terça-feira, 31 de maio de 2011

Autora de mangás Yuri lança seu primeiro romance hetero



Abri o Comic Natalie e vi essa capinha muito fofa e com um traço bem bonito. Até imaginei que poderia ser algum mangá seinen, mas trata-se de um dos shoujo da nova revista Le Paradis. O mangá se chama Dear Tea (ディアティア) e a autora é Kowo Kazuma. Segundo o CN, Kowo Kazuma é especializada em mangás yuri e essa é seu primeiro mangá com um romance hetero. Enfim, o lançamento do volume é no dia 30 de junho e ele vem com dois gaiden chamados My Dear (マイディア) que foram publicados na própria página da Le Paradis, um deles tem 18 e o outro 14 páginas. Queria poder dar uma olhada nesse mangazinho.

Sukeban Deka para Baixar... com Dublagem da Locomotion!!!!



Meu amigo Pedro, depois de ouvir o último Shoujocast - "É ruim... MAS EU GOSTO!!!" - conseguiu desencavar essa preciosidade: os dois OAVs de Sukeban Deka (スケバン刑事). Melhor ainda, com a dublagem brasileira da Locomotion! Eu não tinha isso comigo, guardava só de memória e, agora, é possível ter nos meus arquivos permanentes. E os links são do Megaupload e estão funionando bem. Para acessar os arquivos, é só visitar esse site (*Aqui no meu Firefox veio aviso de perigo, mas o site está OK*). Altamente recomendado. Ruim, mas é um clássico. Inesquecível! ^__^

Revista Pafu fala sobre comida e mangá de Fumi Yoshinaga



Segundo o Comic Natalie, a edição atual da revista Pafu tem como foco a comida e, claro, mangás que tratam do assunto. Dito isso, não é surpresa que Fumi Yoshinaga esteja em foco na edição com seu mangá seinen Kinou Nani Tabeta? (きのう何食べた?). As outras duas séries enfocadas são Takasugi-san Chi no Obentou (高杉さん家のおべんとう), de Nozomi Yanahara, que também é entrevistada neste edição, e Shinya Shokudou (深夜食堂), de Yarou Abe. Duas outras mangá-kas que aparecem em matérias dessa edição são Aoki Kotomi e Temari Matsumoto. O site oficial da revista é este aqui.

Chihayafuru vira Anime



Eu estou me sentindo aquele velocípede de Carangos & Motocas (*Ah, não lembra desse desenho? Youtube explica!*), que falava “Eu te disse! Eu te disse!”. Faz tempo que eu repito que Chihayafuru iria virar dorama ou anime, bem, a animação veio primeiro, mas, acredito, que um dorama ou filme ainda estão por vir. O mangá Chihayafuru (ちはやふる), de Yuki Suetsugu, é um dos mais premiados dos últimos tempos, levou o Taisho Award, além de ficar em primeiro lugar no ranking do guia Kono Manga ga Sugoi! em 2009. A série já vendeu mais de 4 milhões de cópias, segundo o ANN, e deve vender muito mais agora que foi premiada... A história da série é a seguinte, a colegial Chihaya Ayase vivia os sonhos da irmã, que queria se tornar uma super modelo, até que descobre o seu próprio caminho na vida. Depois de ver um aluno transferido, Arata Wataya, jogando karuta (*um jogo de cartas*), ela decide se tornar uma jogadora, também... e para valer. Para quem não lembra, Suetsugu foi a mangá-ka que foi queimada na fogueira por ser acusada de plágio... Pois bem, ela sacudiu a poeira e deu a volta pro cima, literalmente. E eu fico muito feliz com isso! Ainda não se sabe qual canal vai transmitir o anime, mas eu aposto que será material Noitanima. A estréia será em outubro. Agradeço à RizyRizy, que me passou a notícia. ^__^ Agora, é esperar o licenciamento do mangá. E um dos próximos anúncios de anime deve ser o do mangá Sangatsu no Lion (3月のライオン), da Chika Umino, podem esperar.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ranking do New York Times



Saiu o ranking americano de mangás. Há dois shoujo no top 10, Black Bird, que deve ficar ainda um bom tempo, mas perdeu o primeiro lugar (*nada impede que volte, a depender da configuração semana que vem... Já se aparecer um Naruto...*) para Negima. E Shugo Chara!, que eu não me espantaria se aparecesse aqui no Brasil, também. É isso. ^__^

1. Negima! Magister Negi Magi #29
2. Black Bird #8
3. Maximum Ride #4
4. Black Butler #5
5. Blue Exorcist #1
6. Shugo Chara! #10
7. Fairy Tail #13
8. Biomega #6
9. Rosario + Vampire season II #4
10. Bakuman. #4

Chega ao fim Yumeiro Patissière



Segundo o Manga News, o mangá Yumeiro Patissière (夢色 パティシエール), de Natsumi Matsumoto, chegará ao fim na edição da revista Ribon que será lançada na sexta-feira. O mangá iniciou em 2008 e fechará com 10 volumes. A série teve duas temporadas animadas de anime, nos anos de 2009 e 2010, com um total de 63 episódios no total. A história gira em torno de Ichigo Amano que sonha em ser uma pâtissière (confeiteira) mas é muito desastrada (*clichê*). Porém, depois de ser admitida na St. Mary Academy, uma escola de culinária, conhecerá um “espírito confeiteiro” que a ajudará a atingir seu sonho. Eu nunca li nada da série, na verdade, não me interessei muito pelo argumento que é bem infantil e sugere ser clichê... Eu sei, isso é preconceito, mas não vou mentir para vocês, não. ^__^

domingo, 29 de maio de 2011

Mama Wa Tenparist termina da revista Chorus



A revista josei Chorus publica o mangá Mama Wa Tenparist (ママはテンパリスト), de Akiko Higashimura, autora de Kuragehime (海月姫), e, segundo o Comic Natalie, a série terminou nessa edição 9. A série faz muito sucesso e eu não me surpreenderia se ela acabasse virando anime, também. Além disso, esta edição vem recheada de one-shots. Teremos um novo gaiden de Bronze chamado Bronze - Aiji Obore, Aiji Shisu (BRONZE 堕園), em duas partes. Outro gaiden nesta edição é Alcohol (アルコール), de Shinobu Nishimura (*via Hakkeyoi*), também em duas partes. Esta série aparece como em andamento no Mangaupdates... Mas, como já vi erros por lá, especialmente em mangás josei,pode ser engano. Wasurera Renai (忘れられない), de Fumiko Tanikawa, também tem a primeira parte nesta edição. Há ainda a estréia de Nodoka Tsurimaki, conhecida pelo mangá seinen Kuon no Mori (くおんの森), em uma revista josei. A série se chama Uchiage Hanabira (うちあげ はなびら). E, por fim, temos uma entrevista com a mangá-ka Nozomi Yanahara , de Takasugi-san Chi no Obentou (高杉さん家のおべんとう) . Enfim, uma edição recheada de coisas interessantes.

O Retorno de Gravitation EX no Japão



Segundo o site Manga News, o site da revista on lin Web Spica anunciou que Gravitation EX (グラビテーション EX) retornará na edição de 28 de junho. O mangá estava interrompido há pelo menos dois anos. O mangá Gravitation EX, de Maki Murakami, estreou em 2004 como seqüência da série original, Gravitation, publicada entre 1996 e 2002. O mangá era publicado conjuntamente pela Gentosha e pela Tokyopop, com a derrocada da editora americana, não se sabe como a coisa vai ficar por lá. No Brasil, a JBC publicou o primeiro mangá da série, que foi o primeiro BL (yaoi) a sair em nosso país. Mais recentemente, a Newpop publicou novels de de Gravitation e o mangá shounen Kanpai! (Kimi no Unaji ni Kanpai! - 君のうなじに乾杯!). Gravitation é uma das séries que citamos no últimop Shoujocast que tem como título “É ruim... MAS EU GOSTO!!!”.

Shoujocast #38 no Ar: É ruim... MAS EU GOSTO!!!



Sabe aquelas coisas que você gosta, mas sabe que é ruim? Tipo um mangá, filme ou anime? Ou então, aquela novela horrorosa que você não conseguia deixar de assistir? Pois é, o nosso Shoujocast de hoje é sobre isso, todo aquele lixo... ou nem tanto... que ficou guardado no nosso coração. Tanko e eu (Valéria Fernandes) conversamos sobre nosso péssimo gosto e temos um convidado, o Diego Hatake, do blog Reflections from a Twisted Mind. A Lina também participa, não fiquem preocupados, ela está na leitura dos comentários e e-mails do cast de Ōoku (大奥).

