Mostrando postagens com marcador Seinen Magazine. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Seinen Magazine. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de julho de 2025

Livro Vestígios do Dia terá adaptação para mangá

Vestígios do Dia (The Remains of the Day) é um romance de 1989 do autor japonês (*com cidadania brotânica*) Kazuo Ishiguro. No livro, o protagonista, Stevens, é um mordomo com um longo histórico de serviços em Darlington Hall, uma mansão fictícia perto de Oxford, Inglaterra. Em 1956, ele faz uma viagem de carro para visitar um antigo colega e relembra os eventos em Darlington Hall nas décadas de 1920 e 1930.  A obra recebeu o Prêmio Booker de Ficção em 1989. Vestígios do Dia foi adaptado para o cinema em 1993 e estrelada por Anthony Hopkins e Emma Thompson, sendo indicada a oito Oscars. 

Em 2022, foi incluído na lista "Big Jubilee Read", com 70 livros de autores da Commonwealth, selecionados para celebrar o Jubileu de Platina de Elizabeth II.  Ishiguro recebeu o Prêmio Nobel, em 2017.  Enfim, não temos mais detalhes, mas a mangá-ka Est Em estará publicando uma adaptação do livro, que em japonês se chama Hinonagori (日の名残り), na Haya Comic Web.  O mangá começará em breve, segundo o Manga Mogura.



terça-feira, 4 de março de 2025

O novo presidente da Hakusensha, Yasufumi Takagi, diz: "Nós nunca restringiremos o que o shoujo mangá deve ser" - o DNA de "Hana to Yume" foi criado ao longo de 50 anos (Entrevista traduzida)

O site Real Sound publicou uma longa entrevista com o novo presidente da Editora Hakusensha, Yasufumi Takagi.  Ela é realmente interessante, porque ele mostra um grande amor e conhecimento do shoujo mangá.  Ele também conta como se deu a criação da revista MELODY e as origens do mangá Ooku.  E foi ele que deu início à divisão digital da Hakusensha e conta a história de como os mangás digitais da editora foram criados.  E toda vez que aparece seinen, é seinen mesmo, ele não usou shounen nenhuma vez.  Não sei mesmo, não me lembro, nem fui procurar, mas acredito que a Hakusensha não tinha revista shounen.  Eu usei o tradutor do Google como suporte, porque não sei japonês, alternando entre português, inglês e até italiano, acredito que a tradução ficou OK.  Se alguém perceber algum problema, por favor me avise.  Mantive a estrutura da entrevista, mas acho que as fotos da página 2 vieram para a 1, mas todas são do mesmo sujeito, então, a ordem não é um grande problema.

O novo presidente da Hakusensha, Yasufumi Takagi, diz: "Nós nunca restringiremos o que o shoujo mangá deve ser" - o DNA de "Hana to Yume" foi criado ao longo de 50 anos

A grandeza de Hakusensha, indo além da caixa

"Patalliro!" "Glass Mask", "Berserk", "March Comes in Like a Lion" e a série "Noraneko Gundan" — desde sua fundação em 1973, a Hakusensha lançou muitas obras-primas, principalmente mangás.

 Yasufumi Takagi foi nomeado presidente da empresa no final do ano passado. Ele começou sua carreira como editor da revista mensal de mangá para meninas "LaLa". Ele tem um histórico de carreira único, tendo se envolvido no lançamento de novas revistas e novos negócios relacionados ao digital.

Para onde essa editora de longa data, que já tem mais de meio século de história, irá caminhar no próximo meio século? Qual é o segredo para uma editora de médio porte conseguir produzir uma obra-prima única após a outra? Como podemos continuar a descobrir novos talentos mesmo na era digital? Conversamos com o novo presidente, Takagi, que continua a ir além do normal.

Rivalizando com o shoujo mangá  

--Dois meses se passaram desde que o senhor assumiu como presidente. A situação parece diferente de antes?

Takagi: Para ser sincero, ainda não sei. Assumi o cargo no final do ano passado.

A Hakusensha comemorou seu 50º aniversário há dois anos. No ano passado, a revista shoujo "Hana to Yume", que foi a razão pela qual nossa empresa foi fundada, comemorou seu 50º aniversário.

No ano passado, devido ao impacto do terremoto no início do ano, as vendas de e-books foram lentas e o desempenho geral da empresa não foi muito bom. No entanto, muitos fãs visitaram a "Exposição do 50º aniversário de Hana to Yume", realizada em Roppongi Hills, e as vendas de produtos também foram fortes. Além disso, as iniciativas da livraria online para coincidir com a exposição "Hana to Yume" foram um sucesso, ajudando a revitalizar o desempenho da empresa.

Em outras palavras, os 50 anos de história da empresa salvaram Hakusensha. Estou profundamente comovido e grato que os trabalhos de nossos escritores consagrados e o trabalho apaixonado dos meus editores seniores na empresa ainda sejam amados por tantos leitores hoje.

Sinto um renovado senso de responsabilidade como presidente de uma editora com 50 anos de história e seu maravilhoso conteúdo.

-- A Hakusensha de fato produziu muitas obras-primas por meio de revistas de mangá como "Hana to Yume" e "Young Animal". Qual você acha que é a razão pela qual os artistas conseguem continuar produzindo obras tão únicas?

Takagi: Acho que é porque valorizamos a liberdade de imaginação dos artistas.

Acho que desde a primeira edição da Hana to Yume, a revista sempre buscou criar algo novo e interessante, sem se limitar ao gênero ou formato das obras que apresenta só por ser um mangá para meninas, e sem prejudicar as ideias de seus autores.

-- É chato fazer a mesma coisa de antes. Parece que seu temperamento original sempre foi abordar novos escritores com obras de vanguarda.

Takagi: Acho que sim. No mínimo, nunca fomos limitados por regras como "é assim que um mangá para meninas deve ser" ou "este é um trabalho que segue a fórmula para um sucesso".

Por outro lado, acho que é por isso que tenho o maior respeito pelos artistas. Para produzir um trabalho único e atraente, precisávamos deixar nossas asas criativas se esticarem.

Caso contrário, apesar de ser uma revista de mangá para meninas, trabalhos como "Sukeban Deka" e "Patalliro!" não teriam sido publicados (risos).

Com respeito aos artistas, criamos obras ricas em criatividade e diferentes de tudo o mais. Isso também é comum à revista shoujo "LaLa", à revista de informações sobre livros ilustrados "MOE" e à revista seinen "Young Animal".

Esse é o estilo único de Hakusensha e sinto que está em nosso DNA. Isso não mudará no futuro, e acredito que é uma força que não deve ser mudada.

