quarta-feira, 29 de maio de 2013

Notícias de Natsume Yūjin-Chō: Musical, Anime extra, Exposição


Às vezes, é bom juntar várias notícias de Natsume Yūjin-Chō (夏目友人帳) para postar tudo junto, afinal, não passa duas semanas sem alguma notícia nova.  Pois bem, segundo o Comic Natalie, em 28 de setembro, haverá uma dupla apresentação no Tokyo International Forum.  O elenco terá todos ou alguns dos dubladores do anime, não tenho certeza.  Ingressos estarão disponíveis entre de 14 e 20 de junho, por sorteio.  Não sei bem como... Em 14 de julho, começa a venda oficial… Os preços dos ingressos irão variar de 5 mil a 7 mil e 500 ienes.


Já a exposição, segundo o CN, será a primeira de Yuki Midorikawa.  150 ilustrações datando desde a primeira publicação da série.  A exposição ocupará o segundo andar do Seibu Gallery Seibu Ikebukuro  entre 9 de agosto e 21 de setembro.  Não é gratuita, mês estudantes pagam mais barato.  Já o episódio animado extra será lançado para comemorar o 10º aniversário da série.  O anime poderá ser encomendado pelos leitores da revista LaLa ao custo de 1350 ienes.  Também serão lançadas cinco figures chibi de personagens da série que podem ser adquiridas pelo site da editora por 980 ienes.  O Comic Natalie só falou do DVD por alto no post da exposição, mas lembro de ter deixado passar o post das figures... Talvez haja mais informações por lá.  As informações sobre o anime em DVD está no ANN.

Série retorna depois de vários anos em hiato


Segundo o Comic Natalie, a série Hatenkou Yuugi (破天荒遊戯), de  Endou Minari, será retomada na revista Comic Zero-SUM.  A série, iniciada na revista Monthly GFantasy em 1999 e foi transferida para a revista Comic Zero-SUM em 2002.  Interrompida em 2007, ela retorna agora às páginas da revista.  Até o momento, são 13 volumes publicados.  Na mesma edição, há um apêndice de Karneval (カーニヴァル).



Usagi Drop em formato digital no Japão

Segundo o Comic Natalie, Usagi Drop (うさぎドロップ), de Yumi Unita, está disponível para leitura on line.  Quem comprar o manga, acredito que somente o volume #1,receberá uma coleção de selos.  Não há informações sobre se o brinde irá pelo correio ou o preço.  De qualquer forma, deve haver alguma explicação na página de Feel Young.  Percebam que todos os selinhos só trazem a fase da infância do mangá... Quem conhece a série entenderá.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Sobre diversidade ou o incomodo que a palavra "Lésbico" em um título pode trazer



Recebi dois comentários, mais do que a média que recebo na maioria dos posts, no post sobre o filme vencedor em CannesLe bleu est une couleur chaude ou La Vie d'Adèle, reclamando que colocar "filme lésbico" é panfletário.  Poderia colocar "filme de amor entre duas mulheres" e criar um título quilométrico, poderia colocar "filme de amor" e omitir a questão. poderia, também, ao longo do texto, omitir que a autoria do original é feminina, afinal, ninguém enfatiza muito quando o autor é homem. Que tal?  Foi pontuado, inclusive, que ninguém enfatiza quando um filme é sobre um casal hetero... Pobres casais heteros, tão esquecidos... 

Deixa eu explicar uma coisa, para quem não entendeu que quem escreve este blog aqui (*há quem acredite que é uma obra coletiva*) é uma feminista que acredita no direito de visibilidade das minorias, uma pessoa que tem certeza de que os problemas - machismo, racismo, homofobia, classismo, etc. - não desaparecem se fingirmos que eles não existem, ou pararmos de falar deles.  Quem leu meus textos sobre Salve Jorge e Tropa de Elite II sabe que reclamei da discriminação que é omitir a existência dos evangélicos ao se falar de Rio de Janeiro.  Mas por que será que escrever "Lésbico" é que incomoda tanto?

