Hoje, começa o novo ano pelo calendário Gregoriano (*o nosso*), mas muitas mangá-kas estão postando ilustrações lembrando que estamos no ano do cavalo pelo horóscopo chinês e este ano é o do elemento fogo. São cinco os elementos do Horóscopo Chinês: Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água. Por exemplo, eu sou dragão de fogo (1976). O Ano Novo Chinês começa no dia 17 de fevereiro. A ilustração que está no post é de Kazuki Irodori, autora do mangá da série Isekai no Sata wa Shachiku Shidai (異世界の沙汰は社畜次第) ou The Other World's Books Depend on the Bean Counter. O anime da série estreia no dia 6 de janeiro, anotem aí.
Agora, quando eu vejo "Ano do Cavalo de Fogo", só consigo lembrar da animação Cavalo de Fogo (Wildfire), que completa quarenta anos este ano, ele foi lançado em 1986. Cavalo de Fogo foi exibido pelo SBT, como era comum em desenhos norte-americanos da época, foram somente 13 episódios. Tratava-se de um isekai, com uma jovem princesa, chamada Sarah, sendo enviada para o nosso mundo como uma forma de protegê-la da vilã, Lady Diabolyn, depois da morte de sua mãe, a rainha de Dar-Shan. Aos 13 anos, a garota recebia a visita do tal cavalo de fogo, que falava e era tão racional quanto os humanos. Ele revela para a garota o seu passado e o seu destino, tornar-se rainha depois de derrotar a usurpadora. Sarah e o cavalo atravessam de um mundo para outro. O que Sarah nunca descobriu, se eu bem me recordo, é que seu pai em nosso mundo era seu pai biológico, porque ele mesmo tinha sido retirado de Dar-Shan para não ser morto. Enfim, eu adorava cantar a música de abertura brasileira e ela ficou grudada na minha cabeça. Seria um excelente ano para um revival de Cavalo de Fogo, quem sabe até para terminar a série finalmente.
Anteontem, dois assuntos pipocaram na rede relacionados à animação americana centrada em personagens femininas, que mexe com questões como representatividade, e um rendeu mais do que outro. Uma delas me animou muito, a outra, nem tanto, mas dado o barraco que gerou e ainda gerará, decidir me pronunciar sobre o caso. Vamos ao que me deixou animada, a Disney-Marvel lançou o trailer da minissérie Marvel Rise: Iniciation que trará para a animação super-heroínas adolescentes como Kamala Khan, a Ms. Marvel, Spider-Gwen e a Garota Esquilo (*esta última só conhecia de nome*). Segundo me informei, Spider-Gwen, que é o "homem aranha" de um universo alternativo, foi acusada de um crime e outros heróis teriam que persegui-la. Ver Ms. Marvel animada me deu uma alegria enorme. Fiquei feliz mesmo. Vejam o trailer, está aí embaixo.
Marvel Rise estréia no canal Disney XD em 13 de agosto. Terá, também, um filme animado no fim deste ano. O que eu vi? Heroínas adolescentes com vários tipos físicos, um character design afastando-se do moderno e monótono character design que impera em muitos desenhos atuais. Não é lindo, não chega a ser um anime, mas, caramba, ele me enche os olhos comparado com o material norte americano que sou obrigada a ver com minha menina de 4 anos. Falei disso superficialmente no meu post sobre a Teen Titans Go! E chegamos, claro, a outra novidade de anteontem, a que causou maior impacto na internet, pois colocou em evidência as divergências ideológicas dentro do meio nerd e nem tanto, as primeiras imagens de She-Ra.
Logo, logo, estréia na Netflix.