Se você quiser comentar, use o espaço do post, ou mande um e-mail para shoujocast@yahoo.com.br (*Por favor, coloque nome ou nick, idade e profissão*). Para assinar o nosso feed, clique aqui. E agora o Shoujocast está no Twitter, então, se quiser, pode nos seguir. Se quiser baixar o programa, é só clicar neste link. É possível ouvir o Shoujocast no player abaixo, também:




Links Importantes para este episódio:

Menino, fã de Luan Santana, dando chilique
Anime que se passa num futuro pós-apocaliptico onde apenas as mulheres sobreviveram: Project Ice
Blog da Gabriela N - Yonihon
Roger Ramjet - Abertura (*Há uma abertura em português, mas não foi essa a dublagem que eu assisti, não*)
Pirata do Espaço em português no Youtube - Episódio 1 - Parte 1
Sukeban Deka - Fan Video
Sukeban Deka em Espanhol - Parte 1
Cutey Honey X Princess Princess
Olho de Peixe - Fan Video (*É série Super S e não S, como falei no cast*)
Soraya Montenegro bate na própria mãe.
Soraya Montenegro tortura enteada com tarântulas.
Soraya Montenegro briga com Maria do Bairro.
Gakuen Heaven - Abertura
Coração Selvagem - Fan Video (*Tão brega que eu tive que colocar*)
Chispita - Abertura
Carrossel - Abertura
D'Artagnan e os Três Mosqueteiros - Trem da Alegria - Abertura
Cavaleiros do Zodíaco - e aberturas da Manchete

Quem quiser adquirir um dos artesanatos que a Lina faz, é só visitar o Inverse Craft. Ela faz coisas muito fofas, como esses chaveiros de Moyashimon que ela me deu de presente ou o quadro de gatinho que ela me enviou no meu aniversário. ^_^ E visitem o site da Lina e o Blyme Yaoi, o site da Tanko. Eles valem a pena.

Infelizmente, tivemos um problema com o áudio. A Lina não pode editar, e eu fiquei com a responsabilidade... Não deu muito certo, mas o programa ficou bem legal no aspecto conteúdo... A parte técnica é que deixou a desejar...

Kaze Hikaru chega ao 30º volume



O Comic Natalie noticiou que no diz 24 de junho sai o volume #30 de Kaze Hikaru (風光る), de Taeko Watanabe. Se entendi bem, a edição da revista Flowers que saiu ontem, dia 28 de maio, trouxe imãs comemorativos como brinde da série. Ou será que será sorteio? Estou na dúvida, sabe? De qualquer forma, haverá sorteio de algum brinde da serie, para 80 pessoas que enviarem o cupom – que vem com a revista – até o diz 27 de junho. Até tinha vontade de dar uma segunda chance para Kaze Hikaru, mas quando vejo o número d evolumes, fico com medo de começar a gostar... TRINTA VOLUMES é muita coisa!

sábado, 28 de maio de 2011

Ranking da Oricon



Eis o ranking do Oricon, que publica os 30 mangás mais vendidos do Japão durante a semana. Os mangás femininos não conseguiram grande desempenho no top 10, Gakuen Alice é o único. Sei que a série tem muitos fãs no Brasil, afinal, volta e meia me fazem perguntas sobre ela, mas eu só assisti parte do anime e, bem, achei muito bobinho. Mas, pelo que dizem, a série cresceu bastante e ganhou grande profundidade psicológica e na trama em geral. Tonari no Kaibutsu-kun caiu do top 10, mas na semana passada as vendagens foram muito baixas. Acredito que o destaque da lista é Do Da Dancin'!, um josei que já é continuação da série original, e que vai muito bem no Japão. Infelizmente, não tem scanlations... É uma pena...

10. Gakuen Alice #24
12. Tonari no Kaibutsu-kun #7
13. Love So Life #7
17. Do Da Dancin'! Venetia Kokusai-Hen #9
20. Kami-sama Hajimemashita #9
21. Akatsu no Yona #5
23. Stardust Wink #6

Ranking da Taiyosha



O ranking da Taiyosha saiu na segunda-feira, mas só tive tempo de atualizar hoje, desculpem. O único shoujo no top 10 é Gakuen Alice, que já chegou ao volume 24. Volta e meia alguém me pergunta se que acredito que este mangá possa sair no Brasil. Bem, tudo é possível, mas trata-se de um mangá tão longo que nem sei... E a carreira internacional da série n]ao tem sido muito excepcional... De resto, praticamente tudo mudou no ranking de shoujo, poucos títulos resistiram, como Tonari no Kaibutso-Kun e Stardust★Wink. Em josei, com a saída dos Harlequin, Kuragehime subiu para o top 10 de novo. Aliás, o ranking de josei tem alguns títulos que parecem ser muito bons, como Barairo no Seisen e DoDa Dancin’, mas não há scanlations... Aliás, nem resumo da obra costuma ter... Falando em scanlations, é possível encontrar algumas de Ohitorisama Monogatari. Eu baixei mais cedo.

SHOUJO
1. Gakuen Alice #24
2. Love So Life #7
3. Tonari no Kaibutsu-kun #7
4. Kamisama Hajimemashita #9
5. Akatsuki no Yona #5
6. Kairaishi Lin #13
7. Tableau Gate #8
8. Barairo Guardian #1
9. Stardust★Wink #6
10. Nananan

JOSEI
1. Do Da Dancin’! ~Venice Kokusaihen~ #9
2. Madame Joker #9
3. Ohitorisama Monogatari #3
4. Nounai Poison Berry #1
5. Ishutaru no Musume~Ono Otsuuden~ #3
6. Honya no Mori no Akari #9
7. Shikatsushi – Joou no Houigaku #2
8. WONDER! #12
9. Barairo no Seisen #5
10. Kuragehime #7

P.S.: Pessoal, desculpem a demora em fazer atualizações. Além de estar trabalhando mais do que a média, fiquei doente ontem. Acho que é virose, coisa pouca, mas estou realmente me sentindo mal. Daí, a quantidade de posts relevantes – ranking é mais por hábito mesmo – devem ficar para depois. Peço compreensão.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Volume #47 de Glass Mask em julho



Achei engraçada a nota do Comic Natalie. Além de falar do booklet e furoku (*brinde*) de Glass Mask (ガラスの仮面 – Garasu no Kamen) que veio com a edição da revista Betsuhana, a notinha faz questão de ressaltar que Suzue Miuchi vai lançar o terceiro volume de Glass Mask em 9 meses!!!! Vejam só! O volume novo sai em 26 de julho. Levando-se em conta que a autora já ficou quase dez anos sem lançar um volume, isso deve ser um recorde mesmo. ^__^ A capa da revista é do mangá Shitsuji-sama no Okiniiri (執事様のお気に入り), de Rei Izawa. Não sei ppor qual motivo, mas sempre que vejo alguma coisa com esse mangá me vem a cabeça que ainda teremos um anime dessa série, sabe?

Dorama Coreano de Hana Yori Dango estréia no Peru




A Lina me passou essa notícia, que é muito legal. Lembram do Shoujocast #34, quando falamos que doramas coreanos (Kdoramas) eram exibidos em países da América Latina? Pois é, queridas leitoras e leitores, o dorama coreano de Hana Yori Dango (花より男子), ou Boys Before Flowers, estreou na TV Panamericana, canal ABERTO do Peru. Já imaginaram isso por aqui? Eu já... mas não sei se tenho esperança... Pois bem, o nome latino da série tinha sido ventilado como Las Flores Salvages (As Flores Selvagens), mas o nome ficou uma versão do título ficou mesmo como Los Chicos son Mejores que Las Flores. A estréia foi no dia 5 de maio e a série é exibida de segunda a sexta-feira às 20 horas. A Lina ainda localizou no youtube os capítulos para assistir com dublagem (*feita no México*) latina e a abertura original. Quem quiser maiores informações, é só passar no blog da Lina que fez um grande post – tanto em tamanho, quanto em qualidade – sobre essa estréia, como assistir on line, onde baixar os capítulos completos, etc.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sawako, de Kimi ni Todoke, vira boneca... de novo!