Sabe o motivo pelo qual NINGUÉM fala filme HETERO, porque 99%, ou mais, dos filmes são sobre romances heterossexuais.  É a norma, é a orientação sexual assumida pela maioria.  O mesmo vale para filmes de ação (*ou ou praticamente todos os filmes*): a maioria são protagonizados por homens, são dirigidos por homens, são feitos pensando nos homens.  Dar destaque á diferença não é discriminar, é destacar algo que, para as minorias é relevante: "Olha, nós existimos!"Curioso como escrever que um filme lésbico ou gay parece incomodar tanto.  Parem para refletir sobre visibilidade e sobre homofobia, só um tiquinho.


Se incomoda, eu entendo o motivo e não pensem que estou reduzindo ao pessoal, estou considerando que tod@s nós fazemos parte de uma sociedade que é muito maior do que a gente. Vivemos tão massacrados pelo senso comum, e bombardeados por uma propaganda criminosa de que estamos em uma campanha contra a ditadura gay, que há quem se alarme e incomode com muito pouco. Vivemos em uma sociedade na qual o direito à diferença e a diversidade são vistos como algo que ameaça, especialmente quando parece que entramos em uma guerra por privilégios na qual quem SEMPRE ocupou todos os espaços interessantes acha que ceder dois milímetros é o fim do mundo, a destruição do seu "way of life", ou até da própria Civilização Ocidental como a conhecemos (*medo*).  

Se ser panfletário é deixar claro em palavras e em atos o que se está querendo dizer, aceito o rótulo, ainda que quem tenha trazido a palavra atribua a ela sentidos negativos. Aliás, algo que mais se falou no domingo e ontem é que, sim, a escolha do filme, de um filme sobre um romance lésbico, foi uma escolha política.  A tensão sobre o casamento civil gay na França é presente e, bem, há gente que quer falar sobre isso.  Talvez, quando o filme chegue por aqui,no Brasil, país no qual um beijo gay na novela das nove é tabu, a palavra "lésbico" ou "lesbiano" ou "homossexual" esteja ausente das sinopses para tornar o título mais vendável, mais aceitável a certos grupos.  Muito possivelmente, irão enfatizar as cenas quentes entre duas mulheres lindas, como chamariz para as fantasias masculinas.  Enfim, mas eu, aqui, no Shoujo Café, não me importo.  O título ficará do jeito que está.

Setona Mizushiro comemora 20 anos de carreira


Segundo o Comic Natalie, Setona Mizushiro  foi homenageada por várias colegas na última edição da revista Flowers.  A revista traz ilustrações e mensagens de Hagio Moto, Chiho Saito, Fumin, Chieko Hosokawa, Ashihara Hinako, Sakurakoji Kanoko e Mame Moyashi em honra da autora que publica Shitsuren Chocolatier (失恋ショコラティエ)  na revista.  Já a capa da revista traz uma linda ilustração de Torikae Baya  (とりかえ・ばや).  Coisa que descobri traduzindo esta notinha é que ouke no Monshou (王家の紋章) tem uma co-autora, esta mangá-ka chamada Fumin.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Filme lésbico baseado em uma HQ ganha Palma de Ouro em Cannes


La Vie d'Adèle, do diretor Abdellatif Kechiche, foi o grande vencedor da Palma de Ouro em Cannes.  O filme, que fala do amor entre duas mulheres, é baseado em um quadrinho lançado em 2010.  "Le bleu est une couleur chaude" (*O Azul é uma cor quente*) foi feito por Julie Maroh.  O G1 publicou uma fala bem interessante da autora: "Obrigada a todos por suas mensagens de hoje. Eu não tenho palavras para descrever a magnitude do que passei por algumas horas. Eu sei que muitos estão à espera de um comentário meu sobre o filme. Eu já vi duas vezes. Vou comentar mais tarde (...).  Mas obrigada novamente. Façam história em quadrinhos, é legal".  Sim, garotas!  Façam quadrinhos!


"Le bleu est une couleur chaude" recebeu o Prêmio de Público Fnac-SNCF no Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême  em 2011.  O quadrinho conta a história de amor de Clementine e Emma, a garota de cabelo azul.  Para quem não entendeu, azul é uma cor fria, as cores quentes são vermelho, laranja e amarelo. :) Segundo a ficha técnica, a autora do quadrinho é roteirista do filme.  As atrizes Lea Seydoux (Les Adieux à la Reine) e Adele Exarchopoulos são as protagonistas do filme.  Há quem acredite que a escolha do filme foi um ato político em apoio a nova lei francesa que garante aos homossexuais o direito ao casamento civil.  

