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domingo, 28 de junho de 2026

Vem aí a nova temporada de animes! Quais shoujo, josei e BL estarão no ar para você assistir?

A temporada de verão japonesa já começou.  Sim, um anime furou a fila e está desde a semana passada na Crunchyroll.  Enfim, com a ajuda da Jéssica, aqui está mais um guia dos animes josei, shoujo e BL da temporada.  O Shoujocast sai amanhã, para quem prefere vídeo.

Heroine? Seijo? Iie, All Works Maid desu (ko)! (ヒロイン?聖女?いいえ、オールワークスメイドです(誇)!) / Heroine? Saint? No, I'm an All-Works Maid (and Proud of It)! de Atekichi (autora) e Yukiko (arte).  Começou como light novel e tem 9 volumes até o momento.  O  mangá de Keiko tem 6 volumes e está em andamento na revista Comic Corona.  Estreia no Japão, em alguma TV, no dia 1 de julho, mas está desde 24 de junho na Crunchyroll. 

Sinopse: Celeste McMurdon recupera as memórias de sua vida passada como Ritsuko Mizunami ao ver uma empregada doméstica quando criança. Em sua vida anterior, ela demonstrava grande inteligência, mas sentia um vazio existencial até se encantar com a visão de uma empregada durante uma viagem à Inglaterra. Depois disso, dedicou sua vida a treinar para ser a empregada perfeita. No entanto, morreu em um acidente de avião a caminho da Inglaterra para seu treinamento. Após a morte de sua mãe por doença, Celeste jura ser a melhor empregada em sua homenagem; uma voz lhe diz que ela despertou poderes mágicos. Sem saber, Celeste reencarnou como a heroína de um otome game chamado "Cinco Juramentos da Santa"; ela já quebrou o enredo por ser alheia e indiferente a tudo, exceto a realização do sonho de sua vida passada. Usando sua magia, Celeste esconde a verdadeira cor de seus cabelos e olhos, tendo lido no testamento de sua mãe que ela é filha ilegítima de um conde. Adotando o pseudônimo Melody Wade como mais uma precaução, ela parte para evitar ser forçada a assumir seu lugar em uma família nobre e ter seu sonho negado novamente. 

Mujikaku Seijo wa Kyou mo Muishiki ni Chikara wo Tare Nagasu: Imadai no Seijo wa Ane dewa Naku, Imouto no Watashi Datta Mitai desu (無自覚聖女は今日も無意識に力を垂れ流す 今代の聖女は姉ではなく、妹の私だったみたいです) / The Oblivious Saint Can't Contain Her Power: Forget My Sister! Turns Out I Was the Real Saint All Along! de Almond (autor? autora?) e Yoshiro Ambe (arte).  São 4 volumes de light novels e está encerrado.  O mangá  de Etou Yona sai na revista  Comic Earth Star Online, temm 7 volumes e está em andamento). 30 de junho na Crunchyroll. 

Sinopse: Lady Carolina, a filha negligenciada de um poderoso duque, sempre se considerou a ovelha negra em meio à sua ilustre família. Seu pai é o distinto primeiro-ministro; sua irmã mais velha, uma maga prodigiosa destinada a se tornar a próxima sacerdotisa (santa) da nação. Em contraste, Carolina resigna-se a uma existência tranquila à sombra deles, até que um decreto real repentino e inesperado altera seu destino, lançando-a em um casamento político com o formidável "Príncipe Sanguinário" do vizinho Império de Malcosias. Determinada a provar seu valor, Carolina dá um passo ousado em um mundo repleto de perigos políticos e mortais. À medida que as obrigações reais se entrelaçam com indícios de amor verdadeiro e o despertar de seu próprio poder latente, Carolina se aproxima cada vez mais da compreensão do que realmente significa ser excepcional.


Hanazakari no Kimitachi e (花ざかりの君たちへ) / Hana-Kimi de Hisaya Nakajo (1973-2023). Foi publicado entre 1996 e 2004 na revista Hana to Yume e tem 23 volumes.  A 2ª temporada estreia em 1 de julho na Crunchyroll.  O mangá será lançado pela Panini no Brasil.

Sinopse: Mizuki Ashiya é filha de japoneses e vive nos Estados Unidos.  Ao assistir ao campeonato juvenil de atletismo japonês, ela fica fascinada pelo saltador em altura chamado Izumi Sano. Tempos depois, pesquisando sobre ele, descobre que o rapaz está fazendo o colegial na Osaka Gakuen. Infelizmente, a escola é só para meninos, e Mizuki convence seus pais a deixá-la ir para o Japão sozinha fazer intercâmbio. Sem saber que a filha vai estudar em uma escola masculina, seus pais permitem. Desejando entrar na escola, Mizuki corta o cabelo comprido, se disfarça de homem e faz de tudo para se aproximar de Sano e fazer com que ele volte a competir, depois de saber que ele abandonou o esporte. Logo depois de começar a estudar na escola, ela é descoberta por Hokuto Umeda, o médico da escola, que passa a guardar seu segredo e servir como seu conselheiro.  Já Sano, primeiro por curiosidade, depois por estar apaixonado, esconde o fato de saber que Mizuki é uma garota e tenta ajudá-la a manter o segredo, o que pode não ser fácil, pois muitas situações colocam Mizuki, que é muito sem noção, em posições comprometedoras que poderão revelar a sua verdadeira natureza. 


Uchi no Otouto-domo ga Sumimasen (うちの弟どもがすみません) / Please Excuse My Younger Brothers de Ozaki Akira.  O mangá é publicado na revista Betsuma e tem 14 volumes até o momento.  Estreia em 4 de julho na Crunchyroll.  Teve live action em 2024. 

Sinopse: Após frequentar o colegial por um ano, Ito Narita precisa se mudar devido ao novo casamento de sua mãe. Com a mudança, Ito descobre que tem quatro irmãos mais novos: Gen, Raku, Shuu e Rui. Inicialmente, ela tem dificuldades para se acostumar com seus irmãos, mas descobre que eles são gentis, especialmente o mais velho, Gen. 


Tenmaku no Jaadugar (天幕のジャードゥーガル)/A Witch's Life in Mongol de Tomato Soup.  A sére tem 5 volumes até o momento.  Começou sua publicação na revista Souffle e transferiu-se para a Mystery Bonita.  Estreia em 4 de julho na Crunchyroll.  O mangá será publicado no Brasil pela Panini.

Sinopse: No início do século XIII, na cidade de Tus, na Pérsia, Sitara é vendida como escrava para uma família de sábios. Embora inicialmente tenha tentado fugir, eles lhe ensinaram a importância do conhecimento e ela acabou trabalhando e estudando em sua casa. Depois que o herdeiro da família partiu para Nishapur para prosseguir seus estudos, ela é tratada como filha pela senhora da casa, Fátima.  Só que a invasão dos mongóis muda tudo. Sitara foi capturada pelo exército de Tolui e sua senhora é morta ao tentar protegê-la. Após ser levada para a Mongólia, ela adota o nome de Fátima e começa a planejar sua vingança contra os mongóis. 