A transferência de "Onmyoji" e a história não contada por trás do nascimento de "Ooku".

-- Presidente Takagi, você se juntou à Hakusensha como recém-formado em 1984. Por que você escolheu trabalhar em uma editora com uma forte reputação em mangás, especialmente a Hakusensha?

Takagi: Para começar, eu era tão fã de mangá que entrei para um grupo de estudos de mangá na faculdade e até trabalhei meio período como assistente de um artista profissional de mangá.

Eu me inscrevi em muitas editoras, não apenas na Hakusensha, mas durante minha busca por emprego, que não estava indo bem, descobri um anúncio para novos graduados da Hakusensha, uma empresa famosa por seus mangás shojo, então me inscrevi. Um membro do meu clube de pesquisa de mangás, que se juntou no mesmo ano que eu, me deu uma pilha enorme de mangás shoujo, dizendo: "Você tem que começar a ler esse tipo de mangá shoujo agora mesmo!" e eu li tudo. Devo tudo a ele por estar aqui agora.

Naquela época, revistas como "Young Magazine", "Young Jump", "Spirits" e "Morning" estavam surgindo, e era o auge dos mangás para jovens adultos (seinen). Um após o outro, jovens escritores tentavam novos gêneros. Da mesma forma, as obras da Hakusensha são um pouco diferentes das outras, pois incluem ficção científica e fantasia, além de muitas obras com protagonistas masculinos.

Fiquei atraído pela ideia de poder fazer coisas interessantes aqui. Fiquei realmente atraído pela ambiente da Hakusensha e queria criar mangás aqui, então, de alguma forma, acabei entrando para a empresa.

--Você começou sua carreira na redação da LaLa.

Takagi: Sim, quando fui designado para LaLa, me perguntaram: "Há algum autor com quem você gostaria de trabalhar?" e eu imediatamente respondi: "Megumi Wakatsuki e Miwa Abiko".

Achei as ilustrações de ambas modernas e legais. Na verdade, fiquei responsável por ambas as mangá-kas e, dois anos depois, pude participar do lançamento da comédia de ficção científica "So What?", de Wakatsuki-sensei.

Entretanto, naquela época, a Kadokawa Shoten (agora KADOKAWA) lançou uma revista de mangá para meninas chamada "Monthly Asuka" (agora "ASUKA"). Na época, os artistas veteranos que desenhavam para "LaLa" - a chamada "24ª geração" - mudaram-se todos de uma vez.

--Então toda a equipe de autores do Kanban foi roubada.

Takagi: O que precisávamos fazer imediatamente era "produzir a próxima autora famosa".

Então, realizamos um concurso de escolha dos leitores na revista LaLa chamado "Prêmio Cinderela", voltado para escritores jovens e promissores da época, que já estavam ativos em edições especiais e oneshots.

Como resultado, a vencedora do primeiro lugar foi Shimizu Reiko, que mais tarde desenharia obras como "Moon Child", e a vencedora do segundo lugar foi Abiko Miwa, que mais tarde desenharia obras como "Mikan Enikki". Ao descobrir esses jovens talentos e trabalhar com jovens artistas já consagrados, como Minako Narita e Natsumi Itsuki, criamos novos mangás para meninas, com foco na geração mais jovem.

Essas mangá-kas e eu tínhamos idades próximas, então parece que crescemos juntos na mesma época. Como mencionado anteriormente, esta foi uma época em que as revistas seinen estavam em ascensão, e "Domu" e "AKIRA", de Katsuhiro Otomo, eram extremamente populares. No entanto, nós, editores e escritores, tínhamos a mesma ideia: criar uma revista seinen, e nosso único objetivo era "criar o mangá mais legal e interessante possível", independentemente de ser para homens ou mulheres.

-- Isso foi uma extensão do lançamento da MELODY em 1997, uma revista shoujo voltada para o público adulto e com muita ficção científica e fantasia sérias?

Takagi: Acho que sim. Fui um dos membros fundadores e acabei me tornando editor-chefe.

No entanto, "MELODY" foi originalmente um projeto que veio do departamento que cuidava de ladies' comics (redikomi), e a ideia era criar "uma revista de mangá voltada para mulheres trabalhadoras, preenchendo a lacuna entre os ladies' comics e os shoujo mangá".

Eu era contra isso. Outra empresa já havia lançado uma revista com exatamente o mesmo conceito. Há pouca chance de sucesso se você repete algo que já está sendo feito. Acima de tudo, não é assim que a Hakusensha trabalha. Não conseguiríamos utilizar nossos pontos fortes.

Então pedi para Shimizu Reiko desenhar um personagem masculino para a capa. Pedi a Natsumi Itsuki para "criar uma história de ficção científica mais impactante do que nunca", e ela escreveu a obra "Juuousei". Em vez do brilhante mangá de romance para meninas que ela havia produzido até então, pedimos a Okano Fumika para desenhar a aventura de ficção científica "Original Sin", na qual povos antigos descobertos nas terras altas da América do Sul são trazidos de volta à vida nos tempos modernos.

-- O resultado foi o nascimento de uma revista de mangá exclusiva para meninas que poderia ser descrita como "legal", assim como uma revista seinen.

Takagi: Sim. No entanto, em termos de vendas, tivemos dificuldades no começo.

Ainda assim, meu objetivo era criar um shoujo mangá novo e desafiador e, sem ligar para os limites do mangá shoujo, entrei em contato com muitos autores, um após o outro.  Uma dessas pessoas é Takahashi Shin, conhecido por obras como “Ii Hito。” e "Saishuu Heiki Kanojo".

Enquanto isso, a revista gradualmente ganhou apoio dos fãs de mangá e se estabeleceu depois de começar a serializar "Onmyoji", escrito por Baku Yumemakura e ilustrada por Reiko Okano.

-- Até então, "Onmyoji" havia sido serializado em uma revista de outra empresa.

Takagi: Sim. Foi serializado Comic Burger da editora Schola (mais tarde Monthly Birz). Um colega do clube de mangá da minha universidade era editor lá, então eu lia todas as edições e era um grande fã.

Um dia, enquanto participava de uma reunião para discutir a circulação de MELODY, pensei: "A circulação provavelmente vai cair novamente", quando, de repente, chegou a notícia de que a Editora Schola havia falido. Como o presidente e todos os outros executivos estavam presentes na reunião para decidir o número de cópias a serem impressas, perguntei imediatamente: "Posso ir buscar 'Onmyoji'?" Eles concordaram na hora, e imediatamente fiz uma oferta a Baku Yumemakura e Reiko Okano, e tornei o projeto realidade. É um mangá que foi publicado anteriormente em uma revista seinen e foi originalmente escrito por Baku Yumemakura. Na época, as pessoas ficaram surpresas que algo assim fosse publicado em uma revista shoujo.

