segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Comentando o último capítulo de Amor à Vida


Esse texto deveria ter saído no domingo, mas não tive tempo e ânimo para começar.  Acho que só sentei no computador perto das 9 da noite e, ainda assim, tinha outras coisas para fazer, tipo atualizar o blog com as aulas de História de 2014... Sim, licença boa a minha...  Fora que há dias em que a Júlia consome meu tempo e minhas energias.  Ontem foi um deles... Como não havia nenhuma notícia curta para o site, acabei não conseguindo postar nada... :(  Mas vamos ao que interessa, o beijo entre Niko e Félix  (#Feliko) saiu, e todo mundo que habita este planeta sabe disso, eu fui cochilar e só vi depois no site da Globo.  Não iria fazer como no capítulo final de América.  Não vou comentar somente o beijo, mas o geral do último capítulo.

Amor à Vida chegou ao seu final como uma das novelas mais misóginas dos últimos tempos.  Walcyr Carrasco tem problemas com as mulheres (*se forem ruivas então...*) e mesmo transexuais que “pareçam” mulheres, vide o seu texto desqualificando a beleza de Roberta Close (*o nome disso é transfobia*).  A maioria dos gays não odeia mulheres, não as despreza, tampouco as inveja, simplesmente, não tem interesse sexual por elas.  Carrasco pertence a uma minoria e usa suas novelas, aqui e ali, para dar vazão as suas frustrações.  Sim, eu acredito nisso.  Quantas vezes na trama uma delas foi chamada de piranha, ein? Daí, além das muitas mulheres humilhadas ao longo da trama – destaque para "a gorda" Pérsefone – chegamos ao final com Aline e Amarylis transformadas em psicopatas.  A primeira morreu eletrocutada; a segunda virou destruidora serial de casais gays com uma pulsão pouco explicável por engravidar, terminou ostracizada. Enquanto isso, Eron, que traiu Niko com Amarylis de várias formas, saiu-se limpinho no final.  Já Aline, se vingou da pessoa errada.  César, tomado ainda pela obsessão pela jovem esposa, não foi responsável pelo acidente que matou a mãe da moça e aleijou sua tia, Mariah, mas Pilar.  Aqui, cabe um espaço especial, pois essa história me ficou engasgada.


Pilar até então só era a mulher apaixonada que aceitava tudo do marido adúltero, autoritário, chegando até a colocá-lo acima dos filhos.  Quando ela reagia, lá no início da trama, mirava na pessoa errada, por acaso, uma mulher, Paloma, por ser filha “da outra”.  No final da novela, quando ninguém mais esperava (*sim, muita gente acreditava que esse detalhe não apareceria mais*), ficou estabelecido que Pilar era uma criminosa, uma assassina fria.  Mais uma vez, o peso das ações sai dos ombros dos homens e passa para o de uma mulher.  Igualmente ruim é que tudo “fique em família”.  A gente sabe que essas coisas acontecem (*E como!!!*), mas a personagem não precisava disso e se era criminosa, deveria ser punida.  De quebra, se Pilar era a responsável pelo crime, César, coitado, acabou sofrendo no seu lugar. Pouca gente se lembrava que ele era falso moralista, hipócrita, que desviou o dinheiro das empresas, que tirou Paloma de sua mãe... sobrou somente o adúltero e homofóbico.  A graça foi ver o Fagundes – que estava espetacular como um homem que sofreu um AVC no último capítulo – dizendo que sofreu o que sofreu, porque mulheres são vingativas e não perdoam uma traição... Tsc... Tsc... quem escrevia a novela mesmo, ein?  E, claro, ele só era adúltero... 

