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terça-feira, 25 de julho de 2017

E Machado de Assis virou Mangá: Reflexões sobre a releitura em quadrinhos do romance Helena


Mais tarde, hoje, estarei apresentando esse trabalho na ANPUH, lá na UnB.  Como fiz a apresentação em power Point, decidi dividir com vocês.  Falta acrescentar a bibliografia e o texto mesmo do trabalho precisa de ajustes.  Para quem tiver curiosidade, no entanto, os slides explicam a coisa em linhas gerais.  Gosto muito de Helena, o romance, o primeiro livro de Machado de Assis que li por vontade própria, e de Helena - mangá, feito pelas artistas do Studio Seasons.  Aliás, sou grata à Simone Beatriz e Montserrat por responderem minhas perguntas e tudo mais. A resenha que fiz de Helena está aqui.  O quadrinho pode ser adquirido em formato impresso e digital.  

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Helena do Studio Seasons aparece em novela da Globo sem autorização


Qual não foi a surpresa ao ver o pessoal comentando essa atrocidade no Facebook.  Eu vejo Além do Tempo, há três ou quatro posts sobre ela aqui no blog, só que assisto o capítulo sempre atrasado.  Enfim, hoje (14/12), o filho de Gema, Matheus, o rapazinho que é médium, presenteou-a com desenhos ao estilo mangá, explicou o que são os quadrinhos japoneses e coisa e tal.  A cena está aqui.  Até aí, nenhum problema ou desserviço, só que a maioria das ilustrações eram obra do Studio Seasons, mais especificamente do quadrinho Helena (*resenha*), publicado pela NewPop.  O traço da Simone Beatriz é inconfundível, estava lá, alguém teve a cara de pau e traçou por cima.


Será que a Globo não tem condições de contratar desenhista?  Precisa "maquiar " e usar sem autorização o trabalho de profissionais sérios? Montserrat, Simone Beatriz, Syvia Feer, toda a minha solidariedade para vocês que construíram sua carreira com muito esforço e não merecem esse tipo de tratamento. Vergonha!  Canalhice!  E deveria reder processo.

domingo, 12 de julho de 2015

Promoção: Ganhe um volume de Helena do Studio Seasons/NewPop


Como havia prometido, para comemorar a indicação de Helena na categoria Adaptação para os quadrinhos do Troféu HQ Mix, o Shoujo Café vai sortear dois volumes dessa belíssima homenagem ao romance de Machado de Assis assinada por Montserrat (roteiro) e Simone Beatriz (arte).  Quer participar?  Então saiba como:

- COMPARTILHAR PUBLICAMENTE* o post da promoção;
- CURTIR* a fanpage do SHOUJO CAFÉ;
- Clicar em QUERO PARTICIPAR.

Fácil, não é?  BOA SORTE!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Helena é indicado ao HQ Mix!



O Troféu HQ Mix existe desde 1989 e é um dos mais importantes dos quadrinhos no Brasil.  Na verdade, eu mesma só conheço dois, o HQ MIX e o Angelo de Agostini.  Há várias categorias e uma delas é Adaptação para os quadrinhos, na qual entrou Helena, uma coprodução do Studio Seasons e da NewPop.  Os concorrentes são:

A Invenção de Morel (L&PM)
A Morte de Ivan Ilitch (Peirópolis)
Cânone Gráfico (Boitempo/Barricada)
Grande Sertão Veredas (Globo)
Helena (New Pop)
Kaputt (WMF Martins Fontes)
O Estrangeiro (Quadrinhos na Cia)

Não sei se Helena vencerá, mas estou torcendo muito.  De qualquer forma, espero que a indicação dê maior visibilidade a esta obra bem cuidada e resultado de um trabalho meticuloso feito por Montserrat (roteiro) e Simone Beatriz (arte).  Para ler a resenha que fiz de Helena, clique aqui.  Comprei ano passado dois volumes de Helena para sortear comemorando os dez anos do Shoujo Café... Aliás, como Júlia ficou doente naquela semana, acabei não sorteando, nem publicando as mensagens e desenhos que recebi. Lamento muito, mas, se tudo correr bem, coloco o sorteio de Helena no ar hoje ou amanhã na página do Facebook.

Para quem quiser saber, a lista de todos os indicados do HQ Mix deste ano está aqui.  Já a página oficial do Troféu é esta.

domingo, 10 de agosto de 2014

Comentando Helena do Studio Seasons



Quinta-feira recebi meu lindo exemplar de Helena, adaptação para quadrinhos do livro homônimo de Machado de Assis feito pelo Studio Seasons e publicado pela NewPop.  Ontem, devorei o volume tão esperado por dois anos e não me decepcionei.  A edição ficou realmente bem cuidada e o texto machadiano adaptado conseguiu casar muito bem com a arte de Simone Beatriz.  Acredito que é uma das melhores produções estilo mangá feitas no Brasil. Nos últimos anos, sem dúvida a melhor.

Para quem não conhece Helena, e eu li o livro em 1992 e só o revisitei agora, depois de ler o quadrinho, a história em linhas gerais é esta: publicado em 1876, Helena narra acontecimentos de vinte anos antes.  1850, morto o Conselheiro Vale, seu filho, Estácio, e sua irmã, Úrsula, descobrem que o velho tinha uma filha bastarda, que resolveu reconhecer oficialmente.  A moça, Helena, vem morar com eles.  Sua origem humilde e espúria termina eclipsada pela sua beleza, inteligência e bom caráter.  D. Úrsula passa a alimentar real afeição pela sobrinha, Estácio se sente cada vez mais ligado à irmã.    Só que Helena guarda segredos e representa uma ameaça aos planos do Dr. Camargo, amigo da família, de ver sua filha Eugênia casada com Estácio.


Helena é, talvez, o livro mais famoso da fase romântica de Machado de Assis.  Isto quer dizer, que ele é o mais citado e adaptado do início da carreira do autor que é celebrado por sua fase realista e romances como Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro.  Em Helena, no entanto, vemos algumas características da obra de Machado bem presentes, como o olhar agudo e crítico sobre os costumes de seu tempo, o sarcasmo, ainda que contido, e o total descomprometimento com a necessidade de um final feliz. O romantismo de Helena reside na construção das personagens, no desenrolar da trama, mas desde o início há certo cheiro de tragédia no ar.  E ela chega célere.