No final, quando "Onmyoji" começou, não apenas os números de vendas aumentaram e se estabilizaram, mas também foi de grande ajuda que artistas ainda mais maravilhosos começassem a desenhar, pensando: "Se Okano-sensei está desenhando esse tipo de história..." Trabalhos posteriores, como "Ooku", de Yoshinaga Fumi, seguem exatamente essa mesma linha.

-- "Ooku" é aquele com os papéis de gênero invertidos, que foi transformado em um filme live-action, anime e dorama.

Takagi: Foi depois que me tornei editor-chefe, mas quando a pessoa responsável me abordou pela primeira vez, a história era outra. O enredo já era ótimo, então demos sinal verde, mas depois de um tempo, o responsável disse: "Sinto muito, mas depois de mais discussões com Yoshinaga-sensei, acabou sendo uma história completamente diferente. É um drama de época, um tipo de ficção científica ambientada no Xogunato Tokugawa."

Fiquei surpreso no começo, mas lembro de pensar: "Isso parece ainda mais interessante agora!" e começar a série.

-- Takagi-san, o senhor testemunhou o nascimento de muitas obras de sucesso e obras-primas. Na sua opinião, há alguma "condição para uma obra ser bem-sucedida"? "

Takagi: É difícil. Uma coisa que posso dizer, e já disse muitas vezes antes, é que você não deve se apegar a estruturas ou estereótipos como "é assim que o mangá é", "é voltado para mulheres, então você deve fazer assim" ou "um enredo adequado para uma revista seinen é desse jeito".

Não sei se você pode chamar isso de sucesso, mas em vez de almejar algo convencional ou óbvio, o artista é capaz de "criar algo novo e interessante". Esta pode ser a condição para criar "boas obras".

Mesmo na web, continuamos apaixonados por descobrir novos talentos.

-- O que o senhor acha da situação atual em torno dos mangás, como a ascensão dos quadrinhos digitais, a ascensão dos mangás de leitura vertical e a revitalização do negócio de PI [propriedade intelectual]?

Takagi: Em primeiro lugar, saúdo o aumento de "pontos de contato para interagir com obras", incluindo os meios e plataformas nos quais o mangá pode ser lido, bem como merchandising.

Quando eu estava olhando para uma loja pop-up que vendia produtos de personagens de mangás de outras empresas, vi duas garotas que claramente não tinham conhecimento das obras indo até o caixa dizendo: "Esse personagem é muito engraçado. Vamos comprá-lo!" Fiquei impressionado, "Entendo! Então, às vezes, a mercadoria pode ser uma porta de entrada para um mangá!" "Nossa empresa também tem muitos trabalhos que podem ser transformados em produtos." Acho importante aumentar os pontos de entrada e de contato, sejam livros ilustrados ou mangás.

-- Na verdade, sua empresa atua no mundo digital, com seu próprio aplicativo de mangá "Manga Park", o site de mangá online "Young Animal Web" e o site de envio "Manga Lab".

Takagi: Eu mesmo saí da MELODY e fui para o departamento editorial de mangás, onde trabalhei na edição de Hakusensha Bunko e livros de lojas de conveniência, antes de ser transferido para o departamento de direitos autorais em 2011. Lá, além do meu trabalho de gerenciamento de direitos autorais, eu estava em um departamento chamado "Escritório de Estratégia Digital", onde era responsável pela digitalização de mangás recém-lançados.

Bom, era apenas um departamento de uma pessoa (risos). A Hakusensha já estava usando amplamente a distribuição de visualização de quadros [de mangá], mas meu chefe me disse: "Vamos fazer distribuição de visualização de páginas de agora em diante, então faça alguma pesquisa".

Como trabalhei sozinho, pude passar um ano inteiro fazendo o que quisesse, como criar o arquivo digital da Hakusensha, entrar em contato com empresas de TI e de jogos para estudar visualizações de página e até mesmo planejar o lançamento de um novo jogo. Mais tarde, quando a distribuição de visualizações de página começou a sério, aumentamos nossa equipe e mudamos nosso nome de Divisão de Direitos para Divisão Digital, especializando-nos em distribuição eletrônica.

No entanto, quanto mais eles se aventuram em novas áreas, como a digital, mais sinto que outro dos pontos fortes tradicionais da Hakusensha, ou seja, o respeito pelos autores e suas obras, entra em jogo.

-- O que o senhor quer dizer?

Takagi: Nos primórdios dos e-books, quando obras mais antigas estavam sendo digitalizadas, havia surpreendentemente muitas editoras de mangá cujas obras estavam fora de catálogo e tinham desistido dos direitos autorais. No entanto, a Hakusensha Bunko, que publica principalmente obras clássicas e de sucesso do passado, tem relativamente poucos livros fora de catálogo e manteve muitos de seus títulos. Também mantive bons relacionamentos com meus mangá-kas.

Antes de ir para a Divisão de Direitos, trabalhei em Hakusensha Bunko no Departamento Editorial de Mangás, então realmente gostei disso. Então, quando perguntamos aos artistas se eles gostariam de digitalizar suas obras, o retorno foi muito bom.

Em última análise, mesmo que os tempos mudem e as maneiras como vivenciamos o mangá mudem, cabe aos artistas continuar a criar e preservar boas obras. Acreditamos que nosso trabalho como editores e editora é continuar apoiando escritores para popularizar ainda mais seu trabalho, mantendo bons relacionamentos e criando um ambiente no qual eles possam utilizar plenamente suas habilidades.

-- O mesmo vale para descobrir novos talentos.

Takagi: É muito importante. "Manga Lab" é um site de envio lançado para aumentar as oportunidades de descoberta de novos talentos. Aqui, os editores mais ativos da nossa empresa leem os trabalhos enviados. Se eu acho que é uma boa ideia, imediatamente levanto a mão e assumo o comando.

Quando eu ainda trabalhava no departamento editorial da LaLa, frequentemente realizávamos eventos chamados "LaLa Manga School Mobile Classroom", onde autoras e editores viajavam por todo o país para criticar e dar conselhos diretamente sobre as obras. Conheci as mangá-kas Yamazaki Takako e Kuwata Noriko quando eram alunas de concurso regional em nossa sala de aula móvel. Acho que foi uma oportunidade muito valiosa.

