segunda-feira, 30 de abril de 2012

Mais informações sobre os 30 anos de carreira de Chie Shinohara



Eu já tinha comentado aqui dos 30 anos de carreira da Chie Shinohara e a página especial comemorativa. Agora, o site Hakkeyoi trouxe informações detalhadas sobre o que será lançado para comemorar. Os itens mais importantes é um box com três livros com 444 páginas por 3.930 ienes (*aproximadamente 93,20 reais, sem as taxas de correio*) e um DVD Vomic (voice comic) de Sora wa Akai Kawa no Hotori~Anatolia Story~ (天は赤い河のほとり) com 100 imagens, música composta especialmente e tudo mais. Mas vamos lá:

O primeiro livro [Premium Comics] traz cinco mangás: 18 páginas de Yami no Purple Eye bangai hen, 102 páginas de Sergei Oukoku no Kage Tsukai, Sora wa akai kawa no hotori/Red River tokubetsu hen (1ª e 2ª parte), Kita no Hanagoyomi e Hidamari no Refrain. Livro 2 [Premium Guidebook]: inclui ilustrações de 30 anos de carreiras, fichas de personagens, re-script da primeira novela da autora, entrevista de Shinohara com Hagio Moto, um mangá ensayo sobre Chie Shinohara, ilustrações feitas por 30 mangá-kas diferentes (Shinohara World), ilustração de ano novo, enquetes feitas com fãs, fotos dos gatinhos da autora, etc. Livro 3 [Premium Disk]: Momentos importantes de todos os mangás da autora, especialmente, Anatolia story, 100 ilustrações especiais, entre outros mimos. E há ainda o DVD da Vomic de Anatolia Story. A voz de Yuuri é feita por Takayama Minami e a de Kail é feita por Inoue Kazuhiko. O DVD tem participação especial dos gatos da autora. Eu queria tudo isso. ;____;

domingo, 29 de abril de 2012

Revista Flowers também comemora aniversário com brinde especial



A revista josei Flowers também está fazendo aniversário. São dez anos de publicação e, para comemorar, as leitoras irão ganhar uma coleção de cartões postais de séries importantes da revista. A lista que está no Comic Natalie é a seguinte: Akatsuki no Aria (暁のARIA)de Michiyo Akaishi, Dakatsu (蛇蝎−DAKATSU−) de Wakuni Akisato, Machi de Uwasa no Tengu no Ko (町でうわさの天狗の子) de Nao Iwamoto, Sansukumi (さんすくみ) de Murako Kinuta, Sakamichi no Apollon (坂道のアポロン) de Yuki Kodama, Bronze no Tenshi (ブロンズの天使) de Chiho Saito, 7Seeds (7SEEDS) de Yumi Tamura, Ane no Kekkon (姉の結婚) de Keiko Nishi, Toriaezu Chikyuu ga Horobiru Mae ni (とりあえず地球が滅びる前に) de Nemu Youko (manga de basquete), Pluto Fujin (プルート夫人) de Hagio Moto, Uruwashi no Eikoku Series (うるわしの英国シリーズ) de Akiko Hatsu, Shitsuren Chocolatier (失恋ショコラティエ) de Setona Mizushiro, ――Junbichuu。(――準備中。) de Takako Yamazaki, Umimachi Diary Kaerenai Futari (海街diary 帰れないふたり) de Akimi Yoshida, Yume no Mahiru (夢の真昼) de Akemi Yoshimura e Kaze Hikaru (風光る) de Taeko Watanabi. São ilustrações especiais feitas para esta edição e eu estou quase encomendando na Fonomag... A capa da revista é Kaze Hikaru, pois este mangá também completa dez anos de publicação em 2012. Já são 32 volumes, algo raro em se tratando de shoujo mangá e um dos motivos pelos quais eu não vou tentar me apaixonar pela série novamente... Se entendi bem, ainda teremos um calendário que vai de abril/2012 até março/2013, além de um cartão postal extra, talvez na próxima edição, de Shirokuma Café (しろくまカフェ) de Aroha Higa, que está com anime na TV japonesa.

Revista Wings comemora 30 anos com brinde para as leitoras



O Comic Natalie trouxe a capa comemorativa de 30 anos da revista shoujo Wings, que é especializada em fantasia e ficção científica. Nela temos em destaque o mangá Adekan (艶漢) de Nao Tsukiji. Junto com a edição também teremos um booklet de Adekan, se entendi bem o CN, o foco é nos rapazes da série. Ainda nesta edição estréia a continuação de Ore to Kanojo to Senpai no Hanashi (僕と彼女と先輩の話), de Hajime Tojitsuki, que tem por título Ore to Karera to Kanojo no Hanashi (俺と彼等と彼女の話), além de dois one-shots. O primeiro é Oyayubihime (艶漢) ou Thumbelina ou ainda Polegarzinha, de Hako Tomoko, baseado no conto de fadas; já o segundo é Yuuyake no Uta (ゆうやけのうた), mas não cosnegui saber quem é a autora.

Filme Cidade de Deus faz dez anos com documentário e versão em quadrinhos



A Folha de São Paulo de hoje trouxe uma matéria sobre os dez anos de Cidade de Deus. Filme de grande sucesso, foi o responsável pela criação do gênero chamado “favela movie”, cujo expoente é Tropa de Elite. Segundo a Folha, o documentário – que quase não saiu por falta de verba – acompanha a trajetória dos cerca de 30 atores e atrizes da trama original. Metade deles seguem na carreira, quatro se envolveram com crimes e drogas e o restante desistiu ou não conseguiu seguir a carreira artística. Acredito que a segunda opção... Já a HQ, feita por João Ricardo Bizzaro e MJ Macedo, terá três volumes de 70 páginas e sai em agosto. Segundo Fernando Meirelles, diretor do filme, a HQ seguirá com fidelidade o original, mas acrescenta cenas que na época foram pensadas, mas não puderam ser incluídas.

Segundo a notícia, “O processo levou mais de um ano, e as páginas já estão prontas desde março passado. Mas, devido ao realismo da arte, os atores de "Cidade de Deus" precisam autorizar o uso de suas imagens. "Estamos um pouco atrasados, pois não consegui a autorização de todos", diz Meirelles, contando que, agora, aqueles que não deram sua autorização ou que não puderam ser contatados estão sendo redesenhados.” Enfim, a HQ é uma adaptação, essa cosia de fazer igual ao original e se tudo precisa ou quer ser fiel, já viu. Qual o espaço para a criatividade do artista? Enfim, é esperar para ver. Chegando nas livrarias, darei uma folheada.

