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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Please Save My Earth (Boku no Chikyuu o Mamotte) terá dorama no Amazon Prime

Boku no Chikyuu o Mamotte (ぼくの地球を守って) ou Please Save My Earth, seu nome em inglês, é um clássico shoujo de ficção científica japonesa.  A série de Saki Hiwatari conta a história de Alice, uma adolescente tímida e retraída, que tem problemas com um vizinho chamado Rin, que ainda é uma criança.  O outro problema de Alice é o fato dela ter sonhos perturbadores.  A garota acaba descobrindo outros adolescentes que passam pela mesma situação que ela: sonhos inexplicáveis e angustiantes.  O grupo acaba descobrindo que sua ligação vem de outra vida, quando eles eram extraterrestres cuja missão era observar a Terra de um posto avançado.  Só que no meio do grupo de adolescentes está Rin.  Por qual motivo todos têm mais ou menos a mesma idade e Rin é tão mais novo?  O que terá acontecido nesse passado nebuloso e qual grande tragédia colocou fim à missão de observação?

Segundo o Comic Natalie, a atriz Alice Hirose fará o papel de Mokuren, a versão alienígena de Alice.  É o único nome do elenco até agora e me pergunto se a atriz fará também a adolescente ou se a adaptação tomará outro caminho.  Imagino que não seja o caso, é uma série longa, tem 21 volumes.  O mangá original foi serializado na revista Hana to Yume de 1986 a 1994 e tem uma continuação, Boku o Tsutsumu Tsuki no Hikari (ボクを包む月の光), foi publicada na revista Melody.  O traço da autora passa por uma grande evolução ao longo da publicação, é um daqueles casos impactantes mesmo.

A série teve 6 OAVs em 1993-1994, um filme animado para o cinema em 1994 e um especial animado em 1995.  Só assisti aos OAVs mesmo.  Muita gente sonha com uma nova animação, uma série de TV talvez com várias temporadas.  Como o original trata de temas sensíveis como estupro, suicídio e o casal protagonista tem grande diferença de idade e a tomar pela adaptação burra de Anatolia Story para satisfazer uma audiência contemporânea que não quer ver histórias complexas e que possam trazer desconforto e reflexão, melhor que não mexam com essa joia.  O dorama estreia no Amazon no outono de 2027.  O diretor será Takahiro Miki, que disse ao CN que sempre sonhou em dirigir uma adaptação do mangá.  Aguardemos.

terça-feira, 17 de março de 2026

"Podemos ficar juntas mesmo sem sermos amigas.": Mangá de Umino Tsunami de Nigeru wa Haji da ga Yaku ni Tatsu terá dorama em breve

Chloemma: Chloe et Emma (クロエマ Chloe et Emma) é publicado na revista Kiss e tem quatro volumes até o momento.  A série de Tsunami Umino foi escolhida para virar um dorama curto com somente 5 episódios, que estará disponível no Amazon Prime.  A série estreia em 12 de junho.  Não sei se em todos os países simultaneamente.  Como não tem scanlations, segue resumo misturando o Bakaupdates e o Comic Natalie: 

Chloe (Mikako Tabe), uma mulher rica que vive sozinha em uma antiga mansão de estilo ocidental, e Ema (Hana Sugisaki), que repentinamente perdeu o emprego, a casa e a vida amorosa,  se encontram por acaso e uma série de mistérios se desenrola, alguns sem solução, outros não, e os melhores parfaits são criados. Emma só tem permissão para ficar por uma noite, mas um incêndio que ocorre na casa de Chloe faz com que elas passem a morar juntas por um tempo. Depois disso, clientes problemáticos começam a frequentar a loja de adivinhação de Chloe, que foi aberta por sugestão de Emma...  Uma história de duas mulheres contrastantes desenhada por Umino Tsunami. "Podemos ficar juntas mesmo sem sermos amigas."

Nigeru wa Haji da ga Yaku ni Tatsu ou The Full-Time Wife Escapist é da mesma autora e teve dorama também.  Eu fiz resenha da série live action e de todos os volumes do mangá para o blog.  A série é muito legal.  O trailer de Chloemma está abaixo:

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Hollywood está sedenta por mais adaptações de romances românticos (Artigo Traduzido)

Estou com umas resenhas começadas e não terminadas (Bridgerton, Strobe Edge, Ikoku Nikki etc.), mas apareceu um artigo da NBC (Hollywood is thirsty for more romance adaptations) e achei que valia a pena traduzir.  Dá menos trabalho, também.  O texto fala de uma nova onda de adaptações para streaming e cinema de materiais derivados de romances românticos (romance novels), alguns bem picantes  e que há público e estão gerando dinheiro.  O destaque é para O Morro dos Ventos Uivantes, que é romance, mas não chamaria de romântico, e que não está indo bem nas bilheterias como a matéria sugere.  Enfim, o texto é interessante e vamos ver o quanto essa onda dura.  De resto, mantive a estrutura original e acrescentei links para o Amazon dos livros citados.  Quando tinham título em português, optei, em sua maioria, por eles.  Segue o artigo: 

Hollywood está sedenta por mais adaptações de romances românticos.

"O Morro dos Ventos Uivantes", estrelado por Margot Robbie e Jacob Elordi, estreou em primeiro lugar nas bilheterias neste fim de semana.

Jacob Elordi como Heathcliff e Margot Robbie como Catherine Earnshaw em “O Morro dos Ventos Uivantes”. Warner Bros. Pictures.
Por Rebecca Keegan

Após anos de um relacionamento intermitente, parece que Hollywood está finalmente se apaixonando novamente pelo gênero romance.

“O Morro dos Ventos Uivantes”, um romance romântico vitoriano, revitalizou as bilheterias neste fim de semana, com a ajuda das estrelas Margot Robbie e Jacob Elordi. "De Férias com Você", uma adaptação do popular romance de Emily Henry, liderou a lista de filmes da Netflix após seu lançamento em janeiro. E “Heated Rivalry”, um romance gay sobre hóquei que virou série de TV, tornou-se um fenômeno cultural em apenas três meses desde seu lançamento.

Produtores, agentes e executivos que trabalham no gênero dizem que o recente boom do romance na TV e no cinema se deve em grande parte ao fato de os estúdios terem percebido o poder do público-alvo que os autores ajudam a atrair para as telas. Alguns estúdios agora oferecem contratos de seis a sete dígitos para esses autores, tornando-os figuras muito requisitadas em Hollywood.