Uma colega passou esse link no Facebook e eu tinha que dividir. Pois é, dessa vez, Sawako, de Kimi ni Todoke: From Me to You (君に届け), virou uma nendoroid lindinha. Nendoroid é aquele tipo de boneca que troca as cabeças e, conseqüentemente, as expressões faciais. Essa eu não vou comprar, mas acho linda. :D

Autora de Nodame Cantabile estréia em nova revista da Kodansha



Segundo o Manga News (*primeiro a noticiar, mas eu vi no ANN e no Hakkeyoi primeiro*), hoje, 25 de maio, a Kodansha lançou o site de sua nova revista seinen, a Jump Kai. A revista parece ser temática e tem como tema a “Pureza”, seja lá o que isso signifique. A edição será mensal e o primeiro número sai em 25 de junho com capa de Tomoko Ninomiya, autora de Nodame Cantabile (のだめカンタービレ). Aliás, a página da revista faz toda a propaganda em cima da expectativa de qual será a próxima série da autora depois de Nodame... enfim, eu também estou curiosa, só queria que ela continuasse em uma revista josei. Os autores e autoras envolvidos no projeto são Tomoko Ninomiya, Hikari Hayakawa, Youkihi, Hitori Renda, Yoshiro Nabeta, Kenichi Satoh, Yugo Ishikawa, Yukizo Saku, Wataru Murayama, Rui Takatoh, Nao Kurebayashi, Peko Watanabe, Doh Mampuku, Inusuke Matsuhashi, Kousuke Masuda, Hiroyuki Shoji, Yoko Nemu e Misato Konari.

Conversando no Twitter com a Karen, que é tradutora da Panini, ela me passou o link dentro do site da revista, que explicava qual o objetivo da mesma. Segundo ela, a revista não diz se será seinen, normalmente, com esse perfil, ela acaba sendo rotulada dessa forma. Enfim, talvez seja outra publicação da Kodansha no estilo Jump SQ, que se diz shounen, mas traz autoras de shoujo produzindo séries que, se deslocadas para uma revista shoujo, poderiam ser publicadas sem qualquer ajuste. Segundo a Karen, na página da Kodansha há o seguinte: "A revista Jump Kai é para quem gosta, ama e não consegue viver sem mangás”. Ela disse que X de “kai”, em japonês, significa “algo novo, revolucionário”. Bem, vamos esperar para ver.

Mangá sobre Interssexualidade vira dorama



Segundo vários sites (*Hakkeyoi, Oricon e ANN, foram minhas fontes*), o mangá josei IS〜Otoko de mo onna de mo nai sei〜 (IS〜男でも女でもない性〜), de Chiyo Rokuhana, será transformado em dorama. As atrizes escaladas para serem as protagonistas são Saki Fukuda (20 anos) e Ayame Gōriki (18 anos). A estréia será em julho, na TV Tokyo. IS é um mangá episódico que trata da questão da interssexualidade, isto é, pessoas que nascem com sexo indeterminado (*ou assim parece*). A história que será enfocada no dorama gira em torno de Haru Hosino (Fukuda), que foi registrada como menina, mas criada como menino. Quando decide entrar em um colégio que forma chefs de cozinha, ela/ele é obrigada a freqüentar como garota, já que seu registro de nascimento diz que ela é do sexo feminino. No colégio, uma aluna misteriosa, Miwako Aihara (Gōriki), se aproxima de Haru. Ayame Gōriki disse em entrevista ser fã do mangá desde criança e ter ficado muito contente em ter sido convidada para participar do dorama. IS foi publicado entre 2003 e 2009, nas revistas One More Kiss e Kiss, e venceu o Kodansha Manga Award de 2007 na categoria shoujo.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Exposição na Universidade de Kyoto Seika celebra a obra de cinco Mangá-kas



Segundo o Comic Natalie, haverá uma grande exposição sobre a obra de cinco mangá-kas que lecionam na universidade de Kyoto Seika. Como não poderia deixar de ser, quem aparece em maior destaque é Takemiya Keiko, os outros homenageados são Itahashi Syufo, Saso Akira, BELNE e Tsuru Daisaku. Eu fiquei feito uma cretina perdendo tempo tentando traduzir o Comic Natalie, quando há uma página em inglês da exposição. É esta aqui. Aliás, não somente em inglês, mas em francês, coreano e chinês... Enfim, foi difícil encontrar informações sobre alguns mangá-kas do grupo. No caso de Tsuru Daisaku, sua obra mais conhecida é o mangá seinen de ficção científica chamado Nachun (ナチュン). Já a mangá-ka – acho que é mulher – BELNE é especializada em material shounen-ai. A faculdade de mangá da Kyoto Seika foi fundado em 2006 e a exposição será no museu do mangá entre o dia 28 de maio e o dia 26 de junho.

domingo, 22 de maio de 2011

Ranking do New York Times



Saiu o ranking do New York Times, com os mangás mais vendidos nos EUA esta semana (*na verdade, sai sempre com uma semana de atraso*). Enfim, as quatro primeira opções não mudaram, Black Bird #8 – e o volume está nas minhas mãos agora e é ótimo – continua liderando. Otomen #10 caiu três posições e deve estar se despedindo. E a novidade é Ai Ore! Love Me! #1, de Shinjo Mayu, que entra no top 10. É isso.

1. Black Bird #8
2. Maximum Ride #4
3. Black Butler #5
4. Bakuman. #4
5. Blue Exorcist #1
6. Rosario + Vampire season II #4
7. Pandora Hearts #5
8. Highschool of the Dead #2
9. Otomen #10
10. Ai Ore! Love Me! #1

sábado, 21 de maio de 2011

Ranking da Taiyosha



Publicando finalmente o ranking da Taiyosha. Eu já tinha traduzido ontem, mas como estava concentrada em editar o Shoujocast (*e não terminei ainda*) e acabei não tendo paciência para arrumar as capas e postar. Por isso, está entrando com a data de ontem. O único shoujo no top 10 é Tonari no Kaibutsu-Kun, que eu já comentei aqui no blog. É um mangá muito interessante e faz sucesso no Japão. O ranking de shoujo foi muito eclético mesmo. Temos os mangás apimentados da Petit Comics, como Majo wa Nido Aegu, material da Ribon, como Stardust★Wink, mangás que parecem ter um recorte mais Cult, como Ane no Kekkon ou Sansukumi. Junjou Romantica resiste. E a capa mais bonitinha é a de Taiyoi no Ie... Mas resumo dele, não achei.

Em josei, muitas capas bonitas... e nenhum resumo da história, ou quase. Achei a capa de Dream Eater Saigo no Yume, com a bruxinha, muito legal… Queria poder dar uma olhada neste mangá. Temos, claro, uma boa fornada de mangás Harlequin, com destaque para Yokisenu Kyuukon, desenhados pela veterana Chieko Hara. Ela, ao contrário de uma Chiho Saito que só faz capas, desenha os mangás e tudo o que ela faz costuma aparecer no ranking. O traço da Chieko Hara é bem shoujo anos 1970 e lembra bastante o de Yumiko Igarashi. Para “leigos”, é até complicado diferenciar o traço das duas. De resto, temos Yamato Waki com seu Ishutaru no Musume, Mari Okazaki com &. Fora Honya no Mori no Akari , que contou com forte promoção, e Ohitorisama Monogatari , que tem uma capa linda...

SHOUJO
1. Tonari no Kaibutsu-Kun #7
2. Ane no Kekkon #1
3. Majo wa Nido Aegu #6
4. Stardust★Wink #6
5. Sansukumi #2
6. Oboreru Knife #12
7. Anata ni Hana o Sasagemashou #3
8. Chotto Edo Made #5
9. Taiyou no Ie #3
10. Junjou Romantica #14

JOSEI
1. Ohitorisama Monogatari #3
2. Honya no Mori no Akari #9
3. Ishutaru no Musume~Ono Otsuuden~ #3
4. & #2
5. Sheik no Tawamure
6. Megami to Deau Ashita ni
7. Sen no Yoru ni Kiss o Shite
8. Yokisenu Kyuukon #2
9. Yokisenu Kyuukon #1
10. Dream Eater Saigo no Yume

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ranking da Oricon



Quarta-feira saiu o ranking da Oricon – o da Taiyosha, eu ainda preciso traduzir, o da Tohan, acho que morreu mesmo (*se o site mudou, por favor, alguém me passe o caminho!*) – e temos um total de oito mangás femininos entre os mais vendidos. Pelo que vi – e a lista completa está aqui no ANN – foi uma semana de vendas baixas. One Piece #62 vendeu esta semana 227.721 cópias, já o terceiro colocado, Tonari no Kaibutsu-kun, que é estreante, conseguiu vender 66.911 exemplares. Não é muito mesmo. Enfim, dito isso, essa semana foi bem democrática, Atchi to Kotchi é yaoi, mangá da Libre mesmo, Ane no Kekkon, de Keiko Nishi, deve ser josei... mas certeza, não tenho. De qualquer forma, há material para todos os gostos – ou quase – no ranking da Oricon esta semana. :)