Comentando Cairo 678 (Egito, 2010)



Ontem assisti ao filme egípcio Cairo 678. Não era minha intenção, mas depois que comecei, não consegui parar mais. O filme estreou em circuito restrito aqui no Brasil e eu estava curiosa em dar uma olhada, afinal, Cairo 678 abordava uma questão de muito interesse para alguém como eu, a denúncia da situação de assédio sexual constante que as mulheres sofrem no Egito. Alguém poderia dizer que aqui, também. Não está errado, ou não teríamos a preocupação de criar vagões separados para mulheres em metrôs e trens, só que, ao que parece, a questão no Egito é bem mais dramática, pois a coisa parece atingir níveis “epidêmicos”, por assim dizer, e as questões culturais e religiosas terminam inibindo as denúncias. Daí, o filme ter sido saudado como corajoso e recebido vários prêmios. Mas vamos para a sinopse:


678 conta a história de três mulheres que se cruzam por causa da questão comum do assédio sexual. Fayza, uma funcionária pública, casada, religiosa e com dois filhos, sofre assédio sexual constante na sua ida para o trabalho no tal ônibus da linha 678. Além do estresse e da humilhação permanente, Fayza e o marido passam por sérios problemas conjugais e não conseguem arcar com suas contas. A outra mulher é Seba, rica, com seus trinta e poucos anos, ela é casada com um médico. Seu marido é amoroso e gentil, mas o casamento dos dois vai por água abaixo depois que ela é atacada por um grupo de sujeitos nas comemorações de rua depois de uma partida de futebol da seleção do país. Como o marido não consegue salvá-la, ambos ficam traumatizados. Só que Seba é impedida pela família de dar queixa, afinal, ela nem foi estuprada! Já o marido se afasta dela quando ela mais precisava dele, deixando-a sozinha com a sua dor. Seba depois decide montar um grupo de ajuda para mulheres e é isso que permite o encontro com Fayza. A terceira mulher é uma jovem de classe média alta, Nelly é filha de uma professora universitária e que está noiva de um rapaz que quer ser comediante stand-up. Um dia ela é atacada na rua e reage. Sua mãe e seu noivo entram na confusão e o caso vai parar na justiça, só que devido ao escândalo, Nelly passa a ser pressionada a retirar a queixa. Enfim, trata-se de uma sociedade que não vê o espaço público como um espaço para as mulheres e deixa isso claro das maneiras mais cruéis.



Um dos trunfos de 678 é certamente abordar uma situação tristemente universal. Eu já sofri assédio em ônibus lotado no Rio e entendo perfeitamente a angústia da protagonista, que passava por isso todos os dias. Ela preferia andar ou tentar pegar um táxi pirata a ter que sofrer a humilhação diária. Só que seu salário não dava para táxi, o marido a acusava de estar gastando o pouco dinheiro da família, e seus atrasos constantes geravam tantos descontos em seu salário que mal dava para pagar a escola dos filhos. É por causa do seu drama que ela procura o grupo de Seba que faz três perguntas às mulheres: Já foi assediada sexualmente? Quantas vezes? Como você reagiu? Seba estimula as mulheres a reagirem, olharem nos olhos de seu agressor, denunciarem. OK. Só que Fayza começa a reagir, mas ganha gosto ao perceber que com o alfinete que prende o seu véu ou um pequeno canivete pode causar dor e dano aos tarados. O problema é que a coisa começa a sair de controle...



Já Nelly se revolta com a situação que lhe é imposta. Trabalhando em um call center de banco, ela é estimulada pelo supervisor a aceitar cantadas e tentar “seduzir” os clientes. Ela reage e é chamada de má funcionária. A mãe a educou para buscar fazer o que é certo, mas quando o seu caso vira um escândalo, já que é a primeira mulher na história do Egito a levar um caso de assédio sexual a ir parar na justiça. Todos pedem que ela pense na família, na mãe e no noivo. Ela é constrangida a se calar e isso torna sua vida muito amarga. Em um determinado momento, antes de conhecer Sela, ela pergunta para a mãe por que ela a educou para acreditar na justiça e perseguir seus ideais, se quando ela decide fazer isso é forçada a calar. É um filme muito incomodo.



Só que conforme Fayza vai agindo na linha 678, a polícia é chamada a interferir. Uma personagem muito interessante do filme é o inteligente detetive que decide investigar a fundo o caso dos ataques. Ele não concorda com o que a mulher assediada está fazendo, mas ele sabe que o sujeito ferido tem culpa no cartório. Eu achei uma das personagens mais interessantes do filme. O sujeito – alto, gorducho, e meio grosseiro – parece a caricatura do policial burocrático, que só quer bater ponto, mas em ação é surpreendente. Em meio a um sistema corrupto, ineficiente e hipócrita, o cara conseguir manter e manter vivo o seu senso de justiça, nem sempre usando de muita gentileza... Ele merecia um filme solo e seu drama familiar poderia ter um pouco mais de tempo.



O mais importante é que o detetive se solidariza com a vítima, não com o agressor, coisa que os outros colegas policiais não conseguiam fazer (*e os comentaristas da matéria da CNN, também*). Aliás, a cena da delegacia, depois do ataque sofrido por Nelly, é terrível e poderia acontecer mais ou menos igualzinha no Brasil ou em outros países de 3º Mundo. O policial responsável aconselha a não registrar a queixa, diz que tem uma filha, também, mas que levar o caso a público é humilhar a família. Recrimina o noivo da moça por não tomar conta dela... E a loucura maior é que o caso só poderia ser registrado em uma delegacia central e quem tem que levar o preso é a família da moça... Assim, surreal, da mesma forma que da primeira vez em que Fayza reage, ela é tratada como louca e agressiva por todos os homens do ônibus e tem que descer da condução. Mas quando a justiceira começa a agir, opera-se um milagre, os homens prontamente deixam de bolinar as mulheres com medo de serem a próxima vítima. Levar uma facada – mesmo que não seja profunda – na virilha deve doer e causar muita paura. :P Outra situação surreal é que basta gritar ladrão para que todo mundo ajude, mas quando é um caso de assédio sexual, ninguém se mexe.



Enfim, o filme não é perfeito, longe disso, mas cumpre bem sua missão. O problema é que ele toca em muita coisa ao mesmo tempo. O drama do policial é grande demais para ser tratado em poucos minutos. Eu simpatizei tanto com ele que nem me importei muito quando o filme vira uma espécie de policial em algumas cenas. A situação do ensino público e privado no Egito, também, fica meio que na periferia e renderia ele mesmo um filme. Mesmo gente muito pobre como Fayza e o marido preferem colocar os filhos em uma escola particular (*assim, como em muitas periferias do Brasil*), só que as crianças são submetidas a humilhação pública, porque os pais atrasam a mensalidade. É um negócio tão cruel que fica difícil acreditar que isso ocorra, mas eu acredito.



Uma coisa que o filme registra bem é como a situação de assédio constante pode resultar em paranóia, depressão e outras doenças. As três mulheres, por exemplo, decidem virar “justiceiras” e passam a procurar pelos assediadores para se vingarem deles. O próprio policial as repreende dizendo que elas não são o Batman. Seba deveria se tratar e, não, ser uma organizadora de grupo de ajuda. Ela não tinha equilíbrio para aconselhar ninguém e o filme mostra isso muito bem em várias cenas. O diretor também se esforça em mostrar que a sociedade como um todo, oprime as mulheres, tirando-lhes a voz, não lhes dando segurança. O diretor até ousa criticar a política de repressão sexual, pois em dois momentos coloca o filho de seis ou sete anos de Fayza e seu marido assistindo mulheres seminuas na TV. O marido de Fayza em uma das brigas lhe diz que se casou com ela somente para poder fazer sexo e um dos agressores diz que só ataca mulheres, porque não pode ter a sua... Veja bem, em uma cultura que coloca as mulheres como objeto e o sexo como algo central a situação não poderia dar em outra. E veja que é o mesmo tipo de cultura que temos aqui no Brasil, tirando, para a maioria, os impedimentos de contato sexual com o outro sexo.