A edição em quadrinhos de Helena tem 256 páginas, mais do que a média dos volumes de mangá.  O preço, R$19,90 é justíssimo, pois arte, roteiro e apresentação do produto beiram a perfeição.  É possível perceber investidos nele todos os longos dias desses dois anos de espera.  Para quem acompanhou a produção por seguir as autoras nas redes sociais – Montserrat (roteiro) e Simone Beatriz (arte) – sabe da pesquisa profunda e dos cuidados que tiveram.  A parceria que começou com Zucker, rendeu o seu melhor fruto.


Adaptar uma obra literária não é transportá-la diretamente para outro formato, é necessário ajustes, mudanças, há espaço para criação.  Aliás, é imperativo que haja algo dos autores, ou tudo seria muito chato!  Como bem descreve a introdução do trabalho, cenas apenas recordadas no livro, ganharam corpo no quadrinho, diálogos supriram certas lacunas.  Não houve, e isso é raro, o uso do texto original como bengala em longos recordatórios.  Tudo é conduzido nos diálogos e pensamentos das personagens, sem recursos pobres.  Imagino o trabalhão que Montserrat teve para adaptar Machado de Assis, trazê-lo para outra mídia sem violentar o original.  E, sim, deu certo.  A leitura fluiu muito bem, foi prazerosa, rápida e me fez correr para rever o livro.

Eu sou defensora das adaptações, seja por elas mesmas, seja pelo seu potencial em atrair novos leitores para os originais.  Acredito que Helena do Studio Seasons possa levar alguns jovens ou não tão jovens leitores até a obra de Machado de Assis.  Talvez possa apagar até alguma experiência ruim que alguns deles tenha tido com as tais “leituras obrigatórias” da escola.  Ler deveria ser um ato libertador, lúdico, no entanto, é transformado pela prática escolar em mais um percurso para se chegar até a nota final ou para passar no vestibular.  Há quem consiga se divertir mesmo assim, eu conseguia, mas a maioria acaba se entediando e mesmo se afastando da literatura nacional.  Não é a regra, já conheci alunos e alunas do Colégio Militar de Brasília apaixonados por Dom Casmurro e só o eram porque alguma professora soube encantá-los, mas este não é o assunto desta resenha, sigamos!


No quesito arte, Helena é um deslumbre.  Sou fã do trabalho da Simone Beatriz e é sempre surpreendente ver o quanto ela consegue melhorar o que já é muito bom.  Imagino que seu modelo seja Kaoru Mori, pois, para mim, é impossível olhar a arte de Helena sem lembrar desta mangá-ka magnífica.  Sim, há influências de shoujo, especialmente, o shoujo clássico, mas acredito que o trabalho de Mori seja a referência mais forte em Helena.  A pesquisa dos figurinos e hábitos de época, a forma correta de retratá-los no papel, tudo está lá.  Alguns quadros são tão bonitos que eu bebia com os olhos e não queria virar a página... Sim, a leitura seria mais rápida se a arte não fosse tão sedutora.

E é preciso mesmo falar da arte, pois ela é deficiente em boa parte das adaptações de literatura para quadrinhos.  Ou é burocrática, quando o autor ou a autora tem qualidade, ou é ruim mesmo.  Eu raramente compro adaptações e não o faço geralmente por causa da arte. Conheço ompriginal, é a arte que preciasa me fisgar neste caso.  Não consigo ser complacente, preciso de fortes motivações para comprar um quadrinho, tenha ele a procedência que tiver.  Helena é uma obra de arte e como tal se afasta da média das adaptações nacionais e estrangeiras.  No entanto, há certa rigidez na arte que, em alguns momentos, parece muito posada.


Em Helena é possível pensar que esta rigidez é proposital, que ao colocar as figuras masculinas em poses pouco dinâmicas a autora queira mostrar uma sociedade patriarcal muito repressora.  Estácio é o chefe da família, sobre ele pesam as responsabilidades em relação as parentas e aos bens.  Já Helena, é contida, mas tem a leveza e a fluidez da adolescência.  É ela quem traz luz para a casa enlutada e mesmo em seus momentos de agonia é uma personagem dinâmica.  Eugênia, também, é leve, e cheia de movimento, talvez por estar embriagada de si mesma e ainda liberta das amarras que virão com o casamento.

Estou elucubrando, eu sei, mas gostaria de ver Simone Beatriz desenhando uma obra que exija quadros dinâmicos, cenas de ação arrojadas.  Será que posso sonhar com O Guarani?  Eu não ousaria pedir O Tempo e o Vento... Mas há O Gaúcho... Helena não exige nada disso, trata-se de uma obra marcada pelo controle dos sentimentos, as personagens são contidas pelos espaços, pelas roupas, pelas normas sociais.  E isso Simone Beatriz transmite muito bem.


De resto, preciso pontuar o único erro – será que é erro mesmo? – que encontrei na edição.  Trata-se de uma fala repetida de Estácio: “Aquele homem tem muito controle de suas emoções. Não demonstrou sequer um sinal, ao saber de onde eu vinha./É claro que sabe que sou irmão de Helena.” Não me parece que a personagem tenha pensado duas vezes a mesma coisa, mas não houve quebra no texto, que continua se conduzindo sem sobressaltos.  Foi um erro, não?  Espero que uma das autoras possa me responder...

É isso.  Ainda teria algumas ponderações, mas o texto já vai longo demais.  Vi, por exemplo, uma referência visual à Orgulho e Preconceito de 1995 na cena de Estácio em mangas de camisa na janela.  Será que estou imaginando coisas?  De resto, estão de parabéns todos os envolvidos, as artistas do Studio Seasons – Montserrat, Simone Beatriz e Sylvia Feer – e o Júnior Fonseca, que responde pela NewPop, pelos méritos do material que produziram e publicaram.  Troço para que abra caminhos para outras adaptações (*Senhora!  Senhora!  Senhora!*).  Desejo que a obra seja incluída no PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola), pois seria um prêmio mais do que merecido.

domingo, 13 de julho de 2014

Finalmente Helena!!!!


A editora NewPop soltou a seguinte notinha no Facebook "Depois de um longo período de produção. Temos orgulho de anunciar o lançamento de Helena, adaptação em mangá da obra de Machado de Assis produzido pelo Studio Seasons.  Lembrando que este lançamento estará disponível na segunda semana do Anime Friends."