De resto, salvo pelas cenas de Niko, Félix e César, o último capítulo mostrou o quão medíocre Walcyr Carrasco é. Não vou comentar sobre a moça (pseudo)autista, eu realmente não quero me aprofundar no caso, nem assisti as cenas dela com o advogado.  Vi o início do capítulo até a cena da Edith e desliguei.  Só por causa disso, sei que mutilaram o capítulo no sábado.  Essa cena, que já era ruim, ficou semi-inteligível. Eu fui seletiva, peguei cenas no site da emissora e só abri o casamento da moça autista, por exemplo, porque tinha Félix e Niko na cena.  Enfim, mas preciso comentar sobre o “parto” da Paloma. Esse tema, sim, me interessa.  Sabemos desde o primeiro capítulo que todos os médicos da novela ou são incompetentes, ou mau caráter, o autor os construiu dessa forma.  Sabemos, também, que ele entende nada de parto ou da política das cesarianas no Brasil, ou a esposa de Bruno não morreria como morreu... Mas eis que, no último capítulo, alguém tem que parir.  


É regra termos casamentos e nascimentos em capítulos finais, as poucas exceções nunca fogem das duas varáveis ao mesmo tempo, só de uma, como Lado à Lado.   Paloma era a bola da vez, sua gravidez foi sofrida, era certo que terminaria em uma cesariana.  Mas tentaram um parto vaginal – hospital, posição ginecológica, nada de humanização – hospitalar para dar mais emoção, imagino, ainda que tudo tenha me parecido morno e desinteressante.  Até aí, é parto de novela... Só que qual foi a justificativa para a cesariana?  “O bebê está em sofrimento!”.  É o básico, usaram isso comigo, também... Só que, no meu caso, a médica auscultou o coração a Júlia.  A médica da Paloma afirmou isso olhando para a vagina da personagem... Um... Será que existe essa técnica de leitura de vaginas de parturientes?  O autor deve ter consultado alguma fonte médica, imagino... Pior é que vai ter cesarista usando essa desculpa.  Aguardem!

O capítulo foi pontuado por cenas que serviam de aperitivo para o tal beijo, aquele que é chamado de “beijo gay”, mas deveria ser somente beijo.  Houve uma cena muito correta com a Gina e o marido apresentando o bebê na igreja.  Não é batizado, como estava escrito no site e como o próprio autor falou em entrevista, foi uma apresentação.  Tudo feito como as dezenas de apresentações que eu já vi e a da minha própria filha.  O bebezinho é levado lá na frente, apresentado pelos pais e quem mais da família quiser, fazem uma oração, o pastor fala alguma coisa e só.  O “Glória, Glória, Aleluia!” foi o detalhe brega, mas é um hino que todo mundo conhece e, por isso, entrou na cena, imagino.  E  fomos para Félix, Niko e César...


Na minha família corre um dito que é mais ou menos o seguinte “o filho ou filha mais maltratado e desprezado é aquele que mais mostra amor pelo pai ou mãe quando eles precisam”.  Não vale somente para a minha família, todo mundo tem um caso desse para contar.  Fazia parte da redenção do Félix apoiar o pai no final e, se possível, receber uma expressão de carinho em troca.  Melodramático, sim.  Brega, talvez. Plágio (*alguns diriam homenagem*) de Morte em Veneza, quem sabe.  Mas foi uma cena que tocou corações, assim como o beijo.  A cena final da novela foi de reconhecimento por parte do pai de que amava o filho mesmo ele sendo gay, de todas as ofensas que disse, porque, bem, esse filho o amou apesar de tudo.  Sim, não acho graça nessa história de transformar o Félix em vítima do desamor, ele fez escolhas, cometeu crimes, não erros, mas gosto da temática da redenção.  Já li relato de jovem trans comentando o efeito da cena do beijo e da cena final sobre sua família.  Está nos comentários do site da Lola.  Se aquilo aconteceu de verdade, o mérito foi da novela e dos envolvidos na sua execução.

