segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Todas as resenhas de 2020 - Parte 3: Filmes assistidos no cinema e em casa + Livros


Como os posts sobre resenhas do ano passado estão muito atrasadas, decidi pegar tudo e colocar no mesmo post, porque, sim, parece que o ano começou faz eternidade.  Há poucos livros, não assisti praticamente nada no cinema por causa da pandemia e deixei de resenhar algumas coisas que assisti no ano passado, filmes importantes inclusive como Negação, Minha Mãe é uma Peça 3 e Marshal, fora os que tive que assistir para um curso que fiz de figurino em séries e filmes de época, como Dracula e O Quatrilho, que revisitei duas décadas depois.  De repente, ainda é possível remediar isso, mas não vou ser otimista, não.  Vamos lá, vou separar por filmes vistos no cinema e os assistidos em casa.  Se eu não coloquei a tag "reviews", é possível que alguma coisa fique de fora.

CINEMA ANTES DA PANDEMIA:

Quando começou o ano, 2020 parecia que seria muito promissor em termos de estreias e as minhas expectativas estavam bem altas.  Havia uma série de filmes que eu queria assistir, desde material sério, até blockbusters.  A maioria não estreou.  Alguns foram direto para streaming.  Não serei eu a vaticinar a morte do cinema, porque acredito que ainda que as coisas mudem por causa da pandemia, o cinema sobreviverá, porque sei que não estou sozinha na minha paixão pelas salas de exibição, muito pelo contrário.  Sei que fui ao cinema mais vezes do que três em 2020, mas foi para ver filmes com Júlia que eu não resenhei, como Espião Animal, que não merecia o esforço.


Frozen 2 (EUA/2019)

Dos três filmes assistidos, o melhor foi Dois Irmãos, porque é muito bom e dele não esperava nada.  Frozen 2 sequer precisava ter sido feito, PORÉM sempre é bom rever Elsa, Anna e cia.  Digo, então, que dos três foi Adoráveis Mulheres o menos interessante dos três filmes.  Eu realmente não entendo toda essa babação de ovo em cima de Greta Gerwig.

CINEMA EM CASA:

A maioria do que assisti, vi em casa.  Não entro em sala de cinema antes de ser vacinada, então preciso tentar compensar as coisas com streaming e o que consigo baixar na rede.  Pensei em assistir e resenhar vários filmes com Colin Firth, porque era aniversário dele de 60 anos, mas foram somente dois mesmo.  Revi Orgulho & Preconceito de 1940 para celebrar os 80 anos da produção.  Decidi revisitar alguns filmes baseados em Jane Austen que tinha visto, mas sem resenhar e acabei não resenhando Persuasão (1995).


Brasileiros: Chocante (Brasil/2017), Um Namorado Para Minha Mulher (Brasil/2016) e Recife Frio (2009/Brasil), curta metragem de ficção científica e crítica social do diretor de Bacurau, Kleber Mendonça Filho.


Jane Austen: Emma (Inglaterra/2020), Mansfield Park (2007), Mansfield Park (1999), Orgulho & Preconceito (1940), Razão & Sensibilidade (Inglaterra/EUA/1995) e Pride & Prejudice: Atlanta (EUA/2019).  Razão & Sensibilidade é a melhor adaptação para o cinema do livro de qualquer livro de Jane Austen, tomou muitas liberdades e, ao mesmo tempo, foi de uma fidelidade inacreditável.  Ambos os Mansfield Park são problemáticos, mas o filme de 1999 é bom.  Já P&P Atlanta, é uma livre adaptação em nossos dias e com elenco negro do livro original feita pelo Hallmark.  E Emma, bem, visualmente é a coisa mais linda, um primor mesmo, como filme, no entanto, deixa um pouco a desejar.


Animação: Soul (Pixar/Disney/2020) e Mulan (Disney/1998).  Soul foi um dos melhores filmes que eu assisti em 2020 e rever Mulan com atenção foi maravilhoso.  Aliás, é lamentável que o live action tenha escolhido virar as costas para a animação clássica o máximo que pode.


Netflix: Enola Holmes (Netflix/2020), The Old Guard e a Imortalidade: Castigo?  Piada de Mau Gosto?  Tortura?História de um Casamento (Netflix/2019).  Não fiz resenha de The Old Guard, eu só comentei algumas coisas sobre o filme, mas é bem interessante e eu recomendo.  Acredito que tenhamos uma continuação, aliás, precisamos mesmo.  História de um Casamento é muito bom e Enola é divertido, apesar das minhas restrições.


Vi por causa do Oscar: Jojo Rabbit (EUA/2019) e Parasite (Coreia do Sul/2019). Jojo é um filme delicioso.  Historicamente, desliza no final, mas é um filme tão bem executado que eu recomendo muito.  Parasita é um bom filme, mas acredito que super estimado.  E eu não embarco em modismo, não, mas tiro o chapéu para a estratégia bem sucedida do governo coreano em promover a cultura pop do país e exercitar uma forma de soft power, porque está funcionando.  A maioria dos filme do Oscar que consegui assistir, vi no cinema em 2019.


Por causa do Colin Firth: A Última Legião (Inglaterra/2007) e The Hour of the Pig (The Advocate/1993).  Comecei a reassistir A Moça do Brinco de Pérola e parei.  Preciso retomar e resenhar, porque é um filme muito bonito.  E, bem, são dois bons filmes, mas A Última Legião faz a linha é ruim, mas eu gosto.



Vi por causa da Júlia: Scooby Doo - The Movie (EUA/2002).  Em situação normal, não perderia um minuto com esse filme, mas Júlia cismou de assistir e foi uma oportunidade de ter alguns momentos de mãe e filha com ela.


Musicais: The Sound of the Music Live 2013 e 2015.  Por causa da pandemia, passamos a ter no Youtube um canal chamado The Shows Must Go On.  Assisti e resenhei as duas versões de The Sound of Music feitas para a TV e A Noviça Rebelde de 1965, também.


Assisti por ser fã da personagem: Sherlock: Case of Evil (EUA/2002) e The Elusive Pimpernel (Inglaterra/1950).  O filme do Sherlock Holmes ainda diverte,  tem um protagonista bonitinho, já The Elusive Pimpernel, trata-se de um filme ruim mesmo.


Assisti por causa do trabalho: O Libertador (Venezuela/Espanha/2013).  É um filme bem competente e recomendo, até porque há pouco cinema de qualidade disponível sobre Bolívar.  Apesar de algumas liberdades interpretativas, como defender a ideia de que Bolívar foi assassinado, é bem legalzinho.


Reassisti por causa da nova versão no cinema: Adoráveis Mulheres (EUA/1994).  Tinha sido muito crítica ao filme quando tinha assistido mais de vinte anos atrás.  Continuo vendo pelo menos um problema sério e que envolve uma das minhas personagens favoritas do livro, PORÉM é uma versão excelente de Little Women, quando for apresentar a história de forma mais ampla para a minha filha, devo usar este filme.


Melhor Filme do Ano: Retrato de uma Jovem em Chamas (França/2019).  Um filme francês de época, dirigido e escrito por mulheres e que trata de um romance e a solidariedade entre duas moças e das limitações de gênero impostas pelo momento histórico (*século XVIII*) e por questões de "classe" social.  É um filme belíssimo.  Recomendo bastante.

LIVROS: 


A maioria do que li e que poderia vir para cá, não resenhei.  Então, são somente três mesmo, mais um texto sobre Bridgerton, que acredito que cabe aqui. 

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