Não conhecia Alexandra Kim (1885-1918), mas ela foi uma revolucionária bolchevique coreana nascida na Rússia. Sim, o pai de Alexandra migrou para a Rússia e morava em uma vila coreana chamada Sinelnikovo, na Sibéria. Segundo a Wikipedia, porque eu tenho ZERO conhecimento sobre essa presença coreana na Rússia, essa região onde ficava a via era uma espécie de estufa de nacionalistas coreanos. Esse período da passagem do século XIX até 1910 é marcado pela disputa entre russos e japoneses pela influência sobre a Coreia e termina com a invasão japonesa da Península.
Alexandra cresceu em um ambiente nacionalista, mudando-se com frequência, tornou-se professora e casou-se. Como seu envolvimento político se tornou cada vez mais intenso, ela terminou se divorciando e abandonando o ensino. Em 1916, Alexandra entrou para o Partido Bolchevique e, em 1917, Lenin a enviou de volta à Sibéria para mobilizar os coreanos contra as forças contrarrevolucionárias. Na cidade de Khabarovsk, Alexandra era responsável pelos assuntos externos no Departamento do Extremo Oriente do Partido. Lá, ela se encontrou com outras lideranças ligadas à luta pela independência coreana. Juntos, eles fundaram o Partido Socialista Coreano em Khabarovsk em 28 de abril de 1918. Kim foi capturada, juntamente com muitos outros comunistas coreanos, pelas forças brancas e tropas japonesas em 4 de setembro de 1918. Ela foi executada em 16 de setembro de 1918. Segundo relatos, suas últimas palavras foram "Liberdade e independência para a Coreia!"
Enfim, tudo isso é novidade para mim e o que importa é que o álbum Alexandra Kim: Filha da Sibéria está em pré-venda no Amazon. Segundo o Amazon, o quadrinho foi adaptado da biografia escrita por Jung Cheol-Hoon e é o sexto manhwa da premiada Keum Suk Gendry-Kim (Meu Amigo Kim Jong-un, Grama) lançado no Brasil. Não sabia que tantos álbuns da autora tinham sido publicados no Brasil. Tem resenha de Grama no blog. Acredito que vou comprar esse álbum, é sempre importante conhecer mais mulheres que tiveram papel importante em momentos nos quais a gente é levado a acreditar que os grandes atores eram os homens.

















































1 pessoas comentaram:
Tem muitos dessa autora lançados por aqui já, foi muito rápido hahah. Eu tenho além de Grama um chamado A Espera, e nossa, acho ele tããão sofrido, se passa na guerra da Coréia, quando ela se separou em Norte e Sul, e sobre as famílias que se separaram. A autora disse que é algo que aconteceu no próprio núcleo familiar dela. Acho incrível esse quadrinho.
Espero que quando lancem esse da Alexandra consiga fazer resenha <3
Não tenho dinheiro para pegar todos, mas verei se compro esse que comentou!
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