Oni no Hanayome (鬼の花嫁) / The Ogre's Bride de Kureha (autora) e Yuu Shiroya (arte).  A série de livros tem 9 volumes e está em andamento.  O mangá de Togashi Jun está com 9 volumes no momento e é publicado na revista  Noicomi. O live-action para o cinema estreou em março.  Estreia em 5 de julho na Crunchyroll.

Sinopse: Yuzu Shinonome, uma estudante comum do colegial que vive em um mundo onde ayakasshi (criaturas mágicas poderosas) e humanos coexistem, sofre injustiças por parte de seus pais, que idolatram sua irmã mais nova, Karin, escolhida como noiva de um espírito-raposa. Além disso, seu namorado, Yamato, termina o relacionamento por estar apaixonado por Karin, mesmo sabendo que ela já está noiva. Em seguida, Karin exige que Yuzu lhe dê um vestido que ganhou de presente de aniversário de seus avós, que sempre foram muito gentis com ela. Quando Yuzu se recusa, a situação se transforma em uma briga entre as irmãs, que acaba rasgando o vestido. Enfurecida, Yuzu levanta a mão contra Karin. Irritado por sua noiva, Karin, ter sido ferida, o espírito-raposa Kozuki Yota lança chamas sobre Yuzu, queimando suas mãos. Assim, Yuzu, que fugiu desesperada por não ser amada ou necessária por ninguém em casa, encontra Kiryuuin Reiya, o próximo chefe do clã Kiryuuin, um ayakashi do mais alto nível. Reiya então diz a Yuzu: "Senti sua falta, minha noiva." .


Kimi o Aisuru Ki wa Nai to Itta Jiki Kōshaku-sama ga Nazeka Dekiai Shitekimasu (「きみを愛する気はない」と言った次期公爵様がなぜか溺愛してきます) / The Duke's Son Claims He Won't Love Me yet Showers Me with Adoration de Misawa Kei (autora) e Mizuno Natsu (arte).  A série é publicada na revista Comic Ark e tem  5 volumes até o momento.  A Light novel veio depois e tem arte de Mizuno Natsu. Estreia em 5 de julho na Crunchyroll.

Sinopse: Elsa Jukarainen, uma mulher de uma família aristocrática decadente, vivia com sua família no país de Ralt. Ela recebe uma proposta de casamento repentina de Julius Roas, filho de um duque. Elsa e sua família ficam surpresas, considerando a origem humilde de sua família e o fato de ela vir de uma região rural do país, mas ela aceita o pedido. Ela conhece Julius pela primeira vez no dia do casamento. Imediatamente após a cerimônia, a personalidade dele muda drasticamente. Ele afirma não amá-la de verdade e que se casou com ela apenas por conveniência. Elsa inicia sua vida como esposa de Julius, esforçando-se para ser uma boa companheira e, ao mesmo tempo, tentando compreendê-lo melhor. 


Suterare Seijo no Isekai Gohantabi: Kakure Sukiru de Camping Car wo Shoukan Shimashita (捨てられ聖女の異世界ごはん旅 隠れスキルでキャンピングカーを召喚しました) / The Forsaken Saintess and Her Foodie Roadtrip in Another World de Yoneori (autora) e Akane Nitou (arte).  Os livros tem 6 volumes até o momento.  O mangá de Nana Togami e Akane Nitou está no quarto volume e é publicado na revista B's Log Comic. Estreia em 6 de julho na HIDIVE, mas não tem ainda distribuição no Brasil.

Sinopse:  Rin Takanashi, uma cuidadora de idosos na casa dos 30, estava voltando de uma pescaria quando um buraco se abriu repentinamente sob seus pés, engolindo-a. Apesar de ter sido invocada como uma santa, ela é descartada por aqueles que a levaram, considerada como alguém sem talento. No entanto, como amante da natureza e de tudo relacionado a acampamentos, ela foi abençoada com uma habilidade especial, [Sobrevivência], além de outra habilidade única! Assim, começa uma história fascinante: uma história de suor, lágrimas e fome insaciável, enquanto Rin, junto com companheiros que encontrou pelo caminho, explora tranquilamente este mundo paralelo e saboreia a culinária gourmet à vontade... Ou pelo menos era o que a história deveria ter sido, mas parece que o caminho deles está tomando um rumo inesperado...?


Tefuda ga Oume no Victoria (手札が多めのビクトリア) / Victoria of Many Faces de Syuu (autora) e Nanna Fujimi (vol. 1–2)/Komo Ushino (vol. 3–).  A série de livros tem 3 volumes e está em andamento. O mangá de Komo Ushino é publicado na Flos Comic e tem  6 volumes, também em andamento.  Estreia em 7 de julho na Crunchyroll.

Sinopse: Chloe era uma espiã que servia o Reino de Hagl, usando suas habilidades excepcionais em disfarces e artes marciais. Após a traição de seu chefe, Chloe se aposenta e passa a viver como civil no Reino de Ashbury, adotando o nome de Victoria Sellers. Mais tarde, ela adota uma menina abandonada chamada Nonna e descobre que as habilidades que usava como espiã também podem ser aplicadas à vida civil. Contudo, a vida pacífica de Victoria é abruptamente interrompida quando ela começa a se envolver com muitas pessoas. Nesta nova terra, suas experiências e habilidades de espiã se mostram muito mais úteis do que ela jamais imaginou! Por outro lado, o segundo príncipe e o perseguidor da organização, entre outros, demonstram interesse na força de Victoria, e muitas sombras se aproximam daquela que detém todas as cartas na manga.


Sora wa Akai Kawa no Hotori: Red River   (天は赤い河のほとり) / Anatolia Story de Chie Shinohara. Foi publicado na revista Sho-Comi entre 1995 e 2002. Tem 28 volumes, além de outros gaiden lançados posteriormente.  Estreia em  7 de julho na Crunchyroll.

Sinopse: Yuri Suzuki é uma japonesa de quinze anos que acabou de passar para a escola que desejava no colegial e trocou um beijo com seu primeiro namorado.  Só que ela começa a passar por situações estranhas sempre que está perto de água, pode ser copo, banheira, aquário ou poça d'água até que mãos a puxam e ela viaja no tempo para Hattusa, a capital do Império Hitita na Anatólia (atual Turquia). Ela foi invocada pela Rainha Nakia, que pretende usá-la como sacrifício humano. O sangue de Yuri é o elemento-chave para lançar uma maldição sobre os outros filhos de seu marido, condenando-os à morte e deixando seu filho, o caçula do rei Supiluliuma I, como único herdeiro do trono. Ela acaba sendo salva por Kail, o terceiro príncipe do Império, que a toma sob sua proteção.  Conforme a história se desenrola, Yuri não só consegue escapar repetidamente dos planos de Nakia, como também passa a ser reverenciada como o avatar da deusa Ishtar e se apaixona pelo príncipe Kail.