P.S.: Parece que o diretor está sendo criticado, porque, nos agradecimentos, não citou a autora e roteirista, Julie Maroh, e o quadrinho que inspirou o filme.  Muito feio isso... Para não escrever outra coisa.

Comentando com muito atraso o Final de Salve Jorge



Sexta-feira, dia 17 de maio, foi ao ar o último, e previsível, capítulo de Salve Jorge.  Como assisti toda a novela, perdendo (*se é que se perdeu alguma coisa*) somente uns poucos capítulos, preciso escrever este post sobre o seu encerramento.  Sei que a novela já é passado e que todo mundo só está falando de Amor à Vida, mas tenho que  pagar essa dívida (*restam outras pendências*).  A questão agora é: alguém ainda tem interesse por este texto?  Mas será que devo jogá-lo fora?  Enfim, fiz outros posts sobre a trama (*1-2-3*), mas como a novela no geral foi fraca e muito irregular, não tive ânimo para me desgastar em outros textos, mesmo quando uma ou outra cena merecia ser comentada.  

É preciso repetir sempre que Glória Perez mostrou-se mais uma vez competente em denunciar um problema social, o tráfico humano, fazendo com que muita gente parasse para refletir.  As denúncias aumentaram na medida em que o tema entrou em evidência na maior emissora do país. Também era comum que a autora postasse no seu Twitter mensagens e matérias do exterior abordando a questão e elogiando o tratamento dado na trama.  E, bem, se uma pessoa tiver sido resgatada graças a Salve Jorge, valeu a pena aturar (Pas)Théo e companhia por todo esse tempo.  



No entanto, ficou evidente que a novela foi uma das menos competentes da autora, que parecia repetir produções anteriores sem a mesma liga.  Além disso, a pré-disposição de Glória Perez em explicar cenas, clamar que estava sendo perseguida e, claro, não admitir os problemas de seu trabalho, depôs contra ela, que é, sim, uma novelista que merece todo respeito pelo conjunto de sua obra (*mesmo que eu não goste dela*) e por sua dedicação.  

Para piorar, porque sempre pode ficar pior, a produção foi descuidada, colocando por terra aquela balela de “padrão Globo de qualidade”, e possibilitando deboches sem fim, vide a foto acima.  Parte da atenção recebida pela trama foi fruto da sucessão de erros que caracterizou a novela.  Outro problema, este evidenciado desde o início, foi o excesso de personagens.  Muita gente na novela sem ter o que fazer, personagens que desapareceram por vários e vários capítulos ou que nem retornaram no final.  Dois casos gritantes foram os de Miro, malandro interpretado por André Gonçalves, e muito ativo no início da novela, e Yolanda, a dondoca de Cristiana Oliveira, que nunca teve muito o que fazer em Salve Jorge mesmo.  Até personagens carismáticas como Demir (Tiago Abravanel) foram perdendo espaço e terminaram fazendo figuração de luxo.  Enfim, me espantou muito que a Globo tenha deixado que uma novela com um elenco tão inflado fosse ao ar e os resultados foram os piores. Outra coisa que incomodou muito foi o recurso do clichê mulher apanhando para alavancar a audiência, que terminou sendo a mais baixa da década entre as novelas do horário.  


Wanda, defendida pela excelente Totia Meirelles, apanhou sabe-se lá quantas vezes.  Uma vez vá lá, mas levou sopapos de Morena e de sua mãe – a inspiradíssima Dira Paes – em várias ocasiões, fora a Maria Vanúbia... E a autora vendia essas surras no Twitter como se fossem o melhor que a novela poderia oferecer.  Sinceramente?  Vender que mulher má deve apanhar, que isso promove justiça e catarse, é muito leviano, especialmente quando sabemos que muitas mulheres sofrem violência exatamente porque alguém – marido, companheiro, outra pessoa qualquer – acha que ela merece ser surrada.  Quando a Globo vai se conscientizar disso?  Se as pessoas continuarem comemorando, nunca!