Para quem não sabe, está para estrear um remake do desenho da She-Ra, que foi lançado em 1985, sob a responsabilidade de Noelle Stevenson, do elogiadíssimo Lumberjanes, dentre outros trabalhos. Sim, remakes estão na moda e isso, aos meus olhos, raramente é bom sinal, mas se tiver que explicar, vai render um texto dentro do texto. Resumindo, prefiro ideias novas à remakes e reboots. Enfim, She-ra, irmã gêmea de He-Man, era a super-heroína que lutava contra a Orda, uma organização que mantinha um governo ditatorial em um planeta no qual coexistiam magia e tecnologia. A heroína em sua vida comum era Adora, uma princesa sequestrada pela Orda quando bebê e treinada para ser uma de seus comandantes. Um dia ela descobre que está do lado errado e é escolhida para ser She-Ra uma (super)heroína lendária. Adora só tinha 16 anos, mas parecia ser uma mulher adulta, assim como She-Ra. O tom de voz de Adora era suave, enquanto o de She-Ra era mais grave e carregado de autoridade. Ela tinha super força e outros poderes, além de um cavalo alado falante de nome Ventania. Era um desenho ingênuo, moralista como tantos na época, mas com mulheres fortes, a exaltação de bom sentimentos e valores que hoje estão na moda, como a sororidade. Para a média da época, era um material feminista.
She-Ra era uma das poucas (super) heroínas de desenhos nos anos 1980, com certeza a única a ter o seu próprio seriado.
Basicamente, She-ra foi encomendada pela Mattel à Filmation, um estúdio que fazia animações bem baratas e reaproveitando o character design das personagens. Coisa bem tosca, mas a gente assistia. Havia a percepção de um nicho, que era o de super-heroínas para meninas, uma carência que poderia ser explorada e ajudar a vender brinquedos. Não havia animes na TV norte americana, nem na nossa, que contemplassem esse público. A maioria dos desenhos que tínhamos na TV não traziam mulheres heroínas, eram centrados em personagens masculinos, ou velhas animações que passavam por décadas. Eu assistia Comandos em Ação torcendo para que aparecessem as poucas mulheres soldado do grupo. Por conta disso, coisas como Josie e as Gatinhas (*o normal e o do Espaço*), She-Ra e outros faziam tanto sucesso entre as meninas e meninos, também. Repetindo, a gente via o que passava e se apegava a algumas personagens, shipava (*eu queria que a Adora se entendesse com o Gavião do Mar e achava o Arqueiro um mala sem alça*) e tudo mais. Sim, fazíamos isso. Agora, lamento, mas She-Ra não tinha nada de brilhante, nadinha, era somente um desenho que nos dava algum alento. Tivéssemos uns três ou quatro animes de mahou shoujo passando na nossa TV na época e muita gente nem lembraria da princesa do poder. E eu falo isso com a certeza de quem vibrava quando um ou outro anime aparecia nas TVs e que trocava She-Ra por Angel, a Menina das Flores, ou Honey Honey, sem pensar duas vezes. Isso sem falar em Patrulha Estelar, que na série original só tinha, basicamente, uma personagem feminina. Eis um exemplo de um remake que fe bem ao original.
Olhando as imagens, como é que eu achava o Gavião do Mar interessante? Ah, sim, os outros eram piores...
E eis que saiu o novo character design de She-Ra. Ele é absolutamente adequado à média do que é a animação norte americana atual estilo Cartoon Network. Nada brilhante, nada realmente bonito. Funcional. No caso desse She-Ra, parece ser mais limpo, sem os excessos usados apra dar comicidade. Daí temos, de um lado, os progressistas que vêem o character design (*e só temos isso até agora*) novo e dizem "Isso aí! Está lindo e a personagem não está hiperssexualizada! Agora, sim, parece uma adolescente!" e os outros (pseudo) conservadores reclamando que estão estragando a sua infância, caras que nem eram crianças na época de She-ra original, e os que dizem que as feministas estão destruindo as personagens femininas dos sonhos deles... Para quem não sabe, ou finge não saber, a gente se apaixonava por personagens quando era adolescente e até criança e lembro bem da musiquinha de Xuxa, afinal, o desenho passava no programa dela, e seu refrão: "Por Grayskull, She-Ra, She-ra/Me apresenta pro He-Man/Teu irmãozinho é uma gracinha/E eu sou todinha do bem/Por Grayskull, She-Ra/He-Man é um gato alto-astral/Desculpe se eu sou ousadinha/Beijinho-beijinho, tchau-tchau". Sim, He-Man, uma personagem inspirada em Conan, era desejável, mas ele tinha muitas virtudes que não ficavam no físico. Ele era um herói perfeito, assim como She-Ra era perfeita. Os desenhos da época tendiam a ser assim.
O novo desenho vai ter Ventania?