Migawari Reijou o Sukutta no wa Reikoku Mujihi na Kouri no Ouji no Ai Deshita (身代わり令嬢を救ったのは冷酷無慈悲な氷の王子の愛でした) / Saved by the Ice Cold Prince's Embrace de Hokuhoku Yakiimo (autora da novel) e Kusabi Kurokawa (mangá). A série é publicada na Spira Comics, tem 2 volumes e está em andamento.  Terá um light anime, infelizmente.  Estreia em 7 de julho e não tem distribuição no Brasil.

Sinopse: Filha ilegítima de um conde e sua criada, Katrina nasceu em circunstâncias miseráveis. E,  agora, após a morte de sua mãe, o tratamento que recebe da meia-irmã e da esposa de seu pai, a condessa, só piorou. Certo dia, sua meia-irmã recebe uma ordem real para se mudar para a região da fronteira norte, devido ao seu comportamento inadequado em uma festa recente. Lá, ela deverá aprender boas maneiras sob a tutela do príncipe residente, um homem com fama de cruel. Não querendo submeter a filha a tal punição, a condessa decide enviar Katrina em seu lugar. A jovem chega ao norte tremendo de medo. Mas, ao contrário das histórias, o príncipe "impiedoso e frio" é mais bondoso do que ela imaginava. Será que a pura Katrina encontrará o amor no campo invernal? (Olhei o mangá, o pai está vivo e é conivente com os maus-tratos e humilhações sofridos pela filha ilegítima.)


Ibitte Konai Gibo to Gishi (いびってこない義母と義姉) / My Stepmother and Stepsisters Aren't Wicked de Otsuji. Mangá com 9 volumes até o momento e em publicação na revista Comic Pool. Estreia em 8 de julho na Crunchyroll.

Sinopse: Após a morte de sua mãe, Miya Nakamura descobriu que era filha ilegítima de seu pai e foi adotada por sua família. Ao contrário da postura intimidadora de sua nova madrasta e irmãs postiças, elas a adoram e a ajudam a se adaptar. Devido à sua antropofobia, Miya tende a interpretar mal as intenções delas.


Perfect Addiction (パーフェクトアディクション) de Kaoruko Miyama. O mangá com 4 volumes e em andamento, é publicado na revista  Gush.  Terá light anime e está sem distribuição no Brasil. Estreia em 8 de julho.

Sinopse: Akihito é um universitário obcecado por boa aparência e prazeres carnais, mas não suporta o belo e distante Sae. A situação chega ao limite quando Akihito é rejeitado em um encontro de solteiros por uma garota que está de olho em Sae. Furioso, ele segue Sae até a zona hoteleira, onde descobre o segredo dele: ele é gay e está tendo dificuldades para se satisfazer na cama. Ultrapassar as barreiras mentais de Sae é exatamente o desafio sensual de que Akihito precisava. Isso desperta algo em ambos. Será que eles conseguirão se controlar novamente?


Futsutsuka na Akujo dewa Gozaimasu ga ~Suuguu Chouso Torikae Den~ (ふつつかな悪女ではございますが ~雛宮蝶鼠とりかえ伝~) / Though I Am an Inept Villainess: Tale of the Butterfly-Rat Body Swap in the Maiden Court de Satsuki Nakamura (autora) e Yuki Kana (ilustradora).  A série de novels tem 12 volumes e está em andamento. O mangá de Ei Ohitsuji é publicado na  Comic Zero Sum e conta com  10 volumes em andamento. Estreia em 12 de julho na Crunchyroll.

Sinopse: Dentro da opulenta corte interna do Reino de Ei, encontra-se a próspera Corte das Donzelas, onde a imperatriz e as quatro consortes imperiais são escolhidas entre cinco clãs proeminentes. Entre elas, uma imaculada aspirante a consorte, Reirin Kou, destaca-se como a candidata perfeita para a futura imperatriz. Sua virtude e elegância são incomparáveis, e ela é impecável, exceto por sua saúde extremamente frágil. Comparada à delicada borboleta da corte, a grosseira Keigetsu Shu é como um rato de esgoto. Sempre encarando Reirin com amarga inveja, Keigetsu é uma desgraça para a Corte das Donzelas. Durante a noite de um raro avistamento de cometa, o ciúme de Keigetsu atinge o ápice, e ela tenta assassinar Reirin, empurrando-a de uma sacada. Reirin é rapidamente salva da morte, e Keigetsu é aprisionada para aguardar sua execução. Sem que ninguém saiba, Keigetsu lançou um feitiço para trocar de corpo com Reirin a fim de roubar tudo o que lhe pertence. Mas enquanto Keigetsu é limitada pelo corpo frágil de Reirin, Reirin abraça completamente a liberdade e a força física pela primeira vez em sua vida, determinada a viver, não importa de quem seja a partir de então. 


The Ribbon Hero (リボンヒーロー): filme original da Netflix baseado em A Princesa e o Cavaleiro (リボンの騎士) de Osamu Tezuka.  Estreia em 8 de agosto.

Sinopse: A história de Ribbon Hero acompanha Sapphire, a princesa do destruído Reino de Prata, que se torna determinada a defender seu novo lar, o Reino de Ouro, e seus cidadãos da calamidade que devastou sua antiga pátria. 



Mênção honrosa: No dia 6 de julho estreia na Crunchyroll a série Sayonara, Lara! (さよならララ) / Adeus, Lara!, trata-se de uma releitura da Pequena Sereia com uma produção cheia de mulheres.  É um anime original, então não tem demografia, mas certamente está mirando o público feminino.   Ainda não sabemos quantos episódios terá; a maioria dos animes tem previsão de 12 episódios, os já revelados, claro.  Tentarei dar uma olhadinha. Tem um estilo que lembra os animes da virada dos anos 1980 para os 1990, mas é tanta série que é difícil conseguir acompanhar tudo o que eu gostaria.  E nem terminei a temporada passada ainda.

Sinopse: Lara, uma princesa sereia amada por seu pai, o Rei do Mar, e suas irmãs, se apaixona por um príncipe humano, um amor proibido, e sonha em viver com ele em terra firme. Ela bebe uma poção criada por Grace para se tornar humana, mas é enganada e bebe uma poção que a transforma em bolhas. Ela desaparece no mar e só renasce se encontrar o verdadeiro amor. Duzentos anos depois, Lara renasce no Lago Biwa e parte em busca de seu verdadeiro amor.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Anime do mangá O Cara Que Estou A Fim Não É Um Cara?!? estreia em 2027


O Sugoi Lite, perfil do Twitter responsável por uma série de vazamentos de anime, anunciou que o mmangá O Cara Que Estou A Fim Não É Um Cara?!? (Ki ni Natteru Hito ga Otoko ja Nakatta/気になってる人が男じゃなかった) de Sumiko Arai terá anime em 2027. O anime já havia anunciado, mas não sabíamos detalhes, e não me surpreenderá se alguma adaptação para live action vier em cadeia, filme ou dorama. Se a NewPOP souber explorar, isso será a grande mina de ouro da editora, porque os volumes já lançados no Brasil têm estado entre os livros mais vendidos do país.  Sim, LIVROS.