Escrevi lá em cima que o último capítulo foi previsível, porque nenhum segredo sobre os finais das personagens foi guardado. Todo mundo que lê os sites de notícias da internet, ou jornais, ou revistas baratas, já sabia de tudo quase que em mínimos detalhes.  Quem ia ficar com quem, quem seria punido e como, da surra de Russo, e por aí vai.  Se não houve surpresa, pelo menos houve alguma inovação, já que vilões e vilãs assumidos não morreram; todos terminaram presos.  Sim, quem acompanha novelas globais sabe que via de regra os maus são punidos com a morte, até porque ninguém acredita muito que eles ou elas serão presos e ficarão na cadeia.  Como Salve Jorge exaltou a atuação da polícia, e tinha em uma delegada sua personagem mais carismática, uma das fantasias que nos ofereceram no final foi ver Lívia, Wanda e cia irem em cana e ficarem lá.


De resto, depois de capítulos e mais capítulos nos quais nada acontecia, tudo teve que se resolver às pressas, prejudicando várias das tramas secundárias. Se vocês pararem para analisar, a autora resolveu (*mal*) em duas semanas questões que deveriam ser desenvolvidas ao longo de dois meses.  Só para citar um exemplo, podemos pegar o caso do detestável Celso, interpretado com muito talento por Caco Ciocler.  A personagem descobre no antepenúltimo capítulo que sua mãe traiu seu pai com o melhor amigo da família.  Celso poderia pleitear parte da herança dos Flores Galvão e, pelo menos na cabeça dele,  e vingar de Carlos (Dalton Vigh).  O caso deveria ter sido desenvolvido ao longo de vários capítulos, com a descoberta, o sofrimento das personagens de Nicete Bruno e Nívea Maria, e tudo que a situação poderia render e pedia, mas foi resolvida em poucas e míseras cenas, que exploraram muito pouco a competência dos atores e atrizes envolvidos no núcleo.  Pior ainda, uma das personagens mais detestáveis da novela terminou no bem bom, junto com a preguiçosa intriguista da Amanda.  Até com a guarda da filha o Celso ficou.  E isso depois de aprontar todas e ilustrar muito bem aquilo que se chama da alienação parental.  Mas, de novo, era tanta coisa para tratar que a questão perdeu espaço na reta final da trama.

Enfim, parece que Glória Perez pesou a mão sobre algumas personagens, como Isaurinha (Nívea Maria) e a burrinha da Antônia (Letícia Spiller), e aliviou geral para praticamente todos os horrorosos da novela: Celso e Amanda, Drika e Pepeu, Berna.  O casal de jovens criminosos, sim, porque traficar drogas, se apossar do passaporte de uma empregada e seu salário, entre outras coisas é crime, pareceu mais um elogio aos filhos da elite que podem tudo, porque papai e mamãe resolvem.  Não sei se a autora se perdeu mesmo, o que é possível, com tantos personagens, ou acha engraçadinho as atitudes levianas dos moços e moças de boa família, enquanto clama no Twitter pela redução da maioridade penal repassando matérias com adolescentes criminosos pobres.  Sim, porque desde o início, Drika e Pepeu foram caracterizados como personagens cômicas, ainda que eu não visse humor neles.  Ao longo da trama, ambos só me causaram asco e desprezo.  Já Berna, terminou com Mustafá – Antônio Calloni brilhante durante boa parte do tempo – e sua filha Aisha(ta), negando qualquer culpa ou responsabilidade.  Se errou, se cometeu crimes, fez “por amor”, pelo “desejo de ser mãe”.  Em novela da Globo, maternidade é desculpa para qualquer coisa quando se é rico. E dane-se a Delzuite.  E aqui é preciso ressaltar que Solange Badim fez um excelente trabalho e é outra que está de parabéns.