“O público quer sentir o desejo ardente”, disse Lauren Levine, sócia-produtora da autora de romances best-seller Colleen Hoover. A adaptação cinematográfica de seu romance "It Ends With Us", que custou cerca de 25 milhões de dólares para ser produzida, arrecadou mais de 351 milhões de dólares em bilheteria mundial. Seu próximo filme, "Reminders of Him", que será lançado pela Universal Pictures, estreará em março. (A Comcast é proprietária da NBCUniversal, que é a empresa controladora da NBC News.)

Milhões desses fãs fazem parte da comunidade online conhecida como “BookTok”. Os ávidos leitores, que frequentemente resenham e compartilham suas opiniões sobre os lançamentos mais recentes, gostam particularmente de se reunir em torno do gênero romance ou livros “eróticos”, que incluem cenas explícitas e picantes. Esse interesse ajudou alguns autores com anos de experiência a verem seus livros alcançarem o topo das listas de mais vendidos quase da noite para o dia. É uma comunidade que ganhou força durante a pandemia de Covid-19, disse Levine, quando os fãs não tinham outra maneira de se conectar.

Maika Monroe como Kenna e Tyriq Withers como Ledger em "Reminders of Him". Michelle Faye / Universal Pictures

"Muita gente pensa: ‘Ah, é tudo por causa do sexo’”, disse Levine sobre a popularidade do gênero. “Os livros são picantes, sim, mas essa é a parte menos interessante. É sobre a conexão, o desejo e o romance.”

É claro que adaptações de romances não são novidade — muito antes de “It Ends With Us”, muitos livros populares — incluindo “Um Amor para Recordar” (baseado no livro de sucesso de Nicholas Sparks), “Orgulho e Preconceito” (que já foi refilmado diversas vezes) e “O Diário de Bridget Jones” — fizeram enorme sucesso comercial nas décadas de 1990 e 2000, quando foram adaptados.

Mas alguns na indústria atribuem ao streaming o mérito de ajudar a preencher uma lacuna que, segundo eles, foi deixada pelos estúdios tradicionais, que passaram a última década investindo pesado em adaptações de super-heróis e reciclando propriedades intelectuais.

“O público sempre adorou romances”, disse Kira Goldberg, vice-presidente de filmes da Netflix. “Acontece que os estúdios de cinema pararam de produzi-los por um tempo, e os serviços de streaming aproveitaram a oportunidade, sabendo que aqueles filmes antigos, feitos há muito tempo, ainda são clássicos.”

De 2020 ao terceiro trimestre de 2025, séries e filmes adaptados de livros de romance foram responsáveis ​​por 4,5% da receita de streaming da Netflix, de acordo com a Parrot Analytics, com as principais séries sendo “Outlander” (que a Netflix adquire após a Starz), “Bridgerton” e “You”.

O serviço de streaming continua investindo pesado em romances para atender ao que Goldberg descreveu como “as necessidades de um público pouco explorado”.

Em uma noite fria de janeiro em Los Angeles, a Netflix realizou uma pré-estreia com temática de verão para "De Férias com Você". Dezenas de fãs do BookTokers estavam entre os presentes, tendo conseguido ingressos por meio de sorteios. Além de estarem entre os primeiros a assistir ao filme, eles receberam exemplares especiais do livro, bem como sacolas de pano comemorativas do filme.

Emily Bader e Tom Blyth em "De Férias com Você". Michele K. Short / Netflix

No dia seguinte, a Netflix anunciou dois filmes baseados em outros romances de Emily Henry, “Funny Story” e “Happy Place”, tornando a Netflix o lar do universo não oficial de Emily Henry.

“Os compradores estão sempre nos pedindo títulos do gênero romance”, disse Mirabel Michelson, agente da UTA que representa Ali Hazelwood, autora de “The Love Hypothesis”.

O livro de Hazelwood começou como uma fanfic de “Star Wars” sobre o relacionamento entre os personagens Rey e Kylo Ren. Agora, será um filme da Amazon MGM com estreia prevista para este ano.

E agora, “as pessoas estão atrás de Ali para seu próximo romance”, disse Michelson.

Entre as chaves para uma adaptação bem-sucedida, dizem os produtores, está a escolha do elenco — embora isso não signifique necessariamente estrelas de primeira grandeza.

“Você quer agradar os fãs”, disse a agente da WME, Mary Pender-Coplan, que representa Henry. “Você quer que o público principal ame e isso atraia outras pessoas em círculos concêntricos.”

Elizabeth Cantillon, produtora de “The Love Hypothesis”, compara a responsabilidade que sente para com os fãs ávidos do livro à forma como se sentia quando era executiva da Sony Pictures, supervisionando os filmes de James Bond e a escolha de Daniel Craig para o papel principal na franquia.

“Meus irmãos me ligaram e disseram: ‘Não estrague tudo’”, disse Cantillon sobre a escolha de quem interpretaria o espião britânico. “Tínhamos que respeitar os fãs, mas não podíamos simplesmente fazer um filme para os fãs.”

No caso de “A Hipótese do Amor”, os cineastas fizeram uma escolha de elenco que agradou aos fãs do livro, escalando Tom Bateman, marido de Daisy Ridley, que interpretou Rey nos filmes de “Star Wars”, para o papel principal masculino.

“Não foi por isso que o escalamos”, disse Cantillon sobre a ligação de Bateman com o material original. “Mas quando fizemos isso, as pessoas enlouqueceram.”

Frequentemente, adaptações de romances têm orçamentos entre US$ 25 milhões e US$ 40 milhões, o que as torna uma opção mais barata do que muitos gêneros concorrentes (embora o orçamento de “O Morro dos Ventos Uivantes”, dirigido por Emerald Fennell, esteja mais próximo de US$ 80 milhões). Isso pode eliminar parte da obrigação de escalar grandes estrelas e permitir que os cineastas busquem, em vez disso, química e autenticidade em relação ao material original.

O gênero romance também se expandiu para incluir a "romantasia", títulos que misturam romance e fantasia, como "Fourth Wing", de Rebecca Yarros, que a produtora de Michael B. Jordan está desenvolvendo como uma série para o Amazon Prime, e "Quicksilver", que a empresa de Cantillon está adaptando para a Netflix.

