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sexta-feira, 19 de junho de 2026

RIP Okamoto Keiko (1963-2026): Uma autora que acreditava que mangás poderiam trazer força e esperança

Foi comunicado ontem que a mangá-ka Okamoto Reiko faleceu no dia 6 de maio devido a uma hemorragia cerebral.  Ela estava serializando o mangá Ochikobore Hoketsu Reijou wa Tsumetai Koushaku Kara Nigedashitai (落ちこぼれ補欠令嬢は冷たい公爵から逃げだしたい) desde 19 de março e tinha feito postagens na sua conta no Twitter na véspera de sua morte, segundo a Wikipédia japonesa.  Okamoto passou por diversas revistas como a Nakayoshi, a RunRun, a Princess e publicou dezenas de mangás Harlequin.  Ela adaptou para mangá a série original de anime Corrector Yui (コレクター・ユイ), dividida em duas séries baseadas nas respectivas temporadas da animação. Este anime foi exibido no Brasil na Cartoon Network.

Segundo o Comic Natalie, uma homenagem à autora foi postada na sua página do Facebook lembrando uma fala de Okamoto sobre o motivo de continuar desenhando mangás: "Porque acredito que um único quadrinho ou palavra que eu desenho certamente se tornará a força ou o sustento de alguém. Era isso que o mangá significava para mim."  Espero que ela descanse em paz.

terça-feira, 16 de junho de 2026

A revista Harlequin Original é cancelada no Japão

Ontem, a filial japonesa da editora canadense de romances Harlequin Enterprises anunciou pelo Twitter que sua revista mensal Harlequin Original publicou seu último número este mês.  A edição de julho, lançada em 11 de junho, é a última. A empresa continuará publicando seus mangás sob o selo Harlequin Comics, tanto em formato impresso quanto digital, ou seja, é a antologia que não será mais publicada.  Eu acredito que a maioria das antologias irá morrer nos próximos anos, as de papel, claro, e, primeiro, as josei.

A Harlequin Original era publicada desde janeiro de 2008, sendo esta sua primeira publicação mensal, lançada inicialmente com o título Monthly HQ Comic. Desde 2008, a Harlequin lançou diversas outras revistas de mangá, como Monthly Harlequin (*posteriormente apenas Harlequin*),  Bessatsu Harlequin, Zoukan Harlequin, Harlequin darling! e o aplicativo  Harlequin Comics Magazine para dispositivos iOS.  A plataforma de leitura digital Comixology adicionou títulos de mangá da Harlequin Romance ao seu serviço de assinatura Comixology Unlimited em 2017, segundo o ANN.

A filial japonesa da Harlequin Enterprises, a Harlequin KK, publica adaptações em mangá das histórias da Harlequin desde 1998, em parceria com a Ohzora Publishing. A SoftBank Creative assumiu a distribuição digital em 2008.  Na época em que a Ohzora publicava os mangás Harlequin, eu fiz uma matéria para a New Tokyo, a revista impressa, sobre eles.  Ele está aqui.  A Harlequin publicará o seu primeiro mangá no Brasil este ano.  Trata-se de Debu to Love to Ayamachi to! (デブとラブと過ちと) ou As Grandes Desventuras Amorosas de Yumeko!, seu título nacional.  Trata-se de um título original que a Harlequin passou a distribuir  no Japão.  Os mangás de editora normalmente são romances populares para mulheres adaptados para formato mangá.