Eu comprei a primeira edição brasileira e não li ainda.  Achei a produção gráfica excelente, muito bonita.  O Cara Que Estou A Fim Não É Um Cara?!? começou a ser publicado no Twitter em 2022 e o volume #4 acabou de sair no Japão.  A série conta a história de "Aya, uma estudante do ensino médio moderna e animada, que se apaixona perdidamente por um funcionário de uma loja de CDs local. Ele tem um ar misterioso, um estilo impecável e um gosto musical perfeito. Mal sabe ela que esse funcionário, que aparentemente é um homem, na verdade é sua colega de classe, Mitsuki! Mitsuki geralmente é reservada, mas como sua carteira fica bem ao lado da de Aya, ela não consegue evitar perceber a paixão da outra. Revelar a verdade está fora de cogitação para Mitsuki, mas talvez se aproximar de Aya não seja uma má ideia..."  É  uma série shoujo-yuri, atualmente, o pessoal anda falando de GL (Girls Love) e que furou a bolha, conseguindo leitores fora  no meio otaku.

sábado, 30 de maio de 2026

Studio Mappa quer lucrar nos dez anos de YURI!!! on Ice sem oferecer o que os fãs realmente desejam, um novo anime

YURI!!! on Ice (ユーリ!!! on ICE) estreou em outubro de 2016 e atraiu uma legião de fãs.  Dirigido e escrito por mulheres (Sayo Yamamoto e Mitsurou Kubo), ele apresentava de forma bem realista o dia a dia dos patinadores artísticos de elite nos oferecendo personagens ricas, multifacetadas e um romance que derreteu o coração de muita gente.  Até hoje, há quem se pergunte de aconteceu ou não um beijo no episódio #7.  Eu defendo que houve, e nos deram até um casamento simbólico entre os protagonistas Yuri Katsuki e Viktor Nikiforov.   YURI!!! on Ice só não é meu anime de esportes favorito, porque meu anime favorito de TODOS OS TEMPOS é a primeira temporada de Ace Wo Nerae! (エースをねらえ!).  Findo o seriado, o estúdio Mappa nos enrolou por anos com a  promessa de um filme animado focado em Viktor (*todo mundo queria uma segunda temporada...*) chamado Yuri!!! on ICE the Movie: Ice Adolescence com previsão de lançamento em 2019.  Teve até teaser, até que o projeto foi cancelado em 2024.

Com o décimo aniversário do anime, o estúdio Mappa liberou essa ilustração comemorativa e anunciou um BOX em Blu-ray da série.  E cito o Screen Rant: "O Box Set do 10º Aniversário, disponível para pré-venda e cadastro aqui, contará com a série de televisão completa, além de cenas extras e músicas relacionadas ao anime já lançadas anteriormente. A MAPPA ainda não divulgou a data de lançamento completa nem a lista completa de conteúdo, mas a arte comemorativa desenhada por Tadashi Hiramatsu será a ilustração oficial da capa da coleção."  E imagino que possa acontecer algum evento comemorativo, seja exposição ou ligado à  patinação com exibição especial da série ou de cenas selecionadas.  De qualquer forma, é só uma maneira do estúdio ganhar  dinheiro às custas dos fãs sem oferecer  nada realmente novo de YURI!!! on Ice.

sábado, 23 de maio de 2026

As indústrias de anime e mangá do Japão estão sentindo a pressão da inteligência artificial. (Artigo traduzido)

Decidi traduzir esse artigo do Unseen Japan porque ele levanta pontos importantes, como o crescimento da indústria de mangá e anime graças ao mercado externo e como a ameaça da Inteligência Artificial pode causar um impacto daninho sobre ela.  Outro ponto é a denúncia do Unseen Japan de que o partido que está no poder desde muito tempo, o PLD (Partido Liberal Democrata), para não aborrecer Trump, tem ignorado a necessidade de criar leis que possam ferir os interesses das gigantes do Vale do Silício.  O artigo não deixa de citar o escândalo envolvendo o anime Ascendance of a Bookworm (Honzuki no Gekokujou: Shisho ni Naru Tame ni wa Shudan wo Erandeiraremasen/本好きの下剋上 ~司書になるためには手段を選んでいられません~).  Comentei o caso aqui.  E na página original do artigo há as fontes do artigo, algumas estão inglês, foi a única coisa que eu não trouxe para cá.

As indústrias de anime e mangá do Japão estão sentindo a pressão da inteligência artificial.

Ted Ofner · 7 de abril de 2026

Não é segredo que anime e mangá são um grande negócio. Em 2024, as indústrias japonesas relacionadas à cultura otaku atingiram um valor de mercado total de US$ 25 bilhões, em grande parte devido à explosão de sua popularidade global.

Como uma indústria impulsionada pela propriedade intelectual, o surgimento e a expansão repentinos da IA generativa (GenAI) representaram um grande obstáculo no auge do boom dos animes. A natureza global do problema só torna sua resolução mais difícil. Agora, trabalhadores e executivos se perguntam o quanto a GenAI pode impactar seus lucros — e suas carreiras.

Indústria local enfrenta ameaça global

A internet está repleta de "ferramentas" que instruem Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) a gerar imagens no estilo do Studio Ghibli ou de outros grandes estúdios e artistas. (Imagem: Não importa, é tudo lixo de IA)

Já se passaram quase cinco anos desde que a GenAI surgiu no cenário global e começou a impactar todos os setores criativos que tocou. Desde então, os artistas têm lutado contra a capacidade ilimitada da tecnologia para produzir plágios quase perfeitos.

Mas quando a Agência de Assuntos Culturais do Japão divulgou sua possível posição sobre IA e direitos autorais em 2023, havia pelo menos algum indício de proteção legal. Em particular, a Agência defendia a seguinte visão:
  • A produção de IA que se assemelhasse muito a uma obra protegida por direitos autorais poderia ser legalmente considerada uma violação de direitos autorais.
  • É provável que o resultado da IA ​​em si não seja passível de direitos autorais.
Embora não seja uma decisão judicial em si, ver essas determinações vindas de um órgão governamental deu alguma esperança aos criativos japoneses de que seus meios de subsistência não seriam completamente abandonados.

O grande problema que persiste, no entanto, é que, independentemente do que os grupos governamentais e o sistema jurídico japoneses decidam, o mundo é vasto. Há muito mais usuários e empresas de IA fora do Japão do que dentro dele.

Com o crescimento da base de usuários de IA generativa e o lançamento de mais modelos no mercado, uma onda mundial de plágio algorítmico está sendo desencadeada. Personagens icônicos do Japão, amados globalmente, como Doraemon, Detetive Conan, Goku e muitos outros, são terreno fértil para os entusiastas da IA ​​generativa. 

A legislação internacional de direitos autorais é uma área em que as indústrias de propriedade intelectual do Japão atuam há décadas, portanto, não se trata de falta de ferramentas ou infraestrutura para proteger seus personagens. O problema agora é a escala sem precedentes.

Uma coisa é rastrear um grupo de pirataria ou um artista plagiador individual. Outra bem diferente é lutar contra milhares de imagens plagiadas que são produzidas diariamente, cada uma ligeiramente diferente das demais, vindas de contas do mundo todo, geradas por diferentes modelos usando dados de treinamento distintos. Por mais eficiente que seja o departamento jurídico da Shueisha, nem mesmo ele consegue lidar com o enorme volume de violações de direitos autorais criadas pela IA generativa.