Cantillon disse acreditar que parte da prova do renovado interesse pelo gênero veio do fato de o público ter assistido repetidamente a antigas comédias românticas, como os filmes das roteiristas e diretoras Nancy Meyers e Nora Ephron, em plataformas de streaming.

"Elas funcionam muito bem e são realmente assistíveis", disse Cantillon. "Mas será que toda geração não quer sua própria história de amor?"

Meyers, amplamente considerada a rainha do gênero romance, não dirige um filme desde "Um Senhor Estagiário" (The Intern), de 2015. A Warner Bros. aprovou este mês o próximo projeto dela, uma comédia romântica com estreia prevista para o Natal de 2027.

Parece que Meyers está tão animada para voltar à ativa quanto antes, tendo comentado sobre a novidade no Instagram: "Vejo vocês no cinema!"

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Red, White & Royal Blue (Vermelho, branco e sangue azul) terá adaptação para mangá BL

O filme Red, White & Royal Blue é um grande sucesso da Amazon Prime desde a sua estreia em 2023.  A história fala  de conflito, que se torna amizade meio forçada para fins diplomáticos e eleitorais e se torna romance entre o filho da primeira mulher presidente dos Estados Unidos e um príncipe britânico.  A película foi baseada no livro homônimo de Casey McQuiston, lançado em 2019, e que tem edição brasileira.  Eu não assisti ao filme até hoje.  

De qualquer forma, foi anunciado que a editora Futami Shobo no Twitter que o romance ganhará uma adaptação para mangá ilustrada por Fuki Mamori (*que parece ser uma novata, só tem esse registro no Bakaupdates). O mangá será lançado na plataforma de mangás BL La Roseraie em 20 de dezembro e, posteriormente, em livrarias online em 23 de dezembro.  O traço parece interessante.  Imagino que só tenha 1 volume.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Amazon Prime retira a dublagem vagabunda de Banana Fish feita por IA em língua inglesa, mas deixa a versão em espanhol


O Amazon Prime retirou a dublagem de Banana Fish  (バナナフィッシュ) gerada por IA em língua inglesa.  Houve muita reclamação.  Agora, em espanhol latino, elas continuam lá.  Tirei o print.   Agora, é pressionar a empresa a fazer uma dublagem decente, eles têm dinheiro de sobra para isso e, claro, retirar essa dublagem em espanhol.  Vão retirar?

sábado, 29 de novembro de 2025

O Amazon adicionou dublagem em inglês e espanhol gerada por IA para Banana Fish.

O site Anime Corner fez um post denúncia sobre o Amazon Prime estar produzindo dublagens geradas por IA, como no caso de Banana Fish (バナナフィッシュ), eles falam da dublagem em inglês, mas abri o streaming e vi que há dublagem em espanhol.  


Muito bem, o anime está disponível faz tempo, mas o Amazon nunca se preocupou em contratar um estúdio de dublagem, agora, para economizar, como se não tivesse dinheiro, preferem usar IA. Segundo o AC, a qualidade é péssima, como qualquer dublagem feita por IA, e os dubladores perdem o emprego. Eu assisto a tudo com o áudio/dublagem original, mas defendo que tudo tenha dublagem do país no qual está sendo exibido, mas que seja uma dublagem humana.  

O AC também comentou que dubladores norte-americanos reclamaram da situação no Twitter, enquanto a discussão dos fãs foi principalmente no Bluesky.  É possível que logo tenhamos esse tipo de dublagem em português e, claro, se não houver forma de parar, logo esse recurso, a dublagem por IA, será regra para os animes e outros materiais.


"Que vergonha, @amazon e @PrimeVideo! Depois de anos de fãs esperando por uma dublagem em inglês de Banana Fish, vocês nos entregam essa porcaria gerada por IA? É uma tremenda falta de respeito. Será que uma narrativa sobre trauma queer foi entregue a uma máquina porque pagar atores de verdade é muito difícil? Corrijam isso, ou eu..."

domingo, 28 de setembro de 2025

Quais são os animes shoujo, josei e joseimuke da temporada? Um pequeno guia.

Nunca houve uma temporada com tantas séries voltadas para o público feminino (shoujo, josei, joseimuke) e imagino que ninguém conseguirá acompanhar a metade disso daí.  Obviamente, há material para quase todo mundo.  Eu não consigo acompanhar mais que uma série por temporada, não imagino que será diferente agora, mas fiz (*com a ajuda da Jéssica*) um guia das estreias.  Coloco as informações que consegui juntar; a maioria dos animes estará disponível no Crunchyroll, mas há séries que ainda não parecem ter licenciamento. 