Trocando em miúdos, o filme não passa a mão na cabeça dos homens, mas mostra que seu comportamento agressivo não é somente fruto de escolhas pessoais, mas de uma estrutura cultural e religiosa que legitima certos atos. O filme até mostra uma “dama do lotação” egípcia, a mulher que mesmo quase que completamente coberta  sentia tesão em ser bolinada no ônibus. Sim, essa questão também está lá! E isso depois de Fayza ter uma crise e acusar mulheres como Nelly e Seba de serem culpadas por religiosas como ela serem assediadas, afinal, elas não usam véu, saem sozinhas (*porque querem, não porque precisam*) e usam roupas apertadas. Jogar mulheres contra mulheres é fundamental para garantir que o estado de opressão se perpetue. Mas não pensem que o filme reforça isso, ele só expõe a questão para depois jogá-la por terra.



O filme de Mohamed Diab – diretor e roteirista – é corajoso ao abordar um problema que parece muito sério no Egito. Tão sério que uma das coisas curiosas na época da tal “revolução” que derrubou Mubarak, as mulheres estavam festejando o fato de que não estavam sendo assediadas na Praça Tahrir pelos seus companheiros de protesto. Obviamente, a coisa não durou muito, segundo várias notícias. O fato é que houve uma pesquisa feita em 2008 (*que eu lembro de ter repassado por aí*) que apontou que independente da idade, condição social, de se cobrirem dos pés à cabeça ou usarem roupas ocidentalizadas, 98% das estrangeiras residentes no país e 83% das egípcias diziam ter sofrido alguma forma de assédio. O incidente com Nelly – e, infelizmente, não achei mais detalhes – foi baseado em um caso real que fez com que as leis sobre assédio sexual se tornassem mais duras.



O que está descrito aqui, nessa matéria da CNN, bate com o que Diab colocou em seu filme, e os comentários dizendo que é tudo mentira (*ou quase*), também batem direitinho com o que é mostrado na película. Assim como uma das personagens, Nelly, foi acusada de levar seu caso à justiça para difamar o país, o diretor também foi e teve que “se explicar” dizendo que estava falando de um tema universal e não queria comprometer a imagem do Egito... Por aí você tira o tamanho do problema. Aliás, parece que isso lá é muito comum, qualquer critica a alguma situação nacional problemática, especialmente quando se aplica às mulheres, termina resultando em necessidade de explicações e desculpas. Basta olhar o caso da feminista Nawal el-Saadawi, acusada até de herege e presa, ainda que defenda (*até nas mais absurdas situações*) que todas as situações miseráveis vividas pelas mulheres no país estão dissociadas do islã... ou, pelo menos, do islã que ele diz ser o verdadeiro.



Enfim, Cairo 678 é muito bom. Há quem diga que o filme pegou leve, mas eu realmente não preciso de nada mais pesado que isso. Foi a minha primeira experiência com o cinema egípcio e eu gostei muito. Comparando com o cinema iraniano, ele até pode ser mais realista em certos pontos. Por exemplo, por exigência legal, até meninas usam véu em filme iraniano e as mulheres nunca tiram o hijab. Em Cairo 678, Fayza tira o véu em casa como o marido e os filhos, coisa que toda muçulmana religiosa deve fazer. O filme, claro, cumpre a Bechdel Rule sem dificuldade e eu o qualificaria de filme feminista, ainda que dirigido e roteirizado por um homem, porque ele coloca mulheres reais e seus problemas em tela, assim como a sua busca de justiça e a solidariedade entre elas. Recomendadíssimo. A página oficial do filme é esta aqui.

sábado, 28 de abril de 2012

Mangá sobre uma moça apaixonada por elefantes estréia na revista Cocohana



Abrindo o Comic Natalie hoje, havia duas notícias sobre mangás da revista Cocohana. A primeira falava do lançamento com sessão de autógrafos do mangá Wasurerarenai – The Unforgettable (忘れられない) de Fumiko Tanikawa. Trata-se de uma coletânea de histórias curtas e achei a capa bem bonita. A segunda notinha é sobre a estréia de uma nova série de Yuki Isoya, chamada Airavaata no Zou Tsukai (アイラーヴァタの象つかい) ou Elephant Trainer of Airavaata. Só que pelo que entendi do resumo do CN, a protagonista não é bem uma “treinadora”, mas uma pesquisadora ou tratadora que vai trabalhar em um zoológico. Enfim, estou postando porque achei a ilustração engraçadinha. Já a capa da Cocohana foi desenhada por Akiko Higashimura e é bem psicodélica.

Himitsu – The Top Secret chega ao final na revista Melody



Himitsu – The Top Secret (秘密 -トップ・シークレット-), da veterana Reiko Shimizu, é uma série muito legal, mas com scanlations que caminham muito, muito, muito devagar. Segundo o Comic Natalie, a série chegará ao seu final em grande estilo na próxima edição da revista Melody com um capítulo de 82 páginas, algumas coloridas, chamado END GAME. Bem, bem, espero que nada tenha a ver com o final do anime... De qualquer forma, acredito que a série feche com 11 ou 12 volumes, o que é um tamanho bem razoável. Já nesta edição temos um gaiden de Hanasakeru Seishounen (花咲ける青少年), de Natsumi Itsuki, chamado Koukyuu Monogatari (後宮物語) e um booklet com as personagens masculinas da série chamado Luxury ーBOYS一Fudesen (ラグジュアリーBOYS一筆箋). Não sei se a transliteração dos dois últimos kanjis “筆箋” está realmente correta. Já a capa da revista é Ōoku (大奥), de Fumi Yoshinaga, que logo terá dorama na TV e, no ano que vem, um outro filme para o cinema. Acredito que tenha matéria sobre isso nesta edição.

Ranking da Taiyosha



Antes que a semana termine, eis o ranking da Taiyosha. É estranho, mas, realmente, HapiMari sumiu. Não está nem no top 10 de shoujo. Não sei o que aconteceu. Ao Haru Ride ainda aparece no top 10 geral, mas em 10º lugar. Lembrando que o ranking da Taiyosha sai antes do da Oricon, mas tende a valorizar as lojas mais focadas no público otaku/otome. No ranking de shoujo, repete-se mais ou menos o que apareceu no ranking da Oricon, só que com uma melhor colocação dos dois volumes de Liselotte, novo mangá de Natsuki Takaya. Os demais, são títulos que sempre aparecem, como Kamisama Hajimemashita e Tableau Gate. Já Otomen, que, mesmo sem ler há muito tempo, eu acredito que já deveria ter terminado, consegue um 10º lugar. Sobre Touring EXP. Euro, só o comentário: eu acho o traço de Masumi Kawasou é muito feio. Em josei, temos um equilíbrio entre os títulos BL, que viraram lugar comum, com metade do ranking; os títulos mais moderninhos, como Meiji Hiiro Kitan, Chihayafuru e Gin no Spoon; e o material com traço mais tradicional, com Anoyama Koete e Kaze no Pension Harutsugedori. Enfim, é isso.

