada para você, Ichijo-san?
Ichijo: Foi Designer. Até então, mesmo dizendo que podia fazer o que quisesse, eu sempre obedecia ao que meu editor me mandava fazer. Achei que precisava de um seguro, caso surgisse algo que eu realmente quisesse fazer. Mesmo que me pedissem para fazer algo um pouco difícil, eu tinha que aceitar em silêncio, e quando chegasse a hora, eu tinha que ser capaz de dizer: "Você sabe o quanto eu me segurei até agora, né? Eu vou fazer isso." Essa era a hora de Designer.
— Ah. Como você decidiu trabalhar em Designer?
Ichijo: Eu estava em bons termos com meu editor na época, então, quando me pediram para fazer uma série em quatro capítulos, eu disse a eles: "Deixem-me desenhar como eu quiser." Eu sabia que havia certas coisas que eu não podia desenhar na Ribon,[1] então eu iria explorar os limites, mas não desenharia nada que fosse absolutamente proibido. Então eu disse que não mostraria o storyboard a eles, e que também não teria nenhuma reunião.
— O quêêê!?
Ichijo: Que reação é essa? (risos)
— Mas isso pode mesmo!?
Ichijo: Bom, foi um caso totalmente excepcional. Eu disse a eles que só queria desenhar um mangá relacionado à moda, e começamos Designer sem nenhuma reunião.
— Foi realmente um projeto pessoal.
Ichijo: Sim. Eu queria desenhá-lo. Depois que terminei a primeira parte, entreguei ao meu editor, e ele disse: "Então essa é a história."
— Editores são basicamente como leitores, não são? (risos)
Ichijo: Então, parece que se tornou popular de uma maneira um pouco diferente de antes, e fiquei feliz quando a serialização aumentou de quatro para seis capítulos.
— O que te inspirou a criar a história de Designer?
Ichijo: Às vezes, primeiro imagino uma cena que quero retratar, e depois penso na história. Em Designer, a pessoa que eu queria retratar era Ootori Reika (*A rainha do mundo do design e mãe biológica da personagem principal, Ami) Naquela época, a igualdade de gênero não era realmente uma realidade, e era uma época em que as mulheres tinham que trabalhar três vezes mais que os homens para alcançar o mesmo status. Eu queria retratar uma mulher que "abriria mão de tudo para ser estilista". Além disso, em outros mangás shoujo relacionados à moda, é comum vermos histórias em que o autor rouba a ideia de outra pessoa e diz: "Eu que fiz!", mas eu queria rejeitar isso. Então, quando a subordinada de Otori rouba o design de Ami (a personagem principal) e diz: "Eu que fiz, sensei!", ela responde: "Não zombe de mim!". Eu também queria desenhar isso.
E então, “território sagrado”. Designer”é o território sagrado dela. O resto, ela pode fazer o que quiser. Eu queria retratar uma mulher firme, que se agarra apenas a uma única coisa. E no final, há uma cena em que Ootori-san volta e recomeça do zero. Eu pensei que, sem esse tipo de coragem, você não seria capaz de fazer o que realmente quer. Depois de desenhar, me senti revigorada e exausta. Acho que meu próximo ponto de virada foi Koikina Yatsura. Até que ponto posso me distanciar de ser uma artista de mangá shoujo? Não apenas coisas femininas, mas um mangá shoujo que homens também possam ler.
— Acho que não havia muitos naquela época.
Ichijo: Não havia muitos. Mangá shojo policial (risos). Comédias de ação sem romance. Nunca pensei que realmente faria algo assim.
(Continua)
2026-03-06-SEX
[1] Só para explicar, não havia revistas shoujo para mulheres adultas (ladies' comics ou josei) nos anos 1970, por isso encontramos séries que não são necessariamente infanto-juvenis em revistas como a Ribon, a Margaret e outras. No entanto, pelas falas de Ichijo, havia limites, mas eles acabavam sendo esticados ao máximo para os padrões atuais.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Por qual motivo a protagonista da Rosa de Versalhes se chama Oscar?