Mesmo quando migramos do mundo real para a web, nossa missão continua a mesma: descobrir escritores talentosos e dar vida à paixão deles. O estilo e o DNA únicos de Hakusensha estão vivos e bem aqui, e acredito que continuarão os mesmos no futuro.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Revista que publicou Orange e O Marido do Meu Irmão descontinuada


O site da revista Monthly Action, da eitora Futabasha, anunciou que a edição do dia 24 de fevereiro será a última.  Segundo o site da revista (*a notícia está no ANN*), o destino das séries atuais da revista será noticiado em breve.  A Monthly Action publicou Orange, depois que a série saiu da revista Betsuma, além de O Marido do Meu Irmão (*1 - 2*) e Nossas Cores, de Gengoroh Tagame, e Eu quero comer seu pâncreas!  Nada foi dito sobre os motivos do cancelamento da revista.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Comentando Orange #7: Depois de dez anos, chegamos ao fim da jornada (Será?)

Recebi meu volume #7 de Orange (オレンジ) na terça-feira, eu tinha comprado em pré-venda, e terminei de ler ontem.  Trata-se oficialmente do final de uma  série que foi iniciado em 2012, na revista Betsuma, e terminada com um gaiden dez anos depois em uma revista seinen, a Monthly Action.  Se vocês quiserem saber minha opinião, eu acredito que a autora, Ichigo Takano, ainda retornará ao universo da de Orange um dia, afinal, é seu maior sucesso e ela não conseguiu se desvencilhar dele ainda.  Enfim, vamos supor que você caiu aqui e não conhece nada da série, não vou lhe pedir que leia as resenhas anteriores, porque, sim, eu comentei cada volume de Orange (*1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6*), e vou lhe dar um resumo geral: 

Naho é uma garota comum e está prestes a iniciar o seu segundo ano colegial.  Ela recebe uma carta e, ao abri-la, descobre que a pessoa que lhe escreveu se identifica como ela mesma, só que dez anos mais velha.  Uma carta do futuro?  Não!  Deve ser alguma brincadeira.  A carta é enfática em lhe recomendar que ajude Kakeru, um colega de escola a continuar vivo.  Naho não conhece nenhum Kakeru, mas, ao chegar à escola, há um aluno novo e ele tem esse nome.  A garota fica surpresa e, ao mesmo tempo, fascinada pelo rapaz.  Ele será seu primeiro amor.

Kekeru é um garoto quieto, tímido.  Na verdade, ele é depressivo e tem impulsos suicidas muito fortes.  O rapaz não acredita que existe um futuro para ele.  A série ira discutir essas duas questões com muita sensibilidade e Kakeru será acolhido pelos amigos de Naho: Hagita, Takako, Azusa e Suwa.  Este último é apaixonado por Naho desde sempre, mas decide não lutar por ela para que Kakeru seja feliz.  Na verdade, todos os jovens receberam cartas do futuro, saberemos disso ao longo da história.  Será que a amizade e o amor conseguirão manter Kakeru vivo?  Leia a série, porque vale a pena.

Falando do volume #7, eu o considerei muito irregular.  Diferentemente do que aconteceu no volume #6, o primeiro gaiden, protagonizado por Suwa, e em outros volumes da série, eu não chorei e imagino que a narrativa fragmentada em várias pequenas histórias não me permitiu a imersão que eu tive nos demais volumes de Orange.  Mas, sim, houve um momento em que eu fiquei no quase, mas foi choro de raiva mesmo.  O pai de Kakeru é um traste e seu aparecimento na história só trouxe maior sofrimento para o garoto.

Enfim, neste volume aconteceu o que eu sabia que a autora iria fazer, isto é, um gaiden para as três personagens que ainda não tinham tido sua chance de brilhar.  Mas foi um tanto decepcionante, porque eles foram muito curtinhos.  Se eu fosse a autora, daria para cada um deles, Takako, Azusa e Hagita, pelo menos um gaiden que ocupasse meio volume.  De qualquer forma, é nessas três histórias curtas que a autora deixa claro, mesmo que sem explicar, que as cartas do futuro vieram de realidades alternativas.  

Orange se assume como uma série de ficção científica na qual existem diversas linhas temporais, mas não explica como as cartas passam de um mundo para o outro.  Não existe um elemento mágico e/ou científico dando sentido a essa verdade interna da narrativa.  Mas, assim confirmamos que há linhas de tempo nas quais Kakeru morreu e outras em que ele está vivo.  Há uma linha de tempo na qual Suwa casa com Naho e outra na qual ela de casa com Kakeru.  Talvez, exista mais uma na qual Naho tenha ficado sozinha depois da morte de Kakeru. 

Exatamente por existirem outras possibilidades, eu imagino que a autora ainda possa lançar novos gaiden comemorativos no futuro.  Quem levantou essa hipótese dos múltiplos universos, antes mesmo de ser moda no cinema e nas séries da DC e Marvel saturando esse argumento de roteiro, em um dos volumes passados foi Hagita, que, do jeito dele, parece ser o mais inteligente do grupo de amigos.  De qualquer forma, faltou explicar o mecanismo.  Não posso deixar de reforçar isso.

Depois dessas três histórias curtas na qual cada um dos amigos mostra de qua forma se esforçou para ajudar Kakeru a viver, há um gaiden maior e em três partes focado no rapaz.  Nessa história, ele não se matou, ele conseguiu ser feliz, ele venceu, ou pelo menos conseguiu lidar, com a depressão e a culpa pela morte da mãe.  Nesse gaiden, o pai traste do rapaz aparece, mas não para acolhê-lo, ele veio atirar sua responsabilidade e culpa sobre o filho.  O marido abusivo, que causou a separação da família, que nunca foi presente na vida do filho, acusa Kakeru de ser responsável pelo suicídio da própria mãe.  O homem é um traste.

Mas a história segue, ela dá alguns flashes de como foi a vida de Kakeru, Naho e Suwa na universidade. O pai, aliás, tinha convidado Kakeru para que ele fosse estudar em Tokyo.  Imagina?  Joga na cara do filho que empurrou a mãe para a morte e convida o rapaz para ir morar com ele.  Legal, não é? Enfim, o gaiden mostra o quanto Kakeru tem dificuldades em aceitar ajuda e acolhimento.  E eu fiquei fazendo a ponte entre ele e a Miyo de Watashi no Shiawase na Kekkon.  Só que ela não tinha a experiência de ter uma família e dividir a carga com eles.  Kakeru teve mãe e avó presentes, mas se sente indigno e acredita que não pode receber o apoio dos amigos, porque precisa se mostrar forte.

