sexta-feira, 26 de junho de 2026

Saiu o primeiro trailer de Razão & Sensibilidade: algumas considerações

Em 2026, estamos comemorando os 250 anos do nascimento de Jane Austen (1775-1817).  Ela nasceu em 16 de dezembro, então, estão contando a partir daí.  Enfim, o novo Razão & Sensibilidade estreia no dia 25 de setembro.  O trailer está abaixo:


Assim, vou assistir ao filme, claro, farei o possível para ver na estreia mesmo, por isso, espero que ele entre em cartaz no cinema perto do trabalho.  Agora, não gostei, não.  As mocinhas de cabelo solto, mesmo a Elinor (Daisy Edgar-Jones), que é tão contida, me causaram uma péssima impressão.  Acredito que a escolha foi colocar mulheres jovens com cabelo solto, mulheres maduras com cabelo preso.  Só que não era assim que a coisa funcionava.  Se você já era uma moça, tinha que prender o cabelo; a depender da época, prendia o cabelo desde menininha mesmo.  Outra coisa, a atriz que faz a Marianne (Esmé Creed-Miles), pelas poucas cenas que apareceram, pareceu mais velha que a Elinor, além de mais descabelada, claro.


O figurino também pareceu sem graça, feio até.  Eu não estou pedindo o deslumbre de Emma (2020), mas parece que economizaram demais.  E há uma cena com Marianne e Elinor com uma espécie de capuz no cabelo, que eu não entendi bem o que era.  Como elas são moças solteiras, não precisavam cobrir a cabeça.  Usar chapéu, claro, mas essas touquinhas?  Me lembrei dos puritanos do século XVII ou das criadas.  Só que as mocinhas da história não são empregadas.


E os homens do filme?  Willowghby (Frank Dillane) tem cara de caipira, se veste de forma desalinhada e é descabelado.  Já o Edward Ferrars (George MacKay) tem cara de pastel, como tem que ser, mas parece velho demais para o papel.  Edward Ferrars, dependente como é da mãe, só funciona se for um sujeito muito jovem como no livro.  Tanto que o único defeito que eu vejo no filme de 1995 é não terem adaptado a personagem de alguma forma, já que Elinor é colocada como sendo dez anos mais velha.  E o Coronel Brandon (Herbert Nordrum) tem barba!🤬🤬🤬  Quem teve essa ideia?  Acharam que o ator parecia jovem demais para o papel? Decidiram que, como ele é meio depressivo, deveria ter uma aparência descuidada?  É para disfarçar o queixo do sujeito que parece ser meio para dentro?  Enfim, homens bem nascidos não costumavam usar barba nesse período.  


Tudo que eu vi nesse filme me deixou triste.  Não acredito que será um novo Persuasão da Netflix; parece que a ideia é outra.  Agora, o visual é escuro, o figurino é pobre e a caracterização das personagens parece bem ruinzinha.  Razão & Sensibilidade merecia mais, Jane Austen merecia muito mais nesse aniversário de 250 anos.

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