E temos o beijo gay.  Não foi o primeiro beijo gay da televisão brasileira, nós sabemos.  Eu escrevi sobre o beijo lésbico em Amor e Revolução.  Defendo que escolher duas atrizes bonitas, assim como colocar dois atores bonitos e talentosos em Amor à Vida, ajudou a amaciar o público.  Foi revolucionário e transgressor dentro de certos limites.  Por exemplo, na novela do SBT era para ser um beijo entre homens, vetaram, acabou sendo entre mulheres, mas uma das personagens não era lésbica e foi pega de surpresa na cena.  Fora isso, uma novela no SBT não tem a mesma exposição que uma novela no horário nobre da Globo.  Por isso, o rebuliço todo é aceitável e a Globo pisou em ovos por muitos anos até que achou o par ideal para que a cena pudesse ir ao ar.  Já comentei que o clima de dramédia, mantido na própria cena do beijo, ajudou muito, assim como os atores.  Será que se uma das personagens fosse negra, gorda ou sei lá, haveria todo esse apoio?  Duvido!


E valeu o beijo, sim.  Toda a seqüência, que havia começado muito antes quando Félix se nega a voltar a trabalhar no hospital e deixa para trás de uma vez por todas a sua antiga vida, mostra como o ex-vilão descobriu-se capaz de viver em família, de amar e se deixar amar.  Quem disse que o beijo foi um selinho, ou que Matheus Solano estava com cara de nojo, não viu a mesma cena que eu.  Como a Lola bem colocou, e eu bem sei, porque vivo isso com meu marido, foi um beijo de um casal que se conhece e vive junto faz tempo, que toca a vida junto, que se ama, que está dizendo "volto já".  Querer um beijaço de língua naquele contexto esvaziaria a cena, ainda que eu entenda a demanda.  O primeiro beijo entre homens na TV argentina foi em 1992, ainda temos muito o que avançar.  Não acho que teremos um beijaço de língua muito em breve.

No fim das contas, salvo raras vozes, a maioria compreendeu que a cena tinha sentido, estava no contexto, ou se calou temendo as pedradas.  Até Marco Feliciano mostrou bom senso e, perguntado, respondeu  “Eu teria algo a dizer se fosse exibido numa programação infantil, mas, pelo horário, só adultos viram”.  Acho que nem ele quis comprar briga com os fãs de #Feliko.   Por um lado, a telenovela no Brasil deve retratar a sociedade plural que temos.  Acho uma graça – e li esse texto, porque um amigo me pediu – o Reinaldo Azevedo acusando a novela de ser heterofóbica (*quem usa essa palavra à sério só pode ser idiota ou muito mal intencionado*) e tentando atacar os homossexuais, supostamente denunciando a misoginia do Carrasco (*como se ele, Azevedo, se importasse conosco.*), ou seu desprezo pelo par heterossexual que ele considera como“normal” (*leiam o texto se tiverem estômago*). E o Azevedo é fã do  Manoel Carlos... Por que será, ein?


Enfim, é insano considerar um beijo entre dois homens como uma ameaça á família tradicional; usar as crianças como desculpa, também, não vale, afinal, as novelas das nove não são produto para crianças, ou seja, mude de canal ou se comporte como pai/mãe responsável e coloque sua criança para dormir; e acreditar que isso significa que os gays dominaram o mundo é coisa de lunático.  Por outro lado, um autor deve ter a liberdade de usar os recursos que quiser para contar a sua história, desde que respeite a classificação indicativa e tenha o mínimo de coerência com o roteiro, claro.  E, bem, eu acredito que o público pesou muito na decisão final.  Não acho o Carrasco tão genial assim para ter planejado tudo desde o início, como o Reinaldo Azevedo afirma.  Félix e Niko caíram no gosto popular como tantas outras personagens ao longo da história da teledramaturgia.  A simpatia desse porte por um casal gay é que é inédita, ele ter se tornado o principal casal da novela, nem se fala!  Foram a pressão das redes sociais e a audiência crescente o fiel da balança.