Who Made Me a Princess – Estreia: 28 de setembro – Disponível: Crunchyroll – O resumo fornecido pelo próprio Crunchyroll é o seguinte: "Quando uma mulher desperta como Athanasia, a princesa desafortunada do romance "The Lovely Princess", ela precisa reescrever essa tragédia ou enfrentar a execução — pelo próprio pai! Ela pode estar presa, mas tem sua inteligência e as memórias da garota condenada para ajudá-la em uma reviravolta na trama de sobrevivência. Mas quando seu plano de fuga falha, ela precisa usar seu charme para não ser executada novamente.".  Isekai reencarnacionista, eu tenho ZERO interesse a partir da história, no entanto, este material é curioso, porque a novel é coreana, o quadrinho é chinês (manhua) e a animação (donghua) também é chinesa, mas com dublagem simultânea em japonês.  Acredito que deva ser muito popular nos três países.
Kakuriyo no Yadomeshi (かくりよの宿飯) Kakuriyo: Bed & Breakfast for Spirits –  1 de outubro – 2ª temporada –  1ª temporada foi em 2018 – Crunchyroll – O resumo fornecido pelo próprio Crunchyroll é o seguinte:   "Após perder o avô, Aoi — uma garota que consegue ver espíritos conhecidos como ayakashi — é repentinamente abordada por um ogro. Exigindo que ela pague a dívida do avô, ele faz um pedido enorme: sua mão em casamento! Recusando a oferta absurda, Aoi decide trabalhar na pousada Tenjin-ya para os ayakashi, a fim de pagar o que sua família deve." Começou como novel (2015-2022) e tem dois mangás em andamento, um josei, na B's Log Comic (2016), e o outro shounen, na Shonen Sirius (2023).  Esta será a segunda temporada da série, a primeira foi lançada em 2018.  Esse não me despertou interesse, também.
Taiyou Yori mo Mabushii Hoshi (太陽よりも眩しい星)/A Star Brighter Than the Sun – 2 de outubro – Prime Video.   – O resumo fornecido pelo próprio Amazon Prime é o seguinte:     "Sae Iwata é uma garota mais durona do que as outras que se apaixona pelo delicado Koki Kamishiro, ainda no ensino fundamental. No ensino médio, Koki se torna um adolescente charmoso e popular e parece estar fora do alcance dela. Quando os dois trabalham juntos no comitê do festival esportivo, o primeiro amor de Sae, há muito tempo guardado, vêm à tona.".   O mangá  é publicado na Beetsuma, tem 12 volumes e está em andamento.  A autora é a celebrada Kazune Kawahara, conhecida no Brasil por ser a roteirista de Ore Monogatari!!.  Este eu gostaria de acompanhar.  DU-VI-DO que a Panini não lance esse mangá por aqui.  Vai ter dublagem em português e em várias outras línguas.
Let's Play  Kuesuto-darake no Mairaifu (クエストだらけのマイライフ) – 2 de outubro –  Crunchyroll (*mas não está listado ainda*) – Esse aqui é curioso! O resumo do primeiro volume no Amazon é o seguinte: "Ela é jovem, solteira e está prestes a realizar seu sonho de criar videogames incríveis. Mas então a vida lhe dá um golpe duplo: um streamer popular faz uma crítica mordaz ao seu primeiro jogo.  Pior ainda, ela descobre que o mesmo crítico problemático agora é seu novo vizinho! Uma história engraçada, sexy e bastante real sobre jogos, memes e ansiedade social."  Trata-se de uma webtoon muito elogiada, indicada ao Eisner (2019) e publicada entre 2016 e 2022.  A autora se chama Mongie (Leeanne M. Krecic).  E os japoneses decidiram fazer um anime e ele é  joseimuke, isto é, direcionado ao público feminino, o resumo evidencia bem isso, mas não é josei, porque não deriva nem de mangá, nem de novel classificado assim.
Akujiki Reijou to Kyouketsu Kōshaku: Sono Mamono, Watashi ga Oishiku Itadakimasu! (悪食令嬢と狂血公爵 〜その魔物、私が美味しくいただきます!〜)/Pass the Monster Meat, Milady! – 3 de outubro – Crunchyroll –  Não tem resumo no Crunchyroll ainda, estou usando o do Bakaupdates (*que colocou erroneamente o mangá como shounen e trancou para revisão*):  "Já se passaram três anos desde que debutou na sociedade. A filha de um conde, Melfiera, tinha sido alvo de rumores desagradáveis ​​devido ao seu hobby, e não conseguia nem ficar noiva. A futura esposa de seu pai, que não pensava bem dela, diz a ela que se ela não encontrasse um noivo dentro de um ano, ela seria enviada para um convento. Ao ouvir isso, ela correu para comparecer à festa de outono. A verdade é que ela não estava realmente a fim, então ela se viu sozinha na festa onde conheceu os outros. No meio disso, ela foi atacada por uma besta demoníaca que havia sido infectada por um veneno demoníaco e enlouqueceu. O homem que a salvou da situação desesperadora estava todo ensanguentado, mas sorria sem medo. Na verdade, esse homem era o próprio Duque de Galbraith, que também era conhecido como o "Duque Louco".    O Duque Galbraith ficou intrigado com Melfiera, que não tinha medo de demônios, muito menos de si mesmo ensanguentado. Ele não só demonstrou compreensão pelo seu hobby secreto de provar demônios e plantas mutantes, como também se ofereceu para satisfazer sua incessante necessidade de exploração...?!"  A série começou como novel em 2021, no mesmo ano o mangá começou a sair na plataforma Palcy e, agora, está, também, na revista Artemis da Kodansha, que é shoujo e foi criada para abrigar esse material shoujo e josei que estava sob responsabilidade da editoria da Shounen Sirius.  Então, é shoujo e o Bakaupdates está teimando à toa.  O mangá é divertido, talvez eu dê uma olhada.

Hyakushou Kizoku (百姓貴族)/The Noble Farmer – 3 de outubro – Não sei se estará disponível em algum lugar. –  Esse aqui é o mangá conforto da Arakawa Hiromu (Full Metal Alchemist) e conta suas aventuras e desventuras antes de se tornar mangá-ka trabalhando na propriedade rural da família em Hokkaido, onde são produzidos laticínios.  Ela se desenha como uma vaquinha. É publicado desde 2008 na revista josei Wings e eu acho que ela vai publicar isso aqui eternamente.  Não tem periodicidade rígida, é episódico e está ainda no volume 8, só para vocês terem uma ideia.  Esta temporada do anime já é a terceira.
Saigo ni Hitotsu dake Onegai Shite mo Yoroshii Deshou ka (最後にひとつだけお願いしてもよろしいでしょうか)/May I Ask for One Final Thing? – 4 de outubro – Crunchyroll – Tem resumo no Crunchyroll, mas eu montei este com informações da Wikipedia, também: "Scarlet já suportou a intimidação do noivo por tempo demais. O Segundo Príncipe Kyle não só é arrogante e grosseiro, mas também rompeu o noivado repentinamente durante um baile. E como se as coisas não pudessem piorar, ele a acusa de um crime que ela nunca cometeu. Estimulada por essa traição, Scarlet libera sua raiva, iniciando uma terrível vingança contra o príncipe e seus aliados.".  Começou como novel em 2018 e tem mangá em andamento desde 2019 tudo dentro do selo Regina da editora Alpha Polis.  Pode ser interessante, talvez eu olhe o primeiro episódio.
Kikaijikake no Marie (Japanese: 機械じかけのマリー)/Mechanical Marie – 5 de outubro – Crunchyroll – O resumo a seguir veio do Crunchyroll: "A ex-lenda das artes marciais Marie aceitou um novo emprego como "empregada mecânica"... só que ela é 100% humana, e Arthur, seu novo chefe, despreza humanos. Felizmente, o rosto naturalmente inexpressivo de Marie a ajuda a manter a atuação robótica enquanto secretamente protege Arthur de constantes tentativas de assassinato. Mas quando Arthur se apaixona por sua empregada "perfeita", as coisas rapidamente saem do controle!".  Esse aqui eu fiz resenha para  o blog, porque quando foi anunciado, fiquei curiosa com essa coisa de robô maid.  Enfim, é baseado em mangá que começou como oneshot em 2020, depois virou série com seis volumes (2020-2023) e, agora, tem uma continuação em andamento.  Tudo na revista LaLa.  Se você gosta de uma série engraçada, meio insana e despretenciosa, esta aqui é para você.  Vou tentar acompanhar.