3. Tonari no Kaibutsu-kun #7
11. Majo wa Nido Aegu #6
13. Stardust Wink #6
16. Ane no Kekkon #1
18. Atchi to Kotchi
23. Oboreru Knife #12
24. Sansukumi #2
29. Anata ni Hana o Sasagemashō #3

Revelado o elenco de Ouran Host Club



O dorama de Ouran Host Club (桜蘭高校ホスト部) vai sair mesmo e o elenco foi anunciado. Como passei o diz fora, só repassei via celular o post que e Lina fez para o blog dela (*as fotos do elenco estão lá, faça uma visitinha*). Enfim, o elenco principal é o seguinte: Yusuke Yamamoto será Tamaki Suoh e a bonitinha Haruna Kawaguchi foi escolhida para ser Haruhi Fujioka. A bichinha vai ter que cortar o cabelo... Daito Shunsuke será o Kyouya e os gêmeos Shinpei e Manpei Takagi serão Hikaru e o Kaoru. É bem interessante terem escolhido gêmeos de verdade... Yudai Chiba será o Honey Senpai e o Masaya Nakamura interpretará o Takashi Morinozuka. E por fim, o Ryo Ryusei será o sinistro Umehito Nekozawa. Olha, eu não sei o que esperar de um dorama de Ouran, confesso que tenho curiosidade, mas não passa disso... Pode ficar ótimo ou muito ruim. Não achei o tal Yusuke Yamamoto parecido com o Tamaki (*veja a montagem do blog Hakkeyoi!!*), não consigo imaginá-lo como a personagem, no entanto, sei que aparências enganam... Agora, é esperar.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

The Borgias: o último episódio está chegando



Eu sei que realmente vou ficar com saudades desta série, mas é inevitável... Obviamente, uns dois ou três capítulos não cairiam mal. Fazia tanto tempo que não via uma cena do Cesare e da Lucrezia juntos, uma cena que fosse realmente encantadora como essa, que estava com saudades. É um preview do último episódio, mas eu estou realmente torcendo para que o Cesare acerte as contas com o marido da irmã. E o diálogo é ótimo... "Ele traiu nosso pai", "Sim, e por isso ele vai pagar... Mas o que ele fez com você?"... HoHo, um ano para esperar... Aliás, falando no último episódio (*que eu ainda não vi*): Precisavam deixar o pobre do Paolo para trás? Mas quando terminar de assistir a série, faço um longo post sobre a tmeporada inteira.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Edição limitada de Nokemono to Hanayome the Manga lançado no Japão



Nokemono to Hanayome the Manga (ノケモノと花嫁 THE MANGA) foi publicado na revista de moda chamada Kera em 2006. A autoria do mangá é de Kunihiko Ikuhara, a mente subversiva por trás do anime de Shoujo Kakumei Utena (少女革命ウテナ), com o traço de Asumiko Nakamura. Segundo o Comic Natalie, amanhã serão lançados no Japão doi volumes em edição limitada, o responsável pela publicação é o Animate. Como tudo que o Ikuhara faz, essa série parece ser bem maluca, subversiva, e, talvez, pós-moderna... Bem, do Ikuhara, eu só gosto de Utena mesmo. A outra parceria dele com Chiho Saito, S to M no Sekai (SとMの世界), foi difícil de digerir. E antes que alguém pergunte, “Be-Papas” é uma espécie de coletivo do qual o Kunihiko Ikuhara participa. No caso de Utena mangá, lançado aqui no Brasil pela JBC, a mão da Chiho Saito pesa muito mais que a dele.

Coletânea de Mari Okazaki lançada no Japão



Segundo o Comic Natalie, uma coletânea de trabalhos curtos da autora publicados em revistas shoujo e josei desde o ano de 1995 até 2008. O nome da coletânea é Girl’s Tales ou Girl's Guuwa (Girl's ぐうわ) Segundo a nota, ao final de cada trabalho há anotações da autora comentando cada história. O mangá & (& -アンド-) de Okazaki foi recentemente lançado e está entre os josei mais vendidos. Acredito que o mesmo ocorrerá com Girl's Tales.

Nova Edição de Gokinjo Monogatari lançada no Japão



Gokinjo Monogatari (ご近所物語) é um dos mangás mais importantes de Ai Yazawa e funciona um pouco como prequel de Paradise Kiss (パラダイス・キス), que saiu aqui no Brasil. Segundo o Comic Natalie, hoje, dia 18 de maio, dois volumes da nova edição, com novas capas, foram lançados no Japão. Parece que neste novo formato serão cinco volumes, não os sete originais. O mangá original foi publicado entre fevereiro de 1995 e outubro de 1997 na revista Ribon. Segundo a notícia, Gokinjo já foi republicado antes em um formato com quatro volumes. E a cada edição de Gokinjovirá um brinde e, no final, o colecionador terá uma boneca de papel da Mikako e mais quatro modelos de roupinhas para trocar. Adoro bonecas de papel!!!! Na edição da revista Cookie, que será publicada em 26 de maio, haverá uma espécie de Booklet sobre Gokinjo Monogatari e Nana (ナナ), parece, e espero não estar passando informação errada, que serão informações sobre os dois mangás e uma mensagem de Ai Yazawa. Em nenhum momento, estão falando sobre a saúde da autora ou seu retorno.

I.O.N. de Arina Tanemura ganha nova edição 17 anos depois



Segundo o Comic Natalie, o mangá I.O.N. (イ・オ・ン), de Arina Tanemura, vai ganhar uma edição nova em format bunko. Publicado em 1997 na revista Ribon, a série teve seis capítulos originais, e mais um com 32 páginas publicado na revista Ribon Fantasy Zokan Go em 2010. A capa foi desenhada especialmente para esta edição.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Kimi to Boku: Olhando, pensei que era shoujo...



Pois é, aparências enganam. Vi esse traço levinho, esse monte de menino bonito e pensei que Kimi to Boku。 (君と僕。) era shoujo. Pois bem, não é, mas fiquei com vontade de dar uma olhada. Segundo o Comic Natalie, o anime estréia em outubro. O estúdio é o mesmo que fez Aoi Hana (青い花)... Que eu não assisti ainda. A trama do mangá de Kiichi Hotta, que sai na revista G Fantasy, é sobre um grupo de colegas de escola – os gêmeos bonitinhos Yuta e Yuki Asaba, o efeminado Shun Matsuoka, e o chefe da turma Kaname Tsukahara – que se conhecem desde a infância. Eles não são assim tão grandes amigos, mas continuam andando juntos. E, por fim, Chizuru Tachibana, que é meio japonês, meio americano, chega a escola e se junta ao grupo. Enfim, shounen slice of life só com meninos... Será que não é shpunen-ai? Acho que vou dar uma olhada no mangá. O site oficial do anime é este aqui.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Volume 5 da Special Edition de Rozen Maiden vem com Booklet Especial



Esta notícia estava no Comic Natalie e, talvez, eu não esteja traduzindo corretamente, mas acho que pode ser do interesse de muita gente que passa por aqui. PEACH-PIT é uma dupla de mangá-kas que tem um traço muito fofinho e faz mangás shoujo, shounen e seinen. Rozen Maiden (蔷薇少女), junto com Shugo Chara! (しゅごキャラ!), são os dois mangás mais importantes da dupla. Pois bem, segundo o Comic Natalie, o volume 5 da edição definitiva de Rozen Maiden vem com um booklet com poemas escritos por Arika Takarano, do ALI PROJECT. Com direito a um case especial e tudo mais para colocar volume e booklet. Só não dizem se vai ser mais caro por causa disso. Enfim, esse booklet deve ser muito bonito. Nunca li nada de Rozen Maiden, mas as ilustrações e cosplays geralmente são lindos.