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026 at 11:39 AM
Eu não sabia o motivo da escolha de Riyoko Ikeda, mas o perfil The Rose of Versailles Book Shelf postou um trecho de uma entrevista em que a autora explica:
"15. Qual a origem do nome Oscar? Eu vi um filme chamado "Désirée, o Amor de Napoleão" (título original: Désirée). É um filme que retrata a vida da Rainha da Suécia, e nele há um menino chamado Oscar que um dia se tornará Imperador. Ele é tão adorável que pensei: "Vou chamá-lo de Oscar". Afinal, Fersen também é da Suécia."
Eu coloquei o nome brasileiro do filme, porque achei muito interessante esse pedaço de história. Foi o primeiro filme sobre Napoleão ao qual eu assisti, estava no final da infância, início da adolescência. Napoleão na minha cabeça sempre tem a cara do Marlon Brando. Eu lembro da cena em que o bebê aparece, Napoleão tinha desfeito o noivado com Désirée Clary por causa de suas ambições políticas (*essa parte é histórica*) e ela se casa com o general Jean-Baptiste Jules Bernadotte que se tornará rei da Suécia e da Noruega. O bebê recém-nascido no berço e Napoleão olha e fala algo como "Mas ele é tão pequeno!", porque o marido de Désirée era muito alto e havia aquela bobagem de que Napoleão era baixinho, coisa que não era. Era uma exclamação na linha "deveria ser meu filho", porque, no filme, ele nunca deixou de amar Désirée. 🤭 Em outro trecho, Ikeda diz:
"Os nomes são escolhidos com base na sonoridade. "Normalmente, consulto dicionários biográficos para escolher nomes. Folheio-os completamente ao acaso, procurando um que soe parecido. Oscar vem do jovem Rei Oscar I da Suécia, que aparece no filme 'Rainha Désirée'. Ele aparece vestindo um uniforme militar. Achei tão fofo. Mas eu não conseguia decidir um nome do meio, então, quando encontrei François no dicionário biográfico, finalmente soou certo. Depois de decidir por Oscar, escolhi André por causa da sonoridade.""
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| Retrato de Oscar I da Suécia (c. 1806) por Jean-Baptiste Isabey. |
A curiosidade é interessante, mas Oscar não é um nome francês mesmo. É estranho, com certeza, especialmente, sem a explicação de que o nome seria uma homenagem para alguém. E eu acabei lembrando que Ikeda desenhou Oscar criança vestida como o futuro rei da Suécia quando pequeno. Queria achar a ilustração.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
A Evolução do Mangá Shōjo na Década de 1970 com a Curadora Rei Yoshimura (Entrevista traduzida)
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026 at 11:45 PM
O ANN trouxe uma entrevista com Rei Yoshimura, ela é especialista em mangá e curadora de exposições sobre o tema. Como ela está responsável no momento por uma exposição sobre Moto Hagio, Ryoko Yamagishi e Waki Yamato em Londres, deu uma entrevista lá. Eu a traduzi. Na medida do possível, mantive a estrutura do original, que está aqui. Os links do texto são do original, então, estão em inglês. Minhas observações estão depois da entrevista.
sábado, 17 de janeiro de 2026
Vestibular japonês traz questão usando a Rosa de Versalhes para discutir Revolução Francesa e Questões de Gênero
sábado, 17 de janeiro de 2026 at 9:20 AM
Quando a cultura pop aparece em exames vestibulares, seja aqui ou em qualquer lugar, eu fico feliz, se se trata da Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら) ou outra série que eu aprecio muito, a coisa se torna realmente especial. Muito bem, segundo vários sites japoneses (*Ex.: 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6*), e estou usando o MSN, uma questão do Exame Comum de Admissão na Universidade (大学入学共通テスト, Daigaku Nyuugaku Kyoutsuu Tesuto), que ocorre no primeiro fim de semana de janeiro após o dia 13, sobre a Revolução Francesa usou a Rosa de Versalhes e discutiu questões de gênero, também. A questão foi aplicada ontem e só mostra a importância que a série tem no Japão, mesmo que a própria Ikeda já tenha dito que os mangás não deveriam ter lugar nas universidades.