Egao no Taenai Shokuba Desu。 (笑顔のたえない職場です。)/A Mangaka's Weirdly Wonderful Workplace – 6 de outubro – Crunchyroll – O resumo a seguir veio do Crunchyroll: "Futami é uma nova autora de mangá shoujo que, com a ajuda de um editor competente e uma assistente dedicada, começou a publicar sua obra dos sonhos: “Subaru e”, um mangá sobre shogi. Mas a pressão está pesando: dores no estômago obrigam ela a adiar o prazo do primeiro capítulo, e ela fica travada diante dos esboços sem avançar. Para piorar, os lanches noturnos estão deixando marcas na balança, e sua mente não para de criar devaneios absurdos…  Será que ela vai conseguir sorrir no caos e aproveitar a vida turbulenta de uma mangaká?".  A série começou com um oneshot na revista josei Kiss e, mais tarde, tornou-se série regular na plataforma Comic Days e seus volumes físicos são publicados dentro de um selo seinen.  São 13 até o momento.  Deve ser divertido.  Vou olhar o primeiro capítulo.  

Plus-Sized Misadventures in Love! (デブとラブと過ちと!, Debu to Rabu to Ayamachi to! – 6 de outubro – Crunchyroll  – O resumo a seguir veio do Crunchyroll: "Yumeko é uma funcionária de escritório quieta e abatida, oprimida por inseguranças paralisantes e autoaversão — até que um acidente repentino a deixa com amnésia... e uma nova personalidade brilhante. Sua transformação dramática desconcerta a todos ao seu redor, mas com um novo entusiasmo pela vida e uma confiança inabalável, Yumeko está pronta para enfrentar qualquer coisa: amor, trabalho, amizade... e talvez até mesmo um mistério de tentativa de homicídio.".  A série é publicada desde 2019 na revista digital Koisuru Soirée e teve dorama em 2022.  Eu não gosto muito do design da Yumeko, mas quando a gente pega o mangá, e eu fiz uma pequena resenha do início da série, a gente esquece disso e acaba simpatizando com a série.  Acredito que a série vai sofrer algum hate, porque os gordofóbicos não admitem a possibilidade de ver uma pessoa obesa feliz, ou que sua vida não gire em torno do emagrecer, mas, enfim, esse tipo de gente não tem empatia, nem se preocupa com a saúde física e mental de ninguém.   
Heika Watashi wo Wasurete Kudasai (陛下わたしを忘れてください)/Forget That Night, Your Majesty! – 7 de outubro – Não sei onde será exibido, ou se será.  –  O resumo é o seguinte: "Nascida como a filha desprezada de uma família nobre, Lunia escapa de seu terrível destino casando-se com o duque amaldiçoado, Hades Khronoa.  O duque diz que não irá consumar o casamento, mas trata Lunia com uma gentileza que ela nunca conheceu.  Lunnia quer salvar o duque, ela quer ser útil a alguém, porque sempre ouviu que era inútil.  Só que Lunia foi escolhida pelo deus daquele reino para salvar o duque, porque, se o casamento não fosse consumado, ele morreria aos trinta anos e isso colocaria o império em risco, pois Hades era seu principal general e seu maior feiticeiro. Pressionada pelos líderes religiosos e políticos, Lunia decide ludibriar o conde e consumar o casamento, e após uma única noite sem amor, ela foge e não deixa rastros, sem saber que já estava grávida.  Durante a fuga, Lunia tem uma visão na qual ela vê dois adolescentes duelando e se matando.  Quando Lunia tem filhos gêmeos, Helios e Uranus, a jovem entende que, se retornar para o marido, seus filhos irão se matar.  Sete anos depois, Hades está determinado a reconquistar Lunia e a encontra... assim como as crianças que ele (*supostamente*) nunca soube que existiam. À medida que segredos ressurgem e emoções reacendem, será que esse casal despedaçado conseguirá desvendar o passado e encarar o futuro juntos?"  Ah!  Isso aqui me dá tanta, tanta raiva!  Porque a série receberá  um light anime, uma animação de baixa qualidade, mal e mal um quadrinho com falas, um romic.  Olha, eu comecei a ler o mangá e ele é muito farofa, mas é tão bom, tão simpático, ele merecia um anime DE VERDADE, merecia muito.  E eu vou fazer resenha, porque eu estou quase terminando o que tem disponível.    E é  um mangá vertical, as autoras sao japonesas, ainda que eu acredite que foi publicado primeiro pelo Tappytoon, que é uma plataforma/editora coreana.

2200-Nen Neko no Kuni Nippon (2200年ねこの国ニッポン)/Japan, the Land of Cats in the Year 2200 – 7 de outubro.  Não sei se será exibido em algum lugar.  O resumo veio do Bakaupdates: "Uma história comovente sobre a vida felina em um futuro distante, desenhada por uma nova autora promissora! A história acompanha o cotidiano de uma estudante do ensino médio e seu gato de estimação, que vivem em um mundo onde a taxa de natalidade humana está diminuindo e o número de gatos aumentou.".  Parece bonitinho, devo dar uma olhada e vou ver se o mangá está em algum lugar.  É publicado na revista josei Nekotomo, geralmente, revistas especializadas em mangás de gatos é josei.
Tensei Akujo no Kuro Rekishi (転生悪女の黒歴史)/The Dark History of the Reincarnated Villainess – 9 de outubro – Crunchyroll – O resumo a seguir veio do Crunchyroll: "O passado sombrio e fictício de Konoha Satou se torna realidade quando ela reencarna como Iana Magnolia, a vilã de sua própria fantasia adolescente. Agora, com um papel que ela meticulosamente projetou para ser desprezível, lembrar de cada detalhe é uma questão de vida ou morte. Será que ela conseguirá reescrever o destino de sua personagem em algo pacífico?".  A série é derivada de um mangá da revista LaLa, começou em 2018 e tem 16 volumes até o momento.  Percebam que dois animes da LaLa estão nessa temporada.  Não sei se vou olhar, isekai reencarnacionista de vilã não me interessa, PORÉM o livro é criação da própria pessoa que reencarna, isso me desperta alguma curiosidade.  De qualquer forma, é muita coisa para tentar assistir, então, esse vai para o final da fila.