O grande problema de IA do Japão

A Inteligência Artificial Gerada (GenAI) tem o potencial de impactar muito mais do que apenas animes e mangás. Indústrias criativas de todos os tipos estão sendo inundadas por conteúdo gerado por computador. Isso deixa o futuro do trabalho nessas áreas em aberto.

Muitas dessas indústrias já sentiam as pressões básicas do capitalismo em relação a prazos mais apertados, cargas de trabalho mais pesadas e salários mais baixos, o que afastava novos talentos e prejudicava o desenvolvimento profissional em prol dos lucros corporativos. Essas tendências já eram um segredo aberto nas indústrias de anime e mangá.

A GenAI oferece à direção de estúdios novas possibilidades para substituir custos de mão de obra por capital automatizado. Apenas neste mês, a nova temporada do anime Ascendance of a Bookworm gerou controvérsia devido ao uso da GenAI para cenários.

Essa ameaça da IA atinge o Japão em um momento inoportuno para a economia japonesa. Embora o trabalho criativo esteja longe de ser o maior setor, é um dos poucos domínios que têm crescido desde o início da pandemia do coronavírus.

Segundo uma investigação da revista especializada Brand New Creativity, as indústrias criativas representaram pouco mais de 2% do PIB do Japão em 2020. Embora a economia japonesa como um todo tenha encolhido, o PIB do setor criativo aumentou em comparação com 2019.

Nos cinco anos que se seguiram, o mercado de anime e mangá, em particular, mais que dobrou, em grande parte devido a um enorme aumento na receita do mercado global. Agora, a GenAI ameaça prejudicar as relações trabalhistas e as receitas do setor simultaneamente. Isso poderia frustrar um dos poucos setores japoneses que prosperam na década de 2020.

Será que os artistas encontrarão ajuda em casa?

Propriedades famosas como Pokémon estão lutando para defender seu trabalho contra o uso indevido pela GenAI. (Imagem: Jay Allen / Shutterstock. © 2026 Pokémon. © 1995–2026 Nintendo / Creatures Inc. / GAME FREAK inc. Pokémon e os nomes dos personagens Pokémon são marcas registradas da Nintendo)

Com o aumento das tensões entre trabalhadores criativos, indústrias criativas e empresas de IA, cresce a pressão sobre o governo japonês para que tome uma posição clara sobre o conteúdo de IA. O Partido Liberal Democrático (PLD) , no poder, tem se mostrado agressivamente conciliador em relação aos projetos ambiciosos do Vale do Silício na última década.

No final de março, o comitê do Partido Liberal Democrático (PLD) para “o avanço da sociedade digital” formou uma nova equipe de projeto focada na “nova era da IA ​​e das finanças em blockchain”. Em um relatório de 2025, o PLD reafirmou seu compromisso de 2024 de tornar o Japão “o país mais amigável à IA do mundo”, declarando que “o poder digital construído sobre a IA é nossa arma mais eficaz para combater as grandes mudanças globais criadas pela própria IA”. 

Basta dizer que não parece haver qualquer sinal de mudança na postura pró-IA do PLD. Isso, apesar de segmentos significativos da economia japonesa estarem sendo ativamente ameaçados pela tecnologia.

Desconsiderar o bem-estar econômico da população em favor de acordos com interesses financeiros não é novidade para o PLD. Afinal, sete membros do PLD foram expostos e posteriormente absolvidos de um esquema de propina envolvendo um fundo secreto em 2024. Portanto, não é de surpreender que optem por se aliar à inteligência artificial em detrimento dos trabalhadores e empresas criativas que representam uma parcela significativa do PIB e um segmento ainda mais importante da projeção de soft power do Japão.

No entanto, isso ainda deixa o status legal do conteúdo de IA em aberto. Essa tensão aumenta a ansiedade da indústria criativa em relação ao futuro de seu trabalho no Japão.

Um problema que se resolve sozinho?

Essa crescente ansiedade em relação à IA nas indústrias de anime e mangá ocorre em um momento um tanto inoportuno para a própria geração de imagens e vídeos da GenAI.

No mês passado, a OpenAI retirou abruptamente o Sora, seu serviço de geração de imagens, após apenas seis meses de operação. Isso inviabilizou o acordo de US$ 1 bilhão que estava pendente com a Disney.

Os detalhes exatos do colapso do projeto ainda não estão claros, mas observadores notaram que a geração de imagens é ordens de magnitude mais cara do que chatbots como o ChatGPT. Com as questões legais em torno do conteúdo gerado ainda indefinidas, é difícil apresentar aos clientes uma justificativa convincente que os faça arcar com os custos exorbitantes.

Para as indústrias de anime e mangá, isso pode ser um sinal de que as turbulências estão se acalmando por si só. É sabido que a GenAI em larga escala tem consumido recursos financeiros de forma exorbitante, buscando caminhos para a lucratividade enquanto esgota um investimento de trilhões de dólares. Atualmente, os casos de uso mais bem-sucedidos parecem estar na programação copiloto (geração de código) e na automação de processos administrativos.

A queda repentina de Sora sugere que caminhos semelhantes não estão necessariamente disponíveis para imagens geradas por computador. Embora as empresas criativas possam se sentir temporariamente incomodadas por essa onda de cópias digitais, talvez tudo o que precisem fazer seja lutar onde puderem e persistir até que o dinheiro acabe.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Anime original de Kamio Yoko começará a ser exibido na Netflix em janeiro de 2026

Kamio Yoko, autora de Hana Yori Dango (花より男子), shoujo mais vendido de todos os tempos, estava empolgadíssima no Twitter dizendo que finalmente poderia comentar um segredo que guardava fazia tempo.  A iludida aqui começou a sonhar com uma nova adaptação de Hana Yori Dango ou de sua continuação Hana Nochi Hare: HanaDan Next Season (花のち晴れ〜花男 Next Season〜), mas não era nada disso.  A notícia é boa, mas não é o que eu queria.

Em 15 de janeio, estreia na Netflix o anime original Prism Rondo (プリズム輪舞曲) ou Love Through a Prism.  A história da série, que tem um trailer com uma animação belíssima, é a seguinte, segundo o ANN e o Comic Natalie: "Londres, início do século XX.  Lili Ichijoin, uma aspirante a pintora e estudante de arte, faz uma promessa aos pais: tornar-se a melhor aluna de sua escola de arte em seis meses, ou voltará para casa. Ela inicia uma intensa rivalidade com Kit Church, um herdeiro rico e artista genial, de espírito livre."  É uma história de amor e amadurecimento.  O character design e a história são de Kamio Yoko.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Rússia bane o site MyAnimeList. Motivo? Difundir valores extremistas ligados a comunidade LGBTQ+

O MyAnimeList é um grande arquivo de informações (*bem básicas*) sobre animes e mangás.  O maior site do genero na internet e existe desde 2005.  Segundo o site The Moscow Times (*e via a notícia primeiro no ANN, graças à Jessica*), o site entrou no radar do governo russo.  Segundo a fonte, o MyAnimeList foi banido no país por causa do conteúdo LGBTQ+ considerado "extremista" desde 2023. A agência federal russa que supervisiona a mídia no país incluiu o MyAnimeList na lista negra nacional de sites, citando a "colocação sistemática de materiais que contêm informações que propagam relações sexuais e/ou preferências não tradicionais". Atualmente, o MyAnimeList exibe uma mensagem de erro na Rússia.