É ate curioso um sujeito tão frágil dizer em determinado momento que quer "proteger" Naho, quando ele mal dá conta dele mesmo.  Eu não consigo achar esse tipo de situação romântica, não.  Agora, algo realmente importante deste gaiden é descobrir que Kakeru também recebeu uma carta.  E esta carta chegou depois dos amigos terem evitado, pelo menos naquela linha temporal, a sua morte.  Mas há dois detalhes importantes sobre essa carta que irá redefinir sua vida, a primeira, ele não a lê imediatamente, ele a encontra guardada e fechada anos depois; a segunda, bem, é quem escreveu.  Não darei este spoiler, leia o volume.

E temos outro gaiden no final do volumes.  E, sabe?  Achei desnecessário e bobo.  A autora poderia ter redistribuído aquelas páginas nos gaiden de Hagita, Azu e Takako.  Sério!  E a moça que encontra Naho no parque me parece uma menina mais jovem que ela e, não, uma mulher adulta.  E é estranho escrever isso, porque a arte da autora está excelente e as personagens da série são desenhadas com traços mais adultos nesta fase da universidade e além.  Foi uma escolha da autora, uma que eu não entendi mesmo.

É isso.  Chegamos ao final oficial de Orange.  Foram vários anos lendo, esperando novos volumes e resenhando.  Fica aqui o meu agradecimento à JBC, porque lançou TUDO o que saiu de Orange.  É importante escrever isso, porque a Panini, por exemplo, nunca se preocupou em lançar os gaiden dos mangás shoujo que lançou.  Essas histórias extras muitas vezes são importantes para aprofundar as personagens secundárias, ver como as protagonistas estão no futuro e por aí vai.  Se você quiser adquirir os volumes de Orange, eles estão disponíveis no Amazon: 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7.  E, para quem quiser, Orange tem série animada para TV, filme animado para o cinema, além de live action. 

segunda-feira, 24 de abril de 2023

Akiko Higashimura estreia mangá na revista Big Comic

Akiko Higashimura irá estrear um novo mangá no dia 2 de maio na Big Comic Original, uma das mais importantes revistas seinen do Japão.  O título da nova série é Maru Sankaku Shikaku (まるさんかくしかく), Círculo Triângulo Quadrado, em português.  Segundo o ANN, o mangá ensaio humorístico será centrado em uma estudante da quarta série do ensino fundamental chamada Akiko Hayashi, que vive em Miyazaki na era Showa do Japão.  Trata-se da estreia de Higashimura na revista Big Comic Original e deve ser um sucesso, porque é uma série que vai espertar a nostalgia em muitos leitores.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Orange completa dez anos com mais um gaiden sobre Suwa

Foi noticiado esta semana, estou usando o link do ANN, que Orange (オレンジ), de Ichigo Takano, teve mais um gaiden publicado na Monthly Action.  Mais uma vez, um gaiden centrado em Suwa, um dos membros do grupo de amigos que recebe uma carta do seu eu de dez anos no futuro pedindo que eles tentassem evitar uma tragédia.  A série discute o primeiro amor, mas, também, depressão e suicídio, além de ter um certo viés de ficção científica.  Orange é um mangá excelente  e foi publicado no Brasil pela JBC.  A história da série é curiosa, porque ela começou a ser publicada na Betsuma, em 2012, a mais influente das revistas shoujo desde um bom tempo, começou a fazer um grande sucesso, daí, a autora anunciou aposentadoria precoce, o mangá foi interrompido e retomado, posteriormente, em uma revista seinen, a Monthly Action.  

Este novo gaiden será publicado em um volume #7 da série.  Ano passado, em julho, ela publicou outro gaiden de Orange depois de quatro anos longe da série.  Enfim, não acho que ela vai parar, porque ela não fez gaiden de todos os amigos do grupo, ela tem espaço ainda para explorar o seu maior sucesso e não serei eu a reclamar.  Se você quiser ler as resenhas dos volumes da série, é só clicar: 1-2-3-4-5-6Orange teve anime e live action, para quem quiser.

terça-feira, 6 de abril de 2021

Sartre reencarna em um cachorro em novo mangá seinen


Jean-Paul Sartre (1905-1980) foi um filósofo francês, um dos maiores pensadores do século XX e representante mais importante da filosofia existencialista, ao lado dos filósofos Albert Camus e Simone de Beauvoir, com quem manteve um relacionamento amoroso de vários anos.  A corrente existencialista é pautada na liberdade do ser humano e de acordo com Sartre: “Estamos condenados a ser livres.”.  Acaba aqui a biografia, porque filosofia não é minha área, mas queria comentar do novo mangá que estreou na revista Morning.

Ooma Kurou, Sano Sakura (JKさんちのサルトルさん) de Ooma Kurou e  Sano Sakura estreou na última edição da revista Morning.  Eu não consegui maiores detalhes para além do que está no Manga Mogura, isto é, de que o grande filósofo reencarna em um pug (*fumante*) e vem dar aulas para uma JK/ joshi kōsei (女子高生), uma colegial.  Na página do mangá na revista, há algo curioso, o título do primeiro capítulo é uma afirmação "Kono sekai wa, ribatī to furīdamu no chigai sae wakatte inai。" (この世界は、リバティーとフリーダムの違いさえ分かっていない。).  Liberty/Reibatii e Freedom/Furiidamu seriam palavras diferentes, e eu sei que há essas minúcias na língua inglesa e em todas as outras, mas eu também não sei a diferença de uma e outra em inglês.  Preciso descobrir.

sábado, 6 de março de 2021

Kaoru Mori vai publicar em duas revistas ao mesmo tempo. Será que isso vai dar certo?


O Manga Mogura publicou uma ilustração especial de Kaoru Mori para a nova revista seinen para onde acreditei que ela iria transferir Otoyomegatari (乙嫁語り), a Ao Kishi ou  Der Blaue Reiter (alemão), em português, Cavaleiro Azul.  Quem conhece a qualidade da arte da autora, que tem uma arte belíssima e cheia de minúcias, entende por qual motivo ela conseguia produzir para a revista Harta (*antiga Fellows*), que é bimestral.  Produzir um capítulo mega espetacularmente lindo a cada dois meses, acredito que sem assistentes, é algo viável.  OK.  A revista estreia no dia 20 de abril.

