domingo, 20 de julho de 2014

Editor da JBC avisa que o novo shoujo da editora não é chato!


Está rolando o Anime Friends e ontem houve um painel (*ai, gosto desse termo, por que não usar?*) da JBC apresentando seus novos mangás. Os grandes sites estavam lá, claro, e o Gyabbo fez uma cobertura momento a momento.  E estão lá as falas do editor da JBC, o Cassius, sobre o novo mangá shoujo que eles lançaram: 


Enquanto eu maternava (*Júlia continua doentinha*), alguém postou o comentário lá no Facebook do Shoujo Café e o post ferveu.  Curioso observar gente defendendo o editor dizendo que sua fala foi uma espécie de “propaganda” do tal Tom Sawyer – que não é versão quadrinhos do livro do Mark Twain, que fique claro – para quem não curte shoujo. Cóf!  Cóf!  O amadorismo das editoras persiste, porque há quem acredite que ele seja aceitável e necessário.

Eu realmente não entendo como alguém – editor e consumidor – consegue ver esse tipo de comentário desrespeitoso, ignorante, e desnecessário, como elegantemente colocou o Gyabbo, como propaganda.  Nem comento mais essas tiradas do editor da JBC aqui no blog, porque é meio que como dar audiência para quem não merece, afinal, não me quer como consumidora, mas como Júlia dorme, decidi falar bem rapidinho, afinal, serve para a gente rir um pouco.

E ainda há quem fique surpreso com o que esse povo fala.
Eu não tenho muita fé no mercado brasileiro de mangás, muito menos em nossas editoras, quando o assunto é shoujo.  Houve quem dissesse que não iria comprar nada mais da editora.  A mesma pessoa que defendeu o Cassius ficou horrorizada com tamanho radicalismo. Você deixa de ouvir um cantor por ele falar/fazer besteira? E ficou de cara quando outras pessoas disseram que sim.  Militância é militância!  Eu já deixei de consumir tanta coisa por conta de comentários/ações homofóbicas, racistas, misóginas, etc. E como há tanto o que se ouvir, ler, comprar, assistir no mundo, será que é uma perda tão grande assim?  Eu acho que não.

Enfim, acho que tem gente que não entende que o Shoujo Café é para fãs de shoujo e se a demografia e seus fãs-consumidores são maltratados, boicote é uma forma de marcar posição.  Só que é deveras cansativo ficar repetindo a mesma coisa desde, sei lá, 2000, 2001?  Parece mesmo que estamos andando para trás... 


De resto, o shoujo que não é chato da JBC – Sailor Moon (美少女戦士セーラームーン) não é shoujo, vocês sabe, é Sailor Moon – se chama Tom Sawyer (トムソーヤ), saiu em 2007 na revista Melody,  mesma que publica Ōoku (大奥), então periga ser um material mais denso e, talvez, focando em um público mais velho.  Esse é o perfil da Melody. E tem autoria masculina (*de repente, é por isso que não é chato, né mesmo?*).  Volume único.  Neste caso, acho que a JBC fez bem, afinal, o retorno é garantido e não há preocupação com possível perda de público/lucro.O mangá está muito bem cotado no Mangaupdates

Então, você decide.  Compra da JBC, ou não? Só não acredite que com isso irá incentivar a vinda de novos shoujo, porque esta não é a política da editora mesmo.  eu não sei se vou comprar, mas meu marido de repente compra sem eu nem saber... aliás, ele está comprando o relançamento das Guerreiras Mágicas de Rayearth (魔法騎士レイアース).  Comprei Genshiken  (げんしけん) e Termae Romae (テルマエ・ロマエ), compro Sailor Moon, mas esses relançamentos cara de pau, eu não compraria, não. 

P.S.: Dennys, desculpe ter confundido o seu site com o Chuva de Nanquim.