Olha só, eu acredito que os dois lados, ou três, estão exagerando. Se você gosta do character design hegemônico da Cartoon e similares, e descobri uma série nova centrada em meninascom Júlia ontem, outra espécie de remake, Harvey Street Kids, você deve ter achado bonito em si mesmo. Eu não gosto, já escrevi isso, mas entendo quem acha esse traço moderno e atraente. She-Ra realmente não está hiperssexualizada, não que acredite que alguém da Filmation estivesse querendo vender a She-ra antiga como uma sexy symbol, era preguiça mesmo. E eu acho que a arte dos desenhos como She-Ra era somente exageradamente colorida, o que tornava a coisa um tanto pesada. Hoje, é algo absolutamente datado. Agora, nada disso impedia alguém de se apaixonar por ela e fantasiar. E parem de graça, de se fazerem de desentendidos, qualquer material animado, ou série de TV, tende a render shipps, fanarts (*já saíram toneladas da nova She-Ra*), fanfics, o diabo e quem faz isso não é criança, ou pré-adolescente, nem é predominantemente adolescente, mas gente adulta mesmo. A qualidade pode variar, mas esse material sempre será feito e começou a aparecer no século XIX. Agora, o problema a meu ver é que a personagem ficou andrógina e isso só pode ser proposital. Dessexualizar parece uma obsessão. Daí, além de um rosto que nada tenha de gendrado, quando olho para a nova She-ra só consigo pensar em um Thor menino, ainda temos decote zero, os shorts (*que parecem uma ideia tirada de Shoujo Kakumei Utena, mas são mais longos*) e a falta de busto.
Arqueiro será negro. A outra é Cintilante? Não sei.
Houve quem lamentou que a nova She-Ra não tivesse busto, houve quem disse que agora, sim, ela parecia uma menina. Bem, ela não parece uma adolescente, não a média das adolescentes, porque muitas meninas começam a ter busto a partir dos 10-11 anos, antes até. E bustos vem em vários tamanhos, a nova She-Ra em algumas imagens (*e são poucas*) parece pré-adolescente, sem características sexuais secundárias marcadas. Ela me lembra algumas meninas do sexto ano, eu sou professora e convivo com pré-adolescentes e adolescentes o tempo inteiro, que tem entre 10-13 anos no máximo e olha que algumas delas, como eu mesma nessa época, já tem curvas e busto. Nada tem de andróginas e favor não confundir isso com ser tomboy, ou com expressão de sexualidade, orientação sexual. Falamos de aparência exterior que depende menos de vontade, ou questões de ordem psicológica, e mais de hormônios. Por isso, repito, qual será a idade da nova She-Ra?
Esta imagem, particularmente, me parece bem andrógina.
Tanto os que hiperssexalizam as personagens femininas, quanto os que querem retirar delas qualquer sensualidade estão, a meu ver, no mesmo campo. São assujeitados pelo dispositivo da sexualidade, tem necessidade de regular, de controlar. Uns querem tudo mostrar, despir, objetificar meninas e mulheres, afinal, elas existem para seus apetites, outros, sejam conservadores ou pessoas progressistas (*algumas feministas em especial*), parecem obcecados por proteger, daí, cobrir, resguardar, negar a existência da libido, do desejo nos adolescentes. Já vi uma Youtuber feminista dizer que "meninas" menores de 18 anos não deveriam namorar. Olha, isso é puritanismo travestido de engajamento na defesa das mulheres. A pessoa não sabe, não tem noção, mas está junto com os religiosos fundamentalistas e moralistas que atacam museus contribuindo para que nos tornemos Gileade. Não sabe o que é Gileade? Recomendo O Conto da Aia. E, amiguinhos/as, se Gileade vier, somos nós, mulheres, que vamos sofrer mais.
Quer dizer que se eu não gostar da aparência disso aqui, eu estou afirmando que prefiro machos bombados, promoção da masculinidade tóxica e não entendo que é produto infantil? Aliás, estamos retrocedendo tanto que passamos a acreditar de novo que todo desenho é infantil, ou somente crianças podem gostar?