Helena é um projeto do Studio Seasons que eu aguardo com muita ansiedade.  Olhando aqui nos arquivos do bolg, vi que comentei sobre ele em maio de 2012.  Não sei se havia mencionado antes, não sei mesmo.  Sim, foram quase dois anos de trabalho com um site oficial relatando vários passos da produção. Montserrat e a Simone Beatriz, acho que a Sylvia Feer não está envolvida diretamente no projeto, estão se esmerando e devem oferecer para o público um material deslumbrante.  O vídeo de lançamento está aí embaixo:


Helena é um dos livros mais importantes de Machado de Assis, com certeza, o mais importante da sua fase romântica.  A história começa com a morte do Conselheiro Vale, em 1850.  Ao morrer, ele dá uma notícia  bombástica: ele teria uma filha ilegítima, Helena.  A moça é acolhida pela família e ganha o coração de todos, mesmo os mais resistentes, com seu bom temperamento e caráter encantador.  Um sentimento muito forte nasce entre Helena e seu meio-irmão Estácio.  Esse sentimento é mais do que amor fraternal e, portanto, condenado pelas convenções sociais da época e mesmo as nossas.  

A tensão sexual é algo presente em Helena, além da discussão sobre costumes e hipocrisias sociais.  É um dos meus livros favoritos do autor, ainda que o final tenha me feito passar raiva... quer dizer, eu passei mais raiva lendo Helena do que com Esaú e Jacó, mas deixa isso para outro post.  Torço para que as artistas do Studio Seasons tenham transformado este romance em um belo quadrinho.   Toda adaptação permite e pede mudanças e eu confio no talento, bom gosto e elegância das autoras. ^_^ 


Helena será um dos três lançamentos confirmados da NewPop no Anime Friends 2014, mas o evento deve ser palco para anúncios de outras editoras.  A convenção começa no dia 17 e durará vários dias.  Helena será lançado no dia 26.  Queria muito poder estar lá, mas sei que essas coisas, que já eram difíceis, agora, entraram no terreno do quase impossível.  Quem sabe quando a Júlia estiver maiorzinha?  


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

30 de janeiro: Dia do Quadrinho Nacional


Você sabia que hoje comemoramos o 8º Dia do Quadrinho Nacional? Como toda data comemorativa desse tipo, ela remete muito mais à carência, falta de atenção. Quem precisa de dia é quem não tem dia nenhum. Não pensem que isso é pessimismo, eu escrevi essas frases para ressaltar o quanto é importante dar visibilidade ao trabalho com quadrinhos feito por brasileiros e brasileiras. Sim, e isso nos importa muito, há mulheres quadrinistas – desenhistas e roteiristas – e, não raro, elas são ignoradas pelas matérias sobre quadrinhos no Brasil. Enfim, o que eu quero dizer é que há pouco espaço para os quadrinhos produzidos aqui em nossas bancas e livrarias. As editoras não demonstram interesse, o mercado é restrito, o risco de fracasso é real, e, é preciso escrever isso, também, às vezes, alguns artistas demonstram pouco profissionalismo.  Enfim, profissão quadrinista no Brasil é muito difícil e, não raro, exercida em conjunto com outro trabalho que possa garantir o pagamento das contas do mês.  São poucos aqueles e aquelas que podem, sim, viver da profissão.  Viu como é importante uma data para lembrar disso?  Para tocar nessas questões?  Para lembrar desses profissionais?


O que eu quero dizer é que precisamos valorizar os quadrinhos nacionais para além do consolidado material produzido por Maurício de Sousa (Turma da Mônica tradicional e Jovem). Fora, claro, que para além do pessoal que é creditado nessas grandes revistas, há muitos operários e operárias dos quadrinhos que produzem as páginas que depois serão normatizadas por um arte-finalista. Esse pessoal certamente sonha em produzir seus próprios quadrinhos, com seu próprio traço. E há muitos bons trabalhos fora do circuito mais comercial. Cito como exemplo, Bando de Dois de Danilo Beyruth (*que espero que vire filme um dia*), ou a Turma do Xaxado de Cedraz. Nem preciso lembrar da qualidade de nossos cartunistas, como o magnífico Laerte cada vez mais engajado politicamente e inspirador, ou o falecido e brilhante Henfil. Há, também, o pessoal que luta publicando Webcomics inspiradíssimas, usando o espaço livre (*ou quase*) da internet para promover o seu trabalho. E isso, claro, sem entrar no universo dos artistas inspirados pelo mangá. Se vocês clicarem na etiqueta Studio Seasons verão o quanto já falei do trabalho dessas queridas artistas aqui. Meus parabéns para todos os artistas que lutam para que possamos ter quadrinhos de qualidade nesse país. Nominalmente cito o pessoal mais próximo do mangá: Marcelo Cassaro, Erica Awano, as artistas do Studio Seasons (Montserrat, Simone Beatriz, Sylvia Feer), Alexandre “Lancaster” Soares e o pessoal da Ação Magazine, Petra Leão, Roberta Pares. Destaque especial para as queridas companheiras de Shoujocast, a Tanko e a Tabby, ambas lutando para produzirem seus quadrinhos.


De qualquer forma, os eventos ligados ao Dia Nacional se multiplicam pelo país durante esta semana (*vários já aconteceram*). Por exemplo, em Recife, haverá toda uma programação na Livraria Cultura no dia sábado contando com a presença do Prof. Amaro Braga, autor de vários livros, e participante de projetos com quadrinhos históricos sobre a História de Pernambuco, particularmente a presença judaica no estado, e a graphic novel Afro HQ. O site Impulso HQ traz informação sobre um evento em Belo Horizonte e outro em Salvador. Em Uberlândia (MG), haverá oficina gratuita de quadrinhos hoje e amanhã. No Rio, encontrei dois eventos relacionados (*deve haver outros*), uma exposição na Biblioteca Popular Marques Rebelo, na Tijuca, que fica aberta até amanhã, e outro na cidade de Macaé, na Biblioteca Municipal Professora Tarsila Poiares Carneiro da Silva, no Parque Aeroporto. O site da Livraria Saraiva listou vários eventos, também.  Em Brasília, procurei, mas não encontrei nada. O que não significa, obviamente, que a data não será comemorada de alguma forma.