O problema, pelo menos a mim parece, é que Kaoru Mori vai retomar seu mangá Shirley (シャーリー) na Ao Kishi.  Isso quer dizer que ela vai ficar produzindo duas obras ao mesmo tempo.  Se a Ao Kishi for bimestral, isso quer dizer que ela irá produzir um capítulo por mês.  Difícil saber como isso poderá impactar a arte da autora.  Shirley é um mangá de maids produzido em 2003.  A protagonista é uma menina de 13 anos que trabalha em uma típica casa inglesa no início do século XX.  Nunca li Shirley, mas acredito que ela deveria ser um tiquinho mais velha, mas, enfim, Kaoru Mori oscila entre o realismo e a romantização em suas histórias de maid.  A protagonsita reapareceu em um gaiden no volume de histórias curtas Kaoru Mori Shuuishuu (森薫拾遺集).  De resto, vamos aproveitar para escrever mais uma vez que é uma vergonha que Emma (エマ), o mangá principal de maids de Kaoru Mori, nunca tenha sido publicado em nosso país.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Kaoru Mori vai se mudar para uma nova revista

Em 20 de abril do ano que vem, a editora Kadokawa irá lançar uma nova revista seinen, segundo o Comic Natalie.  A nova publicação se chamará AoKishi, Cavaleiro Azul, e foi criada por editores da revista Asuka (shoujo). Harta (seinen) e Dengeki Maoh (seinen). 

Não sei quais mangás irão migrar da Asuka e da Dengeki Maoh, mas de Harta, segundo o Manga Mogura, sairão: Otoyomegatari (乙嫁語り) de Kaoru Mori, Hokuhokusei ni Kumo to Ike  (北北西に曇と往け) de Irie Aki, Yagi to Hitsuji no Krone (ヤギと羊の王冠) de Tetsuya Nakamura e Beni Tsubaki (紅椿) de Hirona Takahashi.  Sinceramente?  Eu acho que a revista Harta vai sair prejudicada.  Falando nisso, antes e se chamar Harta, a revista tinha um nome mais bonito, Fellows, e a Kaoru Mori sempre publicou nela, acredito.

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Ryouko Yamagishi termina o seu mangá sobre Joana D'Arc na revista Morning

Ryouko Yamagishi, uma das mangá-kas que revolucionou o shoujo mangá nos anos 1970, e famosa por seus mangás históricos e de balé, encerrou uma série sobre Joana D'arc na revista Morning.  eu nem sabia dessa série, que se chama Revelation - Keiji - (レベレーション -啓示-), estava sendo publicada e nem há scanlations dela disponíveis, as imagens que encontrei foram muito poucas e sempre as mesmas, a capa dos volumes e quase nada mais.  Enfim, o mangá começou a ser publicado em 2014, segundo o Comic Natalie (*vi primeiro no ANN*), e irá fechar com cinco volumes.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Coronavírus vira personagem de mangá pós-apocalíptico

Segundo o Comic Natalie, o mangá-ka  Daisuke Nishijima iniciu um mangá on line chamado Corona-kun no Tsuioku (コロナくんの追憶) na revista  QJWeb.   O protagonista, claro, é uma versão antropomorfizada do coronavírus (COVID-19), muito fofo e melancólico.  


O ANN comentou o primeiro capítulo do mangá e nele o protagonista comenta o filme O Profissional (Léon: The Professional/1994), acredito que sugerindo que o protagonista Léon (Jean Reno) vivia em uma perpétua quarentena e só saia de casa para fazer seu serviço, ele era um assassino profissional.  E que ele teria sobrevivido, inclusive a uma pandemia, se não cismasse de ajudar a menina Mathilda (Natalie Portman).  O vilão do filme é o Gary Oldman.  Enfim, os japoneses fazem mangá sobre tudo e, bem, desculpem o spoiler de O Profissional.  Recomendo o filme, ele é muito bom e foi a estreia de Natalie Portman.  

domingo, 15 de março de 2020

O que George Asakura anda fazendo? Mangá de Balé!


Às vezes, umas mangá-kas somem e a gente não sabe onde estão e o que estão fazendo.  Pois bem, mexendo lá no Twitter, descobri o que George Asakura anda fazendo.  Ela normalmente publicava na Betsufure, mangás shoujo com uma carga de drama e tragédia bem grande.  mais de um deles virou live action, como Oboreru Knife (溺れるナイフ). 


O traço dela não é muito limpo, mas é muito expressivo.  enfim, ela está fazendo um mangá de balé chamado Dance Dance Danseur  (ダンス・ダンス・ダンスール) para a revista seinen Big Comic Spirits.  Não é a primeira mangá-ka que faz shoujo ou josei que publica em uma das Big Comics, que são revistas muito tradicionais e respeitadas no Japão.

O diferencial de Dance Dance Danseur parece ser o protagonista, é a história de um garoto que descobre a paixão pelo balé ao acompanhar a irmã em um recital.  Ele deseja dedicar-se inteiramente a arte da dança, mas uma tragédia acontece (*não achei spoiler do que seja*) e ele faz um voto solene de abandonar a dança e se dedicar a alguma atividade que seja inegavelmente masculina.  Mas será que ele conseguirá resistir?  É o que eu consegui saber da história e, bem, essa coisa de abandonar o balé para se dedicar a algo que seja masculino, aguçou minha curiosidade.


Há uma amostra do mangá aqui, nada mostrando balé, mas é uma sequência tão fofinha que se fosse animada daria um curta bem legalzinho.  


Parece que só tem um capítulo com scanlations, a série tem 16 volumes até o momento.  Há algo que me diz que logo, logo, isso vai virar dorama.  E, para quem não sabe, mangá de balé no Japão é mangá de esportes, o tratamento é o mesmo.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Saiu o Kono Manga Ga Sugoi! 2020: Quais mangás você precisa ler em 2020?


Finalmente saiu o guia da editora Takarajimasha chamado Kono Manga ga Sugoi! (このマンガがすごい!), ou Este Mangá é Legal!,  com os melhores mangás do ano que são os sugeridos para o ano de 2020.  Normalmente, são 50 títulos masculinos, 50 femininos e as 20 melhores revistas.  O ranking, que é feito por profissionais da área de mangás, editores, sai desde 2006.  Honey & Clover (ハチミツとクローバー) foi o maior mangá feminino por dois anos consecutivos, por exemplo. 

Não sei o que deu nesse pessoal este ano, mas jogaram vários mangás de uma revista seinen, a Comic Beam, na lista feminina.  Daí, acho que é o primeiro ano que não vejo série nenhuma da Matogrosso.  Enfim, se você quiser saber a lista dos mangás masculinos, cheque no Comic Natalie, ou no ANN, ou em outro site que desejarem.  Vou reproduzir somente os mangás femininos e as revistas.