Terminando, o nome do desenho não fala em "Princesa do Poder", mas "Princesas do Poder". A sinopse é rala e fala de uma Adora órfã. De resto, o ponto de partida é o mesmo, a Orda a tomou para si. Como será a série de fato? Ninguém sabe. Então, convém parar de dizer que é maravilhoso, porque não temos elementos para discutir isso, salvo as tais imagens. Não posso dizer que será bom, ou ruim, em cima de quatro, ou cinco, ilustrações. Agora, para ser melhor que o original, não será necessário grande esforço, os roteiros dos desenhos norte americanos estão bem melhor elaborados esses dias. Tanto She-Ra, quanto He-Man eram desenhos fracos. Havia outros melhores na época e que nem eram brilhantes, também. De resto, podem cassar minha carteirinha de feminista, mas não há ninguém nesse mundo que vá me fazer achar que esse novo character design de She-Ra, ou o de Thundercats, que também não estreou ainda, é bonito, e desafio a provar que se eu não gostei é porque gosto de hiperssexualizar mulheres e de machos bombados. Isso é desonestidade.
De todas as ilustrações oficiais, esta foi a única que gostei.
Também, não adianta dizer que o desenho não é para mim, porque, bem, como mãe atenta eu preciso assistir pelo menos um, ou outro episódio de materiais que minha filha está assistindo, ou querendo assistir. Vocês nem imaginam a quantidade de tempo que eu tenho que investir assistindo coisas que, em condições normais, eu nunca assistiria. Fora, claro, o assunto do blog. A representação feminina na cultura pop é um dos focos do Shoujo Café. E, repito, colocar uma She-Ra sem decote, sem busto, com aparência andrógina e shorts não vai tornar o produto mais feminista ou mais legal para as crianças e pré-adolescentes e quem mais se interessar. Um bom desenho, filme, ou o que seja precisa de boas histórias e bons personagens. A aparência a gente releva na maioria das vezes.
O Gooranking fez uma pesquisa para saber qual o animal de estimação de anime os japoneses gostariam de ter em casa. Enfim, foram 4,373 votantes e, como é normal com o Gooranking, não sabemos a demografia dos votos. O fato é que o primeiro lugar ficou com Madara de Natsume Yuujinchou (夏目友人帳). Até Hamtaro apareceu... O Goboiano traduziu 15 nomes do ranking e eu fui em busca de outros pets importante e encontrei a Luna de Sailor Moon (美少女戦士セーラームーン) em 17º lugar. A lista completa está aqui. Segue o top 15:
1.Madara (Natsume Yuujinchou) – 510 votes
2.Sadaharu (Gintama) – 414 votes
3.Shiro (Crayon Shin-chan) – 298 votes
4.Jiji (Kiki’s Delivery Service) – 292 votes
5.Teto (Nausicaä of the Valley of the Wind) – 258 votes
Nunca falei, acho eu, mas eu gostava de assistir Padrinhos Mágicos. Acho um desenho com umas tiradas de humor muito inteligentes, além das referências culturais diversas. Enfim, coisa que a cartoon gosta e sabe fazer. Não sabia que o criador da série se chamava Butch Hartman, nem sabia que ele tinha um currículo tão interessante, participou, por exemplo, da produção do Laboratório de Dexter. Aparentemente, pediram no canal do sujeito que ele desenhasse personagens de anime no seu próprio traço. É um vídeo divertido. Ele fala dos animes que via quando criança, das personagens que mais gosta, desenha algumas que não tem intimidade a pedido, e faz umas piadas bobas, também. Tudo shounen.
Estou postando, porque é bem legal ver o talento do sujeito em ação, a forma natural como coloca certas personagens em seu traço. O vídeo estava no Goboiano. Há outros vídeos nesse estilo no canal de Hartman. Vale uma olhadinha.
A segunda matéria da Época, desta vez falando das personagens que "cresceram". É curta, é simples, mas fala do anime das Meninas Super Poderosas e de Mônica Jovem. Escolhi a imagem desses dois para colocar aqui. Nada tenho contra o Ben 10, mas não vou colocar Luluzinha teen aqui no meu blog. Eu me recuso.