SHOUJO
1. Ao Haru Ride #4
2. L・DK #9
3. Oresama Teacher #13
4. Liselotte to Majo no Mori #1
5. Liselotte to Majo no Mori #2
6. Principal #4
7. Kamisama Hajimemashita #12
8. Touring EXP. Euro #3
9. Tableau Gate #10
10. Otomen #15

JOSEI
1. Aitsu no Daihonmei #5
2. Meiji Hiiro Kitan #3
3. Gin no Spoon #4
4. Kaze no Pension Harutsugedori
5. Otokonoko to Koi
6. Anoyama Koete #20
7. Teiou no Do S na Goshimei
8. Koibito Scramble
9. Senya Ichiya Romanesque
10. Chihayafuru #16

Comentando Os Vingadores (The Avengers)



Hoje assisti Os Vingadores (The Avengers) na segunda sessão, já que a primeira foi a da meia noite. Sinto-me um pouco dividida em relação ao filme. Ele é bom no geral e a metade final é espetacular, como filme de ação e super-heróis. Só que, ao mesmo tempo, achei a primeira parte muito chata e cheia de piadinhas inúteis e clichês. Não vou contar a sinopse em detalhes, afinal, ela está em todo lugar: Loki quer dominar o mundo, considera os humanos seres inferiores, para isso, ele rouba a Tesseract, uma fonte de energia inesgotável mostrada no filme do Capitão América e de Thor. Para impedir que o vilão domine nosso planeta e o destrua no processo, a S.H.I.E.L.D., através de seu líder nick Fury, coloca em andamento o Projeto Vingadores (Sugerido em Homem de Ferro 2). O problema é que nossos heróis não parecem dispostos a trabalhar em equipe. O vilão do filme Loki é a melhor coisa do filme e Tom Hiddleston mostrou mais uma vez que é o dono do papel. Cada cena dele ajudou a valorizar o filme e o trabalho dos outros atores em cena. Mas vamos por partes, começarei com as críticas.

A primeira parte do filme foi a problemática para mim. Depois de uma espetacular seqüência de abertura com Nick Fury (*Samuel L. Jackson excelente*) e Loki se enfrentando, temos uma sucessão de cenas que a meu ver escorregaram, ora na chatice, ora no clichê, ora, nas piadinhas forçadas. Lembrou tudo o que eu não gostei em Homem Aranha 2... Talvez, por não conhecer os quadrinhos originais a fundo, eu não tenha conseguido embarcar na brincadeira, mas vou ser franca, a competição entre os machinhos – Capitão América e Homem de Ferro – para ver quem era o macho alfa da matilha foi muito cretina e a coisa só piorou com a chegada do Thor.

O didatismo da primeira parte, com todo aquele arranjo clichê para mostrar como um grupo de sujeitos excepcionais, que trabalhavam em separado, vencem suas diferenças até terminarem de formar uma equipe magnífica foi cansativa. Mas eu observo a reação da platéia, claro. Os adolescentes que faziam uma algazarra dos infernos antes do filme, ficaram comportadíssimos e vibravam. Já a mulher do meu lado ria sem parar, especialmente na seqüência em que os três super-poderosos - Thor, Homem de Ferro e Capitão América - se espancam e mostram toda a sua potência. Até o sensato Capitão América, embarcou na bobagem, pois, vejam bem, Loki poderia, se quisesse, escapar enquanto os caras se estranhavam. Mas o vilão tinha um plano, claro... Enfim, talvez em tempos de UFC, ver três caras interessantes se socando deve ser mais excitante do que vê-los usando outros músculos do corpo. Vai entender...

Aquilo que no trailer parecia engraçado, as falas espirituosas de Satark, não tiveram o mesmo efeito sobre mim quando multiplicadas por dez. E de todas as piadas, uma que me pareceu péssima foi a do “filho adotivo”. Por que Loki é um problema? Bem, ele é adotado. E todos riem! Palmas para o gênio que ajuda a reproduzir o preconceito. Outra coisa curiosa foi ver como o tal dispositivo mágico-tecnológico do mal, o Tesseract, era chamado de “she” (ela) em inglês o tempo inteiro, mas na nossa tradução virou “ele”. Aliás, as legendas estavam, mais uma vez, abaixo da média. A gente ouvia uma coisa e aparecia outra escrita. “Fulano is down”, “Fulano está morto (caiu)”, virou “Fulano foi atingido”. Ora, todos nós tínhamos visto a personagem morrer, menos que estava legendando, eu suponho...

Agora, mesmo na primeira parte que não me agradou tanto, as atuações dos atores e atrizes estavam ótimas. Robert Downey Jr. continua perfeito. Ele é divertido, inteligente e foi bem heróico no filme. E em The Avengers, ele está monogâmico e fiel, imagina... É claro, que ficar se bicando com o Capitão América pode alimentar slash e yaoi, mas isso é outra história. Uma das boas seqüências da primeira parte foi ver o Stark trabalhando com o Dr. Banner. Afinal, eram dois gênios mesmo. E o passa fora que o Tony Stark dá no Capitão América no melhor estilo “perto de quem come, longe de quem trabalha”, já que ele não tinha nada o que fazer no laboratório. Chris Evans estava muito bem como o sujeito fora de seu tempo e se esforçando para se encaixar. Fora que Chris Evans continua espetacularmente bonito.

Thor estava menos interessante que no seu filme solo, aliás, todos menos o Tony Stark estavam a meu ver. Ter muita gente em cena pode ser legal, mas também expõe as deficiências de alguns atores e o brilhantismo de outros. Chris Hemsworth rendeu melhor sozinho (*e com a Natalie Portman do lado*). Mas o amor dele pelo irmão do mal, Loki, era uma continuação do drama de família que vimos no primeiro filme. Outra coisa muito legal foi a preocupação em explicar a ausência da personagem de Natalie Portman. Durou uns 30 segundinhos, mas fez muita diferença. Roteiristas de parabéns aqui.

Scarlett Johansson está muito, muito bem como a Viúva Negra. Além de ser uma arma letal, ela consegue enganar o Loki em uma seqüência memorável. Só que é muito estranho ver a personagem e o Gavião Arqueiro lutando lado a lado com heróis com superpoderes ou supergadgets. É legal, mas não convence... Eu realmente não quero um filme da Viúva Negra, talvez (*e é muito talvez, mesmo*), só se fosse com o Gavião Arqueiro. Foi bom não colocarem romance entre os dois, mas uma parceria baseada no respeito e na amizade. Jeremy Renner é um ator muito mediano, mas é como a lógica da toga romana: Quem não fica bem de arqueiro?