Engenharia Genética e Incesto em novo mangá da Be Love



Segundo o Comic Natalie (*e com preciosa ajuda do blog Hakkeyoi!*), dois one-shots apareceram na última edição da revista Be Love. O primeiro é Ashita no Kyouko (あしたの今日子), de Tanaka Shou, que parece ser sobre o encontro entre uma colegial que perdeu o emprego e um homem que perdeu sua confiança em si mesmo. Mas o outro, Mirai no Adam (未来のアダム), de Sakai Eri parece ser muito interessante. Segundo o resumo, em um futuro onde a clonagem humana é possível e acessível, Mika perde seu marido, Kazuyuki, em um acidente e toma a decisão de cloná-lo e criá-lo como seu filho. Mas, quando o menino cresce, uma terrível ansiedade toma conta de Mika. Eu é que chutei incesto, não tenho certeza se será isso ou o medo de perder o marido-filho de novo. Segundo o Hakkeyoi, Sakai Eri é um pseudônimo de Hagio Moto. Eu procurei a informação e não achei nada... Mas me pergunto por qual motivo Hagio Moto precisaria de um pseudônimo... Acho que são autoras diferentes, mas Eri é especializada em ficção científica. Queria muito ler esse one-shot. Bem, vamos ver se por conta desse título esse post acaba entre os top acessados do blog... ainda na notícia, há o aviso que Suetsugu Yuki retomará Chihayafuru (ちはやふる), que acabou de ganhar o 35º Kodansha Award, na próxima edição.

Mangá-kas da Hakusensha mandam mensagem para as ví­timas do terremoto



Segundo o Comic Natalie, as mangá-kas, sim, porque salvo pela Young Animal são autoras de shoujo mangá da da editora Hakusensha, algumas delas bem conhecidas do público brasileiro, como Natsuki Takaya, Chika Umino, Matsuri Hino, produziram desenhos e mensagens para as vitimas do terremoto. A coletânea com todas as imagens foi publicada em um anúncio de página dupla na edição de quarta-feira do Yomiuri Shimbun. Olha, ficou um negócio muito bonito. O desenho de Bisco Hatori de Ouran Host Club (桜蘭高校ホスト部), por exemplo, ficou muito lindinho. Eu coloquei como avatar em uma página o desenho que foi feito pela Suzue Miuchi de Glass Mask (ガラスの仮面 - Garasu no Kamen). Para quem não sabe como eu vi, explico que a Hakusensha colocou todos os desenhos em sua página oficial é só clicar nos logos da Hana to Yume, Besatsu Hana to Yume, Lala, Lala Deluxe, Melody, Silky, e Young Animal. É bem fácil salvar. E, para quem tem Facebook, eu carreguei várias das imagens aqui.

Enfim, ao todo 106 mangás participaram e elas e eles são: Natsuki Takaya, Yoshiki Nakamura, Mikase Hayashi, Miyuki Noma, Kiyo Fujiwara, Chika Shiomi, Sakura Takeuchi, Shōko Takezawa, Chika Umino, Saki Hiwatari, Tachibana Higuchi, Akira Tachibana, Sumire Kojima, Maumi Kawaou, Tōya Tobina, Shigeyoshi Takagi, Naho Mizuki, Sorata Akiduki, Shinobu Amano, Yuki Midorikawa, Sao Takebayashi, Marimo Ragawa, Ken Saito, Emiko Nakano, Tomomi Nagae, Akane Ogura, Naomi Yamauchi, Motoko Fukuda, Suzue Miuchi, Aki Katsu, Yui Kure, Yuu Kamiya, Junko Kanechiku, Masami Morio, Nao Mashiba, Hisamu Oto, Rei Izawa, Maki Minami, Ryoko Fukuyama, Mato Kauta, Makoto Tateno, Hideaki Nishikawa, Yoko Matsushita, Kikuzo Kashiwaya, Shigeru Takao, Bisco Hatori, Bun Katsuta, Kei Tanaka, Kou Matsuzuki, Ririko Tsujita Hiro Fujiwara, Mito Orihara, Ritsu Miyako, Yuki Nakaji, Hari Tokeino, Rie Takada, An Tsukimiya, Kentarou Miura, Yuu Toyota, Mitsuru Fujii, Miku Sakamoto, Chiaki Karasawa, Rei Nakajima, Tomo Matsumoto, Reiko Okano, Matsuri Hino, Wataru Hibiki, Asou Mikoto, Fumihiro Hayashizaki, Tooko Mizuno, Minako Narita, Shummi Kanzaki, Banri Hidaka, Yuki Fujitsuka, Ichiha, Aya Kanno, Kaede Kōchi, Rosuke Nishikawa, Takeshi Matsumoto, Aki Morino, Yuni Yukimura, Hisaya Nakajo, Kyoko Mizutani, Mai Nishikata, Emura, Aya Roppongi, Koma Ichiharu, Miyuki Yamaguchi, Shiki Tanisawa, Meca Tanaka, Hayako Gotō, Kumiko Hayashi, Yumi Hoshino, Kyouko Hikawa, Nanpei Yamada, Julietta Suzuki, Sakai Miwa, Misami Tsuda, Kiiro Yumi, Nari Kusakawa, Takami Konohana, Momoe Ezaki, Mizuho Kusanagi, Maiko Yamaguchi, Yuki Fujimoto, Dai Shiina.

P.S.1: Não teria essa lista completa se o ANN não tivesse traduzido. Só de olhar a lista no Comic Natalie me deu angústia. ^_^
P.S.2: Este post é do dia 12/05, é o único que eu tinha salvo. Eu realmente duvido que o Blogger cumpra a promessa e devolva os meus três posts daquele dia.

Primeiro volume do mangá Samurai Vampire lançado no Japão



O que me chamou a atenção para essa nota do Comic Natalie foi a suspeita de que poderia ser um mangá josei, como é da revista Manga Erotics F, eu não sei como categorizar, mas a autora, Chika Ogaki, tem praticamente só mangás josei no currículo. Enfim, o primeiro volume de Samurai Vampire (侍ばんぱいや), que é, pela descrição, um mangá de comédia que se passa na Era Edo e tem como protagonista um vampiro-samurai que vive em busca de sangue de virgens, será lanãdo com sessão de autógrafos no dia 22 de maio, 16h, na livraria Comic Zin de Akihabara. Os 80 ingressos serão distribuídos no dia 19 para as primeiras pessoas que comprarem o volume na livraria. No volume 1 há a história bônus chamada Kyuuketsuki to Hanayome (吸血鬼と花嫁) ou Vampiro e Noiva, em português. Na imagem que tem no Mangaupdates, o Mon (emblema) na roupa do protagonista tem um morceguinho. ^_^ Queria poder dar uma olhada nesse mangá, como muita coisa de Manga Erotics F faz sucesso, pode ser até que vire mangá.

domingo, 15 de maio de 2011

Desenhista de Candy Candy em evento na França



De 30 de junho até 3 de julho estará acontecendo em Paris o 15º Japan Expo e a convidada de honra do evento será Yumiko Igarashi, a celebrada desenhista de Candy Candy (キャンディ・キャンディ). Na página do evento há um texto sobre a mangá-ka e eu traduzo esta pequena parte:
Ela [Igarashi] desenhou a personagem Candy pela primeira vez para esta revista [Ribon] em 1975, com o roteiro de Kyoko Mizuki. Sucesso imediato e gigantesco. Candy apareceu pela primeira vez na TV na França em 1978. Gerações de meninas se reconehcem em Candy, bravamente enfrentando seu destino como uma órfã em busca do seu príncipe. As bonecas de Candy venderam 2 milhões de exemplares por ano, um Record no Japão da época. Ela [o mangá] venceu o primeiro Kodansha Manga Award, criado para a ocasião em 1977. Outros sucessos Kawaii se seguiram, tais como Mayme Angel e Georgie, mas também em outros gêneros, de mangás históricos a comédias, mistérios e trabalhos para mulheres adultas, ainda desconhecidos no Ocidente. Em 2013, Yumiko Igarashi irá celebrar o 45º aniversário de sua estréia profissional. (...)
Bem, é preciso ressaltar que Igarashi e Kyoko Mizuki brigam na justiça até hoje, isso porque a roteirista teve seu papel na criação de Candy Candy e seus lucros diminuídos ao longo de anos. Por conta disso, o mangá não pode ser republicado. Soube da notícia pelo Pro Shoujo Spain que, para quem não sabe, voltou às atividades depois de um recesso.

Anime de Kuragehime licenciado nos EUA



Segundo o stie Japanator, Kuragehime (海月姫) foi licenciado pelo Funimation. Segundo site, a empresa tinha postado uma pergunta no Facebook para os fãs em fins de fevereiro perguntando se eles e elas achavam que valia a pena lançar este anime nos Estados Unidos. A resposta não demorou muito, a série será lançada em Homevideo nos Estados Unidos. Rapidinho. Pena que aqui no Brasil este tipo de iniciativa não exista. Se Kuragehime fosse lançado no Brasil, com som original e legendas decentes (*sim, porque meu dinheiro não é capim*), eu compraria o box. E falando em Kuragehime, acredito que seu licenciamento nos EUA será questão de tempo.