Personagens de desenhos estão crescendo
Tanto nos gibis, quanto na televisão, protagonistas que eram crianças agora chegam na adolescência Nelito Fernandes
O criador da Mônica, Mauricio de Sousa, cultiva um ritual com o filho caçula, Marcelo, de 11 anos. O garoto é o primeiro a receber, das mãos do pai, as novas edições da Turma da Mônica, com outras novidades que estão nas bancas. O filho sempre pegava a Mônica primeiro, depois as outras. Há um ano, Mauricio levou um susto. “Cheguei com a Mônica e o Ninja Naruto. Ele balançou e ficou com cara de ‘qual revista eu pego?’”, diz Mauricio. O menino crescera. E a Mônica, pensou, precisava crescer também.
Nascia, ali, a Turma da Mônica jovem, expoente nacional de uma tendência que está pegando entre as produções voltadas ao público infantil: personagens consagrados agora em versão adolescente. Além da Mônica, que na versão original tinha 7 anos e agora tem 15, as bancas têm a Luluzinha teen, com a turma da Lulu crescida e um inacreditável Bolinha... magro! Não foi a única mudança radical. Na Turma da Mônica, Cascão agora toma banho. Os planos infalíveis de Cebolinha não são mais para pegar o coelho de Mônica. Na edição número 4 da série, ele aparece prestes a pegar... a Mônica! A capa, com os dois a ponto de dar um beijo na boca, foi a mais vendida da história dos personagens: 410 mil exemplares, ante os 200 mil das edições da “turma pequena”. E as crianças menores adoraram.
“A infância encolheu. As crianças querem ver personagens que fazem o que elas não podem ainda”, diz Mauricio. Aos 73 anos, ele acessa Orkut, Twitter e outras redes de relacionamento para “entender a nova geração”. “Tudo muda toda semana. Não podemos ter uma revista para esse público com uma linguagem já velha”, diz Mauricio, que tem seus 50 anos de carreira celebrados numa exposição no Museu Brasileiro da Escultura, em São Paulo.
A internet, claro, está presente na vida dos novos personagens. Em vez do diário, Luluzinha tem um blog. E é apaixonada pelo Bolinha. O dono do clube onde menina não entrava quer namorar a versão em quadrinhos da roqueira Pitty. As alterações em Luluzinha foram uma iniciativa brasileira, autorizada pela Random House, editora inglesa que publica originalmente a série. Glorinha Khalil dá consultoria sobre as roupas que a menina usa e, a exemplo de Pitty, outras personalidades reais vão aparecer nas histórias. “Houve uma mudança no perfil do público. Séries como Crepúsculo e livros como Harry Potter confirmam a tendência”, diz Daniel Stycer, editor-chefe da Luluzinha teen, que vende cerca de 100 mil cópias mensais.
Na televisão, até personagens que levavam a idade no nome cresceram. Ben 10 tem 15 anos no desenho animado Ben 10 força alienígena. O 10 permaneceu apenas no nome da série. O garoto virou um rapaz e agora se chama apenas Ben. “Ele está levando as coisas mais a sério”, diz o produtor da série, Glen Murakami, que no mês passado esteve no Brasil. “Em breve o Ben vai ter uma namorada.” O Programa de Aceleração do Crescimento das personagens, porém, às vezes esbarra na reação do público. O anjinho da Mônica ganhou um nome em inglês, Cell Boy, que fazia trocadilho com céu, mas teve de mudar. O público odiou o nome novo e protestou na internet. Anjinho passou a se chamar apenas Anjo. Às vezes, a rejeição é maior. As Meninas superpoderosas ganharam uma versão chamada Meninas superpoderosas geração z. A primeira temporada da série, exibida no Japão, durou 52 episódios. Não agradou. O mangá sobreviveu a apenas dois volumes. Os produtores, porém, não desistiram e lançaram a nova versão, agora adaptada ao público ocidental. Mas onde essas mudanças vão parar? Será que, no futuro, teremos a Mônica na terceira idade? “Quem sabe? O pessoal agora está envelhecendo muito bem”, diz Mauricio, rindo.
Alguns comerciais japoneses são bizarros, outros, como estes, são muito, muito simpáticos. Hot Pepper, segundo o site Foreign Salaryman, é uma revista sobre o dia-a-dia japonês distribuída gratuitamente. A cantora da musiquinha se chama Kaela Kimura. Eu acho que alguma coisa sobre esta propaganda saiu no Comic Natalie, como era Peanuts, eu abri, mas não havia o vídeo, então passei adiante. Mas é bem simpático e são só as meninas da série, aí em cima há as duas versões... que são muito parecidas.