É isso! Espero que 2013 comece abrindo mais portas para os artistas nacionais, assim como eventos acadêmicos para que possamos discutir e celebrar a Nona Arte.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Shoujocast #50 no ar!!!!!!!



Finalmente, depois de meses e meses, o Shoujocast voltou. E, agora, temos nosso site próprio: SHOUJOCAST.COM.BR. No programa #50 entrevistamos as artistas do Studio Seasons com a ajuda de vocês. Agora, o resultado do programa está aqui. Como o site está no ar, não vou colocar links aqui, não. Visite a página e, se quiser, nos deixe um feedback.

Obrigada pelo apoio!

Ah, sim! A imagem do cast foi feita pela Lina. É nesse programa que ela revela quem venceu o concurso de desenho. ^____^

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Site de Helena do Studio Seasons no Ar



Hoje (domingo), finalmente gravamos o Shoujocast com o Studio Seasons. Sim, estamos voltando! A Simone Beatriz avisou que o site de Helena estava com uma amostra do quadrinho para degustação. Parece que Helena ainda demora muito para sair, mas as malvadas (*especialmente e Montserrat e a Simone Beatriz*) decidiram nos torturar. Está tudo lindo, claro, e como a história é boa (*eu gosto de Helena*), esperar é uma tortura. Quem quiser conferir o site, clique aqui.

Para quem não sabe, o Programa Nacional Biblioteca na Escola vem incluindo quadrinhos em suas listas. Um dos filões mais valorizados é o das adaptações de clássicos da literatura nacional. Os livros que entram na lista garantem uma tiragem de pelo menos 15 mil exemplares. Minha teoria é que o objetivo da NewPop é ter material que possa se candidatar a esta seleta lista. Eu tenho confiança na qualidade do trabalho do Studio Seasons e realmente espero que Helena tenha potencial para fazer parte da lista do PNBE. Com o atraso da publicação, talvez só na listagem de 2013. Mas é minha esperança.


Fora isso, eu gosto muito do romance Helena. Ao contrário de muita gente que leu forçado, eu li por escolha. Aliás, o que eu li de Machado por força de escola foi Iá Iá Garcia e Esaú e Jacó. Apesar de achar o final da personagem Helena bem ‘nhé’, igualzinho o da mocinha de Esaú e Jacó (*“Oh, não sei de qual dos gêmeos gosto mais! Oh, não consigo escolher! Adoecerei e morrerei por causa disso.”*) e o Estácio bem burrinho, tenho muito carinho pelo livro. As imagens de bônus que a Simone Beatriz está liberando à conta gotas só estão me deixando mais animada.

sábado, 17 de março de 2012

Shoujocast #49 - Parte 2 - No Ar: Memórias, Lembranças, Obras que Marcaram a nossa Vida.



Como prometido, a segunda parte do nosso programa sobre “Obras Marcantes” está no ar. Nesta segunda parte do Shoujocast, contamos com a participação d@s querid@s ouvintes que enviaram áudios sobre suas obras marcantes. A Tanko não pode participar do programa, e esta edição não tem leitura de e-mails . De novo, temos como convidada a Tabbykink. O programa ficou muito legal mesmo e agradecemos – Lina, Tanko e Eu (Valéria) – pela participação de vocês. Estejam atentos à promoção da Lina! Falamos sobre ela no programa. E como houve atraso mesmo, ainda é possível enviar perguntas para o Shoujcast com o Studio Seasons, pois ele ainda não foi gravado. Ah, sim! Para ouvir a primeira parte do programa, clique aqui.

Se você quiser comentar, use o espaço do post para deixar a sua mensagem, ou mande um e-mail para shoujocast@yahoo.com.br (*Por favor, coloque nome ou nick, idade e profissão*). Para assinar o nosso feed, clique aqui (*ele está com defeito, já que o Mevio apagou nossa conta*). E o Shoujocast está no Twitter, então, se desejar, pode nos seguir por lá. Para baixar o programa zipado clique neste link. Para baixar o programa em formarto mp3 é só clicar ou ouça no player abaixo:



Estamos com alguns problemas com o Mevio, então, por enquanto, baixem pelo 4shared, por favor. Vou tentar corrigir o problema o mais rápido possível. A conta do Shoujocast no Mevio estava com problemas e, agora, descobri que foi suspensa mesmo. O chato é que escrevi para o suporte e não obtive resposta. Desculpem o incomodo, pessoal. Esperamos colocar as coisas em ordem o mais rápido possível.

E o nossos TWITTERS pessoais:
Tabbykink (@tabbykink)
Lina Inverse (@inverse_lina)
Valéria Fernandes (@shoujofan)

Nossa CAIXA POSTAL:
Shoujocast (Valéria Fernandes da Silva)
Caixa Postal: 7992
Sudoeste – Brasília – DF
CEP: 70673970

LINKS IMPORTANTES PARA O PROGRAMA
Site da Tabbykink

E visitem o site da Lina e o Blyme Yaoi, o site da Tanko. Aliás, se alguém quiser comprar o novo mangá de Sailor Moon pode usar o link do Book Depository aqui no Shoujo Café ou no Blyme Yaoi. Ambos os sites são cadastrados. Eles valem a pena. Quem quiser adquirir um dos artesanatos que a Lina faz, é só visitar o Inverse Craft. Ela faz coisas muito fofas, como esses chaveiros de Moyashimon que ela me deu de presente ou o quadro de gatinho que ela me enviou no meu aniversário. ^___^ Quer saber o prêmio que a Lina vai dar? Olha aí embaixo:

sábado, 10 de março de 2012

Shoujocast #49 - Parte 1 - No Ar: Memórias, Lembranças, Obras que Marcaram a nossa Vida.



Depois de muitos percalços, nosso programa sobre “Obras Marcantes” está no ar. Não se espantem com a imagem, não é um cast triste, e eu prometo que a parte 2 terá uma ilustração mais alegrinha. :) Enfim, neste programa contamos com a participação d@s querid@s ouvintes que enviaram áudios sobre suas obras marcantes. A Tanko não pode participar do programa, mas ela está na leitura de e-mails. De novo, temos como convidada a Tabbykink. O programa ficou muito legal mesmo e agradecemos – Lina, Tanko e Eu (Valéria) – pela participação de vocês. Estejam atentos à promoção da Lina! Falamos sobre ela no programa. E como houve atraso mesmo, ainda é possível enviar perguntas para o Shoujcast com o Studio Seasons, pois ele ainda não foi gravado.