Minhas reflexões sobre o “primeiro” beijo gay da dramaturgia brasileira na TV



O título longo procede, afinal, o SBT exibiu seu primeiro beijo gay em um dos seus programas de calouros ano passado. Beijo entre dois homens. Mas o título também peca, porque descobri ontem que a Rede Manchete já tinha colocado um beijo gay no ar no longínquo – para quem é muito novinho – ano de 1990. E se eu que lia jornal da TV todos os domingos e leio sobre memória da TV em bases regulares não lembrava, é porque realmente ou ninguém viu, ou comprova-se a minha teoria de que essa neurose com a homossexualidade (*alheia*) e sua visibilidade é algo recente e importado do ambiente religioso fundamentalista americano. Ah, sim, era, também, um beijo entre dois homens! ntão, o beijo de Amor & Revolução foi o primeiro beijo homoafetivo (*de verdade*) em uma telenovela e o primeiro beijo lesbiano, também. Um marco, portanto, especialmente se tanta gente quer impedir que uma expressão básica de afeto entre os que se amam – o beijo – possa ir ao ar em nossas TVs.

Enfim, eu assisto Amor & Revolução. Não vejo somente os excelentes depoimentos do final, tampouco, sintonizei na novela somente para ver (Oh!Oh!Oh!) a “revolução” nas telenovelas com o tal beijo... Para quem andou escrevendo por aí que o beijo foi um “golpe” para atrair audiência, é bom esclarecer que ele estava previsto na sinopse. O que não sabíamos é que o beijo fosse ser entre duas mulheres lindas e, portanto, muito mais aceitáveis e de consumo erótico facilitado, por assim dizer. Eu me decepcionei, não pela cena em si, muito bonita, mas pela escolha “em cima do muro”. E dizer isso não me faz ser “pró-Globo” ou “contra o beijo homoafetivo”, simplesmente, não posso enfiar meu senso crítico debaixo do tapete. Entretanto, não vejo somente os pontos negativos e só estou escrevendo, porque acredito que é necessário refletir sobre prós e contras.

Foi revolucionário? De certa forma, sim. Afinal, foi necessária alguma coragem do SBT para colocar o beijo no ar. Muita, se levarmos em conta a mobilização de setores reacionários que querem privar os homossexuais, se possível, de qualquer direito de cidadania ou visibilidade, e até de suas próprias vidas, se o conjunto da sociedade permitir. Aliás, o momento foi bem propício, já que o Supremo cumpriu a sua missão, quando o Congresso se omite, e deu aos homens e mulheres gays direitos que lhes eram negados, como os de terem suas uniões estáveis (*não é casamento*) reconhecidas e tudo mais que essa situação traz como ganho (*pensões, heranças, direito a visitar o cônjuge no hospital, etc.*). Tiago Santiago foi muito feliz nesse sentido, já que se aproveitou do momento e colocou no ar a tal cena que, repito, estava prevista antes mesmo da trama começar. Ela poderia ter vindo depois, mas veio no momento da polêmica. Novela serve para isso, oras! E funcionou, a audiência da novela dobrou naquele dia em São Paulo. E, bem, as sondagens no Nordeste não são feitas, mas vejo muita gente de lá comentando no Twitter.

Agora, colocar duas das mulheres mais bonitas da novela (*para mim, são as mais bonitas, mais elegantes e bem vestidas*) se beijando tirou muito do impacto da cena e ficou assim, como diz o articulista da Folha de São Paulo, "poético". É verdade que ambas tinham uma história, eram personagens que foram sendo construídas e que nós, que assistimos a novela, conhecemos bem. A personagem de Vendramini foi preparando o terreno antes de abrir o seu coração. O diálogo entre as duas – dadas as limitações, seja do texto, seja da interpretação geral dos atores e atrizes da trama – ficou muito verossímil e tocante em alguns momentos. No entanto, a escolha, acabou reforçando um fetiche e, se foi uma cena marcante, foi, também, uma cena para homem hetero ver e, quem sabe, desejar ser o terceiro na cena.

E por que estou dizendo isso? A personagem da Vendramini assumiu ser bissexual. Ela não disse que teve experiências com homens e não gostou, que nunca conseguiu ter prazer em um relacionamento hetero, ou que se sentiu forçada pela sociedade a namorar com homens. Ela simplesmente disse que “gostava mais” de mulheres. Começou muito bem com um papo muito engajado e feminista sobre os homens odiarem a exclusão, de não serem fundamentais para que uma mulher tenha prazer e por aí vai. E eu pensei “Salvou-se a cena completamente!”, mas, logo em seguida, ela deixa claro que curte homens, também. A heteronormatividade continua ditando a regra, a subversão é limitada e a coisa se torna mais familiar e assimilável. Será que se fossem duas mulheres “masculinizadas” a coisa seria tão bem digerida? Ou duas mulheres negras? Ou duas mulheres pobres? Será que se fossem dois homens de qualquer condição a coisa seria tão bem recebida? Eu realmente acho que, não. E, bem, dizer que a turma homofóbica continua não gostando não diz nada, já que eles acusam até a Disney de estimular a homossexualidade, como se tudo fosse muito, muito simples: “Vi um desenho animado! Virei gay!”

Para mim, e posso estar sendo exagerada e/ou ácida demais, a cena foi esvaziada de boa parte de seu impacto. Mas conseguiu que a Folha de São Paulo, que só faz tacar pedra na novela (*vide: 123*), elogiasse o beijo gay. Eu sei que a razão da crítica é política, Amor & Revolução poderá até ser lembrada pelo beijo, ou beijos, já que o autor sinalizou que teremos outros, homoafetivos, mas ela vale muito mais por desenterrar os crimes da Ditadura, por dar voz àqueles que não tiveram chance de falar para o grande público, e falo, também, dos que foram alvos colaterais de ataques dos guerrilheiros, civis que tiveram suas vidas prejudicadas, pois os militares e policiais estavam na guerra e ponto final. Bolsonaro pode falar à vontade, seja elogiando a Ditadura, a tortura, seja achacando os homossexuais, mas as vítimas da Ditadura não conseguem ser ouvidas e são difamadas. A novela incomoda essa gente. É por isso, e somente por isso, que eu assisto Amor & Revolução, pois não retiro uma palavra do que escrevi sobre a qualidade dos atores e atrizes da trama ou do texto forçado na minha análise do primeiro capítulo. Se alguém quiser ver outras reflexões que fiz sobre questões homoafetivas, recomendo a resenha do filme A Single Man (Direito de Amar). E prometo que minha próxima “novelada” será sobre a levinha Cordel Encantado.
P.S.: Ontem, depois que eu tinha fechado esse texto, repassaram uma entrevista do autor da novela dada para o site da Revista Veja. Nesta entrevista, ele diz o que eu já tinah colocado aqui, mas muita gente empolgada não quer ver, olha só:
Escolher duas mulheres e não dois homens para a cena de beijo gay foi proposital?
Sim, foi uma estratégia minha. Um beijo entre duas mulheres choca menos. E existe um apelo para uma parte do público masculino que tem esse fetiche. Pensei com cuidado na cena e escolhi duas atrizes maduras, bonitas e muito femininas. Vai ser um beijaço, não um selinho. Essas duas personagens refletem o comportamento de um público que precisam e devem ter espaço para ser retatadas na dramaturgia.
Então, pessoal, é isso. Beijo entre mulheres bonitas é fetiche de muitos homens, o autor não foi progressista, ou não somente progressista, ele jogou, e jogou com o imaginário nacional, e lucrou. Se a coisa está sendo discutida, é até importante, mas não vamos tapar o sol com a peneira, OK? Há muitas mensagens nessa investida do SBT, mas não vejo a inclusão GBLT ou a visibilidade das relações homoafetivas como uma delas.

Volume 9 de Honya no Mori no Akari e lançado com mensagem de Yuki Kodama



Honya no Mori no Akari (本屋の森のあかり), de Yuki Isoya, é um mangá que sempre aparece na lista dos josei mais vendidos da Taiyosha. Da história, eu só sei que tem algo a ver com uma livraria. Enfim, segundo o Comic Natalie, o volume nove foi lançado com um bônus, três ilustrações da mangá-ka Yuki Kodama, autora do aclamado Sakamichi no Apollo (坂道のアポロン), além de mensagem da autora recomendando a obra. Acredito que tudo isso esteja no obi, o “cinto” que envolve o mangá. É fácil entender o que é olhando a imagem do post. Parece que esta estratégia, isto é, colocar mensagens de autoras de sucesso recomendando outro mangá da editora ou de uma ex-assistente, está se tornando se tornando muito comum. Alguns dias atrás, postei notícia falando que Chika Umino elogiou o mangá & (& -アンド-) de Mari Okazaki.