Se esses finais foram irritantes, o que não dizer do brochante “salvamento” da bebezinha filha de Morena?  Eu imaginei um tremendo de um resgate cheio de absurdos com direito a cavalos, correria, socos e muita emoção... Qual nada! Foi tudo bem rapidinho e muito sem graça, até porque, o capítulo estava lotado.  O que parecia interessante lá no começo da trama – juntar Zyah e Théo – mostrou-se um fiasco, até porque, se tornaram as duas personagens masculinas mais intragáveis da novela.  Se o resgate foi um fiasco, o que não dizer das pontas soltas?  Pescoço ligou para a Lívia e?  A coisa não teve continuidade.  Na verdade, se vocês se lembrarem, quem ligou foi a Wanda, ele emprestou o celular.  Mas explicar para quê?  Já Érica – uma das personagens mais simpáticas, ainda que tolinha e injustiçada – perde o bebê, não se deprime com isso e termina com o atropelador, porque todo mundo tem que terminar com alguém mesmo...  Já o (Pas)Theo nem fica sabendo.  E ninguém se importa.  Aliás, é a segunda novela de Glória Perez que uma personagem de Rodrigo Lombardi termina sem saber alguma coisa relacionada a um filho.  Em Caminho das Índias, ele tem um filho no Brasil e termina sem saber.  Em Salve Jorge, a coisa é irrelevante, porque ele é tão egoísta que as mulheres só existem em sua vida em função daquilo que possam lhe oferecer: os mimos de mãe, a compreensão infinita (*caso de Érika*), ou a paixão, leia-se sexo, muito sexo (*caso de Morena*).

Aliás, falando em Théo, poucas vezes foi criado um protagonista masculino tão detestável.  Eu posso lembrar de outro que era pior, só que este era assumidamente corrupto, o Felipe Barreto (Antônio Fagundes) de O Dono do Mundo.  Tanto ele, quando o Théo usavam as mulheres, só que o primeiro assumia o que fazia e não tinha remorso. Uma coisa é ter um vilão ou anti-herói sendo canalha, outra coisa é ver o mocinho fazendo isso e posando de íntegro, cheio de valores morais e lágrimas de crocodilo.  Théo passou a novela inteira ao som da irritante “Esse cara sou eu”, transando e traindo várias das mulheres, e se fazendo de vítima.  Insensível e mimado pela mãe, ele foi um fiasco como galã. Isso pode ter irritado o ator, o que, claro, não justifica sua grosseria com profissionais que trabalham na mesma emissora que ele.  Aliás, Rodrigo Lombardi despencou no meu conceito.  Primeiro, tomou uma chamada do Tony Ramos por tratar mal repórteres do Vídeo Show, mais recentemente, ofendeu uma repórter do mesmo programa dizendo que só daria uma entrevista para ela se a moça fizesse sexo oral nele.  Olha, o nome disso não é indelicadeza, como aparece estampado no título do Jornal Extra, é assédio sexual e moral.  E mais, para quem acha que o jornal mente, lembro que o Extra pertence ao grupo Globo.  Não me parece difamação.  


Aliás, salvo com raras exceções, o que predominou novela foram os papéis de gênero estereotipados, naturalizados ou exaltados, a depender da personagem.  Domingos Montagner, por exemplo, deveria ser galã junto com Rodrigo Lombardi.  E, sim, acho o ator super sexy e ele e Cléo Pires tinham uma química ótima.  No entanto, em alguns momentos ele me assustava, sugeria até que sua virilidade poderia se reverter em violência contra a esposa, Ayla, ou mesmo a própria Bianca.  Ambas, aliás, rastejaram por ele.  Ayla fazendo de tudo para casar – e cozinhar, lavar, limpar a casa dele e cuidar de seu filho – e, depois, para recuperar o afeto de um homem que pouco remorso tinha em traí-la.  E, claro, sua estratégia foi vendida como algo nobre, atitude de mulher inteligente.  Já Bianca, de mulher livre, sexualmente desencanada, ainda que dondoca e muitas vezes insensível, voltou rastejando atrás do garanhão da Anatólia.  E o que não dizer da (*suposta*) grande vilã, a Lívia Marine de Cláudia Raia?  De mulher fria, capaz de tudo, Lívia Marine se desmontou pelo (Pas)Théo, tornando-se uma criatura patética.  Só que tudo foi vendido como algo aceitável, afinal, ela era uma mulher que ama!  E nem vou entrar na discussão sobre psicopatia, já que a autora quis vender Lívia assim, porque, bem, psicopatas não agem daquela forma insana.  