Se você quiser comentar, use o espaço do post para deixar a sua mensagem, ou mande um e-mail para shoujocast@yahoo.com.br (*Por favor, coloque nome ou nick, idade e profissão*). Para assinar o nosso feed, clique aqui (*ele está com defeito, já que o Mevio apagou nossa conta*). E o Shoujocast está no Twitter, então, se desejar, pode nos seguir por lá. Para baixar o programa clique neste link ou ouça no player abaixo:



Se quiser baixar o programa é só clicar neste link (4Shared) ou aqui (DIRETO). É a versão zipada. Estamos com alguns problemas com o Mevio, então, por enquanto, baixem pelo 4shared, por favor. Vou tentar corrigir o problema o mais rápido possível. A conta do Shoujocast no Mevio estava com problemas e, agora, descobri que foi suspensa mesmo. O chato é que escrevi para o suporte e não obtive resposta. Desculpem o incomodo, pessoal. Esperamos colocar as coisas em ordem o mais rápido possível.

E o nossos TWITTERS pessoais:
Tabbykink (@tabbykink)
Lina Inverse (@inverse_lina)
Valéria Fernandes (@shoujofan)

Nossa CAIXA POSTAL:
Shoujocast (Valéria Fernandes da Silva)
Caixa Postal: 7992
Sudoeste – Brasília – DF
CEP: 70673970

LINKS IMPORTANTES PARA O PROGRAMA
Site da Tabbykink

E visitem o site da Lina e o Blyme Yaoi, o site da Tanko. Aliás, se alguém quiser comprar o novo mangá de Sailor Moon pode usar o link do Book Depository aqui no Shoujo Café ou no Blyme Yaoi. Ambos os sites são cadastrados. Eles valem a pena. Quem quiser adquirir um dos artesanatos que a Lina faz, é só visitar o Inverse Craft. Ela faz coisas muito fofas, como esses chaveiros de Moyashimon que ela me deu de presente ou o quadro de gatinho que ela me enviou no meu aniversário. ^___^ Quer saber o prêmio que a Lina vai dar? Olha aí embaixo:

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Participe do Shoujocast 50 com o Studio Seasons



O Shoujocast está prestes a completar 50 edições. Quem diria que aquela coisa precária que eu comecei a fazer em 2009 poderia sobreviver tanto? Claro, que sem a Lina (mulher tesoura sempre com o chicote na mão) e a Tanko, o Shoujocasdt já teriam morrido... :) Pois bem, o Studio Seasons - Montserrat, Simone Beatriz e Syvia Feer - estarão conosco no programa. E você, ouvinte do Shoujocast, poderá participar. Para isso, envie suas perguntas para o grupo. Elas irão escolher o que responderão ou não e precisamos que vocês enviem as perguntas até o dia 19 de fevereiro. Entendido? Usem o espaço do post, ou o nosso e-mail shoujocast@yahoo.com.br Para quem não sabe, o Studio Seasons deu uma entrevista para o Shoujo Café, ela pode ser lida aqui e aqui. Sim, sim, e queremos os áudios de vocês para o episódio #49. Saiba como aqui.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Quer participar dos Shoujocasts 49 e 50?



Pessoal, os próximos Shoujocasts serão bem especiais e, para que eles possam acontecer, precisamos da ajuda de vocês. Mas é preciso ser rápido, pois o Shoujocast #50 tem data para ir ao ar. Seguem as instruções:

- Programa #49: Uma ouvinte sugeriu que fizéssemos um programa sobre os animes e mangás que marcaram (*ou mudaram*) a nossa vida. Bem, decidimos estender para livros, doramas, filmes, também. Como você pode participar? Envie um áudio de (*no máximo*) 3 minutos e meio para o nosso e-mail shoujocast@yahoo.com.br A data limite é 14 de fevereiro. Sim, teremos somente um Shoujocast em fevereiro, no entanto, temos certeza de que será muito legal.

- Programa #50: Este tem que ser um marco, por isso mesmo, teremos a participação das artistas do Studio Seasons: Montserrat, Sylvia Feer e Simone Beatriz. Será um programa em formato de entrevista e, bem, as perguntas, vocês é que vão mandar. Neste caso, podem usar tanto o e-mail, quanto o espaço para comentários desse post. Mandaremos todas elas para a Montserrat, Sylvia Feer e Simone Beatriz e elas decidirão se vão responder todas, ou não. Data limite? 19 de fevereiro.

É isso! Ficaremos muito felizes com a participação de vocês. Afinal, o Shoujocast só existe, por causa de vocês, ouvintes.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Qual o melhor shoujo/josei do mercado brasileiro - ainda não é a pesquisa!




Um leitor do blog, o Matt, me perguntou se eu não iria postar uma pesquisa sobre “Qual foi o melhor shoujo/josei de 2010?”. Pois bem, depois que ele me ajudou a listar, porque eu tinha perdido a conta (*vejam como isso é excelente!*), chegamos a uma lista. Acho que ela está completa, mas quaisquer acréscimos, por favor, deixem nos comentários. Ainda não montei a pesquisa para votação. Só para esclarecer alguns critérios: 1. Não inclui Zucker, porque não considero material em estilo mangá como mangá “de verdade”. Isso nada tem a ver com qualidade, já que considero muito o trabalho das artistas do Studio Seasons, mas o que elas fazem é quadrinho nacional – gibi, queria tanto que o termo voltasse a ser usado de forma corrente – com forte e saudável influência do material japonês; 2. Não vou colocar Miyuki-chan in Wonderland da JBC como shoujo, pois o material saiu na NewType, revista informativa para um público otaku majoritariamente masculino (*basta ver as listas de personagens e séries favoritas que eles fazem com a participação dos leitores*). Mangás que saem na NewType normalmente são enquadrados como seinen e pouco importa o conteúdo shoujo-ai de Miyuki-chan. Aliás, já me perguntaram e até perturbaram querendo que eu considerasse Kobato como shoujo pelo traço e eu disse que não iria considerar, porque era da NewType, então, não vou abrir exceção aqui. O fato é que investir em CLAMP é oferecer material para um público bem amplo, mas, ainda assim, a JBC está devendo no quesito shoujo mangá. Vou fazer também uma enquete para material em andamento, deveria colocar “material da Panini em andamento”, até porque é esta editora que vem lançando shoujo mangá regularmente e Nana está interrompido por causa da doença da Ai Yazawa, e a JBC não tem responsabilidade nisso. 3. Mangás encerrados em 2010, salvo os que tenham sido iniciados este ano, não entram na pesquisa. Por causa disso, Sunadokei, que terminou em janeiro, e Aishiteruze Baby, que foi quase até a metade de 2010, não estão na sondagem. Dito isso, a lista preliminar é a seguinta:

Panini
~2010~

Otomental
PXP
Rock’n Heaven
Spicy Pink
Sugar Sugar Rune
The Gentleman’s Alliance (Shinshi Doumei Cross)
Tokyo Mew Mew
As Estrelas Cantam (Hoshi Wa Utau)
Bijojuku
Black Bird

~EM ANDAMENTO~
Honey & Clover
Vampire Knight
Otomen
Ouran Host Club

JBC
~2010~

DNAngel

~EM ANDAMENTO~
Nana

NewPop
Shinshoku Kiss
Alice no País das Maravilhas

On Line
W.I.T.C.H.

domingo, 28 de novembro de 2010

Comentando Zucker do Studio Seasons



Ontem, finalmente, consegui colocar as mãos no meu volume de Zucker, na Livraria Cultura. Foi encomendado e acho que não vai aparecer nas bancas de Brasília ao mesmo tempo que em São Paulo. O quadrinho é feito pelas artistas do Studio Seasons (Montserrat, Simone Beatriz e Sylvia Feer) e foi publicado pela NewPop. O primeiro ponto a ressaltar é que fico muito feliz em ver um produto nacional de qualidade chegando às livrarias e bancas do Brasil. Lembro que logo que fundou sua editora o Júnior não levava muita fé na produção nacional. A mudança de postura talvez tenha relação com o profissionalismo das moças do Studio Seasons, mas outras obras, de artistas nacionais diferentes, estão por vir.

Zucker, a história principal deste volume único com arte de Simone Beatriz e roteiro da Montserrat, foi publicada em capítulos muito curtos dentro da revista NeoTokyo. Ler tudo compilado torna o material muito mais convincente do que em fragmentos de 3 páginas. Era muito pouco para curtir de verdade. Nesse quadrinho, a protagonista Dora sai de São Paulo para receber a herança da avó que morava no Rio Grande do Sul. Lá ela descobre que apesar de ter herdado a doceria Zucker, chamada de “alma da cidade”, ela teria que disputar o livro de receitas da avó com um chef famoso e arrogante. O livro está escondido na casa e a velha senhora deixou várias pistas, pequenas charadas. Além de Dora e do chef, as outras personagens são Edgar, o gerente, e o testamenteiro, seu tio, chamado Bento. Confesso que achei um pouco cansativo o uso excessivo de gírias regionais por parte do velho Bento. Uma vez ou outra, OK, mas ficou um pouquinho forçado em alguns momentos. Sei que o objetivo era criar um clima regional, valorizar a diversidade do Brasil, e isso é ótimo, espero que elas continuem investindo nessa linha, mas faltou, a meu ver, equilíbrio. De qualquer forma, sempre que aparece algo em gauchês, temos uma nota explicativa no rodapé. Ninguém fica boiando, não.

Em Zucker há todo um elemento de realismo fantástico que vai se revelando aos poucos. E é um dos trunfos de uma história que é bem simples, direta, sem grandes complicações. Quando terminei de ler desejei que fosse um pouco maior. E havia espaço para isso, acho que a história – leve, simpática, cheia de ternura e doce como os quitutes da avó de Dora – poderia render mais. Quem sabe elas continuam em uma side story futura? Aliás, um número maios de páginas valorizariam ainda mais o material. Eu compraria de qualquer forma, sou fã do Studio Seasons e mesmo que recebesse um exemplar de brinde, ainda assim iria comprar um outro, nem que fosse para dar de presente. Mas acho que o preço de capa (R$14) poderia ser um pouco mais baixo. Sei que tiragens e qualidade da encadernação, algo que a NewPop valoriza muito, fazem diferença, no entanto, acredito que o preço do material no formato em que Zucker saiu precise e possa ser repensado (*Parece que não é, veja o que o Júnior Fonseca escreveu nos comentários*). Fora isso, temos mangás originais na banca por preços muito mais atrativos. Não estamos mais na época de Holly Avenger. A competição deve ser duríssima, especialmente porque muita gente tem preconceito em relação ao material nacional.

A segunda história, Le Bal Masqué, estava no site do Seasons desde pelo menos 2006. Eu falei dele aqui. A arte é de Sylvia Feer e o roteiro da Montserrat. É uma história bem curta sobre uma moça brasileira que está tentando uma bolsa de estudos em um conservatório de dança na Suíça. Ela é pobre e só poderá continuar se ganhar o concurso, mas seu par se acidentou e tudo parece perdido. É uma história muito bem feitinha, o roteiro bem amarrado, o drama da personagem sincero. Só que poderia ter tido a sua arte atualizada. A Sylvia Feer hoje está desenhando muito melhor do que em 2004/2005, quando provavelmente Le Bal Masqué foi feito. Daí, há um desnível em termos de qualidade na arte. E não estou dizendo isso, porque prefiro a arte da Simone Beatriz (*não vou negar algo que é verdade*), mas porque Le Bal Masqué poderia impressionar muito mais, já que tem um roteiro vigoroso.

De resto, o volume traz propaganda dos próximos materiais do Seasons a serem publicados pela NewPop. Helena de Machado de Assis é o que eu mais espero, sai ano que vem e a arte é da Simone Beatriz. Acredito que o enfoque penda para o shoujo, como foi com Zucker e Le Bal Masqué. Oiran, para mim talvez o melhor material em estilo mangá que já começaram a sair aqui, deve sair encadernado pela NewPop e eu não vou perder. E Sete Dias em Alesh, com arte da Sylvia Feer, que assim como Oiran, foi interrompido no meio quando estava saindo no Brasil. A Prequel de Alesh está em publicação na NeoTokyo. Falando nisso, eu gostaria muito de ver as tirinhas que saíram na NeoTokyo sendo publicadas. Talvez, como bônus para engordar os volumes elas cairiam bem.