Edição limitada de Tonari no Kaibutsu-kun lançado no Japão



Segundo o Comic Natalie, o volume sete de Tonari no Kaibutsu-kun (となりの怪物くん), de Robiko, foi lançado no Japão em duas versões. A edição limitada e o Drama CD, que também foi lançado, custam 2100 ienes. Além disso, se entendi bem, quem comprar o volume sete de Tonari no Kaibutsu-kun e o volume 3 de Taiyou no Ie (たいようのいえ) ou House of the Sun, da mangá-ka Taamo, ganhará um brinde (*que eu não entendi bem qual é*). A lista das livrarias que estão distribuindo os brindes está aqui.

Ranking do New York Times



Saiu o ranking do New York Times e os shoujo voltaram ao top 10. Black Bird #8 estréia muito bem em primeiro lugar. Acredito que fique no topo ou entre os três primeiros colocados por algum tempo. Fora Black Bird, e, desta vez, eu não esqueci de encomendar a minha edição americana (Há!Ha!), temos Otomen, com uma capinha bem simpática, e Kimi ni Todoke. Legal é poder escrever que todos os três saem aqui no Brasil pela Panini.

1. Black Bird #8
2. Maximum Ride #4
3. Black Butler #5
4. Bakuman. #4
5. Blue Exorcist #1
6. Otomen #10
7. Pandora Hearts #5
8. Kimi ni Todoke: From Me to You #8
9. Rosario + Vampire season II #4
10. Highschool of the Dead #2

sábado, 14 de maio de 2011

Ranking da Taiyosha



Eis o ranking da Taiyosha desta semana. No top 10 geral, somente Chotto Edo Made, em oitavo lugar. Não sei se a história começou a cair no gosto do público, mas acredito que é a melhor colocação da série até hoje. No top 10 de shoujo, resistem Black Bird, e Junjo Romantica, muito bem colocado por sinal. Os demais títulos, a maioria já apareceu entre os mais vendidos, acho que as exceções é Mochi Mochi no Kamisama e Film Girl, mas não tenho lá tanta certeza. E em 10º lugar, mais um gaiden de Patalliro, o shoujo mangá com o maior número de volumes já publicados. Em josei, temos o terceiro e, ao que parece, último volume da série Mitsudan Zero liderando o ranking. Há, também, três mangás Harlequin e alguns outros títulos one-shot. Mas como não houve tantas estréias fortes, Kuragehime resiste, e Nodame Cantabile e Seito Shokun voltam para o top 10. E um dos títulos mais resistentes é Mirror Ball★Flashing★Magic, que parece estar fazendo muito sucesso.

SHOUJO
1. Chotto Edo Made #5
2. Mikado no Shihō #3
3. Junjo Romantica #14
4. Mishōnen Produce #4
5. Film Girl #2
6. Tenkuu Seiryuu~Innocent Dragon~ #9
7. Black Bird #13
8. Soko wo Nantoka #5
9. Mochi Mochi no Kamisama #2
10. Jingi Naki Kaseifu Patalliro!

JOSEI
1. Mitsudan Zero~Ai no Yajuu~
2. Kiken na Boss: Barairo Renai Sensou
3. Kuragehime #7
4. Sabaku no Ou ni Dakaretara
5. Machikoujou Kanojo
6. Koi no Minoru Kisetsu
7. Mirror Ball★Flashing★Magic
8. Teketeke★Rendevous #2
9. Nodame Cantabile #25
10. Seito Shokun! Kyoushihen #24

Correio Japonês lança selos de Lady Oscar



Segundo o Riyoko Ikeda Fan Site, o correio japonês lançará no dia 10 de junho uma coleção de dez selos da Rosa de Versalhes (ベルサイユのばら). Serão dois selos de Oscar, dois de Antonieta, dois de Fersen, um de André, um de Rosalie, um de Jeanne. Injusto um selo somente do André, já que a ilustração da cartela não tem a imagem dele... Enfim, a cartela, que faz parte da Coleção Heróis e Heroínas de Anime, custará 800 ienes e a tiragem é de 15 milhões de cópias ou um milhão e quinhentos mil cartelas. Enfim, eles ainda não estão disponíveis para compra, mas, segundo o meu marido, deve ser possível comprar através de lojas como a Hobbylink Japan. A página oficial da coleção, em japonês, é esta aqui.

Comentando Em um Mundo Melhor



Na quarta-feira, eu fui assistir o longa-metragem dinamarquês que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro chamado Hævnen ou In a Better World (Em um Mundo Melhor). Curiosamente, “Hævnen” – plural de “hævn” – significa vinganças. Eu estava tentando fazer analogias com o inglês e imaginei que poderia ser o mesmo que “Heaven”, Céu/Paraíso em um sentido religioso... Muito curioso, porque, apesar de ter ido ao cinema achando que veria um filme sobre bullying, o que assisti foi um filme sobre vingança (s) e perdão, um filme sobre cura interior, um filme sobre família. E Hævnen é muito bonito, muito bem dirigido, e em alguns momentos me deixou em uma angústia profunda, já que descemos ao inferno e eu tinha medo que ficássemos por lá... Mas não foi bem assim.

É preciso pontuar, também, que a cada ano, toda vez que o Brasil indica um filme medíocre à seleção do Oscar, alguns críticos estrelinhas vêm com aquela ladainha de “os americanos gostam de filmes com criancinhas”, para justificar nossa própria incompetência ou as máfias que impedem que bons filmes nacionais sejam indicados. Pois bem, quem for ver Hævnen com essa idéia imbecil na cabeça, achando que é a mesma coisa que um fraquinho O Ano que Meus Pais Saíram em Viagem de Férias (*a versão drama piegas e cheio de inconsistências com criancinha que o comitê brasileiro indicou anos atrás*) não vai encontrar o que espera. Ter crianças não torna Hævnen um dramalhão choroso, ou um filme “fofo”, muito longe disso, é um filme que discute questões éticas profundas e o protagonista, apesar do grande tempo de exposição dos dois meninos – Christian (Markus Rygaard) e Elias (Markus Rygaard ) – em tela, é Anton (Mikael Persbrandt), um médico que trabalha em Darfur, no Sudão, quase uma sucursal do inferno aqui na Terra.

A história básica do filme é a seguinte: Anton é um médico sueco que trabalha em um campo de refugiados no Sudão. Além dos problemas cotidianos – falta de recursos, uma quantidade enorme de pessoas a serem atendidas, a miséria circundante, a falta de esperança – ele volta e meia recebe uma mulher grávida que teve seu ventre aberto à faca, pois o senhor da guerra local costuma apostar com seus capangas qual é o sexo da criança e abrir o ventre da gestante para comprovar se acertou, ou não. Em casa, na Dinamarca, seu casamento está desmoronando, pois ele cometeu adultério e sua esposa Marianne, também médica, não consegue perdoá-lo. Seu filho mais velho, Elias, é um garoto afetuoso e inteligente, mas sofre bullying na escola e os educadores parecem não ter nenhuma vontade de resolver a questão. É aí que a vida dessa família se cruza com a de Christian, um menino que acabou de perder a mãe de câncer em Londres e tem muita dificuldade em superar a questão. De volta à Dinamarca com o pai, Christian se torna o melhor amigo de Elias e uma espécie de “anjo vingador”. Já Anton acaba se deparando com uma situação das mais terríveis, quando o senhor da guerra aparece em seu hospital de campanha precisando de sérios cuidados médicos. Atendê-lo? Deixá-lo morrer? Qual deve ser a decisão do médico?

Hævnen começa no Sudão e com Anton, o médico sueco. Como escrevi lá no primeiro parágrafo, ele é indubitavelmente o protagonista. Basta olhar o trailer. E não tive como não simpatizar com ele. É o tipo de sujeito que, sem recorrer em nenhum momento a qualquer fala religiosa, exercita os valores cristãos até o seu limite ou simplesmente é ético e busca agir com cordialidade até o limite das suas forças. Por conta disso, a agressão que sofre na Dinamarca, onde é discriminado por um sujeito truculento por ser sueco, em nada se compara à violência que ele vê cotidianamente no Sudão. Ele levou dois tapas na cara e um empurrão, porque foi apartar uma briga entre seu filho caçula – um garotinho muito fofinho – e um outro menininho. O pai da outra criança simplesmente bate em Anton, porque “encostou” em seu filho, e depois espanca o filho na frente de todo mundo, porque o garoto “sempre arruma briga”. Exemplo vem de casa, não é mesmo?

