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domingo, 5 de julho de 2026

Outros anúncios do Anime Friends: Newpop e JBC

A JBC anunciou o Artbook COLOR Shiro da CLAMP no Anime Friends ontem, segundo o site da BIblioteca Brasileira de Mangás.  O artbook COLOR Shiro foi lançado no Japão em 2024 e possui 144 páginas no total.  Tanto este artbook quanto outro chamado Kuro são fruto de uma exposição feita no Centro Nacional de Arte de Tokyo de julho a setembro de 2024.  Dessa exposição, mais de de 200 obras de arte originais coloridas da área “COLOR” foram digitalizadas e compiladas em dois livros de arte, Kuro (preto) e Shiro (branco).  Eu não sabia, mas o artbook Kuro foi licenciado pela JBC e está em pré-venda no Amazon por R$129,90.  O artbook Kuro reúne ilustrações do início da carreira do grupo e o Shiro traz material mais recente.

Já o mangá Veil, de Kotteri, que é publicado na revista Comic Ruelle e tem sete volumes no momento, é o novo título da Newpop, que tem muita coisa anunciada e não lançada faz anos.  Ele é completamente colorido e achei algumas artes parecidas com o traço de Ai Yazawa, mas pode ser impressão minha. Nunca li nada do mangá e o conhecia de uma resenha do site Lacradores Desintoxicados.  O resumo do início da série é o seguinte: "Como num filme clássico, ele e ela se encontraram por acaso. Ele era um policial de serviço na cidade. Ela era uma herdeira fugitiva. Quando ele soube que ela estava procurando emprego, decidiu contratá-la como telefonista da delegacia. Esse foi o início do cotidiano dos dois e da delicada distância que os separava.".   É visualmente muito bonito e pode ser interessante.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

NewPop anuncia o primeiro mangá TL do mercado brasileiro

Sim!  Não é Josei, menos ainda Hentai, é TL (Teen Love): mangá erótico/pornográfico para  mulheres.  A NewPop sendo pioneia nessa seara.  Parabéns!  O quadrinho, que será  lançado  no Anime Friends, se chama Usotsuki Mille Feuille (うそつきミルフイユ) e a autora é Eguchi Hiro.   A autora inclusive repostou no Twitter matérias de sites  brasileiros anunciando seu mangá em nosso país.  Com o título de Meu Casamento era uma Farsa?!, o resumo dado pela editora é o seguinte: "Akane Kinuta é uma otaku de longa data. Um dia, ela decide arriscar tudo mentindo para um colega de trabalho sobre seu estado civil para proteger seu hobby secreto. Se não fingir estar noiva, será obrigada a se mudar, justamente quando um evento especial com seu personagem favorito está prestes a começar! Quando seu chefe descobre, ela promete imediatamente entregar sua demissão… Mas então ele propõe um casamento de mentira?!"

Tem scanlations e eu fui olhar (*Claro!*).  O mangá tem dez capítulos curtos que foram reunidos em um único volume.  Estão dando que foi publicado na revista Ren'ai Tengoku, mas acredito que o nome correto da revista seja Ren'ai Tengoku Paradise (恋愛天国パラダイス).  Olhando por cima, é uma história sem grandes dramas. O sexo vai aparecendo aos poucos; não se engane com os primeiros capítulos, porque é material erótico e não deve ser aberto em qualquer lugar.  Já o traço não é excepcional, mas está longe de ser ruim.  Já peguei uns TLs com uns traços lixosos e este é médio superior, por assim dizer.  Acredito que um dos destaques é que a mocinha é uma mulher bem comum, inclusive com um corpo meio rechonchudo.

Comprarei quando sair.  Farei resenha, espero.  Não vou mexer com isso agora, porque não vou fazer em cima das scanlations, ainda que eu vá comparar  uma versão com a outra, podem ter certeza.  Agora, vamos lá: a NewPop anunciou um mangá da Kujira, que faz josei com toques eróticos, uma autora importante, faz um tempão, e NADA até agora.  Vai sair ou não?

domingo, 19 de abril de 2026

Mangá adaptação de o Alquimista chega ao Brasil pela JBC

 

A JBC, que não podemos esquecer que é um selo da poderosa Cia das Letras, usou a Folha de São Paulo para anunciar o mangá de  O Alquimista, de Paulo Coelho.  Ele é parte da Kadokawa Masterpiece Comics e eu fiz post no Shoujo Café  quando ele foi anunciado no Japão, em 2024.  A FSP postou um resumo da obra: ""O Alquimista" acompanha Santiago, um jovem pastor que viaja ao Egito em busca de um tesouro antigo. Na jornada, ele conhece uma cigana, um autoproclamado rei e um alquimista, que o levam a questionar a sua própria vida.".  