Aikatsu! x PriPara THE MOVIE ~Deai no Kiseki! (アイカツ!×プリパラ THE MOVIE~ 出会いのキセキ!-) ~crossover entre Aikatsu! e PriPara~ – 10 de outubro –  cinemas japoneses  –  É um filme colaborativo entre as franquias PriPara e Aikatsu (2ª Geração - Akari Ozora) que celebram seu 10º aniversário.  É o que eu sei e  não vou me esforçar por saber mais.  Como tem material dessas série no Crunchyroll, imagino que deva parar lá em algum momento.
Kimi to Koete Koi ni Naru (キミと越えて恋になる? )/With You, Our Love Will Make It Through –  14 de outubro –  O resumo da série é o seguinte e ele veio de uma pequena resenha que eu fiz: "Mari é uma estudante do ensino médio que vive em uma cidade onde homens-fera e humanos coexistem. Quando ela está atrasada para a escola, ela conhece Tsunugu, um homem-fera que veio para a escola como um 'aluno especial' para o Programa de Educação de Homens-fera, no portão da frente. Mari fica perplexa com seu primeiro contato com um homem-fera, mas conforme ela o conhece, ela é atraída por seu lado gentil e puro. No entanto, alguns de seus colegas de classe não parecem aceitar bem os homens-fera, e de repente os dois são trancados em um depósito.   Para protegê-la de uma queda, afinal, é um lugar apertado, Tsunugu a abraça! Ele diz: "Você cheira bem..." Sua respiração fica irregular e ele entra no cio!!! Para se controlar, ele termina mordendo a si mesmo.  Mari fica com medo, e com desejo, afinal, tudo é novo para ela, mas não desistiu. Já Tsunugue se assusta com o que está sentindo e decide que não pode ficar tão perto dela. Será que ele vai conseguir? Uma humana e um homem-fera. O que acontecerá com o amor entre duas pessoas que transcendem a raça?  Amor juvenil interespécies puro e emocionante."  Esta deve ser a série mais polêmica da temporada.  É um shoujo publicado na plataforma Manga Mee.  Como eu fui ler, sei que o material é bom, isto é, bem desenhado, tem uma história que cativa, discute muito bem preconceito, imigração e racismo, PORÉM, a autora (Chihiro Yuzuki) tem um fetiche por animais e isso compromete, pelo menos para mim, a minha simpatia em relação à série.  E a série é uma sequência de  Juujin-san to Ohana-chan (獣人さんとお花ちゃん), um mangá TL, isto é, pornografia para mulheres, que mostra o romance entre uma humana e um homem-fera.  Enfim, KimiKoe é bonitinho, sim, mas tem algo de zoofilia nele e tem um nível de erotismo alto para a média dos shoujo, a coisa toda, aliás, é muito bem calculada.  Eu não transformaria em anime e sei que é de alto investimento, se duvidar, terá as melhores aberturas e encerramentos da temporada.

Disney Twisted-Wonderland (ディズニー ツイステッドワンダーランド) – 29 de outubro – Disney+  – O resumo que está na Wikipedia é o seguinte: "Yuu, cujo nome também pode ser escolhido pelo jogador, é convocado para outro mundo por um espelho mágico e chega a uma escola mágica, a Faculdade Corvo Noturno. O diretor da escola acolhe o personagem principal. Yuu conhece os melhores alunos da escola, cada um em sete dormitórios diferentes (cada um baseado em um vilão diferente da Disney), enquanto busca um caminho para casa.".   Começou como game com character design da Yana Toboso (Black Butler), que trabalha da G Fantasy, revista shounen que foi criada para ter apelo ao público feminino, falei sobre ela em um Shoujocast.  Os mangás desse game são publicados na G Fantasy (*claro*).

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Taiyou Yori mo Mabushii Hoshi (A Star Brighter Than the Sun) será exibido no Prime Vídeo e com dublagem em português

Taiyou Yori mo Mabushii Hoshi  (太陽よりも眩しい星), baseado no mangá de Kazune Kawahara (Ore Monogatari!!, Koukou Debut, Aozora Yell etc.), estreia no dia 2 de outubro no Japão e, ontem, foi divulgado que ele estará no Prime Video com dublagem em várias línguas, dentre elas, o português, a partir do dia 3.  Eu não uso dublagem, mas é sempre importante, essencial até, que ela exista, então, vejo como muito positivo.  A informação sobre as dublagens veio do Pro Shojo Spain.  E serão tantos shoujo e josei na próxima temporada que eu já estou desesperada.  Qual eu vou assistir?  Eu só consigo acompanhar um e olhe lá.  😱

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Comentando Cometerra (Cometierra), livro perseguido pelo governo Millei e que terá série no Amazon Prime em breve

Conheci o livro Cometerra (Cometierra), de Dolores Reyes, por causa de um vídeo da Deutsche Welle (DW) sobre a proibição de livros pelo mundo.  Onde quer que a extrema-direita chegue ao poder, isso é a regra e o assunto principal do vídeo era o que está ocorrendo nos Estados Unidos, mas a reportagem falava, também, das tentativas de censura promovidas pelos ditos progressistas.  Só que há outro país que recebe atenção, a Argentina, porque, depois da chegada de Millei ao poder, se iniciou uma onda de perseguição à livros considerados inadequados para estar nas escolas, a maioria ABSOLUTA desses livros é de autoria feminina, vários deles com alguma temática feminista.  Cometierra é um deles e eu decidi ler e terminei nesta madrugada.

Cometerra conta a história de uma menina que tem um estranho dom, se ela comer a terra pisada por uma pessoa, ela tem visões sobre ela.  Esse dom, que é, também, uma maldição, faz com que ela seja procurada por diversas pessoas em busca de desaparecidos, na maioria dos casos, Cometerra só consegue ajudar a localizar seus corpos.  Cometerra é uma espécie de denúncia da violência que existe nas periferias das cidades latino americanas, porque a história poderia se passar no Brasil, também, na qual pessoas pobres somem todos os dias e os feminicídios são diários.