Para concluir, sinto-me muito feliz de poder ter em mãos um volume de quadrinho nacional em estilo mangá com qualidade de arte e roteiro. Espero que o trabalho do Studio Seasons possa se tornar mais e mais conhecido e que novos artistas nacionais possam ganhar espaço em nossas bancas e livrarias. Nesse sentido, a NewPop também está de parabéns, por abrir portas. Espero que elas continuem abertas por muito tempo. Para quem quiser saber mais sobre o Studio Seasons (*e vou criar uma tag para elas*) pode ler a entrevista que o grupo deu para o Shoujo Café (*1-2*) e acompanhar o Formspring do Studio Seasons que é ótimo para quem quer seguir carreira como quadrinista aqui no Brasil.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Artistas do Estúdio Seasons no Fest Comix



Recebi via Orkut essa notinha. As artistas do Studio Seasons vão estar no evento lançando seus quadrinhos que sairão pela NewPop. Desejo muito sucesso e queria poder estar lá. Segue a notinha:
Quero convidá-lo para assistir à palestra que o Studio Seasons dará no 17º Fest Comix, dia 16 de outubro (sábado) às 12:00. Falaremos sobre nosso mangá Zucker e também explicaremos os mecanismos de produção e apresentação de trabalhos para editoras no Brasil.

17º Fest Comix
Dias 15, 16 e 17 de outubro
Horários: dias 15 e 16 das 10:00 às 20:00 e dia 17 das 10:00 às 18:00
Centro de Eventos São Luiz, na Rua Luis Coelho, 323 (perto do Metrô Consolação) São Paulo-SP

Aguardo você lá! ^____^

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Newpop e Studio Seasons transformam Machado de Assis em “mangá”



Essa notícia é de ontem, eu sei, mas o importante á não deixar ela passar. O Studio Seasons (*que deu entrevista para o Shoujo Café: parte 1 e 2*) vem publicando seus quadrinhos em estilo mangá na revista Neo Tokyo e, agora, Zucker vai ganhar sua edição encadernada pela NewPop. Eu já ficaria felicíssima com isso, mas a coisa vai além. As artistas do Studio Season, Montserrat, Sylvia Feer e Simone Beatriz, vão produzir um quadrinho ao estilo mangá de Helena, livro da fase romântica de Machado de Assis. Segundo o Animepró, “(...) a NewPOP Editora planeja lançar novas séries produzidas sob encomenda para agradar ao público brasileiro”.

Eu realmente fico feliz com essa decisão, não sei o que vem por aí, mas Helena é um dos meus livros favoritos de Machado de Assis. Eu gostei muito do rosto da Helena (*acho que o pescoço é que ficou um pouco longo, não acham?*), adoro o traço da Simone Beatriz e isos é um grande incentivo para que eu compre. Seria ótimo se o MEC percebesse o potencial do material, e eu acredito que o Júnior Fonseca já tenha pensado nisso. Eu adoraria ver Senhora de José de Alencar também entre as futuras publicações. Quem sabe? De qualquer forma, é muito bom ver a NewPop investindo em autores nacionais, em especial o Studio Seasons, que é um grupo que eu admiro muito. Adoraria poder tê-las dando entrevista para um Shoujocast no futuro. Quem sabe?

P.S.1: Agradeço à Tanko por ter me avisado. Eu estou tão assoberbada de trabalho, que tenho deixado passar muitas coisas.

P.S.2: O Shoujo Café continuará sendo atualizado, não se preocupem, mas a cada extensão de licença médica do professor que divide o 3º ano comigo no Colégio Militar, mais sem energia eu fico. Quando chego em casa, às vezes depois de um dia inteiro fora, da manhã até a noite, eu só quero dormir. E não tenho mais nenhuma folga durante a semana. Desculpem então pelo ritmo lento de atualização do blog.

domingo, 29 de agosto de 2010

Nova entrevista do Studio Seasons no HQ&Cia



No dia 4 de setembro as artistas do Studio Seasons estarão novamente no programa HQ&Cia do AllTV, apresentado por César Freitas. Segundo o site do grupo, elas vão falar de Zucker, Mitsar e algumas boas novidades para os fãs do grupo. O horário do programa é 15h00 e é possível fazer perguntas ao vivo. O site do programa é este aqui. Espero não esquecer, eu sou meio lerda para lembrar dessas coisas.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Mitsar: Novo título do Studio Seasons



Segundo o blog do Studio Seasons, uma nova história feita pelo grupo vai estrear na revista Neo Tokyo: "A nova série Mitsar do Studio Seasons, estreará na edição 55 da revista NeoTokyo.Com roteiro de Montserrat e arte de Sylvia Feer, a aventura, em estilo shonen, tem 17 capítulos e conta as peripécias do jovem príncipe Khemis para vencer a corrida de Mitsar, numa prévia das aventuras da série “Sete Dias em Alesh”." Eu estou curtindo muito essa parceria do Studio Seasons com a Neo Tokyo. Queria que o volume encadernado saísse logo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Entrevista com o Studio Seasons - Parte 2



Segue a última parte da entrevista com as artistas do Studio Seasons. A primeira parte está aqui. Lembro para vocês que elas concordaram em responder outras perguntas que os leitores e leitoras queiram fazer. Alguém pediu o deviantart, o da Simone Beatriz é este aqui. De novo, deixo aqui o meu agradecimento à Montserrat, Simone Beatriz e Syvia pela gentileza.

SC: Zucker é a nova série de vocês. Eu percebo uma clara influência do shoujo mais clássico, dos anos 70, na arte e na estrutura. Inclusive, até cheguei a pensar que a história se passava nos anos 30 ou 40 do século XX (* a mala da protagonista, me fez suspeitar que eu estivesse errada*) Estou certa? Se, sim, quais séries/autoras inspiraram vocês?
STUDIO SEASONS: Pôxa... ainda bem que você olhou a mala! (risos)
De verdade, não. Esse é o traço shoujo da Simone mesmo! Ela costuma observar o trabalho de uma mangaká ou outra, mas é mais para ver a técnica aplicada. Simone não costuma usar as mangakás dos anos 70 como referência. Achamos que parte dessa impressão se deve ao fato de todo mundo se vestir de um modo muito clássico, mas a roupa do Edgar, por exemplo, é a roupa que muitos gerentes de loja usam, ainda mais numa cidade do interior no Sul. Já a Dora, por incrível que pareça, está super moderna! Essa roupa que ela está usando é a última moda nas vitrines de São Paulo para o inverno. Acreditamos que as pessoas não precisam usar roupas mirabolantes para serem especiais. Zucker é uma história de pessoas comuns em uma situação incomum que faz com que tenham de mostrar outro aspecto delas. À medida que a história correr isso ficará mais claro e o visual clássico foi escolhido justamente pelo conteúdo final da história.