MELHORES MANGÁS FEMININOS:
1. Sayonara Mini Skirt  (さよならミニスカート) de Aoi Makino da Ribon (!!!!) - É a primeira vez, desde que eu publico essa lista que um shoujo e, não, um josei vence.  É por isso que a Ribon está como melhor revista feminina.  UAU!
2. Muchuu sa, Kimi ni(夢中さ、きみに。) de Yama Wayama da Comic Beam.  - A rigor, é seinen.
3. Ashita Shinu ni wa, (あした死ぬには、) de Sumako Kari da Ohta Web Comic.
4. Do not say mystery (Mystery to Iu Nakare/ミステリと言う勿れ) de Yumi Tamura da Flowers - Josei.  Mangá super elogiado e premiado.
5. Shinzou (心臓) de Akiko Okuda da revista Torch - Josei.
6. Poe no Ichizoku Unicorn (ポーの一族 ユニコーン) de Moto Hagio da Flowers.  - Josei.
7. Tedare Monra (てだれもんら) de Shizuka Nakano da Comic Beam - Outro seinen.
8. Hadaka Ikkan! Tsuzui-san (裸一貫! つづ井さん) de Tsuzui da Comic Essay Room - Josei?  Seinen?  Whatever.
8. Yuria Sensei no Akai Ito (ゆりあ先生の赤い糸) de Kiwa Irie da Be Love - Josei.
10. Ikoku Nikki (違国日記) de Tomoko Yamashita da Feel Young - Josei.
11. Nagi no Oitoma (凪のお暇) de Misato Konari da Elegance Eve - Josei.
12. Daru-chan (ダルちゃん) de Remon Haruna da revista Hanatsubaki - Josei.
13. Atarashii Joushi wa Do Tennen (新しい上司はど天然) de Dan Ichikawa da Young Champion - Seinen.
13. One Room Angel (ワンルームエンジェル) de Harada da on Blue - BL.
15. Hananoi-kun to Koi no Yamai (花野井くんと恋の病) de Megumi Morino da revista Dessert - Shoujo.
16. Cool Doji Danshi (クールドジ男子) de Kokone Nata da Gangan Pixiv - Shoujo.
17. Tsubaki-chou Lonely Planet (椿町ロンリープラネット) de Mika Yamamori da Margaret - Shoujo.
18. Kageki Shoujo! (かげきしょうじょ!) de Kumiko Saiki da revista Melody - Shoujo.
18. Namida Nikomi Ai Tsurasa Mashimashi (涙煮込み愛辛さマシマシ) de Nikumanko da Comic Beam - Seinen.
18. Mejirobana no Saku (メジロバナの咲く) de Asumiko Nakamura da Rakuen Le Paradis - Josei.


MELHORES REVISTAS 
1. Shonen Jump+ (Shueisha)
2. Weekly Shonen Jump (Shueisha)
3. Ribon (Shueisha)
4. Monthly Flowers (Shogakukan)
5. Ohta Web Comic (Ohta Publishing Co. )
6. Afternoon (Kodansha)
7. Weekly Young Magazine (Kodansha)
8. Monthly Comic Beam (Kadokawa)
9. Weekly Young Jump (Shueisha)
10. Morning (Kodansha)
11. Bessatsu Shōnen Magazine (Kodansha)
12. Monthly Morning two (Kodansha)
13. Manga Cross (Akita Shoten)
14. Kiss (Kodansha)
15. Harta (Kadokawa)
16. Big Comic Spirits (Shogakukan)
17. Big Comic Superior (Shogakukan)
18. ComicWalker (Kadokawa)
18. Monthly Shonen Sirius (Kadokawa)
20. Hana to Yume (Hakusensha)

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Novos mangás de Ryoko Fukuyama estreiam no Japão


O Comic Natalie trouxe informação sobre os dois novos mangás de Ryoko Fukuyama estrearam na Hana to Yume e na revista Young Animal Zero.  

Nova capa.
No caso da Hanayume, a autora está na capa com Koi ni Mudaguchi  (恋に無駄口), sobre uma escola masculina e um grupo de alunos sem objetivo na vida.  Já na Young Animal Zero, ela estreia Kikenai Yoru wa Nai  (聴けない夜は亡い).  

Promoção do lançamento dos mangás.
Também na Hana to Yume, temos uma entrevista com a autora sobre seus novos mangás, sua carreira e seu maior sucesso, Fukumenkei Noise (覆面系ノイズ).  Fora isso, a Hakusensha abriu o seu aplicativo Manga Park por um tempo para a leitura de séries antigas da autora.

Fukumenkei Noise, maior sucesso da autora.
Além disso, na mesma edição da HanaYume estreou o novo mangá de Takami Konohana chamado Neko mane!~ Uchuu Neko Gitai Suru ~ (ネコまね!~宇宙ネコ擬態する~).

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Autora de Fukumenkei Noise estreia duas séries em setembro


Fukumenkei Noise (覆 面 系 ノ イ ズ), de Ryoko Fukuyama, foi um dos grandes sucessos da revista Hana to Yume.  Desde sua estreia, ele recebeu capas e uma promoção que denotava um investimento diferenciado nesse mangá.  Como era sobre música, teve CDs, shows e outras coisas.  Ele teve, também, animação.  OK.  Nunca me interessei por essa série, começando pela estética, mas quem me acompanha sabe que não sou muito ligada a esses estilos mais contemporâneos de música.


Agora, a autora vai estrear duas novas séries, uma shoujo, na Hana to Yume, começa no dia 5 de setembro.   Koi ni Mudaguchi (恋に無駄口) será uma comédia romântica colegial.  Disse nada, enfim, mas estreia com toda a popa e circunstância, capa, páginas coloridas e tudo mais.


Já na revista Young Animal ZERO, a autora vai lançar o mangá Kikenai Yoru wa Nai (聴けない夜は亡い) em 9 de setembro.  O que sabemos da série é que o protagonista consegue ouvir (*e falar, também?*) com gente morta.  Vamos aguardar para ver no que dá.  As informações vieram do Comic Natalie e do Twitter.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Akiko Higashimura na Big Comic Spirits


Não consegui entender se é série, ou se é um one-shot, mas o fato é que Akiko Higashimura, que, sei lá, deve ter uns cinco mangás em andamento, publicou ou começou a publicar um mangá na Big Comic Spirits.  A capa é linda e o traço dela está cada vez mais bonito.  Se alguém puder me ajudar a entender direito, a matéria está no Comic Natalie.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Fuyumi Souryo retoma Cesare na revista Morning


Cesare~Hakai no Souzousha~ (チェーザレ ~破壊の創造者~), ou Cesare~Il Creatore che ha distrutto~, é o mengá seinen de Fuyumi Souryo que conta a vida de César Bórgia, filho do papa Alexandre VI, ancorado em sólida bibliografia e fontes históricas.  É um primor e uma chatice, já escrevi isso antes.  Ao que parece, a série estava interrompida desde 2014 e o último volume, o décimo-primeiro, foi lançado em 2015.  Segundo o Comic Natalie, a série foi retomada na última edição da Morning e traz a eleição do Papa.  Desesperei aqui, #11 volumes e Rodrigo não tinha sido eleito Papa?!  Sério isso?!  OK... OK... 