Quando entramos na segunda parte do filme, aí, sim, ele empolga. Trabalho em equipe, grandes atuações, drama, humor e o Hulk. Sim, porque quem mais surpreende positivamente nessa parte é o gigante verde. Achei que a computação gráfica deixou um pouco a desejar, especialmente quando o Hulk dá uma surra no Loki e na cena em que arremessa o Thor, pois os atores ficaram parecendo bonecos mesmo, mas de resto, foi dez. Sem o Hulk – e na primeira parte há toda uma tensão em relação a personagem – Os Vingadores teriam fracassado. Eu não sabia que o Hulk poderia ser uma personagem tão legal. Duas outras cenas excelentes dessa segunda parte é aquela em que Tony Stark chega à conclusão que Loki é tão exibicionista quanto ele e consegue, por conta disso, localizar o vilão. A outra é o diálogo com Loki, conversinha cheia de duplo sentido e que valoriza ao máximo o talento dos dois atores. Loki tem um ego tão grande quanto o de Stark, é uma diva como bem diz o Homem de Ferro, só que com um complexo de inferioridade muito grande. Mas já sabíamos disso no filme do Thor, não é mesmo?

Quanto à questão das mulheres. Bem, o filme não cumpre a Bechdel Rule. Temos três personagens femininas com nomes e bem presentes no filme, a Viúva Negra, a Agente Hill, e Pepper Potts. Todas três com nomes, todas são competentes, e as duas primeiras batem, arrebentam e sobrevivem. De comum, também temos, a beleza. Gwyneth Paltrow, a meu ver não é bonita faz tempo, mas Scarlett Johansson e Cobie Smulders são lindíssimas. Como os homens também são, está tudo equilibrado neste aspecto. De qualquer forma, elas não conversam entre si. Mas na nave da S.H.I.E.L.D., é preciso deixar claro, havia muitas mulheres na tripulação, muitas mesmo! Fora a piloto que aparece no final e um dos membros do conselho. Com as limitações de sempre – roupas sexies, poses sexies – elas têm importante participação e não fazem feio.

Como recomendação, espere a cena pós-créditos e tente descobrir onda está o Stan Lee. Como parece que somente eu ri com a aparição dele, acho que fui a única a perceber que ele estava lá. Ah, sim! E lá fora, na entrada do cinema, estava o senhorzinho que eu acho que é um sósia de Stan Lee. Ele volta e meia aparece por lá, acho que de propósito mesmo. Enfim, espero que vocês tenham chegado até o final da leitura. Como podem ver, eu gostei do filme, tenho críticas à primeira parte, mas a segunda é tão boa, tão boa, que compensa. Devo assistir outra vez com meu marido. E, talvez, tenhamos um outro post sobre o filme, repensando algumas coisas (*ou não*).


ATUALIZAÇÃO: Acabei voltando ao cinema para ver Os Vingadores no dia 1 de maio com meu marido. Bem, acabei gostando mais do filme nessa segunda vez. Talvez, por não precisar sair correndo par ao trabalho, a primeira parte do filme fluiu melhor. Ainda continuo achando que a primeira parte foi meio clichê e as piadas excessivas (*a do adotado é imperdoável*), mas o filme foi muito bom. Ele deveria divertir e conseguiu. A reação do público ao meu redor mostrou bem isso. ^____^

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Hagio Moto recebe premiação inédita no Japão



O Comic Natalie acabou de anunciar que Hagio moto foi a primeira mangá-ka a receber a purple ribbon, uma medalha de honra entregue pelo governo japonês desde 1955. Os premiados sempre são pessoas que se destacaram nas ciências e nas artes. Outros mangá-kas já tinham recebido a premiação, como Leiji Matsumoto, mas Hagio moto foi a primeira mulher a ser honrada com essa homenagem.

Notícias de Downton Abbey (enquanto a Terceira temporada não vem)



Eu estava passando pelo site do jornal inglês Daily Mail e acabei tropeçando em duas notícias sobre Downton Abbey. A primeira, de março, é que Dame Maggie Smith não deseja continuar na série em uma quarta e quinta temporada. Bem, como a personagem já é uma mulher idosa, é fácil resolver a questão, ainda que eu duvide que a saída de Maggie Smith não tenha um efeito muito grande sobre a história. Outro que não quer continuar é Dan Stevens, que faz um dos protagonistas, Matthew Crawley. Aí, complica. Como continuar a história sem ele? Outra notícia que vi são fotos do casamento de Lady Edith. Como ela não tem nenhum interesse romântico no momento... quem seria? O desmemoriado, e provavelmente falso, Patrick? Como ainda demora a chegar a terceira temporada, deixo os links das resenhas da 1ª e da 2ª temporada de Downton Abbey. Vale a pena correr atrás. :)

Betsufure também ganha sua edição digital



Depois da edição digital da revista Hana to Yume, agora é a vez da Betsufure criar a sua revista em formato digital. O lançamento foi hoje, dia 26 de abril, e o lançamento foi hoje. O foco da revista, segundo o Comic Natalie, é em oferecer uma série de temáticas como comédia, fantasia, Ficção Científica, etc. Nesta edição, se entendi bem o CN, são cinco séries, e Ai Morinaga está colaborando no primeiro número com (*acredito*) um gaiden de Gokuraku Seishun Hockey Club (極楽青春ホッケー部). Mas é participação especial mesmo. A primeira edição é gratuita, a partir do próximo número, o preço será de 420 ienes. Não vi nota sobre periodicidade. Eu realmente acredito que este é o futuro, levar os mangás e livros para formato digital. E o Japão está ocupando a ponta nesse processo. A página oficial da revista é essa aqui.

Obra de Osamu Tezuka ganha grande exibição no Japão



O Comic Natalie trouxe a notícia de que entre os dias 28 de abril e 1 de julho teremos uma grande exposição da obra de Osamu Tezuka no Setagaya Literary Museum. O nome da exposição, que está no cartaz em japonês e em inglês, é Tezuka Osamu: The Biggest Creator on Earth (Tezuka Osamu: O Maior Criador da Terra). Além dos tradicionais extratos da arte do mestre, teremos fotos, manuscritos e exibição de animações baseadas nos mangás de Tezuka como Black Jack (ブラック・ジャック), A Princesa e o Cavaleiro (リボンの騎士), Astro Boy (鉄腕アトム), Kimba (ジャングル大帝), etc. A entrada não é gratuita e o museu estará fechado no feriado de 1º de Maio. O site da exposição é este aqui.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Compre na Lojinha da Lina!



A maioria do pessoal que ouve o Shoujocast (*já, já, ele volta*) sabe que a Lina é multitalentosa e coisa e tal. Pois bem, ela agora tornou o seu negócio mais profissional e abriu uma loja on line. Lá ela está vendendo chaveiros, marcadores de livros e, provavelmente, colocará os bordados, também.


O site da loja é este aqui. Jane Austen, mangás, games, Game of the Thrones, Jane Eyre, North & South, novela mexicana... Há para todos os gostos. Dá uma passada lá! No Facebook, há um álbum do material de Jane Austen. Tudo muito bonito, viu?