O governo russo vem perseguindo a comunidade LGBTQ+ e todas as expressões artísticas, culturais e de militância associada a ela desde muito tempo.  O argumento principal é a defesa dos valores tradicionais, seja lá o que isso signifique.  Regimes fascistas, e esse é o caso daquele que Putin comanda, precisam de um inimigo, ou mais de um, os LGBTQ+, as feministas são alvos comuns nesse tipo de ambiente.  Vide a perseguiçao às pessoas trans nos Estados Unidos atualmente.


sábado, 18 de outubro de 2025

Anime Anne Shirley tem artbook lançado no Japão

Anne Shirley, última adaptação animada dos livros da série Anne of Green Gables, da canadense Lucy Maud Montgomery, teve um artbook lançado no Japão esta semana.  O nome do volume é Genga ni Manabu Anime Sakuga Anime “Anne Shirley” to Tsuchiya Kenichi no Sekai Kamiwaza Sakuga Series (原画に学ぶアニメ作画 アニメ『アン・シャーリー』と土屋堅一の世界 神技作画シリーズ), em português algo como Aprendendo a desenhar anime com os desenhos originais: o mundo do anime "Anne Shirley" e a série comarte divina de Kenichi Tsuchiya. 

Segundo o Comic Natalie, o livro sobre o anime "Anne Shirley", que foi ao ar na NHK de abril a setembro deste ano, teve Kenichi Tsuchiya como designer de personagens da série, explica o processo de produção da animação. Usando várias imagens da produção, o livro é dividido em capítulos que abordam o processo de desenho, design de personagens e layout. O artbook também traz uma longa entrevista com Tsuchiya, relembrando sua vida, desde seus dias de estudante até o presente.  Pelas imagens do CN, o artbook deve ser muito bonito.

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Entrevista traduzida com a roteirista Erika Yoshida: ela fala em toxidade dos animes e outras coisas.

 

A roteirista Erika Yoshida é centro de uma grande matéria, que é também entrevista, do site japonês Kai-You.  Fiz a tradução, mas tive algumas dificuldades.  Por exemplo, onde aparece a palavra "dominância", eu sei que não está bom, mas não sei como melhorar.  Alguém que saiba japonês e puder me ajudar, eu agradeço.  O próprio título ficou estranho "nocividade" pode ser "toxidade", acho, mas e "da sua expressão?  A roteirista é muito preocupada em produzir em todo tipo de mídia, em todos os gêneros possíveis (*acho que é gênero mesmo, não demografia, mas ela não fez shoujo ou josei, pelo que vi*), ela também busca discutir questões sérias em suas obras, como o papel das mulheres, desigualdades de gênero no Japão, e achei um artigo sobre o dorama Tora ni Tsubasa apontando isso..  Aliás, eu fiquei sabendo da entrevista exatamente por causa de gente criticando a preocupação dela com a sexualização de adolescentes em animes e o acesso de crianças a material inadequado.  

Obviamente, especialmente se você me acompanha, você sabe que discordo dela quando ela espera que seu filho criança possa assistir a qualquer anime que ela roteirize, porque não é assim que funciona e ela estava falando de Bocchi the Rock! (ぼっち・ざ・ろっく!), que é um seinen.  Então, cada coisa em seu lugar, não é material infantil, não é mesmo?  De qualquer forma, é interessante analisar o que ela diz, mesmo que me pareça um tanto exagerado às vezes. 😊 Por exemplo, a parte de considerar romance como violência para quem é arromântico.  Oferecer diversidade é importante, eu defendo isso, mas essa culpa por não estar incluindo todo mundo é um exagero.  Mas leiam, por favor.  Deu trabalho traduzir isso.  E, sim, desta vez não mantive o formato original, juntei parágrafos, ou ficaria enorme, nem usei todas as fotos, porque havia muitas.


Erika Yoshida, roteirista de "Bocchi the Rock!" e "Tora ni Tsubasa", fala sobre a "nocividade" do anime e da sua expressão 

Uma conversa com a roteirista Yoshida Erika, conhecida por obras como o anime "Bocchi the Rock!" e a série dramática de TV "Tora ni Tsubasa", foi realizada no evento de anime "ANIME FANTASISTA JAPAN 2025" em 16 de agosto.  Tendo trabalhado em obras populares de vários gêneros, não é exagero dizer que Yoshida Erika é agora uma das escritoras mais indispensáveis ​​em qualquer ramo da indústria [de entretenimento].  Ao mesmo tempo, ela parece não sentir a estabilidade que acompanha o sucesso de uma escritora. "Na verdade, estou sempre preocupada, ou melhor, fico ansiosa quando tenho tempo livre", disse ela, expressando seu desejo ardente de criar.

Esta reportagem cobre o evento, que foi repleto de conteúdo, incluindo suas reflexões sobre os problemas enfrentados por doramas e animes como protagonistas, histórias dos bastidores sobre a produção de obras como Maebashi Witches, que atraiu atenção como um gênero incomum de "garotas mágicas", e a filosofia que ela continua a seguir.

Entrevista e texto: Oguma Fumiya Edição: Onda Yuta

Índice
1. Violência em Dramas Românticos
2. As Pessoas que Pensam que Entendem São as Mais Perigosas
3. "Maebashi Witches" Não Queria se Vender como "Doentio!"
4. Só Porque É Anime Não Significa Que Vale Tudo
5. Os Ruídos de "Bocchi the Rock!" Eliminados em Sua Busca por Dominância (???)
6. Medo do Fim da Cultura Anime
7. Diferenças Entre Dramas Live-Action e Roteiros de Anime
8. Pessoas Que Não Conseguem Remover Seus Nomes de "Death Note of the Heart"
9. O Objetivo Final e os Padrões Mínimos da Roteirista Erika Yoshida

A Violência dos Dramas Românticos

Entre as obras que produziu ao longo de sua vibrante carreira, começamos com o drama "Koisenu Futari" (2022/NHK), vencedor do Prêmio Mukoda Kuniko.  O drama retrata a coabitação de um homem e uma mulher arromânticos/assexuais — uma orientação sexual na qual as pessoas têm pouco ou nenhum sentimento romântico ou sexual por outros indivíduos. Um dos motivos para o lançamento do projeto foi o drama "Sanzensai Made Dotei Dattai ni Mahou Tsukai ni Naru Sou Ruizai" (2020/TV Tokyo), que apresentou um personagem arromântico como um elemento original não presente na obra original.