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10 pessoas comentaram:

Eu gostava da JBC antigamente; mas sinceramente naquela época eu não acompanhava notícias sobre os editores nem nada. Não sei quanto agora porque faz tempo que eu não compro, mas só respondendo a pergunta: compraria se o título for de meu interesse. Digo, não dou boicote porque eu não me interesso muito em merdas que o povo fala -e que eles vêm em toneladas, vem- ~
E enquanto o editor da JBC tá falando merda, a Panini tá fazendo merda. Acho bem pior inúmeros cancelamentos sem motivo aparente (aparente = sem explicação oficial no mesmo mês de paralisação) porque o trauma de Otomen... Ah, isso não tem preço. Ou melhor, tem sim; mas não vão nos dar.
Essa é só a opinião de consumidora, mas porque eu não vou ficar pensando duas vezes se for pra comprar algo que preste (até porque não sou uma consumidora assídua e viciada tanto assim); e portanto, não tenho posição específica pra ficar defendendo as editoras e suas merdas faladas. Mas não me escapa aos olhos essa coisa toda saltada aos olhos e claro, não vou ficar defendendo quem não merece, o o que inclui esse ser da JBC.

Eu queria entender como esse povo é colocado como editor. Tipo, qualquer responsável pelo marketing e os assessores de imprensa da empresa estariam arrancando os cabelos com uma declaração dessas. Como alguém quer vender algo assim? Realmente, esse mercado de mangás está nas mãos de um povo muito, muito tacanho... E ainda ficam pasmos se o povo reclama!
Bem, só sei que desisti de coisas da JBC. Deles eu praticamente só compro CLAMP, mas como dá pra importá-los... E é com mais situações dessas que prefiro ficar refém do meu cartão de crédito internacional mesmo.

Eu, como consumidora de shoujo mangás, restrita ao pobre mercado brasileiro dessas séries, fico indignada com o tratamento desse editor. Parece que esses tipos de comentários maldosos são propositais, pois como fã e consumidora me senti extremamente atingida e até magoada. Fiquei contente com os shoujo que vieram, como Sailor Moon, mas como esperar algo melhor da editora com esses comentários? Desculpe o desabafo, mas a editora já perdeu seu brilho e continua piorando mais por desmerecer assim os fãs de shoujo mangá.

Miyaneo; como assim "inúmeros cancelamentos" menos de 5% dos mangás lançados pela panini foram de fato cancelados, é um numero infimo; somos um pais capitalista, o que dá prejuizo é descartado, e sempre foi; Conrad cancelou até mangás de sucesso (como one piece, monter, etc por não conseguir renovar contrato.)

e legal sua posição Sandra Monte, ódio à editora JBC meramente porque um dos funcionários da empresa não gosta de shoujo; ele sequer faz parte do público-alvo da publicação; a Beth Kodama da panini também comentou que não gosta de shoujo, prefere shounen, e não vi crucificarem ela no shoujo-café.

e Diego, o Cassius não é editor da JBC, cada publicação vai para um editor diferente, o único funcionário que pega todos os mangás para trabalhar é o revisor; logo, provavelmente não colocarão um editor que não gosta de shounen para tratar shounens, ou editor que não gosta de shoujo para editar shoujos.

aliás, a jbc melhorou consideravalmente quando trocaram o Marcelo Del Greco pelo Cassius.

tremendo mimimi do pessoal chorar porque em 2003 foi cancelado peach girl e eden, e dali 5 anos cancelaram outros dois mangás e por isso não compram mais (a shueisha vive cancelando mangás antes mesmo de virarem encadernado por fracassar no japão, onde mangá é produto de massa) aqui mangá é nicho do nicho, agora parar de comprar da editora meramente porque um dos város funcionários comentou que não gosta desse estilo é choramingação demais, parece que todos devem adorar determinado subgênero de HQ; Agora, detonar um shounen como Saint Seiya, ou Naruto, aí tudo bem.
ou será que tem gente que não compra os poucos shoujos da JBC porque ela publica Cavaleios do zodiaco (ou não comprava os shoujos da conrad por este mesmo motivo)?

Incrível como eu não consigo ficar surpresa com esse tipo de declaração. É de se esperar essa postura de um sujeito preconceituoso e nada profissional. Assim como quem acha que tal declaração é somente uma opinião e que não influenciará ou prejudicará.