Parece ser a obra-prima de Souryo aos olhos da própria, eu que amo Mars (マース), acho que ela já publicou.  Detalhe é que se o mangá estava em hiato desde 2015, a autora não ficou sem fazer nada, ela publicou uma elaborada biografia de Maria Antonieta cobrindo sua juventude.  O mangá saiu na França antes de ser publicado no Japão.  Eu comentei aqui.  Bem, o CN acrescenta que a autora lançará um capítulo por mês, a revista é semanal.

domingo, 4 de novembro de 2018

O vídeo mais legal que você vai ver hoje: Akiko Higashimura e Mari Okazaki e mais 35 autores desenham poster comemorativo da revista Big Comic Spirits


A revista Big Comic Spirits chegou a sua edição 2000.  A parte legal é que a confecção do poster que vem como brinde virou um vídeo mostrando os autores desenhando.  Akiko Higashimura desenhou a protagonista de seu mangá seinen Yukibana no Tora  (雪花の虎), a série não é da Big Comic Spirits, já Mari Okazaki desenhou o protagonista de seu mangá A Un  (阿・吽).


A matéria da Manga Mag identificou, também, Naoki Urasawa, que foi, aliás, o primeiro a desenhar, Inio Asano e Shohei Manabe.  Quem conhece a revista vai identificar mais gente, claro.  Enfim, quem desenhou primeiro teve mais espaço. 😊 Ficou legal demais.  O vídeo está aí embaixo:

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Keiko Nishi estreia série na Big Comic Spirrit


Keiko Nishi é uma das mais celebradas autoras de josei de sua geração, mas, volta e meia, publica algum mangá seinen.  Foi anunciado na última edição da Big Comic Spirit que a mangá-ka vai estrear uma nova série na edição da revista que sai no dia 5 de novembro.  A Big Comic Spirit é semanal.  O nome da série é Koi to ___ (恋 と_), mas não há maiores detalhes, segundo o ANN.  O anúncio dizia, também, que trata-se do último mangá da artista na Era Heisei, afinal, o imperador irá abdicar no dia 30 de abril de 2019 e uma nova Era, ainda sem nome, começa no dia seguinte.  


A última série da autora, Otou-san, Chibi ga Inakunarimashita (お父さん、チビがいなくなりました), que foi publicada na Zoukan Flowers, terá um filme live action estreando na primavera japonesa de 2019.  Outras obras da autora foram adaptadas anteriormente, nenhuma para animação.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

12 Antologias de Mangá foram canceladas só na primeira metade de 2018: Algumas reflexões


Estou com a matéria do ANN aberta faz um tempo, até pensei em comentá-la no Shoujocast, mas decidi adiantar. De tempos em tempos, eu comento o cancelamento de antologias no blog. Também venho pontuando que, pelo menos para mim, que estou aqui de observadora distante, o mercado japonês está mudando. As antologias, que pré-publicam capítulos de mangá e que eram um item descartável, sempre funcionaram praticamente no vermelho, mas as vendagens, mesmo das top revistas, como a Shounen Jump, vem em declínio faz tempo.  

Esse declínio parece ter se acentuado particularmente com o avanço da internet. Não é que os japoneses estejam consumindo menos mangá, mas que  casa vez mais, parecem preferir ler pelo celular, as próprias editoras vem lançando suas plataformas de leitura e várias antologias já nascem virtuais. De resto, segue o padrão de somente colecionar os encadernados favoritos. Mas algo diferente aconteceu este ano, as antologias, algumas importantes,  como a Betsuhana, a You (*essa me deixa confusa... cancelou mesmo?*), a Young Animal Arashi, foram canceladas.


Segundo o ANN, há um mapeamento dos cancelamentos de antologias desde 1995, desde então, o ano com o maior número de revistas canceladas foi 2014 com 14 antologias no primeiro semestre e 36 ao todo no ano. Diferença? Eram revistas desconhecidas, assim, o impacto foi reduzido. 

A matéria comenta a opinião de alguns especialistas, um deles, o Professor Yashio Uemura, pontuou que muitas crianças sequer estão aprendendo a ler mangá em antologias (*Será que os japoneses estão deixando crianças pequenas lerem no celular?*) e que a abundância de aplicativos de leitura gratuitos tem impactado as vendas das antologias. Outro especialista,  Kyōhei Shibata, pontua que as revistas que buscam formas criativas de atrair os leitores tem se mantido saudáveis.  Sim, é verdade, mas basta pegar os relatórios anuais e perceber que mesmo as grandes revistas encolheram, independente de se manterem vivas e bem. 


Qual o impacto disso? Imagino que setores da economia japonesa, como o das gráficas iram sofrer o golpe. De resto, todo o setor parece estar se adequando. Outro setor que certamente poderá sentir é o das livrarias. Eu sei que muita gente prefere papel, eu mesma gosto de ter um livro em mãos, folheá-lo, mas, no Japão, as coisas parecem estar mudando, isso, claro, se o que o primeiro especialista pontuou, procede e crianças pequenas estão aprendendo a ler mangá em aplicativos. Será que o setor de livrarias vai minguar no Japão?

Hoje, muitos mangás começam a ser lançados direto na internet, nas plataformas, como o do Line. Alguns, quando fazem sucesso, fazem a transição para revistas físicas, outros vão direto para os encadernados. Outro ponto importante, é  que há revistas que se tornaram digitais, outras, como a Mobile Flowers, nasceram assim.


De resto, como enquadrar de cara a demografia de um novo mangá? Vai tudo, ou quase tudo, virar seinen? Teremos que esperar que os autores, editoras  sites, se manifestem? Algumas coisas, a gente tenta enquadrar, mas será que mesmo essa coisa de demografia não vai mudar no processo? É esperar para ver como os japoneses se posicionam a respeito.  Agora, vejam só, ao que parece, a crise editorial não acontece somente no Brasil, mas crise pode ser motor para mudanças, ou para o desespero... O que será?