"Quando dramas sobre romance são escritos, eles tendem a retratar o amor como a coisa mais importante da vida, com ideias como 'Você não pode crescer sem amor' ou 'O amor pode mudar tudo na sua vida', e sempre me perguntei se há um elemento violento em impor essa maneira de pensar às pessoas."  Então, ela explica: "Ao apresentar uma personagem que pode ser arromântica, decidi adicionar a perspectiva de alguém que não dá importância ao romance e considerar o amor de uma forma que questione, mesmo que o romance não seja necessariamente importante, o que significa se apaixonar?"

Animes, dramas, peças de teatro, romances — o amor é retratado em todos os tipos de entretenimento e frequentemente visto como tendo valor supremo não apenas nas obras, mas também na vida real, mas ela argumenta que esta é apenas uma entre muitas opções.  "Pessoalmente, sou casada e tenho filhos, e na sociedade faço parte da maioria, então adoro comédias românticas e histórias de amor. Mas é justamente porque adoro coisas relacionadas ao romance que acho que devemos pensar nas pessoas de quem não gostamos ou pelas quais não temos interesse." É justamente porque ela ama romance que ela também considera a nocividade que ele pode ter. Essa maneira de pensar parece ser a raiz da bondade que permeia sua escrita.

As pessoas que acham que entendem são as piores.

Após a série dramática "Koisenu Futari", ela também está escrevendo o roteiro do drama "Seiri no Ojisan to Sono Musume" (2023), também na NHK General TV.

Como o título sugere, a história acompanha o protagonista, Yukio, um apaixonado relações públicas de uma fabricante de produtos higiênicos que trabalha como "menstrual man", e sua filha, Hana, que tem sentimentos complexos sobre o comportamento do pai.  O comentário de Yukio na TV: "Eu até sei o ciclo menstrual da minha filha!" gerou indignação e Hana saiu de casa, mas o drama também retratou a violência inerente a tal compreensão por parte daqueles que não estão diretamente envolvidos.

"Yukio fez tal comentário porque queria parecer 'compreendedor da menstruação, mesmo sem estar diretamente envolvido', mas, ao tornar públicos os assuntos privados de sua filha, ele está violando gravemente os direitos humanos dela. Essas pessoas que acham que entendem são as piores."

Mesmo que outros pretendam ser 100% compreensivos e agir com boas intenções, sua interferência pode ser ofensiva para a pessoa envolvida. Este filme soa o alarme do mundo do entretenimento sobre uma crise que pode ocorrer agora mesmo, mesmo dentro da menor unidade da sociedade: entre os indivíduos.

As Pessoas Que Pensam Que Entendem São as Mais Perigosas

Após a série dramática "Koisenu Futari", ele também está escrevendo o roteiro do drama "Seiri no Ojisan to Sono Musume" (2023), também na NHK General TV.  Como o título sugere, a história acompanha o protagonista, Yukio, um apaixonado relações públicas de uma fabricante de produtos higiênicos que trabalha como "homem menstrual", e sua filha, Hana, que tem sentimentos complexos sobre o comportamento do pai.  O comentário de Yukio na TV: "Eu até sei o ciclo menstrual da minha filha!" gerou indignação, levando Hana a sair de casa. O drama também retratou a violência inerente a tal compreensão oferecida por aqueles que não estão diretamente envolvidos.

"Yukio fez tal comentário porque queria parecer 'compreendedor da menstruação, mesmo sem estar diretamente envolvido', mas, ao tornar públicos os assuntos privados de sua filha, ele está violando gravemente os direitos humanos dela. Essas pessoas que pensam que entendem são as mais perigosas."

Mesmo que outros pretendam ser 100% compreensivos e agir com boas intenções, sua interferência pode ser ofensiva para a pessoa envolvida. Este filme soa o alarme do mundo do entretenimento sobre uma crise que pode ocorrer agora mesmo, mesmo dentro da menor unidade da sociedade: entre os indivíduos.

"Maebashi Witches" não queria se vender como "doentio!"

Um dos talentos artísticos de Yoshida Erika é destacar os problemas da sociedade moderna por meio do drama que se desenrola.  O anime original "Maebashi Witches" (2025) apresenta as personagens principais, aprendizes de bruxas, trabalhando arduamente para resolver diversos problemas que as pessoas enfrentam. A realidade do ambiente em que vivem as adolescentes no mundo moderno também se destaca.  No entanto, Yoshida afirma que levantar essas questões e conscientizar a população "não era o foco principal do projeto".

"No início, nem estava decidido que Maebashi seria o cenário. O projeto começou com a ideia de 'apresentar uma garota cantora', mas já havia muitos trabalhos semelhantes, incluindo 'Love Live!'"  Nesse contexto, "Quando pensei em como me diferenciar, decidi que, em vez de uma história esportiva, onde todos são amigáveis, saudáveis, positivas e cheias de empatia, eu queria criar uma história sobre garotas reais e realistas, a ponto de elas até serem percebidas como um pouco mal-intencionadas", lembra ela.

Veja, por exemplo, a personagem Niizato Azu. Ela tem fortes gostos e aversões, e no primeiro episódio, ela declara à colega de Maebashi Witches, Akagi Yuina, que "seu rosto me irrita", tornando-a uma personagem muito extrema. No entanto, ela também guarda um segredo e não pode ser descrita simplesmente como uma garota com uma personalidade dura e um senso de moda doentio. Ela é uma personagem complexa, realista e, portanto, adorável.

Claro, Yoshida Erika não tem a ideia fácil de que simplesmente apresentar um personagem com um complexo adicionará profundidade a uma história.  Em vez disso, ela diz: "Não quero vender minhas histórias com a ideia de que elas são 'doentias' e, se eu fosse uma escritora cujo trabalho as pessoas lessem só por causa do meu nome, não usaria esse tipo de elemento, mesmo em suspenses."

Só porque é anime não significa que vale tudo.

Durante esta palestra, Erika Yoshida mencionou a "exploração sexual de personagens" como algo a que se opõe particularmente.  "Não me importa como os fãs interpretam os personagens, e acho que eles são livres para desenhar e imaginar o que quiserem. Mas me oponho à ideia de a parte oficial distribuir como se dissesse: 'Vá em frente e me explore!'"

A gravidade do problema é clara, especialmente quando se trata de obras como "Maebashi Witches", que retratam adolescentes, o que na vida real equivale à exploração sexual de menores.  "Só porque é anime não significa que vale tudo. Eu valorizo ​​a ideia de 'É um desenho, mas é sobre um menor'."  Precisamente porque o mundo dos animes permite tudo, é preciso ter um cuidado meticuloso ao decidir o que desenhar e o que não desenhar. Esse grande senso de responsabilidade é um sinal de um forte compromisso com a expressão.

O Ruído de "Bocchi the Rock!" Eliminado em Sua Busca por Dominância

O anime "Bocchi the Rock!", que tornou o nome de Erika Yoshida famoso, também retrata garotas adolescentes, mas mesmo em animes baseados em obras originais, ela mantém a mesma abordagem.  "Na obra original, Hitori-chan (a protagonista, Goto Hitori) está nua na cena do banho frio, mas no anime, eu a fiz usar um maiô. Se esse tipo de representação fosse um ponto forte para "Bocchi the Rock!", tudo bem, mas não acho que seja o caso, e pensei que esse tipo de representação seria uma distração em nossa busca por dominância."