Cometierra foi lançado, na Argentina, em 2019, e a Editora Moinhos o publicou em português, em 2022.  Li a versão Kindle.  Leitura rápida, capítulos curtos, prosa direta.  É um romance na tradição do realismo fantástico latino americano, mas duro, sem romantismo, sem ideal moralizador e que se centra em uma família pobre e destruída pela violência.  A mãe de Cometierra foi assassinada pelo pai, que fugiu.  Cometierra é uma criança ainda, nunca ficamos sabendo de seu nome, ela é chamada assim, também, não sabemos sua idade, mas eu apostaria 10 ou 11 anos.  A vemos crescer ao longo da história, tornar-se mulher, mas sem que saibamos quantos anos ela tem.

Depois da morte da mãe e do desaparecimento do pai, uma tia paterna vem cuidar de Cometierra e seu irmão mais velho, Walther.  A tia quer que Cometierra esqueça seu dom, a trata de forma ríspida, mas parece ter medo.  Quando a menina vê onde está o corpo de Ana, sua professora desaparecida, a tia não aguenta mais e abandona os sobrinhos.  Já Cometierra acaba largando a escola e nenhuma autoridade se preocupa com ela, ou com Walther que arranja um emprego como mecânico.  A casa dos dois vira um lugar de encontro para adolescentes, que jogam playstation, fumam e bebem cerveja.  Com o passar do tempo, pessoas começam a procurar por Cometierra e ela acaba cedendo e ajudando, conseguindo, também, contribuir para a renda da família.

Só que não há como Cometierra não se envolver emocionalmente com os desaparecidos, mesmo que não queira, mesmo que resista, ela não quer que mais ninguém morra, especialmente, mulheres.  Ao longo do livro, ela consegue ajudar a resolver alguns casos, todos eles são comoventes a sua maneira, uns violentos, outros, acidentes.  De qualquer forma, ao longo da obra, Cometierra sonha com a professora Ana, uma espécie de amiga e companheira.  A cada sonho, ela fica mais próxima de Ana em idade e se angustia em saber que os assassinos de Ana nunca foram encontrados.  Há nos quais Ana deseja que ela faça alguma coisa, em outros, ela deseja que Cometierra não tente descobrir nada.

Ao longo do livro, Cometierra tem dois amores.  Hérnan, o primeiro, era amigo de Walther, tinha a idade do irmão de Cometierra.  Como não sabemos as idades, fica a impressão de que se trata de um rapaz maior de idade e uma menina que, talvez, tenha 13, 14 anos.  Não sabemos até onde  eles foram, se somente beijos, ou algo mais.  O fato é que Hérnan não consegue ficar ao lado de Comettierra, o dom da menina é algo com o qual ele não consegue lidar, especialmente, quando gente perigosa começa a ameaçá-la.  O segundo amor de Cometierra é por Ezequiel, um policial que veio em busca de ajuda para encontrar a prima desaparecida.  Cometierra não confia nele, não confia em policiais, mas fica fascinada pelo homem perfumado e tenta imaginar quantos anos ele tem, ela acredita que ele tenha a idade do irmão dela.

Com Ezequiel, Cometierra irá fazer sexo três vezes no livro.  Não sabemos se a primeira das três relações sexuais foi a primeira de fato, ou a primeira narrada, porque a protagonista parece muito acostumada com a coisa toda.  O fato é que as três relações sexuais são narradas de forma crua e sem romantismo, ainda que Ezequiel diga que ama a protagonista pelo menos uma vez e mostre se preocupar com ela.  O fato é que Cometierra tem a necessidade do contato, há afeto, mas é basicamente sexo mesmo.  São exatamente essas sequências que dispararam a crítica da extrema-direita quando o livro foi incluído na lista de leituras do Ensino Médio argentino, ou de algumas províncias do país, isso, não descobri ao certo.

A autora foi ameaçada de morte, a vice-presidenta, Victoria Villarruel, condenou o livro.  E não fez somente isso, acusou a obra de ser pornográfica, pedófila e postou pedaços de outros livros, cenas de sexo, como se fossem de Cometierra.  Dolores Reyes recebeu apoio de outros autores e autoras argentinos, houve protestos e o livro ganhou mais notoriedade.  Ainda assim, Reyes, que é mãe de sete crianças, teve sua vida virada pelo avesso.  Imagina escrever um romance que tem o feminicídio como tema central e ser ameaçada de morte?  Fora o medo por suas crianças, enfim.

Se eu tivesse que dar uma nota para Cometierra, não seria a nota máxima.  Daria um sete no máximo.  A trama é envolvente, a ideia de que as mulheres tem ligação com a terra, que nos acolhe de volta como em um retorno ao útero materno, é já vista, mas muito bem trabalhada.  O problema é que Cometierra é o primeiro livro de uma série.  Não esperava por isso, então, me frustrei no final e não foi pouco.  O seguimento se chama Miseria, o apelido da menina, porque Cometierra descreve a moça como pouco mais velha que ela quando sua mãe morreu, que se tornou companheira do irmão da protagonista.  E eu terei que ler esse livro agora... Não esperava por isso.

E, sim, o livro não discute a questão da pedofilia, ela toma a coisa como algo consumado, que faz parte de um mundo de adolescentes deixados a própria sorte, sem carinho, sem orientação, dependendo somente de si mesmos.  Como pontuei, não há nenhum intuito moralizador no livro, de denúncia, talvez, mas não de resolver problemas.  O racismo é outro tema não discutido.  Não há descrições físicas de Cometierra ou do irmão.  Somente uma moça morta é descrita como loura e que a mãe da menina, que tinha estudado com Cometierra, se achava melhor do que os outros do bairro por causa disso.  É o capital simbólico da branquitude.  

A morta tinha sido proibida de ser amiga de Cometierra pelas mãe, as duas eram colegas de escola.  Mais tarde, a mãe vem atrás de Cometierra pedindo ajuda.  Somos levados a crer que o grande motivo da separação das duas tinha sido o horror causado pelo dom da protagonista, só que, mais tarde, Ezequiel, o policial, interpela Cometierra da seguinte forma "O que você está fazendo com esses negros?".  Ela pensa que ele nunca tinha falado assim com ela e que ela não era diferente dos "negros" aos quais ele se referia com tanto desprezo.  Logo, posso deduzir que a protagonista era negra, correto?  E há uma passagem em que Walther diz para a irmã procurar uma mãe de santo.  Não há descrições físicas das mulheres do terreiro, que Cometierra diz que se parecem com deusas, será que eram negras, também?  Essa não discussão do racismo me incomodou bastante.