Ainda segundo a matéria do jornal, há  um filme baseado no livro em produção e ele pode ser dirigido por Philip Barantini da premiada série Adolescência. Lançado em 1988, O Alquimista é o livro brasileiro mais traduzido do mundo, com tradução para 88 idiomas. Lembro que quando eu estava no colégio, meu professor de Literatura do 3º ano odiava Paulo Coelho, mas o fato é que o autor pode ser a porta  de entrada para o interesse estrangeiro pela literatura brasileira.  De resto, nunca li nada do autor e nem tenho interesse. ☺️

Adaptações de clássicos da literatura para mangá são coisa comum; alguns recebem várias adaptações de autores diferentes.  Little Women, por exemplo, já foi adaptado mais de uma vez.  Quando são livros para adultos, as adaptações repetidas são menos frequentes, mas praticamente todos os livros de Jane Austen já foram transformados em mangá; já E o Vento Levou tem uma belíssima adaptação em quatro volumes e feita por uma autora importante.  Normalmente, essas coleções como a que lançou o Alquimista, usam mangá-kas de segunda e/ou terceira grandeza.  Em ambos os casos que citei, normalmente, tem autoras mais renomadas e que olham para o livro e para as adaptações para o cinema e TV com um resultado bem interessante e nada burocrático.  É muita falta de visão das editoras brasileiras não aproveitarem os 250 anos de nascimento de Jane Austen e o lançamento da nova série da BBC para lançarem a adaptação em dois volumes do livro.

Procurando por informações para o post, acabei descobrindo que além dessa adaptação de E o Vento Levou que eu tenho, saiu na revista Seventeen e é de 1977-1979, houve pelo menos mais uma feita  em 1968 para a Ribon (!!!).  Há mais imagens dela aquiATUALIZAÇÃO: Na verdade, foram TRÊS mangás de E o Vento Levou.  Foi publicado na Nakayoshi, em 1967.  A autora parece se chamar Yumiko Matsui (松井由美子) e as imagens do mangá que eu vi não parecem se inspirar no filme, mas terem uma estética própria e de acordo com o shoujo mangá  da época.

terça-feira, 24 de março de 2026

Debu to Rabu to Ayamachi to! (Plus-Sized Misadventures in Love!) foi licenciado no Brasil

O JBox noticiou que o mangá Debu to Rabu to Ayamachi to! (デブとラブと過ちと!), de Mamakari, será publicado no Brasil com o título de As grandes desventuras amorosas de Yumeko pela editora Harlequin.  No Japão, o mangá é publicado digitalmente na revista Koisuru Soirée desde 2019, na plataforma NTT Solmare.  Atualmente, a série tem 14 encadernados e já teve dorama (2022) e anime (2025), disponível na Crunchyroll.  Segundo a notícia, a obra começou a sair inicialmente pela Solmare Henshuubu, mas desde 2024 a responsabilidade pelo lançamento é da HarperCollins Japão, empresa que é dona da Harlequin e foi transferida para a revista digital (*ou selo, não sei bem*) da editora chamada Petir Comics.  O mangá será lançado pela Harlequin, uma das divisões da HarperCollins e especializada em romances para mulheres.  

No Brasil, este será o primeiro mangá lançado em formato físico pela  editora, que já publicou mangás Harlequin (*originalmente publicados pela editora no Japão*).  Eu fiz uma matéria sobre os  mangás Harlequin para a revista Neo Tokyo muito tempo atrás, de lá para cá o material Harlequin passou a ser publicado em selo próprio e, não, pela Ohzora, que era  editora responsável pelas obras que adaptavam os livros para mangá.  O anúncio não foi oficial, mas a descoberta se deu pelo fato da série ter seu ISBN registrado, o que é fundamental para qualquer lançamento.

Yumeko no anime.

Debu to Rabu to Ayamachi to! conta a história de Yumeko, uma moça obesa que acorda do coma com uma personalidade muito diferente da sua anterior.  Depressiva e tímida, Yumeko sofreu um acidente... ou será que tentou se matar?  Ou ainda, será  que alguém tentou se livrar dela?  O fato é que a nova Yumeko ama a vida, ama as coisas coloridas e vai transformar a sua vida e a das pessoas ao seu redor.  Enfim, vamos aguardar o anúncio oficial.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Editora Baú anuncia Sayonara Rose Garden. Eles conheceram a série graças ao Shoujo Café.