SC: Zucker se passa no Brasil. Alguns acreditam que os consumidores de mangá não gostam de ler material brasileiro, especialmente quando ele se passa em seu próprio país. Isso procede?Vocês receberam críticas?
STUDIO SEASONS: Na verdade não procede. O que ocorre é que temos um mercado muito mal estruturado no quesito produção. Todo mundo compra pronto, mas não sabe coordenar na hora de produzir aqui. Foi publicado muito material cru e isso prejudicou muito a imagem de gente séria. Os jovens que se propõem a escrever e desenhar hoje estão muito mal preparados e acabam virando “saco de pancadas” do público quando se arriscam a estrear no mercado antes da hora. Eles têm de estar cientes de que estão concorrendo com pessoal gabaritado de fora e, quer queiram, quer não, serão sempre comparados. Felizmente, o pessoal que lê o nosso material e acompanha o nosso trabalho sabe que não viemos para brincar ou seguir modas. Zucker só recebeu elogios e apoio, e isso foi muito bom.

SC: Vocês têm algum trabalho favorito?Algo que tenham feito e que ocupe um lugar especial no coração?
MONTSERRAT: Sou suspeita! Escrevi todos os roteiros! Gosto de todos... mas confesso que tenho um carinho especial pela minha série Dragons, por Voguel, que ainda estou escrevendo e gosto muito de Kimura Fushigi, o personagem principal da série Oiran.
SYLVIA: Nossa! Gosto de tudo que a Montserrat escreveu para mim. Gosto de Lótus e o Olho do Tigre porque foi o primeiro roteiro que ela fez e tenho um carinho especial com Alesh porque foi um presente de aniversário (já viu alguém ganhar trabalho de presente?).
SIMONE: Gosto muito de Contos de Amor e de Honra que estou desenhando e gosto de Oiran, mas confesso que este é cansativo de fazer por causa das retículas!

SC: O mercado brasileiro de quadrinhos hoje está mais receptivo ao produto nacional? Ser em estilo mangá faz diferença?
STUDIO SEASONS: Está mais receptivo mesmo. Tivemos um momento assim em 2001, mas a onda de mangás que entraram no mercado, fez frear esse movimento. Todo mundo achava que poderia trazer mangá do Japão e ficar rico. Obviamente, levou um tempo para cair a ficha que a coisa não era tão simples assim e licenciar títulos é um processo complexo e fora de questão para salvar editoras a beira da falência, como algumas tentaram fazer. Hoje estamos tendo uma retomada e o mercado está novamente mais receptivo. Sobre o estilo mangá houve um tempo bem ruim para os quadrinhos nacionais dentro deste estilo adotado. Foi uma febre de publicar coisas como se fosse mangá e não tinha nem um traço de técnica. Isso prejudicou muito a imagem de quem queria fazer um trabalho sério. Até hoje lemos pessoas falando num geral que os desenhistas usam os recursos de produção de mangá porque é moda. Em parte isso é verdade, no tocante a algumas editoras que lançaram muita coisa sem nem saber o que era mangá, mas em parte isso é errado, pois muita gente começou a desenhar muito antes de mangá virar febre por aqui. Acho que a técnica só é válida se você consegue desenvolver um traço e um processo de diagramação com os mesmos recursos de linguagem que os japoneses usam e incrementá-lo com recursos de linguagem do ocidente, caso contrário, a pessoa só vai desenhar gente com olho grande em quadros tortos, mas sem ter a mínima idéia do porquê esta fazendo isso. E importante: você tem de ter uma história para contar.

SC: Agora, quero saber um pouquinho das influências de vocês, os autores e autoras que admiram. Vocês poderiam falas dos/as escritores/as, mangakás, quadrinistas, cineastas que mais apreciam? Tiveram alguma influência na carreira de vocês e como trabalham?
MONTSERRAT: Puxa... tanta coisa. Li e vi muitas obras. Não daria para fazer uma lista completa e acho que tudo que vi me influenciou para produzir as histórias que faço. Gosto de Clamp, Kei Nakamura, Naomi Yamauchi, Chiho Saito, Takuhito Kusanagi, Suezen, Jet, Travis Charest, Bill Watterson, Will Eisner e um monte de gente que não lembro o nome. De autores gosto de Bram Stoker, Machado de Assis, Jane Austen, Georgette Heyer, JJ. Benitez, Alan Dean Foster, etc. Adoro cinema, mas nunca me ligo nos cineastas, me fixo mais nas histórias.
SYLVIA: Bom, entre os que eu gosto tem Bill Watterson, Will Eisner, Guido Guidi, Jim Lee, Chiho Saito, Rumiko Takahashi, Yoshida Sunao, Clamp, etc. De escritores eu gosto do Luís Fernando Veríssimo e Tolkien.
SIMONE: Eu gosto do trabalho de Fuyumi Soryo, Motoka Murakami, Keith Giffen, Travis Charest e Guido Guidi. São eles que me chamaram atenção e me influenciaram algumas vezes.

SC: Hora de aconselhar: o que vocês recomendam para aqueles que desejam seguir carreira como quadrinista (roteirista, desenhista, ou mesmo fazendo todo o trabalho) aqui no Brasil?
STUDIO SEASONS: Bom, todas nós costumamos dar os mesmos conselhos: estudar, pesquisar, ter bom português, não ter preguiça, ser disciplinado, estar sempre lendo e se informando. Se quiser fazer uma história busque as fontes originais, nada de jogos ou revistas. No caso do estilo mangá, não se faz quadrinhos, lendo mangá, mas lendo livros e revistas especializadas, material de qualidade. O mangá em si só serve como exemplo de técnica aplicada, não como base para nenhuma outra história original. Ter idéias originais é a base para se contar e se fazer boas histórias.