Nadando contra a corrente dos papéis de gênero, ainda que dentro do campo do humor, tínhamos a Helô (Giovana Antonelli) e Stênio (Alexandre Nero).  Ela se comportada como a parte racional, ativa e íntegra do casal, e ele como o fofoqueiro, ciumento e incapaz de perceber as coisas para além de seu coração.  Stênio foi a personagem masculina mais feminina , no sentido estereotipado da coisa, que eu já vi em qualquer obra de ficção.  E dada a fragilidade e inconsistência da personagem Morena, e a falta de simpatia que o casa protagonista atraiu, Giovana Antonelli roubou fácil o posto de estrela principal da trama.  Era muito mais por ela que eu acompanhava a novela, para ver uma competente e bela atriz em plena maturidade.  Já Alexandre Nero começou interpretando uma personagem chata, fútil, mas virou a mesa e mostrou todo o seu talento.  Helô e Stênio tinham mais química e simpatia – mesmo quando suas cenas eram exageradas – do que Morena e Théo.  Quem não acabou torcendo para que os dois ficassem juntos no fim?  E ficaram.


Falando em Morena, Nanda Costa defendeu bem a personagem e mostrou, sim, que era uma grande atriz.  Nuca tive dúvida alguma quanto a sua competência e as críticas à moça, para mim fruto de um racismo e classismo mal disfarçados, caíram por terra no texto de todos os críticos sérios que escreveram sobre o folhetim.  A fragilidade da personagem foi fruto do roteiro e da direção equivocada.  Como não achar um lixo o uso de cenas de flashback nos últimos capítulos da novela com o cabelo da personagem mudando de liso para crespo sem explicação?  Outra coisa insana, ainda mais levando-se em conta o caráter de Morena, foi que ela fugisse da Capadócia e, depois, não voltasse para agradecer e se explicar com Mustafá, Zyah e Demir, além de outros que a ajudaram.    Só que na correria que foi a reta final da novela, isso passou mais que batido.

Mais sério ainda é que apesar de traficada e de repetir que teve que se prostituir, não vimos Morena com um cliente nenhuma vez.  Sempre que ela esteve com alguém, não houve sexo, ou ela fugiu, ou foi Mustafá.  Assim como no estupro de Jéssica, que foi cortado e perdeu o impacto, a atividade de prostituta de Morena foi somente citada, nunca mostrada.  E bastava uma vez, não pediria mais que isso.  E, depois, poderiam ter encaixado uma ceninha dela chorando, ou se sentindo suja, algo assim.   Das moças da boate, que mais faxinavam do que se prostituíam, só vimos efetivamente Waleska e  Rosângela com clientes, ou seja, "a pureza" da heroína foi preservada.  Ainda que pobre, barraqueira e favelada, o prostituída ficou somente na imaginação.  E quanto ao coração de Morena, em certo ponto da novela, eu torci para que o bom senso brotasse dentro da autora e que ela se livrasse de Théo... Demir e Morena combinavam tanto... mas o moço já era casado, decente, e Tamar era uma gracinha. :( 


Agora, quem brilhou mesmo na novela foi Roberta Rodrigues com sua Maria Vanúbia.  A atriz inventou frases de efeito, tocou terror em cena, fez em um capítulo o que Morena demorou meia novela para conseguir... Claro, que depois da dor de cabeça com Morena foi ridículo levarem para a Turquia uma barraqueira assumida como a Maria Vanúbia, mas coerência não era qualidade de da trama de Glória Perez.  Lamento muito que a diversidade que imperou em Salve Jorge, falo da presença de atores e atrizes com traços nordestinos, com “cara de pobre”, negros e tudo mais que a gente vê nas ruas do país, não esteja presente nas novelas que estão no ar.  O término de Salve Jorge e de Lado a Lado representou um retrocesso, as novelas da Globo embranqueceram.  

Vi um capítulo dessa nova novela das nove e, mesmo no bairro pobre, todos são brancos.  É triste ver como damos um passo à frente e dois atrás.  Não que fora o quesito visibilidade, que já é grande coisa levando-se em conta o que está no ar, Glória Perez fuja muito daquilo que é criticado por Joel Zito em A Negação do Brasil, afinal, praticamente todas as personagens negras eram sozinhas, sem família, eram amigas de alguma personagem importante e socialmente branca.  Quer ver?  Julinha (Cris Vianna), Maria Vanúbia, Pescoço (Nando Cunha), Sheila (Lucy Ramos), quem eram seus pais, irmãos e irmãs?  Pescoço, o malandro que era irritante e simpático ao mesmo tempo, era encostado na Delzuite, mas e as moças?  