Acabei de ser avisada pelo rapaz do Lacradores Desintoxicados que a editora Baú, que é bem nova no mercado de mangá, estava fazendo uns anúncios na live do canal Fora do Plástico.  Eles  anunciaram Sayonara Rose Garden (さよならローズガーデン), ou Goodbye, My Rose Garden, de Dokuta Pepperko.  O dono da editora (*porque acredito que era o dono mesmo*) terminou dizendo que conheceu o mangá por um post do Shoujo Café antes mesmo de se imaginar publicando mangás no Brasil.  O post era esse aqui, é a review do primeiro volume.  É de 2020, o mangá começou a sair em 2018.  Fiquei bem feliz, porque é um reconhecimento do trabalho que a gente faz.  

O ponto de partida do mangá é o seguinte: "Mesmo que os espinhos do tempo me atormentem, eu te amarei... Inglaterra, 1900. Uma época em que o amor, a família e a sociedade eram todos espinhosos. Kujo Hanako viaja para a Inglaterra para conhecer seu autor favorito. Alice Douglas, uma nobre, a contrata como criada, pois não tem para onde ir, mas tem uma intenção específica. "Mate-me", deseja Alice sinceramente, e Hanako tenta descobrir o que ela realmente quer dizer, mas..."

A editora disse que publicará a versão em três volumes, entre outras coisas, para preservar as capas originais.  Quando sair, vou comprar com todo prazer. Talvez, a série seja lançada na POC CON, que será em 5 e 6 de Junho deste ano. O segundo Shoujocast que eu fiz da série "Mangás que eu gostaria de ver no Brasil" foi sobre Sayonara Rose Garden.  Ele está abaixo.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Panini irá lançar Tenmaku no Jaadougal: A Witch's Life in Mongol no Brasil

Tenmaku no Jaadougal: A Witch's Life in Mongol (天幕のジャードゥーガル), de Tomato Soup, foi anunciada pela Panini em uma live que foi ao ar hoje.  A série, que terá animação em julho desse ano, foi a primeira colocada no  Kono Manga ga Sugoi! de 2023 e está em publicação em vários países do mundo.  Com uma arte muito peculiar, a autora conta a história de Fátima, uma mulher persa de uma família de intelectuais, que é capturada e vendida como escravizada para os mongóis no século XIII.  Só que ela acaba encontrando entre os mongóis espaço para exercer seus conhecimentos de medicina. Eu esperava que saísse por aqui, mas não pensava que seria pela Panini.  Espero que eles não percam o timing novamente e lancem o primeiro volume quando a o anime estiver estreando. A live está abaixo e no exato momento em que começam a falar do lançamento.  

domingo, 25 de janeiro de 2026

Newpop anuncia Metamorphose no Engawa

Metamorphose no Engawa (メタモルフォーゼの縁側), de Tsurutani Kaori, foi serializado digitalmente na revista Comic Newtype entre 17 de novembro de 2017 e 9 de outubro de 2020. O resumo da série é o seguinte: "Ichinoi, uma senhora de 75 anos que leva uma vida tranquila, compra sem querer um mangá BL um dia… e fica fascinada com o que encontra dentro. Quando volta à livraria para comprar o próximo volume, a estudante do ensino médio que trabalha lá, Urara, uma fã de BL de longa data, percebe o interesse de Ichinoi. Quando Urara se oferece para ajudar a idosa a explorar esse novo mundo da ficção, as duas mergulham juntas no fandom BL e formam uma amizade improvável ao longo do caminho."  Uma adaptação para filme live-action estreou em 17 de junho de 2022.  A série, que tem cinco volumes, fez um grande sucesso no Japão quando foi lançada e entra no nicho dos mangás com protagonistas idosos que são cada vez mais populares no Japão.  O anúncio foi feito no Newpop Day, no dia 24 de janeiro.  A previsão é de lançamento no segundo semestre.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