Anton deveria ter chamado a polícia pelo menos, ao não fazer isso, ele se diminui ainda mais diante dos filhos e de Christian e abre espaço para que os meninos queiram se vingar do valentão. Naquele momento não colou muito a desculpa de que por não se zangar, por não retribuir de forma violenta, ele na verdade venceu. Pode ser muito evoluído, eu posso entender o argumento, mas é muito complicado para meninos de 12 anos, especialmente quando um deles sofria bullying regularmente. O que o pai estava pedindo então era que Elias continuasse se deixando espancar estoicamente todos os dias? Complicado... E o menino diz que se o pai se comportasse de forma mais máscula, sua mãe iria gostar... Apesar dos sorrisos, foi uma seqüência muito tensa.

Escrevi “sofria bullying”, porque neste momento a coisa já estava resolvida. Quando começa o filme, até sugestionada pelos resumos mal escritos, eu acreditei que os pais eram ausentes e não percebiam que o filho sofria bullying. Lembrei do menino Zangieff, e, por sentir simpatia por Anton, senti antipatia imediata por Marianne (Trine Dyrholm), a esposa que não perdoa a traição (*ainda não sabia o motivo do divórcio neste momento*), como se ela não percebesse o sofrimento do filho. Os dois percebem, os dois são presentes, os dois vão até a escola, mas a escola é negligente. Não sei se aquilo é um retrato “fiel”, mas foram os profissionais da educação mais imbecis que já vi na ficção. Eles sabem que Elias é agredido, que seu pneu de bicicleta é esvaziado e/ou rasgado todos os dias, mas culpam o menino por ser anti-social, seus pais por estarem se separando, e argumentam que não há provas contra o agente das agressões, um moleque grandalhão que tem uma gangue (*achei curioso que em dinamarquês parece ser “mafia” a palavra aplicada*).

O drama de Elias parece não ter fim, salvo se os pais o mudarem de escola, algo que cogitam, até que Christian chega. Christian vem com o pai, Claus (Ulrich Thomsen), de Londres para morar com a avó depois da perda da mãe. Ele parece maduro e responsável, mas, na verdade, é um menininho cheio de ódio e que não conseguiu colocar para fora o sofrimento pela perda da mãe. Mas na escola, ele resolve rapidinho o problema do bullying, afinal, como ele bem coloca para o pai, se ele deixasse o aprendiz de marginal local bater nele uma segunda vez, iria apanhar todos os dias. Levando-se em consideração a equipe de educadores locais, seria assim mesmo. E eu não tive como não simpatizar com ele. Christian é tão pequeno quanto Elias, mas pega o chefão da gangue sozinho e lhe dá uma surra para valer com a bomba da bicicleta. E ainda o ameaça com uma faca. Pronto!

Curiosamente, a polícia é chamada e arma-se um circo. Mas tanto Christian quanto Elias ficam firmes e não entregam um ao outro. Nasce a amizade entre os dois. A faca fora escondida e tudo termina sendo tratado como um incidente infeliz. O grandalhão que espancava os meninos nunca mais encosta a mão neles e tudo parece bem, até que percebemos que Christian se vê como um “anjo vingador”. E, na sua sanha de vingança, seu desejo de fazer com que os maus sejam punidos, ele leva as coisas até as últimas conseqüências. Por conta disso, depois do incidente com Anton, ele arrasta Elias para uma aventura criminosa – explodir a van do sujeito que estapeou seu pai – que dá o tom do final do filme.

E então temos o inferno absoluto. No Sudão, Anton tem que lidar com o senhor da guerra e tomar uma atitude drástica da qual não consegue se envergonhar, enquanto Elias, pela internet, tenta avisar ao pai do perigo que corre. Já a relação de Christian com seu pai, vai de mal a pior, pois o menino o culpa pela morte da mãe, por ter desistido, por desejar que ela morresse (*para não sofrer mais*). Sinceramente? Eu não consigo lamentar o fim do senhor da guerra. E vou dar o spoiler dessa parte, quem quiser pode saltar para o próximo parágrafo. Enfim, por respeito a Anton, tanto a equipe médica, quanto os refugiados, aceitam que o senhor da guerra seja tratado. O homem estava com uma das pernas quase perdida, cheia de bichos. O médico sueco diz que é seu dever tratá-lo, mas se recusa a confraternizar e expulsa os homens armados do hospital. Quando o monstro está podendo andar de muletas, ele vai até a área onde são feitas as cirurgias e vê uma menina – 11, 12 anos no máximo – que acabou de morrer. Anton está muito abalado, mais que de costume, e o bandido comenta “big knife, small pussy”. Não sei se isso quer dizer que a menina foi estuprada ou era uma sugestão do marginal, porque ele diz para o médico que um de seus capangas poderia gostar de brincar com o cadáver... Enfim, Anton perde o controle e retira a sua “proteção”. O sujeito é linchado pela multidão. Anton se sente culpado por não se sentir culpado... Ele é um sujeito realmente muito evoluído e a julgar pela matéria que a Record mostrou sobre a Suécia, talvez os suecos sejam assim mesmo, ou o país fique em um universo paralelo. Eu sou solidária com a personagem, ele levou seu senso de dever e ética até o limite. Só que, exatamente por conta disso, ele não conseguiu falar com o filho na véspera da grande besteira que ele e Christian iriam fazer.

Antes do fim, volto para Marianne. Ela é a única personagem feminina importante do filme, já que a mãe de Christian está morta, a avó do menino mal tem falas, e o mesmo vale para a professora, a diretora, as enfermeiras. Se eles, ou alguma delas têm nome, eu não saberia lembrar, mas de Marianne é impossível esquecer. Eu a julguei mal, achei que ela fosse uma mãe alienada ou ausente. Isso não é verdade. Ela se comunica muito melhor com o filho caçula, ainda uma criança pequena, mas não com o filho pré-adolescente. Talvez a razão disso é o fato dela ser explosiva. Quando confrontada com os professores de Elias, ela quase voa no pescoço deles, já Anton é o conciliador. Quando ela encontra a faca nas coisas do filho, ela vai direto à casa de Christian. Elias tem medo do que a mãe pode fazer, já que ela vai direto ao ponto, sem rodeios, e não é mansa e tranqüila como o pai. E, sim, o menino lamenta que ela não perdoe o pai. O caso da traição é só mencionado. Não se diz quando, ou com qual tempo, Anton traiu a mulher. E, bem, por mais simpático que Anton, a personagem, possa ser, traição é algo sério e perdoar não deve ser nada fácil, ainda que, desde o início, fique claro que eles se amam e se amam muito. Retornando ao ponto, Marianne é uma das personagens mais ricas do filme.

Para terminar, eu repito que o filme te leva ao inferno, seja ele no Sudão, na Dinamarca, ou dentro da cada uma das personagens, mas traz a gente de volta em segurança. Temi pelo final de Christian e de Anton principalmente na parte final do filme, e, pelo menos para mim que valorizo a redenção, Hævnen foi muito melhor do que o esperado. Se o nome do filme é “Vinganças”, no final prevalece o “Perdão”, e isso depois de quase tudo ser colocado a perder. A diretora, Susanne Bier, dirigiu muito bem os atores, especialmente as crianças. Salvo pelos professores muito babacas, o filme é muito crível e mostra que a barbárie pode estar em qualquer lugar, não somente em lugares sabidamente terríveis como Darfur. É também um filme que fala sobre a família, de como é necessário diálogo, de como a internet e os games violentos podem ser a saída para muitos adolescentes que sofrem. E veja que eles não são culpados pelo comportamento do menino Christian, só são sintoma da sua angústia e solidão. É na internet que ele compra a faca, que aprende a fazer a bomba... O filme também mostra que os filhos podem errar mesmo quando têm pais amorosos, como Anton e Marianne, simplesmente, porque isso pode, sim, acontecer, mas que quando os valores e exemplos são sólidos, a perda nunca será total. Quem assistir o filme irá entender do que eu estou falando. E recomendo muito Hævnen ou Em um Mundo Melhor, porque o nome internacional nem é tão ruim assim, pois a mensagem é que podemos tornar o mundo um pouco melhor com nossas ações individuais, ainda que não sejamos tão bons e evoluídos quanto o Anton.