Uma Roberta Rodrigues, que  não tem o perfil “fino” tipo exportação de algumas atrizes negras em nossa TV, nunca será protagonista de novela, mas temo que ela, caia no limbo até outra novela de Glória Perez, como acontece sempre com a competente  Neusa Borges (D. Diva).  Cris Vianna e Lucy Ramos com certeza estarão em alguma novela em breve, mas Roberta Rodrigues, eu não sei.  Outra que não vai continuar atuando é Thammy Miranda (*ou Gretchen*), que nas suas limitações, atuou muito bem.  Queria que ela recebesse outras chances.  Jô era uma das personagens mais inteligentes, observadoras e capazes da trama.  Em nenhum momento, no entanto, sua orientação sexual esteve em evidência.  Thammy poderia tanto ser lésbica, trans, quanto assexuada, mas isso não pesou em momento algum.  Mérito?  Talvez.  O fato é que homens gays e mulheres-trans só apareceram na trama para ilustrar uma das vertentes do tráfico humano, personagem homossexual fixa na trama não tínhamos.  E, bem, com tantas personagens, acredito que foi uma omissão.

 Agora, duas omissões complicadas de engolir, pelo menos para mim, foram a ausência de jovens ou adultos que estudassem e a inexistência de evangélicos no Alemão.  Entendo que Lurdinha, com sua filosofia do querer se dar bem e ser amante de homem rico, não estudasse.  Morena, com filho para criar e tudo mais, idem.  Agora, e o neto da Dona Diva?  E a Samantha, filha caçula da Delzuite?  Só as crianças – e Dona Helô para o concurso – estudavam.  Quanto aos evangélicos, a única menção veio em tom de crítica e ataque com a conversão de Wanda na cadeia.  Sim, a cena foi boa, a crítica muito adequada, o problema é que quase 50% da população do Rio é evangélica. Novela não é realidade, e nisso Glória Perez está certa, mas virar as costas para o grupo só reforçou a antipatia de certos setores para com a trama.  Afinal, quando os evangélicos apareceram foi, somente, para ilustrar que são picaretas e permitir que a autora pudesse, mais uma vez, alfinetar Guilherme de Pádua.  Eu compreendo a dor de Glória Perez, mas não que a coisa transborde em forma de injustiça contra toda uma parcela da população.  Faltou profissionalismo neste caso.


Para terminar, porque eu não aguento mais mexer neste texto, acredito que houve má vontade dos críticos em relação a Salve Jorge.  Não diria campanha difamatória, mas o luto prolongado – por culpa da própria Globo – em relação à Avenida Brasil e os boatos que se multiplicaram desde os primeiros dias da trama contra Nanda Costa, sobre encurtamento da novela, e tantas coisas mais, prejudicaram o andamento da trama.  E quanto mais a autora respondia, mais virulentas eram as críticas.  E, bem, novelas problemáticas já vimos aos montes, as ruins, também.  E eu me pergunto se o fato de Glória Perez ser a única mulher a escrever para o horário nobre e ser tão aguerrida não tenha pesado contra ela.  Obviamente, um pouco mais de humildade por parte dela, de capacidade para reconhecer os problemas de sua obra, ajudariam... De resto, estou de férias de novelas.  Nada nas novas tramas me atrai, aliás, o embranquecimento, a forma leviana com que tratam a adoção, e outras coisas só me afastam dos folhetins que estão no ar.  É isso.  Não vai ter texto de novela por um bom tempo.