JBC acabou de anunciar o mangá Hotaru no Yomeiri (Firefly Wedding) no Brasil

Três dias atrás comentei que Hotaru no Yomeiri (ホタルの嫁入り) ou Firefly Wedding, de Oreko Tachibana, estava prestes a terminar.  Apostei que logo seria anunciado no Brasil e foi.  A JBC anunciou a série no seu painel na CCXP, que está acontecendo em São Paulo.  Como era uma das séries que eu gostaria muito de ver por aqui, estou muito feliz.  Firefly Wedding, que imagino que será o título nacional, conta a história de um casal improvável, uma moça nobre que tem pouco tempo de vida por causa de uma doença cardíaca e um assassino órfão, filho de uma prostituta, e que pode se comportar de forma violenta ou extremamente infantil.  Ele deveria matá-la, mas acabou se apaixonando por ela. Pelo comecinho da série, imagino que o final não seja o tipo de desfecho feliz que muita gente gosta de ver, mas duvido que decepcione.  Fiz  uma pequena resenha do início da série, ela está aqui. A série deve terminar com 11 volumes, o décimo sai ainda este mês.  Eu preferia que fosse a Panini, a JBC deixa a desejar em algumas de suas escolhas de adaptação, mas comprarei com certeza.

terça-feira, 18 de novembro de 2025

New York New York: Tinha esquecido desse anúncio da Panini

Faz algum tempo que a Jéssica  tinha me avisado que a Panini anunciou New York, New York (ニューヨーク・ニューヨーク), série de Marimo Hagawa (Aka-chan to Boku) lançada originalmente entre 1995 e 1998, na revista Hana to Yume.  Na época, comentei: "Quem estava pedindo essa série?"  Minha amiga ponderou: "Deve ser para o pessoal que curtiu Banana Fish?"  Bem, talvez seja.  O ponto de partida da série é o seguinte: "Kain Walker é um policial admirado e respeitado por todos os seus colegas em Nova York. Temendo decepcionar seus pares e ser descoberto, Kain esconde sua homossexualidade e evita qualquer relacionamento sério... até o dia em que seu caminho se cruza com o de Mel Frederics, um jovem calmo e gentil com um passado sombrio. Um encontro que mudará a vida de ambos para sempre."  São somente quatro volumes, o lançamento será em formato dois em um e custando R$74,90, já está  em pré-venda.  

Mesmo que seja para os fãs de Banana Fish, um shoujo que se passa nos EUA, com pegada policial e um casal formado por dois homens, a diferença é que a série de Akimi Yoshida era  considerada um dos grandes mangás shoujo de seu tempo e tinha anime sendo exibido durante a sua publicação.  Mesmo que New York, New York seja interessante, não é a mesma coisa.  Não é mesmo.  E o preço é salgado.  Enfim, sucesso para a Panini, mas não acredito que tenha sido uma boa escolha, não.  Enquanto isso, Mars (マース), que tem um fandom grande, parece que nunca receberá  uma edição brasileira.

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Panini anuncia Kamisama Hajimemashita e a previsão de lançamento é janeiro de 2026

Kamisama Hajimemashita (神様はじめました), ou Kamisama Kiss, de Julietta Suzuki, era o sonho de muitos fãs brasileiros.  Publicado na revista Hana to Yume entre 2008 e 2016, a série tem 25 encadernados. Kamisama Hajimemashita teve animação em 2012, uma segunda temporada em 2015 e ainda um especial em 2013. Eu falei sobre a série em janeiro, porque o anime estreou no +SBT em janeiro deste ano com o nome de Kamisama Kiss.  Sim, o SBT tem um streaming e ele é gratuito.  

Para quem nao conhece, o ponto de partida da série é o seguinte: "A colegial Nanami Momozono foi abandonada pelo pai e despejada de casa, mas então um homem estranho surgiu em sua frente. Ele disse que cederia sua casa a ela e, acreditando nessas palavras, foi até o endereço: um santuário abandonado! O tal homem estranho era Mikage, uma divindade da terra!! Em troca da posse do santuário, ela agora é obrigada a realizar serviços de divindade!".  Este resumo está  na  página da Panini e Kamisama Hajimemashita já está em pré-venda.  A edição será 2 em 1 a um preço de R$ 74,90.  Sim, está caro e eu não tenho interesse pela série.  Irei passar dessa vez, mas desejo que seja um sucesso.

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Koiseyo Mayakashi Tenshi-domo anunciado no Brasil pela JBC

Hoje, a JBC anunciou o mangá Koiseyo Mayakashi Tenshi-domo (恋せよまやかし天使ども), de Coco Uzuki, no Mangafest, evento que celebrou os 25 anos de publicação de mangás por parte da editora.  O mangá, cujo título internacional é Fall in Love, You False Angels, é publicado na revista Dessert desde abril em 2023.  A série também venceu o 49º Kodansha Manga Award na categoria shoujo este ano e ficou em 5º lugar na categoria feminina do guia Kono Manga ga Sugoi! de 2025.  Ainda não houve anúncio oficial de animação, afinal, o mangá ainda está no seu 5º volume, mas eu apostaria dinheiro que ela virá daqui a pouco e um dorama, também, muito provavelmente.  Koiseyo Mayakashi Tenshi-domo é um sucesso de crítica e de público, por assim dizer.