Sou uma das fãs de shoujo e josei que “fugiu” para o mercado internacional. Sai caro, mas estou bastante satisfeita com o material que tenho em mãos e a variedade de títulos. Dos mangás lançados por aqui adquiro pouquíssimos títulos (e eu ainda tenho o critério que a edição esteja numa qualidade de boa a ótima).

Enfim, o mercado de mangás no Brasil poderia ter outro cenário, se não fossem os “profissionais” que estão à frente.

P.S.: Valéria, espero que a Júlia melhore logo! Bjs!

"Falta amor no mundo. Mas também falta interpretação de texto." (Leonardo Sakamoto)

Menino Vincent, eu sou Valéria Fernandes, não Sandra Monte. Blog errado muuuuuuiiiiito errado. Quanto a destilar ódio contra a editora, a frase aí em cima é para você. Aliás, se você conhecesse o Shoujo Café, coisa que seu tom indica que não conhece, saberia que não crucifico editoras. No mais, não sigo nem editoras, nem funcionários em redes sociais, mas sei que a Beth Kodama falou isso não em público, em uma palestra, mas em seu Facebook ou Twitter privado. Percebe a diferença? Eu tenho fé na humanidade, por isso, pergunto. No mais, pode me passar a continnha que indica 5% de cancelamentos por parte da Panini? Porque a parte do cancelar é normal em um país capitalista, você acha em vários textos meus, aqui, no Anime-Pró, na Neo Tokyo, etc.

Mad Cientist, sou tão chata que não vou aprovar seu comentário. Sabe, gente chata como eu, que acha que há piadas que são inoportunas e mal educadas, não acha graça em comentários (pseudo)tolerantes como o seu.

Infelizmente, esse tipo de comentário não me surpreende. Onde eu moro, a maioria dos fãs de anime/mangá geralmente só consumem shounen. Ainda existe um preconceito MUITO grande com o gênero e isso é claramente visível em tudo, desde os eventos até as discussões nos fóruns da vida. Já cansei de ver nos fansubbers brasileiros animes shounen com cinco, seis grupos legendando ao mesmo tempo e na maior rapidez e animes shoujo sendo legendados aos trancos e barrancos e muitas vezes nem sendo terminados.
Sinceramente, acho uma burrice falar uma coisa dessas enquanto um dos mais recentes lançamentos foi Sailor Moon, um mangá shoujo! Não sei se será o caso, mas um tipo de atitude infeliz dessas pode até prejudicar o desempenho das vendas. A falta de cuidado e respeito com o consumidor é um verdadeiro perigo a qualquer empresa!

Putz! Essa doeu! Eu até simpatizava com o Cassius, mas depois dessa, fica difícil.
Em vez de o cara estimular o mercado de shoujo, ele solta uns preconceitos desses sem nem tentar se desculpar depois. É uma postura tão anti-profissional que chega a ser infantil.
Infelizmente órfãos de shoujo no Brasil.

A JBC melhorou e muito com a entrada do Cassius no quesito qualidade do encadernado e um diálogo mais aberto com os clientes; hoje você pode postar qualquer dúvida no Twitter e ser respondido instantes depois.

Por outro lado, não precisa ser gênio em análise pra saber que o cara ama um seinen, ama um mistério e ama temáticas como jogos de sobrevivência, porque é só disso e relançamento que o Checklist deles vive atualmente.

É um apena, porque se considerar que muita gente ainda associa JBC com Clamp e similares, eles tem um público que aceitaria fácil boa parte dos shoujos, ou até mesmo shounens de romance como Horimiya.

Eu ainda me surpreendo com esse tipo de comentário porque sou ingênua o suficiente por esperar profissionalismo por parte de um editor de uma empresa como a JBC, mas se tratando de um cara que afirma que shoujo vende mal sem provas ou que o sucesso de Sailor Moon nada tem a ver com o gênero era de se esperar algo assim...
O sucesso de NANA, Fruist Basket, Card Captor Sakura e outros no Brasil nada tem a ver com shoujo...
Ps. Valeria, esse print na verdade é do Gyabbo =) o Chunan fez comentários sobre essa declaração preconceituosa, mas vi apenas no twitter =/

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