Já caminhando para o final, conforme eu ia lendo, ficava pensando em como Cometierra poderia dar um bom filme e que, com todo o sucesso e perseguição, ele viria.  Bem, não será filme, mas uma série e ela está prestes a estrear no Prime Video.  A ação foi transferida para o México, aliás, foi nesse país que se popularizou a palavra feminicídio.  E é aquilo que pontuei, a história poderia ocorrer em quase qualquer lugar da América Latina.  No seriado, Cometierra tem um nome, Aylín, e mora em um subúrbio da Cidade do México.  O responsável principal pela adaptação é o argentino Daniel Burman e a protagonista será Lilith Curiel.  O resto do elenco está no IMDB. O trailer (*logo abaixo*) parece apontar que será uma série policial.  Encontrei outro vídeo, que diz que Aylín tem o dom de resolver feminicídios, bem, no livro, livro, há mais que feminicídios.  De qualquer forma, espero ter paciência para dar uma olhada.  Sei que vai fazer um grande sucesso.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Todas as resenhas de 2022 - Parte 2: Seriados e Novelas

Mais um post reunindo resenhas feitas este ano.  Novelas e seriados desta vez, acho que foi o ano em que fiz mais posts desses dois tipos de programa.  Tentei acompanhar algumas séries e resenhá-las, falhei algumas vezes, porque deixei de finalizar as minhas análises de Paper Girls, por exemplo.  Infelizmente, a série terminou cancelada.  Assisti novelas o ano inteiro, então, tinha que comentá-las.  Aliás, estou devendo uma resenha de Bambolê, que está me agradando muito, mas ela virá e deve ser este mês.

Quando começamos o ano, estava na reta final uma novela que, muito provavelmente, nunca será repetida, Nos Tempos do Imperador.  Acompanhei por ser novela de época, estava empolgada com o retorno de Selton Mello às novelas e curiosa para saber como seria abordada a figura de D. Pedro.  Enfim, pobrezinhos dos dois.  Os autores da trama não tinham competência para estruturar o roteiro e, a pior parte, havia racismo nos bastidores, as denúncias terminaram na demissão do diretor.  Um fiasco, enfim, mesmo com alguns momentos interessantes.

Nos Tempos do Imperador está na reta final e é preciso comentar o que deu errado (Parte 2): E Acabou, vamos esquecer que esta novela existiu.
Comentando o Último Capítulo de Nos Tempos do Imperador: E, no fim das contas, era uma novela Espírita Disfarçada!


Nos Tempos do Imperador terminou e entrou no horário mais uma novela de época, Além da Ilusão.  Eu assisti.  Era a estreia de Larissa Manoela, que se saiu muito bem, mas a premissa de irmãs interpretadas pela mesma atriz e apaixonadas em momentos diferentes pelo mesmo homem, já que uma delas foi assassinada quando a outra era menina, não me desceu, nem foi bem executada.  Rafael Vitti, o mocinho, parecia mais jovem na segunda fase da novela, fazia mágicas dignas de Harry Potter e cometeu mais crimes que boa parte dos vilões da trama.  


Fora isso, a autora evitou mostrar um beijo entre dois homens no mês do Orgulho e de forma absolutamente sem sentido, inventou o curso de Administração quase trinta anos antes deles serem criados e colocou na novela uma cena de estupro de forma totalmente leviana, pois poderia tê-la evitado, mas deixou a coisa como se nada fosse, muito provavelmente, porque homem não pode ser estuprado, ainda mais, por uma mulher.  De resto, alguns atores estavam impecáveis, como Antonio Calloni, Caroline Dallarosa, Paloma Duarte e Malu Galli.  Não me arrependo de ter assistido, só acho que a autora precisa melhorar e não ficar batendo boca com os críticos na internet.

"Não foi transa, foi estupro": Novela das seis da Globo escorrega ao colocar cena de violência sem a devida condenação


Terminou Além da Ilusão e não fiquei órfã, fui para o Viva assistir a reprise de Força de um Desejo, novela de 1999-2000 que eu lembro não ter gostado, mas que, até o momento, está bem interessante.  Acho que estava com má vontade à época, ainda assim, há coisa que me incomodam e estou devendo um novo texto sobre a trama.  Ele deve sair este mês, também.



Comecei o ano terminando a primeira temporada de Bridgerton, essa bobagem colorida que eu gostei tanto, faltavam exatamente os polêmicos capítulos finais, aqueles em que supostamente a mocinha abusa do marido.  Eu discordo e comparo com o livro.  Havia certa expectativa sobre a segunda temporada depois do Duque ter anunciado que iria embora.  Bem, não fez falta, porque Jonathan Bailey teve um excelente desempenho como protagonista e ainda subiu no meu conceito, porque ele era um mala no primeiro ano da série.  Fora isso, Simone Ashley estava maravilhosa como o par romântico do Bridgerton mais velho.  Foi uma temporada com muito menos sexo e nudez, mas que compensou com uma trama mais interessante.

Comentando o resto da Segunda Temporada de Bridgerton: Fantasia Colorida que consegue ser melhor que o original em vários momentos.


Das séries da Disney Plus, consegui acompanhar somente Ms. Marvel.  Achei excelente a menina que faz a Kamala, a série foi bem divertida de assistir, mas poderia ser melhor, entregarem a identidade secreta da menina para a família toda não foi bem uma boa ideia, por exemplo.  Espero que a segunda temporada consiga desenvolver mais a história, ou que a personagem seja aproveitada em outras produções.



Aqui, o que sobrou.  aniversário de Buffy, que continua divertida mesmo tantos anos depois, e duas séries que não terão continuidade.  Acho uma burrice dispensarem o elenco de Turma da Mônica quando poderiam engrenar o Turma da Mônica Jovem com os garotos e garotas que estavam na série do Globoplay.  Já Paper Girls é cegueira pura, enfim, cancelarem uma série com tanto potencial...

Comentando Paper Girls (Amazon Prime/2022): Finalmente, Meninas protagonistas que não fazem mais do mesmo!