O resumo da série é o seguinte: "Otogi Katsura tem a reputação de ser uma garota bonita desde que entrou na escola. Ela também é nomeada presidente do comitê de classe, mas o vice-presidente, Ichi (Ninomae), também tem a reputação de ser um garoto bonito. Ao contrário de sua imagem pública, Otogi Katsura é uma personagem franca e uma artista marcial por mérito próprio. Ela se sente atraída pelo Ichi perfeito, que também é perfeito por dentro, mas se pergunta se ele também tem um lado sombrio."  Não li nada do mangá ainda, não me senti muito estimulada, mas, quando for publicado, comprarei o primeiro volume.  A série foi licenciada nos EUA, França, Espanha, Alemanha, Coreia do Sul, Itália e, agora, Brasil.  O Lacradores Desintoxicados chama a atenção para o fato de seis obras da revista Dessert estarem em publicação ou licenciadas no Brasil por editoras diferentes.

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

"O futuro do shoujo e do josei no Brasil começa AGORA": MPEG faz campanha agressiva de seus mangás shoujo e josei

A editora MPEG fez uma postagem no Twitter, que está nas suas outras redes sociais, também, como o Instagram, com a seguinte chamada: "O futuro do shoujo e do josei no Brasil começa AGORA.  O futuro dessa demografia está sendo escrito aqui, e você faz parte disso.".  A partir de uma imagem de abertura, que está acima, seguiam postando informações sobre seus futuros lançamentos com os meses nos quais as séries ou volumes serão lançados.

Já no final, vem um texto que abre com "Aqui na MPEG a demografia feminina é tratada com carinho e respeito de verdade!".  Ótimo que seja assim e todo o texto parece alfinetar a concorrência.  Bem, foram anos de maus-tratos, é verdade, com cancelamentos sem nenhuma explicação (*Panini*) ou gente da JBC dizendo em palestra que "Shoujo não vende!" (*mas já faz um tempinho*) e a Newpop meio que se enrolando com um monte de coisas que anunciou.  Espero que a editora também não dê passos maiores que as pernas, porque ela está apostando alto e não é só em shoujo e josei.


E, como estou aqui falando da MPEG, porque, de repente, alguém me lê aqui, que tal melhorar algumas coisas?  Como falei na resenha de Nodame Cantabile (のだめカンタービレ) e no Shoujocast sobre o primeiro volume, se não quer usar honoríficos (*san, sama, chan, kun etc.*), não use, mas não vamos inventar bobagens como "Mestre Chiaki" que não estão no original e não fazem sentido.  Lançar bons títulos é excelente, mas vamos nos preocupar com o texto, também, ou as coisas podem adquirir sentidos que não têm, já basta o que a gente perde com a opção de não usar os honoríficos e o próprio processo de tradução.  Agradeço a atenção.

domingo, 31 de agosto de 2025

MPEG anuncia Chihayafuru e Hananoi-kun to Koi no Yamai no Brasil

 

Ontem, aconteceu em São Paulo a MPEG Fest e a editora anunciou uma série de títulos, sem deixar de fora as demografias femininas.  Durante alguns dias, foram postadas pistas nas redes sociais da editora e muita gente começou a fazer suas apostas.  Hananoi-kun to Koi no Yamai (花野井くんと恋の病), de Megumi Morino, era dado como certo, porque a pista era algo como "mangá shoujo com mais de 15 volumes e que teve anime".  Como a série é muito amada, ainda que eu não consiga gostar dela, e fez um sucesso absurdo, eu estava entre os que apostavam que seria o anúncio mesmo.

Já Chihayafuru (ちはやふる) era a aposta de algumas pessoas, porque a pista falava em mangá de esportes que popularizou no Japão um jogo.  Karuta pode ter se tornado mais popular por causa do mangá de Yuki Suetsugu no Japão, mas eu só apostaria na série se falassem que tornou o esporte conhecido no resto do mundo.  Afinal, teve várias temporadas de anime, dorama, filme live action, novels derivadas, spin-offs e contando para garantir a difusão do material.