Embora Yoshida tenha negado veementemente que cenas como "garotas comentando sobre o tamanho dos seios umas das outras" sejam comuns em animes, dizendo que "as pessoas não falam assim na vida real", ela afirma que "é apenas uma distração" se a obra não for especificamente sobre isso.  "Em primeiro lugar, o trabalho original é fantástico e os criadores originais são muito cooperativos. O diretor, a equipe e a equipe musical estão trabalhando duro, e Kerorira (designer de personagens/diretor-chefe de animação) criou algumas imagens incríveis. Mesmo na fase de produção, senti que este era um trabalho que poderia se tornar um sucesso, mas se houver algum problema como este, muitas pessoas não poderão assistir."

O anime tem uma longa história de uso de muitas expressões padronizadas. Independentemente dos méritos ou deméritos dessas expressões, parece que explorar se elas são apropriadas para o trabalho e para a época se tornará ainda mais importante no futuro.  "Realisticamente falando, não existe isso de os seios de alguém continuarem tremendo de forma anormal enquanto toca violão, e se esse tipo de representação fosse incluída, eu hesitaria em mostrar esse trabalho para meu filho pequeno. Poder mostrar para meu próprio filho é um critério importante para mim."

Mesmo com essas escolhas, é importante não perder de vista o tema principal, especialmente quando se trata de uma obra baseada em uma obra original.  "O que eu gosto em 'Bocchi the Rock!' é que não é centrado em uma garota melancólica que adquire habilidades sociais por meio da banda. Hitori tem péssimas habilidades de comunicação do começo ao fim e até perde o controle no festival da escola. Ela não muda em sua essência, mas talvez tenha conseguido mudar um pouco por meio da banda."  Mesmo sem mudanças drásticas, os dias passam. 

A última frase, "Ah, tenho que trabalhar meio período de novo hoje", é uma dessas representações.  "Não é 'Sim, vamos!' ou 'Eu não quero ir trabalhar!'. É uma frase que expressa falta de entusiasmo pelo trabalho em si, mas um desejo de ver todo mundo. Passamos muito tempo discutindo o roteiro para que os espectadores pensassem: 'Bocchi não mudou nada' ou 'Ela mudou tanto!'"

Temendo o desaparecimento da cultura anime

Essa insistência na necessidade e na expressão apropriada de cada obra advém de um sentimento especial, semelhante a uma sensação de crise em relação aos animes.  "Mesmo que 99% das pessoas concordem com isso, temo que a cultura anime possa desaparecer se esse 1% de extremistas fizer algo errado. É justamente porque existem tantas obras diferentes que precisamos manter regras, moderação e ética. É aceitável ter obras extremas ou mesmo obras que sejam R18, e se eu decidir fazer isso, posso me envolver totalmente com tais obras. No entanto, nesse caso, é preciso considerar cuidadosamente para garantir que menores não possam assisti-las."

Em uma época em que as crianças podem acessar facilmente os serviços de streaming, ela argumenta que a classificação e a sinalização de gênero devem receber maior importância.  "Ao contrário de romances ou peças de teatro, que você escolhe e compra, acho que precisamos pensar mais na expressão em mídias mais acessíveis, e espero que essa mentalidade se torne mais difundida na indústria de animes."

Diferenças entre Roteiros de Live-Action e Anime

Erika Yoshida, que trabalha tanto em dramas live-action quanto em animes, diz: "As pessoas costumam dizer que meus roteiros live-action são parecidos com animes, enquanto meus roteiros de animes não são."  Embora essas diferenças possam ser devidas ao forte desenvolvimento dos personagens em dramas live-action e à representação realista e incomum das emoções em animes, Yoshida diz que não muda muito seu estilo de escrita.

"A única coisa que mudo é a forma como escrevo as indicações de palco. Por exemplo, em dramas live-action, não importa o quão detalhadas sejam as descrições, os movimentos mudam durante as filmagens, e às vezes peço aos atores que pensem em seus próprios movimentos, então não escrevo com muitos movimentos específicos. Tipo, 'Coloque a água enquanto diz XX.'"

Quando se trata de anime, no entanto, instruções mais detalhadas são necessárias para que os atores visualizem os movimentos.  "Se eu fosse escrever a mesma cena, poderia escrever algo como: 'Ela diz ____ e coloca a água no chão enquanto treme', ou 'Ela coloca a água no chão enquanto diz ____, mas a coloca bruscamente, então a água treme'. Não é tanto para que eles se mantenham fiéis à ideia, mas sim para transmitir como eu imagino a personagem e a cena, então não tem problema se forem omitidos."

Na indústria de anime, houve uma mudança nos últimos 10 anos em direção a indicações de palco mais detalhadas nos roteiros. Até mesmo Erika Yoshida, que diz que "não é do tipo que escreve indicações detalhadas em primeiro lugar", às vezes escreve entre parênteses para explicar o significado por trás de cada linha.

"Eu escrevo as nuances da peça que eu absolutamente preciso acertar, como "[Yuina: Eh! (assustada))" ou "[Yuina: Eh! (Ela não está falando sério)"].""  Essa pode ser a essência da técnica de roteiro de retratar meticulosamente as emoções dos personagens.

Uma pessoa cujo nome não pode ser apagado do "Death Note do Coração"

Seu estilo de escrever roteiros em vários gêneros serve a um propósito específico.  "Quero atingir a meta de ter todos os dramas e animes que escrevi transmitidos, filmes lançados, peças encenadas e romances e mangás publicados em um ano. Cheguei perto de atingir esse objetivo uma vez, mas não consegui com peças (risos)."

Ela diz que já foi criticada por não se concentrar em um gênero, e é justamente por causa da raiva e do ressentimento que sentiu na época que ela afirma com confiança: "Meu objetivo é dominar todos os gêneros."

"Mesmo que alguém me diga algo desagradável, posso apagar essa lembrança realizando algo. Mas a única maneira de apagar a pessoa que me disse que eu deveria parar de escrever roteiros em vários gêneros é realizar algo em todos os gêneros. É por isso que sinto que tenho um longo caminho a percorrer, e não posso apagar o nome da pessoa que me disse isso do meu Death Note do Coração (risos)."

Objetivo Final e Padrão Mínimo da Roteirista Erika Yoshida

O evento foi encerrado com uma discussão sobre o tipo de escritora que ela aspira a ser.  "Quero continuar escrevendo enquanto estiver saudável e quero escrever animes, filmes live-action e romances. Além disso, quero me tornar alguém que as pessoas pensem: 'Se Erika Yoshida está envolvida, eu também posso dar uma olhada.'"

Embora pareça estar a caminho de alcançar isso, Yoshida continua escrevendo em busca de um objetivo adicional.  "Idealmente, gostaria que as pessoas que veem meu trabalho pensassem: 'Encontrei este trabalho e ele me deixou mais leve!' Mas mesmo que não se sintam assim, acredito que preciso levar todo o meu trabalho ao ponto em que possam pelo menos pensar: 'Este trabalho não me salvou, mas reconheço o esforço que ele fez para me confortar.'"