Recomendação de filme Em Nome de Deus (Stealing Heaven, 1989)



A Lina Inverse montou um grupo no Facebook chamado Fãs de Jane Austen do Brasil - Janeites BR. Nesta divertidíssima comunidade, a mulherada (*homens fãs de Austen se apresentem*) fica conversando sobre a autora de Orgulho & Preconceito, mas, também, sobre outros filmes de época e coisas correlatas como os atores que fizeram nossas personagens favoritas. Pois bem, acabei lembrando desse excelente filme Stealing Heaven, chamado aqui no Brasil de Em Nome de Deus.  

Eu conheci o filme, um dos meus favoritos, na faculdade. Trata-se de uma filmagem do romance de Marion Meade, que conta a história do amor de Pedro Abelardo, um dos maiores filósofos medievais, e Héloïse d’Argenteuil. Marion Meade não precisou contar muita coisa, já que praticamente tudo estava no Historia Calamitatum do próprio Abelardo, no qual ele publicou as cartas que trocou com Heloïse. É curioso que a moça era considerada por alguns uma invenção literária de Abelardo para defender o estado de castidade para os clérigos, já que Heloïse era culta e inteligente demais, além de independente a ponto de recusar o casamento com o filósofo, porque o choro de crianças não combinava com o estudo e as mamadeiras com os livros. Ela preferia ser amante. 

Durante muito tempo, Heloïse foi vista
 como uma invenção de Abelardo.
Abelardo, mesmo sem ser sacerdote, tinha feito voto de castidade, mas acabou sucumbindo aos encantos da aluna de 17 anos. A tragédia os perseguiu, Abelardo pagou na carne por se entregar ao amor carnal e à luxúria. No entanto, mesmo separados, eles sempre estiveram juntos e juntos estão enterrado e são lembrados ao longo dos séculos como um dos pares de amantes mais importantes da história. O filme não faz feio ao original, mas é filme dos anos 1980, com muito sexo.  Hoje, o que parece dar tesão às pessoas é a violência, certamente, se filmado em nossos dias, Em Nome de Deus seria bem diferente.  Eu não poderia jamais passar esse filme para uma turma de Ensino Médio.

Enfim, eu já acreditei que Heloïse fosse um caso único no século XII. Agradeço até hoje à Prof.ª Leila, na época lecionando a disciplina Universidades Medievais, por me alertar de quanto eu estava sendo obtusa. Eu acreditava que mulheres cultas no século XII – talvez em toda a Idade Média – fossem uma exceção, hoje sei que a coisa não é bem por aí. Mesmo sem ser feminista (*ou, pelo menos, não se declarava como tal*), ela me lembrou de que quem vendeu essa imagem das mulheres foram homens, os da época e os historiadores. Indo às fontes a gente percebe a coisa de forma diferente. O conceito de “história do possível”, aprendi depois com a minha orientadora de doutorado, a Prof.ª Tânia Navarro-Swain... Mas, enfim, assistam o filme. É muito bom. Não sei ainda está disponível para baixar, mas é comprável na Livraria Cultura e nas Lojas Americanas. E visitem lá o grupo da Lina. É muito bom papear por lá.



P.S.: Há outro filme que no Brasil se chama Em Nome de Deus, no original The Magdalene Sisters. É excelente, também, eu recomendo. Resenha aqui.

Música tema de Helter Skelter será de Ayumi Hamasaki



O Comic Natalie trouxe a informação de que a música tema do filme de Helter Skelter (ヘルタースケルター), baseado na obra homônima de Kyoko Okazaki será evolution de Ayumi Hamasaki. Além disso, temos um novo pôster do filme com Erika Sawajiri caracterizada como Ririko. A outra foto é da Ayumi Hamasaki, eu acho... Vamos esperar o resultado, mas acho que será um bom filme. O primeiro teaser-trailer está aqui.

Lançado no Japão o ultimo volume de Sakamichi no Apollon



O Comic Natalie trouxe hoje a capa do último volume de Sakamichi no Apollon (坂道のアポロン), de Yuki Kodama. O volume chegou às lojas hoje, dia 26. É o nono volume, trazendo a coletânea de histórias extras. Eu realmente pensei que, com o anime no ar, teríamos mais histórias extras, só que, sem saber como terminou o mangá, não dá para prever a necessidade e possibilidade de continuações. Só sei que estou adorando ler o mangá, que saiu na revista Flowers, e assistir o anime. :D
P.S.: Alguém notou o detalhe da pétala de sakura solitária no cabelo do Bon?

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ranking da Oricon



Saiu o ranking da Oricon, com os trinta mangás mais vendidos da semana no Japão. Depois de algumas semanas excelentes, tivemos uma mais fraquinha. É estranho HapiMari ter sumido, saindo do top 10 para sumir do top 30. De qualquer forma, Ao Haru Ride continuou no top 10, caindo somente duas posições. Já o novo mangá de Natsuki Takaya, autora de Fruits Basket, estreou em uma posição modesta, mas, se bem me lembro, foram somente dois ou três dias de vendagem até a coleta dos dados e os dois volumes estão no top 10. L・DK manteve boa posição, Oresama pode ainda resistir mais uma semana, já Principal, se despede. Já o seinen da autora de Nodame Cantabile, 87CLOCKERS, está em 25º e deve ser sua última semana, também. Vamos ver na semana que vem.

6. Ao Haru Ride #4
12. L・DK #9
17. Oresama Teacher #13
22. Principal #4
24. Liselotte to Majo no Mori #1
27. Liselotte to Majo no Mori #2

terça-feira, 24 de abril de 2012

Dez passos para criar um anime de sucesso (ou Tristes tempos os nossos!)



Uma pesquisa foi feita no Japão com 4743 que votaram em características que poderiam tornar um anime um sucesso. Bem, eu não esperava lá grandes coisas de pesquisas assim, mas como o top 10 (*de trinta*) foi pior que a encomenda, decidi postar. Eu não tenho condições (*leia-se domínio do japonês*) de traduzir tudo, então peguei o que o Sankaku (+18) traduziu (*e eu chequei com o tradutor e mudei algumas coisas*). Vamos lá:

1. Não destrua o original! – 632 votos
2. Torne a arte bonitinha – 538 votos
3. Tenha uma abertura atraente – 494 votos
4. Tenha um elenco top de dubladores – 492 votos
5. Mostre algumas cenas de batalha legais – 306 votos
6. Inclua algumas viradas de roteiro inesperadas – 280 votos
7. Tenha um encerramento atraente – 249 votos
8. Inclua erotismo com moderação – 173
9. Use muitos elementos moe – 161
10. Encha o anime de meninas bonitinhas – 145

Se pegarmos os números 2, 9 e 10 temos a mesma premissa: pense no público otaku hardcore. O roteiro parece estar subordinado às necessidades mercadológicas de grupos de fãs consumistas (*e com muitos problemas*). E isso vem acontecendo com os poucos animes shoujo/josei, também. Comentarei em breve o mangá de Sakamichi no Apollon e voltarei a tocar no assunto. O 1 tem sentido e não tem. A adaptação deve ser fiel ao original? Qual o limite criativo? Eu cito Shoujo Kakumei Utena. Gosto muito do mangá, mas a série de TV conseguiu ser mais criativa, ousar mais, prender pontas soltas e deixar muita coisa em aberto, para a agonia de quem prefere tudo muito explicadinho. Eu não teria dúvidas entre o original e o anime, ficaria com o segundo. Há, claro, casos como a Rosa de Versalhes que traem muito o original e, ainda assim, são grandes animações... Mas isso é exceção.