A novela mostrou somente um par homossexual, todos os outros, vejam bem, eram hetero.  Vem aí Manoel Carlos explorando a questão outra vez e eu tenho medo.  Não pela homossexualidade, mas por termos, de novo, as lésbicas lindas, muito longe da média das brasileiras, e a possibilidade de se vender a idéia de que alguém “vira lésbica” por ser casada com um chato ou ser “mal comida”.  Eu não confio no Maneco e ele escreve melhor que o Carrasco... quer dizer, ele plagia a si mesmo.  Enfim, tenho muitas críticas ao Carrasco e já as coloquei, sei que ele dependeu muito do talento dos atores envolvidos, lamento que o beijo tenha ocorrido em uma novela ruim como Amor à Vida, MAS tudo o que aconteceu teve uma função social muito importante.   Se ajudou alguém, está valendo.  Se ajudou a quebrar um pouquinho do (pre)conceito da sociedade contra os homossexuais, devemos elogiar.  Sei que a Globo lucrou, que o autor ganhou um lugar na história da teledramaturgia que não merecia, mas não será a primeira vez.


Não pensem, entretanto, que a questão homossexual está resolvida.  Não está.Olhem só esta matéria aqui. O mesmo pessoal que acha o Niko e o Félix lindinho, que torceu por eles, pode agredir um casal gay de verdade na rua.  Da mesma forma,a questão das mulheres na telenovela não está resolvida, também.  Para cada avanço vacilante, caso de Lado à Lado, temos um backlash violento.  Eis aí a própria Amor à Vida para provar.  Nem a questão dos negros (*presentes praticamente só na cadeia em Amor à Vida*) foi tratada com seriedade. E há outras “minorias” ainda.  Comemoremos, mas de forma crítica e com os pés no chão.  Mas verdade seja dita, sentirei saudades do Félix!

P.S.: Para quem disse que heterofobia existe, este termo só se aplicaria se os homossexuais pudessem excluir e privar heterossexuais de seus direitos, cerceando sua atuação na sociedade, impedindo sua livre expressão, que tenham seu estilo de vida (*termo que os homofóbicos tanto gostam de usar*) condenado nos meios de comunicação ou sejam convidados a se retirar de lugares públicos por andarem de mãos dadas ou se beijarem.  Não acredito que ninguém que não tenha má fé seja capaz de encontrar lugar no mundo onde tal ocorra.  Outro exemplo semelhante é o uso indiscriminado do termo Cristofobia para o Brasil.  É possível encontrar Cristofobia - ódio aos cristãos se materializando, inclusive, em atos de violência - mas, não, no Brasil.  E ao moço que disse existir heterofobia, dizendo que ha equivalência de poder e expressão entre homo e heterossexuais em nossa sociedade, você é, ou idiota, ou alguém que age de má fé.  Seus comentários jamais serão publicados neste blog, você tem muitos lugares para destilar desinformação e ódio, aqui não é seu lugar.

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3 pessoas comentaram:

Como sempre, você está de parabéns. Um ótimo texto refletindo exatamente sobre o que foi ou não importante.
O autor tem problemas com mulheres, isso é fato. Só as mulheres morreram na novela e elas foram as culpadas por tudo. Como mulher eu me sinto desrespeitada e fico triste com esse tipo de coisa (acho que aumenta o preconceito com a gente - como se nós precisássemos de mais preconceito). Tanto é que eu nem assistia a novela. Só comecei a assistir depois que o Felix começou a se redimir (depois do hot dog pq eu acho que essa parte foi meio humilhante e não faria alguém se redimir realmente das maldades...).
Uma colega minha achou que o beijo foi murcho. Vi comentários de pessoas na Internet achando que foi desnecessário. Li tb o texto do autor da Veja (que eu até gostava antes, mas depois desse texto fiquei com o estomago embrulhado e passarei longe dele de hj em diante... E o pior são os comentários na página junto com o texto). Fiquei surpresa com a reação do Feliciano.
Eu moro em um Estado sem horário de verão e estava acompanhando pelo twitter e pelo menos 70% dos comentários eram positivos. Um ou outro aparecia dizendo que a "globo está destruindo as famílias brasileiras" ou "a globo está acabando com a moral e bons costumes".
Enfim, eu achei que foi um beijo fofo. Não dava pra ir colocando um super desentupidor de pia. Quanto aos comentários do Mateus Solano estar com nojo é pura conversa pra dar descredito a cena. Eu vi a cena de um filme que em que ele interpreta outro gay lá e ele faz mais do que dar um beijo de boca fechada no outro cara. O nome do filme é A novela das 8.
Pra novela, não sei se vc soube, eles gravaram 3 cenas. Um beijão, o beijo que passou e uma cena só com eles se tocando e sem beijo. Pelo menos eles decidiram colocar. Eu acho que já é um passo.
Nada é unanime e muita gente se chocou, mas pelo menos agora deixou de ser um tabu e a gente pode falar só em beijo se rolar outra vez e não beijo gay. Porque é isso que é, né... Só um beijo.
Os meus pais assistiram. E nenhum dos dois torceu o nariz. Assistiram como qualquer outra cena. Eu falei pra minha mãe isso de ser só um beijo de duas pessoas que se amam e comentei que teve cenas de pegação entre casais heteros na novela que me ofenderam por serem extremamente ligadas ao sexo (Tipo Patrícia e Michel) e que o beijo do casal gay foi romântico. Ela concordou. Eu já achei um super passo pq assim como eu conversei com a minha mãe sobre isso aqui outras pessoas devem ter conversado por aí com seus familiares tb sem qualquer recalque ou medo. Pelo menos isso eu acho que já foi alguma coisa.
Mas eu tb concordo com vc sobre ainda existir preconceito, que as pessoas que torceram por eles continuam sendo homofóbicas do mesmo jeito e que, infelizmente, os casais reais não podem sair na rua como qualquer outro casal. Mas, mais uma vez, insisto que ao menos foi dado um passo - pequeno ainda, é verdade - mas um passo.

Eu confesso que gostaria sim de um beijo melhor. Não precisava ser de língua, mas que pelo menos tivesse uma movimentação de lábios (O tal do beijo técnico). No entanto, gostei da suavidade da cena e me emocionei exatamente como eu esperava. A cena que rolou depois, Félix e César, foi linda de morrer e extremamente bem pensada. Tem que ser muito babaca para não se sentir tocado. Outra cena que me emocionou muito foi a conversa entre o Félix e a paulinha (que menina talentosa, né?). Meu namorado ficou debochando de mim pelas lágrimas derramadas rs
Eu vou sentir muita falta de Félix e Niko!

Quanto a visão machista do Carrasco, não discordo. E conheço muita gente que pensa como ele. Pra minha sorte tenho amigos homossexuais inteligentes. Mas já conheci alguns que fazem questão de concordar com o que a grande maioria acha unicamente para receber um elogio preconceituoso como "Ele é viado mais é legal" ou "Essa sapatão é gente boa". Triste.

Vc achou Valcyr Carrasco medíocre? Pois então prepare-se! Eu descobri que ele plagiou a obra "Riso no escuro", do escritor russo Vladmir Nabokov (que escreveu o romance " Lolita"). Está tudo lá: o homem abastado e maduro que se apaixona pela jovem sedutora, mas tirana, e larga a família por ela. Os planos da garota; seus amantes. A cegueira dele e a casa de campo afastada. O amante dela a rir silenciosamente e debochar do cego enfermo à sua frente. A hora da descoberta, quando o cunhado vê o jovem diante do cego... enfim. Tudo! Aqueles detalhes de assinar cheques e mais cheques, de escutar sons estranhos por que está apurando os sentidos...
Quando li a obra, tive raiva, pois não há qualquer menção do autor, como "livremente inspirado na obra de..." Blablablá. Plágio mesmo! Leia. O livro é ótimo por sinal. Um abraço, Sílvia Abrahão.

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