Segundo o site, uma das cenas citadas foi aquela em que Oscar, filha de um aristocrata, mas criada como menino por seu pai general, pergunta a ele: "Se eu tivesse crescido como uma mulher normal, teria sido casada aos 15 anos?" [Essa é uma das passagens do mangá que eu mais aprecio, quer dizer, toda essa parte em que o pai de Oscar quer casá-la com Gerodelle e ela fica se questionando sobre sua vida até então e vai se aconselhar com sua mãe, que lhe diz as coisas certas.] A questão também utilizou a famosa cena em que Oscar, que se aliou aos cidadãos durante a Revolução Francesa, lidera o povo para a batalha, gritando: "À Bastilha!!" A questão perguntava se os alunos conseguiam organizar corretamente essa cena em ordem cronológica com outros eventos relacionados à Revolução Francesa. O enunciado também incluía uma frase sobre a França da época, dizendo: "Acredita-se que as mulheres aristocráticas da época ocupavam uma posição subordinada a seus pais e maridos dentro de uma ordem patriarcal". 🤩
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| Foto da questão do exame. |
A questão causou surpresa e foi amplamente comentada nas redes sociais: "Tirei uma nota tão alta graças a 'A Rosa de Versalhes'!!!" e "Eu realmente deveria ter assistido 'A Rosa de Versalhes'". A matéria diz que o exame de História Geral "também incluiu questões que convidavam os alunos a refletir sobre a história medieval e do início da era moderna a partir de uma perspectiva de gênero.".
E vou citar o que a matéria diz sobre as questões de História Moderna e Medieval acrescentando links: "Como tópico sobre a relação entre mulheres e política na Idade Média, foi proposta uma questão que exigia que os alunos interpretassem uma passagem do livro histórico "Gukansho", que afirma que "o Japão realmente se tornou um país onde as mulheres deram o toque final à política", referindo-se a Hojo Masako, esposa de Minamoto no Yoritomo, o primeiro xogum do xogunato Kamakura, que ascendeu ao poder após a morte de Yoritomo. Também foi apresentada Hino Tomiko, esposa de Ashikaga Yoshimasa, o oitavo xogum do xogunato Muromachi. Embora sua avaliação histórica tenha sido tradicionalmente negativa, com seu envolvimento ativo na política e nas atividades financeiras do xogunato sendo visto como o de uma "mulher má", a questão abordou como as pesquisas têm mudado sua perspectiva para uma visão mais positiva. Alguns pesquisadores observaram que "seu envolvimento na política do xogunato ocorreu em um momento em que seu marido, Yoshimasa, havia abandonado os assuntos governamentais, e que suas atividades financeiras foram essenciais para administrar as finanças do xogunato, além de fornecerem apoio econômico àqueles a quem ela emprestava dinheiro". O tema das mulheres e da política é debatido desde o período Edo, mas a questão abordou a disseminação de valores patriarcais, incluindo o fato de que a frase confucionista "as galinhas se levantam pela manhã", que significa "uma família ou país onde as mulheres assumem a liderança perecerá", apareceu em textos morais e preceitos familiares de samurais no final do século XVII, e que "resumos e traduções japonesas de biografias chinesas de mulheres começaram a ser publicados, e apoiar os homens passou a ser visto como uma virtude para as mulheres"."
| Mangá de Fujita Motoko sobre Hino Tomiko. |
Achei lindo isso aqui. Queria saber se essa prova recebeu reações negativas do povo que odeia mulheres, que nega a sua participação na política ou que acredita que a manutenção da sua subordinação nos espaços público e privado é legítima. Imagino que elas também tenham pipocado na internet. De repente, eu procure ver o que outros sites estão dizendo sobre o ocorrido. E, para quem não sabe, o mangá da Rosa de Versalhes foi publicado no Brasil pela JBC, que deveria ter relançado no ano passado por conta da nova animação. O volume #1 continua esgotado e outros estão com o preço exorbitante. Abaixo, o Shoujocast que eu fiz sobre a animação, mas há muito material sobre o mangá aqui no blog e no meu canal do Youtube, também.







































