O interessante de Chihayafuru, o que mais me chama a atenção, é o fato de ser a volta por cima da autora, acusada de plágio (*por uma bobagem*) e ostracizada.  Ela simplesmente criou um dos maiores  sucessos do mangá josei de todos os tempos e, ao que parece, terá dificuldades para seguir em frente.  Enfim, Chihayafuru tem 50 volumes, foi publicado entre 2007 e 2022; a edição da MPEG será a 3 em 1 e terá 17.  Acredito que é uma escolha segura, porque muita gente pedia o mangá por aqui.  Espero, espero mesmo, que a editora repense o uso dos honoríficos e não fique inventando coisas que atrapalham o texto (*veja meu Shoujocast sobre Nodame Cantabile*).  Talvez, eu compre o volume 1, mas nunca tive grande interesse por Chihayafuru, esse número de volumes me sugere que a enrolação foi grande e tenho tolerância baixa para essas coisas.

Voltando para Hananoi-kun to Koi no Yamai, serão 18 volumes.  A série, que começou em 2017, terminou este ano, em julho; o último volume sairá em outubro no Japão.  Também acredito que a editora vai conseguir um bom retorno.  Segundo o anúncio, Hananoi-kun começa a sair este ano, já Chihayafuru começa no ano que vem.  Ambos os mangás foram premiados, entraram em listas de melhores títulos no Japão e são publicados em vários países.  Grandes apostas, portanto.

quinta-feira, 12 de junho de 2025

MPEG lançará no Brasil mangá da autora de Living no Matsunaga-san

Além de Ano no Kodomo (あの子の子ども), a editora MPEG anunciou em sua live do Dia dos Namorados o mangá Museru Kurai no Ai wo Ageru (むせるくらいの愛をあげる), série em andamento da autora de Living no Matsunaga-san (リビングの松永さん), Keiko Iwashita.  Estou dando ênfase para a série anterior da autora (*e seu maior sucesso*), porque realmente acredito que ela deveria vir antes, mas nenhuma editora se dispôs a fazer isso.  Enfim, Museru Kurai no Ai wo Ageru está em lançamento na revista Dessert e tem 5 volumes.

Para quem não conhece a série, o seu ponto de partida é o seguinte: "Hibari, uma estudante de arte determinada com o sonho de se tornar designer gráfica, sente-se insegura por ser "comum" em comparação com seus colegas. Gaku, um guitarrista de espírito livre da mesma universidade, vira seu mundo de cabeça para baixo após um encontro caótico em uma loja de ramen. Hibari não quer nada além de escapar da desordem que Gaku traz à sua vida perfeitamente planejada. Mas, à medida que ele lentamente quebra suas barreiras, Hibari começa a perceber que um pouco de caos pode ser exatamente o que ela precisa."

Quanto ao trabalho da editora, não tenho como comentar ainda.  Fiz a assinatura de metade dos volumes de Nodame Cantabile  (のだめカンタービレ) logo quando foi anunciado, ainda não tive notícia.  Parece que finalmente o mangá irá sair.  Depois que tiver Nodame em minhas mãos, poderei opinar sobre o trabalho da MPEG.  Keiko Iwashita não é novidade no Brasil, seu mangá em um volume Hana o Meshimase, ou O Florescer do Amor, foi lançado no Brasil pela NewPop, por isso mesmo, esse anúncio da MPEG me surpreendeu um pouco.  Acho o traço da autora muito bonito e ela é uma boa contadora de histórias, também.

Aclamado mangá sobre gravidez na adolescência, Anoko no kodomo, é anunciado pela editora MPEG

 

O anúncio de uma série tão importante, como Ano Ko no Kodomo (あの子の子ども), de Aoi Mamoru, no Brasil, não é  uma surpresa, eu esperava que viesse mesmo, a surpresa é que seja a MPEG, uma editora nova, mas que tem anunciado títulos de muito peso.  Muito bem, Ano Ko no Kodomo, ou My Girlfriend's Child, seu título internacional, foi um grande sucesso no Japão.  Publicado na Betsufure, a série terminou em meados do ano passado e tem 10 volumes.  O mangá foi transformado em dorama, também.  