O 3 e o 7... Será que as duas músicas precisam ser atraentes? Em qual sentido? Será que isso torna um anime bom? E a 5? Há animes que são excelentes e que não têm cenas de batalha... Viradas de roteiro (6) podem ser legais, mas desde que não comprometam o andamento da série. O inesperado nem sempre funciona a favor do conjunto final... Top elenco de dubladores (4)... Eu quase incluí com o 2, 9 e 10, sabem por qual motivo? Simplesmente, porque isso me cheira a necessidade de certos otakus de ficarem babando em cima das pobres dubladoras... Enfim, queria poder traduzir tudo. Senti falta de roteiro consistente, personagens que realmente tenham função na trama, e outras coisas que realmente contam para me prenderem a um anime... E, sim, eu gosto de K-On!, mas é o típico anime "slice of nada", como diz a Tanko. O problema é este tipo de anime se tornar mainstream. E vocês, o que acham?

Coletânea com Histórias sobre Kabuki relançada no Japão



Segundo o Comic Natalie, a coletânea de one-shots sobre Kabuki chamada Kudoki: Shinyaku Kabukie Maki (クドキ 新訳歌舞伎絵巻) terá uma nova edição. Se eu entendi bem o CN, a coletânea de Ryo Yokobaba é baseada em peças do Kabuki que teriam uma temática sexual forte, ou algo assim. Além do mangá, teremos comentários extras no volume. São quatro histórias ao todo na edição e os originais foram publicados na antiga revista Chorus, hoje substituída pela Cocohana. Espero ter entendido direito a notícia...

Revista Dessert dá brinde de Tonari no Kaibutsu-Kun



O Comic Natalie trouxe uma notinha avisando que a edição da revista Dessert publicada hoje no Japão trouxe um brinde de Tonari no Kaibutsu-kun (となりの怪物くん). Todas as leitoras que comprarem a edição ganham uma toalhinha (*acho que é isso*) com a imagem dos protagonistas em versão superdeformada. O tamanho é de 530 × 530mm. Eu gosto dessa série e preciso retomar a leitura urgente... Ainda nesta edição estréia a série Akuma de Koishiyou (あくまで恋しよう) da mangá-ka Anashin. Essas mangá-kas da Dessert tem nomes artíticcos tão econômicos! A autora de Tonari no Kaibutsu-kun se chama Robiko. :D

Revista LaLa dá brindes de Natsume Yuujinchou e Gakuen Babysitters



O Comic Natalie trouxe imagem do Cool Tea Time Set das séries Natsume Yuujinchou (夏目友人帳) e Gakuen Babysitters (学園ベビーシッターズ), dois dos grandes sucessos da revista. São duas pratinhos, dois porta-copos, dois copos e duas forminhas de silicone para fazer biscoitos. Acho que é separado, ou você pede um conjunto ou o outro. O CN não diz se o Cool Tea Time Set será brinde ou produto a ser comprado, a informação é que nesta última edição da LaLa haverá mais informações de como obter o conjunto, agora, que é uma graça é! Além disso, o CN diz que a última edição da LaLa anunciou que teremos três edições extras chamadas de tricolor, a primeira será a azul e a data de lançamento será anunciada no dia 10 de maio no site da revista. Lembrando que já houve duas edições especiais da revista baseada em cores, a Shiro LaLa (branca) e a Kuro LaLa (preta).

A Rosa de Versalhes ganha grande exposição no Japão



Segundo o Riyoko Ikeda Fan Site, publicou que uma grande mostra chamada Berusaiyu no Bara no Sekai (ベルサイユのばらの世界 ) ou O Mundo da Rosa de Versalhes. A exposição ficará aberta entre os dias 18 de abril e 8 de maio no Kashiwa Takashimaya Station Mall, em Chiba. A exposição traz desenhos originais da autora, Riyoko Ikeda, edições do mangá e da Margaret, além de figurino e objetos de cena usados no Teatro Takarazuka. No dia 28 de abril, 14h, haverá uma mesa redonda com Riyoko Ikeda e uma top star aposentada do Takarazuka (*não consegui descobrir o nome*). O evento é aberto para o público. Achei imagens que parecem ser da mostra neste site aqui. Realmente, deve ser magnífica. Para quem não sabe, ou lembra, o mangá de Riyoko Ikeda está completando 40 anos do início de sua publicação. Acredito que teremos outras celebrações, publicações especiais, e talvez o longa animado finalmente lançado. Eu realmente tenho alguma esperança. Melhor torcer pelo anime do que por um lançamento aqui no Brasil...

Primeira imagem promocional de Ai Ore



Eu já tinha comentado que Ai o Utau yori Ore ni Oborero! (愛を歌うより俺に溺れろ!), de Shinjo Mayu, iria se tornar um filme para o cinema. Pois bem, ontem saiu a primeira imagem promocional com Ito Ono no papel de Mizuki Sakurazaka e Karam como Akira Shiraishi foi postada no Twitter da Shojo Beat. Karam é um idol coreano, mas eu entendo quase nada dessas coisas... A história da série é a seguinte: Mizuki é a garota-príncipe de sua escola feminina e é a guitarrista da banda Blaue Rosen. Quando a banda é desfalcada, Akira se candidata à vocalista do grupo. Pelo que entendi, o rapaz – que é o garoto-princesa de sua escola masculina – se finge esconde seu verdadeiro sexo. Quando o mistério é revelado, Mizuki e Akira se tornam namorados. Estréia do filme é em 25 de agosto. Daqui a pouco deve sair o teaser-trailer.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Clássico de Yamagishi Ryouko ganha exibição no Japão



Hi Izuru Tokoro no Tenshi (日出処の天子), de Yamagishi Ryouko, é considerado um dos shoujo mangá mais importantes de todos os tempos. Recontando a história do venerado príncipe Shotoku, que trouxe a cultura e religião chinesas para o Japão, Yamagishi não poupou nas tintas BL. Pois bem, segundo o Comic Natalie, para comemorar o término do lançamento da perfect edition, a Ikeburo Libro promove uma mostra com a arte da autora a partir do dia 23 de abril (hoje) até o dia 29. O mangá original tinha 11 volumes, a edição especial tem sete em formato grande e com todas as ilustrações coloridas que as edições comuns não costumam trazer, além de pôsteres e outros mimos. Hi Izuru Tokoro no Tenshi foi publicado na revita LaLa entre 1980 e 1984 e venceu o 7º Kodansha Manga Award na categoria shoujo em 1983.