Este celular do Winnie the Pooth mostra que a Disney – se é que é produto oficial – também investe nesse tipo de acessório com a marca das suas personagens. O telefone é dual sim, com mp3/mp4, câmera, GPRS, Bluetooth e outras coisinhas mais.
Só porque eu adoro os Peanuts. :) Aliás, eu gosto das crianças bem mais que do cachorro, é um conjunto de personagens cativante. A matéria estava na Folha de São Paulo.
Snoopy faz 60 anos com planos de estampar novos produtos
MARIANA IWAKURA DA REPORTAGEM LOCAL
No dia 2 de outubro de 2010, Snoopy, Charlie Brown, Woodstock e os demais personagens da tira Peanuts completarão 60 anos de idade. Criados por Charles M. Schulz, as figuras estampam diversos produtos, mas o objetivo é aproveitar o momento e aumentar a divulgação da marca. Para isso, há um "style guide" com desenhos para a comemoração.
No Brasil, a divulgação prevê eventos como exposições em shoppings. Em março de 2010, estreia o espetáculo "Meu Amigo, Charlie Brown", baseado em musical da Broadway. Com os eventos, prevê-se aumento de 15% nas vendas dos produtos estampados com os personagens, segundo Peter Carrero, presidente da ITC Licensing, responsável pelas licenças no Brasil.
As categorias abertas para licenciamento são as de jeans, calçados, alimentos (biscoitos e cereais), brinquedos (quebra-cabeças e jogos), eletrônicos e acessórios para a casa. Os royalties são de cerca de 10%, exceto nas categorias de alimentos, em que oscilam de 3% a 4%.
Os personagens já decoram produtos tão diferentes quanto cangas e livros, mas o público principal da marca são mulheres que têm entre 18 e 45 anos de idade, diz Shawn Lawson Cummings, vice-presidente sênior de licenciamento internacional da United Media. A companhia distribui mundialmente os direitos de licença dos personagens.
Herança
Com o objetivo de aproximar a marca do público mais jovem, Snoopy e sua turma devem estampar, no ano que vem, um jogo para Nintendo Wii. A estratégia contempla também a venda, pela Warner Home Video, de filmes remasterizados e a distribuição on-line de vídeos curtos baseados nas tiras. "Quando se existe há 60 anos, é fácil ser visto como velho. Mas [a tira] tem uma herança muito rica", afirma Cummings.
Para começar o fim de semana. ^_^ As persoangens dos anos 30 , 40 e 50 retratas são: Dênis, o pimentinha; Pernalonga; Gato Félix; Charlie Brown; Popeye; Tom & Jerry. Todos anciões. Só para não perder a viagem: não incluíram nenhuma personagem feminina.
São notinhas rápidas. Depois de Shin-chan na Índia, agora é GTO - Great Teacher Onizuka que está sob ataque, mas na Rússia. O ANN diz que o órgão de censura de lá o anime é condenável porque apresenta freqüentes "close-ups na parte de baixo dos corpos femininos, pornografia infantil, anormalidades sexuais, violência e atos cruéis". Eu não assisti muito de GTO, mas duvido que isso proceda. Na verdade, a Rússia está sendo varrida por uma onde de conservadorismo de viés religioso e não é de hoje. Por lá já foram proibidos ou censurados Ikitousen, South Park e Sealab 2021.
Já na Austrália, segundo o ICV, um juiz legislou que a posse de material pornográfico utilizando as personagens do desenho Os Simpsons (*fanzines ou fanarts, claro*) era pornografia infantil, pois personagens de desenhos animados tentam imitar seres humanos e, portanto, são humanos. Eu sou a favor da criminalização de certos materiais pedófilos virtuais, mas daí a dizer que bonecos são pessoas, ainda mais no caso de Os Simpsons... Enfim... Para fechar, o Amazon Japão irá deixar de remeter para o exterior materiais que tenham lolicon (*corretíssimo*), temas ilegais (*como assim?*), brutalidade, estupro, drogas, coprofagia (*parafilia que tem a ver com o consumo de fezes*) e bestialidade. Bem, bem, a coisa pode ficar complicada. Ou eles vão deixar de vender muita coisa, ou isso é bravata. No mais, estamos nos movendo em terreno lamacento.