Para quem não conhece a série, segue um resumo: "Sachi e seu namorado Takara são um jovem casal e estão no ensino médio. Eles vão para a escola juntos, saem e até se envolvem no lado mais íntimo do namoro. No entanto, depois de uma recente noite de sexo, Sachi tem a sensação de que algo não está certo e compra um teste de gravidez. Mais tarde, no banheiro de um restaurante familiar longe de sua casa, ela vê as duas linhas vermelhas que mudarão sua vida para sempre. Um olhar terno e honesto sobre a realidade da gravidez na adolescência."  Eu traduzi uma entrevista com a autora.  

Quanto ao trabalho da editora, não tenho como comentar ainda.  Fiz a assinatura de metade dos volumes de Nodame Cantabile  (のだめカンタービレ) logo quando foi anunciado, ainda não tive notícia.  Parece que finalmente o mangá irá sair.  Depois que tiver Nodame em minhas mãos, poderei opinar sobre o trabalho da MPEG.  Por enquanto, nada tenho a declarar além do fato de ser um shoujo mangá da maior importância e que merece ser lido.  O anúncio do lançamento foi feito em uma live no canal da editora.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Mangá josei de ficção cientifica é anunciado por editora novata

Foi anunciado pela editora Baú, o mangá josei Hate no Shoutsuushin (果ての星通信), no Brasil, se chamará Correspondência do Fim do Universo!  Não conhecia a série da mangá-ka Menota, mas a história parece interessante.  O resumo é o seguinte: Marko é um jovem estudante universitário russo que está ansioso para terminar a escola para poder passar mais tempo com sua noiva. No entanto, esses planos vão por água abaixo quando ele é abduzido por alienígenas! Esses extraterrestres têm uma missão para Marko, uma que levará dez anos. Tudo o que Marko pode fazer é aproveitar ao máximo e conhecer as estranhas criaturas que agora são suas colegas de trabalho neste conto excêntrico de uma vida longe da Terra.

Com cinco volumes, a previsão de lançamento da série é no primeiro semestre deste ano, segundo o Instagram da editora.  A Biblioteca Brasileira dos Mangás tem um verbete sobre a editora.  Ela foi aberta no ano passado e fez seus primeiros anúncios este mês.  

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Shoujocast no Ar! Balanço dos MangásShoujo e Josei lançados em 2024 no Brasil

O ano de 2024 foi marcado por uma série de lançamentos de mangás que, no Japão, são voltados para o público feminino.  Neste Shoujocast de balanço do ano, listamos todos os lançamentos de shoujo e josei das editoras brasileiras e falamos um pouquinho de BL e GL, também.  A base para a lista dos lançamentos é o site Biblioteca Brasileira de Mangás.

sábado, 7 de dezembro de 2024

Panini anuncia Honey Lemon Soda no Brasil

Honey Lemon Soda (ハニーレモンソーダ) é o maior sucesso da revista Ribon em mais de uma década, teve filme live action e o anime estreia no dia 8 de janeiro.  Quando a Panini anunciou o licenciamento da série no México, houve quem cantasse a pedra de que a série viria para o Brasil, também.  Muito bem, o anúncio foi feito na CCXP hoje.  

O resumo do início da história é o seguinte: "O ginasial deixou Uka Ishimori com nada além de cicatrizes — a ponto de ela ter esquecido como rir, chorar ou até mesmo dizer "olá". Mas um reencontro casual com um garoto de cabelo cor de limão a revigora, dando-lhe esperança de que talvez, apenas talvez, a vida possa ser muito mais doce se ela finalmente pedir ajuda."  É um romance escolar clássico, que conseguiu atrair um público maior do que aquele que é o alvo da revista Ribon.  Muito provavelmente, quem gostar de Kimi ni Todoke (君に届け), irá gostar de Honey Lemon Soda.

É uma boa escolha mercadológica, tendo em vista a estreia do anime.  Espero realmente que a Panini tenha o retorno desejado, se o anime fizer sucesso, muito provavelmente, será.  Agora, é uma série que já está no volume #27 e a autora não sinalizou que vai terminar a série.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

JBC anuncia They Were Eleven: Hagio Moto finalmente no Brasil!

Faz uns 15 anos pelo menos, provavelmente mais, que eu escrevo neste blog que o melhor cartão de visitas para Hagio Moto no Brasil seria Juuichinin Iru! (11人いる!) ou They Were Eleven!, seu título internacional. Muito bem, a JBC acabou de anunciar a série na CCXP, o maior evento de cultura pop brasileiro (*talvez, da América Latina*), que ocorre em São Paulo até este domingo.