Historie vence o 16º Osamu Tezuka Award



O ANN noticiou ontem os vencedores do Tezuka Award deste ano. O mangá seinen Historie (ヒストリエ), de Histoshi Iwaki, venceu o Grande Prêmio. Se quiser saber os indicados, é só clicar aqui. Historie se passa na época de Alexandre, o Grande e é um manga muito elogiado por seu realismo histórico. Além das premiações para novos artistas, mangá curto e outros, houve o Prêmio Especial que foi para a edição 16 da Shounen Jump de 2011, porque a editora distribuiu cópias da edição depois do trágico terremoto como uma forma de ajudar a levantar a moral da população e animar as crianças. Segundo o ANN, mais de 100 crianças se revezaram para ler um único número da revista que foi distribuída em uma livraria em Sendai, a cidade mais próxima do epicentro do terremoto. Enfim, fizeram parte do comitê julgador Go Nagai, Takemiya Keiko, a novelista Atsuko Asano, o editor Haruyuki Nakano, e a prof.ª Jaqueline Berndt da Kyoto Seika University. A premiação será no dia 5 de maio.

Primeiro Teaser-Trailer de Kyō, Koi o Hajimemasu



Dos vários filmes derivados de mangá que estréiam este ano, um deles é Kyō, Koi o Hajimemasu (今日、恋をはじめます), baseado na obra homônima de Minami Kanan. A atriz Emi Takei faz a protagonista, Tsubaki Hibino, e seu par romântico, Kyōta, é interpretado por Tori Matsuzaka. Eu tenho trauma com a Minami Kanan, então, fico adiando a tentativa de ler essa série. De qualquer forma, o mangá trata de um caso de bullying que acaba se tornando uma verdadeira história de amor. Tsubaki é indiferente ao romance e mesmo a moda, mas tem como hobby arrumar os cabelos dos colegas. Em seu primeiro dia de colegial, ela se descobre sentada ao lado de Kyōta, um sujeito com péssimas inclinações. Ele enche a paciência da protagonista e ela saca a tesoura e corta o cabelo dele. Eis o começo do problema, ou do romance. A série teve 14 volumes de mangá, que vendeu mais de 8 milhões de cópias no Japão, e anime para DVD. O diretor do filme é Takeshi Furusawa e o filme estréia somente em dezembro. A página oficial é esta aqui. o trailer estava no ANN.

domingo, 22 de abril de 2012

Ranking da Taiyosha



Antes que saia o novo ranking da Taiyosha, eis aí os mais vendidos da semana em shoujo e josei. Ao Haru Ride e HapiMari ficaram no top 10 geral em 5º e 9º lugares. Em shoujo temos capas muito bonitas e alguns mangás interessantes aparecendo, como o primeiro volume de Majo no Biyaku , de Tomi Oomu, autora de Midnight Secretary, e Machi de Uwasa no Tengu no Ko , aclamado mangá de Nao Iwamoto. Problema é que Machi de Uwasa no Tengu no Ko é josei. Falando nisso, em josei, 80% dos mangás é BL... Custa separar o ranking? Enfim, só temos dois josei de verdade, Gin no Spoon e Meiji Hiiro Kitan. Este último, Meiji Hiiro Kitan, tem capas lindinhas, mas tenho medo de ser m daqueles mangás que começa como um mangá de pai e filha e termina com um romance que não me desce, caso de Usagi Drop... Estou evitando.

SHOUJO
1. Ao Haru Ride #4
2. HapiMari~Happy Marriage!?~ #9
3. L・DK #9
4. Machi de Uwasa no Tengu no Ko #9
5. Principal #4
6. Bokura ga Ita #16
7. Kyou no Kira-kun #2
8. Koi dano Ai dano #4
9. Majo no Biyaku #1
10. Mikado no Shihou #4

JOSEI
1. Aitsu no Daihonmei #5 
2. Honto Yajuu #5
3. Koibito Scramble
4. Meiji Hiiro Kitan #3
5. Making Love、Making Mirai
6. Gin no Spoon #4
7. Steady Study
8. Teiou no Do S na Goshimei
9. Hanamachi Monogatari ~Hatsuzakura Mau, Yoru no Shitone~
10. Gossho ni Ore mo Ikaga desu ka?

Character Book de Sayuki traz entrevista com as personagens



Eu nunca me animei a ler e/ou assistir Sayuki (最遊記), de Kazuya Minekura. Há quem não saiba que é um josei mangá (*ou shoujo, já que a revista que publica a série está sambando de um rótulo para outro ultimamente*), eu simplesmente nunca me interessei pela história e acho o traço horroroso. Volta e meia, o Comic Natalie traz alguma notícia sobre uma das séries de Sayuki, a atual é Sayuki RELOAD BLAST (最遊記RELOAD BLAST). Não pensem que Minekura não tem outras séries, é que simplesmente Sayuki é sua série mais importante e sempre parece que existe uma seqüência em andamento. Pois bem, segundo o CN, o character book traz entrevistas fictícias com as personagens falando de seus papéis e experiências. Imagino se a coisa é feita como se eles fossem atores interpretando personagens. Acho essas coisas divertidas. Não entendi bem essa parte, mas existe dois pôsteres bônus que só podem ser obtidos caso o comprador envie um selo (*que deve vir com o livro*) e pague 80 ienes pela postagem... mas está confuso para mim. De qualquer forma, o lançamento do livro é em 25 de maio. O nome do character book é Sayuki Character Book Sanzo & Goku (最遊記キャラクターブック 三蔵&悟空).

Chamada de trabalhos para o 2º Encontro Nacional de Estudos sobre Quadrinhos.



Nos dias 28 e 29 de Julho, estará acontecendo o 2º Encontro Nacional de Estudos sobre Quadrinhos. O evento acadêmico ocorre no Centro de Convenções da UFPE, durante o SUPER-COM. O organizador, o Prof. Amaro Braga, desenvolve pesquisas na área de quadrinhos, é roteirista e tem vários trabalhos publicados. Ano passado, tive o prazer de participar, mas tenho sérias dúvidas se poderei estar presente este ano por conta de agenda de trabalho e recursos financeiros. De qualquer forma, seguem as informações sobre o evento:
Informamos que estão abertas as inscrições PARA ENVIO DE PROPOSTAS para submissão de Mesas Redondas e Apresentação de Trabalhos para compor a programação do 2º Encontro Nacional de Estudos sobre Quadrinhos.

O Evento busca reunir, na região do Nordeste, os pesquisadores que atuam no estudo sobre as Histórias em Quadrinhos. Formatado como Simpósio, ocorre dentro das atividades da Super-Con, a maior convenção de Cultura Pop da região. Será sediado no Centro de Convenções da UFPE, nos dias 28 e 29 de julho de 2012.

Os coordenadores das Mesas-Redondas selecionadas terão um valor para o ressarcimento de despesas com Hospedagem e inscrição gratuita no evento.
Envie o quanto antes sua colaboração. O prazo termina no dia 8 de Maio (para as mesas) e 31 de Maio (para os Resumos de Trabalhos).
Eu recomendo muito a participação. Para quem pesquisa na área de quadrinhos é uma ótima chance de conhecer outros pesquisadores, tomar conhecimento dos trabalhos em desenvolvimento e fazer contatos (*e, talvez, amigos*). Fora isso, o Super-Con é um dos melhores eventos que eu já vi. Nunca estive nos de São Paulo, mas supera e muito os aqui de Brasília e os que eu vi no Rio até hoje. E tem Recife, uma cidade que merece ser visitada. O site do evento é este aqui.