Para quem não sabe, They Were Eleven!  é um mangá de ficção científica em volume único, publicada por Hagio Moto na revista Betsucomi em 1975.  A história se passa em um futuro distante no qual membros das mais diferentes nações da galáxia almejam ser aprovados na Academia Cosmo.  O protagonista, Tadatos Lane, um órfão de Terra (*que não é o nosso planeta especificamente, mas um império construído a partir dele*) com poderes extrassensoriais. O estágio final do exame de admissão da academia é uma simulação de missão perigosa a bordo de uma nave estelar abandonada. 

Os candidatos partem para as naves em grupos de dez, mas quando a tripulação de Tada chega na Esperanza, eles ficam horrorizados ao descobrir que agora são onze. Conforme o teste avança, as coisas dão errado e a atmosfera fica cada vez mais tensa. Os membros da tripulação começam a suspeitar de sabotagem, e Tada parece ser o provável culpado.

Em They Were Eleven!, Hagio Moto desenvolve uma trama que tem mistério, um estado de tensão permanente, um ambiente de ficção científica, gênero no qual ela iria investir mais de uma vez no futuro, crível, mas, algo muito importante, discussões sobre papéis femininos e masculinos.  Todos os candidatos naquela nave seriam homens, mas um deles, Frolbericheri Frol (Frol), talvez não seja.  É explicado que no mundo de Frol, todas as crianças nascem sem que seu sexo biológico seja determinado, são educadas da mesma maneira até que, ao entrarem na puberdade, será revelado se são meninos ou meninas.  Caso sejam meninos, há várias possibilidades diante deles, caso sejam meninas, só existe uma, o casamento, talvez, poligâmico e uma vida de servidão.

Frol, caçula de sua família, não quer ter o destino de suas irmãs, conseguir a aprovação na Academia Cosmo seria uma distinção que nenhum dos membros de sua família poderia ostentar.  O problema é que Frol sabia que seu corpo estava mudando e que ele não era ele, mas ela.  Frol rejeita qualquer coisa que seja visto como feminino e, aos seus olhos, Tada, que é inegavelmente homem em sua sociedade, seria um exemplar masculino defeituoso e que ofenderia as suas sensibilidades.  Só que não é bem essa a questão... E há pelo menos mais uma personagem na tripulação, Vidminer Knume (Knu), que não é necessariamente masculino, ou feminino, mas cuja cultura lê essas identidades de outra forma.

They Were Eleven!, junto com Poe no Ichizuku (ポーの一族), que é da mesma autora, venceu o 21º Shogakukan Manga Award na categoria shoujo/shounen (*era uma só*), quando da sua criação, em 1975.  They Were Eleven! teve um gaiden e uma continuação (Zoku 11-nin Iru!: Higashi no Chihei, Nishi no Towa), além de várias peças de teatro, um filme live action (1977) e um filme de animação (1986), que eu assisti muito tempo atrás.  

Na Wikipedia em japonês, é informado que parte do design mecânico da série foi feito com a ajuda de um assistente de Leiji Matsumoto.  Outro dado é que Hagio Moto admitiu que se inspirou na coletânea de histórias infantis Zashiki bokko no hanashi (ざしき童子のはなし), de Kenji Miyazawa, acredito que em um conto específico, mas não consegui descobrir, para compor They Were Eleven!

Enfim, estou realmente muito feliz com a novidade.  Eu sabia que Hagio Moto viria, era questão de tempo, mas ser They Were Eleven! tem um sabor especial.  Espero que abra caminho para outras obras da autora, inclusive, um dos seus mangás mais lembrados e celebrados, O Coração de Thomas (Thomas no Shinzou/トーマの心臓).  Agora, é esperar o lançamento.  E, para quem quiser, o anime de They Were Eleven! está no Youtube.  Qualidade ruim, legendas em inglês.  Tem dublado em inglês, também, claro.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Fiz a assinatura de Nodame Cantabile

Ontem, a editora MPEG anunciou o lançamento de Nodame Cantabile (のだめカンタービレ).  A assinatura do mangá já está disponível na loja da editora em dois formatos, 4 volumes, ou completa, com 13 volumes. A editora irá lançar a edição shinshoban, que é com 13 volumes e capas novas.  No original, foram 25 volumes.  O valor de capa é R$59,90, achei justo.   Fiz a assinatura dos 4 volumes iniciais.  Espero não me arrepender e exatamente por isso, optei pela assinatura mínima. Nunca comprei nada da editora, então, quero observar.  Fora isso, o parcelamento sem juros é até três parcelas.  Achei mais seguro.  Vamos esperar.  Ainda estou em choque.