Autora de Crimson Hero estréia na revista Cookie



Takanashi Mitsuba, conhecida por mangás como Crimson Hero (紅色HERO – Beniiro Hero) e Akuma de Sourou  (恶魔在身边), está migrando da revista Betsuma para a revista Cookie, segundo o Comic Natalie.  A estréia da autora é nesta última edição e o nome da série é Setsuna no Aonisai (刹那の青二才).  O capítulo de estréia tem 60 páginas.  Também segundo o CN, a revista Cookie está comemorando seus 13 anos com sorteio de brindes (*que eu não sei bem como vai funcionar*) das mangá-kas da revista como Yuki Obata, Ai Yazawa, Ikuemi Ryo, Miho Obana, etc.  Também nesta edição há um brinde, um clear file de Principal (プリンシパル), série de Ikuemi Ryo que termina na edição de 26 de julho.  Falando em Cookie, nada de novo foi noticiado sobre Ai Yazawa.



domingo, 26 de maio de 2013

Ranking do Comic List


Este é o ranking do Comic List da semana entre 18-24 de maio.  No top 30, somente três mangás femininos, Fushigi Yuugi, que é josei, flat e Oresama Teacher.  Flat, infelizmente, sempre acaba sendo enquadrado como seinen.  Daí, você não consegue achá-lo listado com os mangás femininos.  De resto, entre os 30 mais vendidos, dez são volumes de Shingeki no Kyojin, o shounen febre do momento.

24. Fushigi Yugi: Genbu Kaiden #12
25. flat #7
28. Oresama Teacher #16

Em shoujo, temos três josei no lugar errado: Fushigi Yugi, Ane no Kekkon e Sayonara Sorushie.  Se os três fossem transferidos para o ranking certo, talvez liderassem o top 15 de josei. Há, também, um BL, BORDER, que é publicado na revista Comique Hug (ComiHug). É a primeira vez que ouço falar dela e fico feliz por expandir meus conhecimentos.  Na lista de shoujo temos as séries que se despedem, seja porque é o último volume, caso de Stardust☆Wink, ou porque devem sair do top 15, caso de Ao Haru Ride.  Mas é preciso lembrar, para quem se interessar, que o Comic List sempre coloca os 30 mais vendidos, eu é que só traduzo os 15 primeiros.  É surpreendente ver a quantidade de tempo que algumas séries ficam entre o 20º e o 30º colocado, por exemplo.  E, bem, ficar entre os 30 mais vendidos no Japão não é para qualquer um, não.  E, sim, temos Patarillo! em 10º, o shoujo mangá com o maior número de volumes já publicados, além de ser de autoria masculina, e 90 são somente os da série principal, há várias edições especiais.

SHOUJO
1. Fushigi Yugi: Genbu Kaiden #12 
2. Oresama Teacher #16
3. Hiyokoi #10
4. Liselotte to Majo no Mori  #4
5. L♥DK #12
6. Madame Petit #2
7. Stardust☆Wink #11
8. Ane no Kekkon #5 
9. Ookami Shoujo to Kuro Ouji  #6
10. Patalliro!  #90
11. CRASH! #15
12. BORDER #5
13. Tableau Gate  #12
14. Sayonara Sorushie #1 
15. Ao Haru Ride  #7

O ranking de josei abre com um shoujo, a reedição de Tokyo Crazy Paradise, que foi publicado na Hana to Yume. De resto, é bom ver que os josei mainstream dominam, os mangás BL aparecem, sim, mas não ocupam a maioria das posições.  Tomoko Ninomiya, de Nodame Cantabile, marca presence com Onigiri Tsuushin, a série da YOU na qual conta sua experiência familiar.  E como curiosidade, aparece Onnanoko Awase.  É a primeira vez que vejo um mangá de revista yuri, a Yuri Hime, aparecer no ranking de josei.  

JOSEI
1. Tokyo Crazy Paradise  #9 (Aizouban) 
2. Kotodama
3. Onigiri Tsuushin 〜Dame Mama Nikki〜 #1 (Tomoko Ninomiya)
4. Monster Darling 
5. Koisuru Futari no Taion  
6. Love Kids!! 
7. Ishutaru no Musume ―Ono Otsuuden― #7
8. M #10 〜Dark Angel III〜
9. Onnanoko Awase
10. Konoyo Ibun #7
11. Hajime te, Kanojo to。
12. Oishii Kare wo Otosu niwa?
13. Inochi no Utsuwa #60
14. Mauri to Ryuu  
15. Megane no Kimi ga Suki!  

Este ano teremos um novo Mr. Darcy



Orgulho e Preconceito, o mais famoso dos livros de Jane Austen, comemora 200 anos de publicação este ano.  Por conta disso, seminários, programas de TV e toda sorte de comemorações estão acontecendo na Inglaterra e em outros países.  Assim, adaptações para o cinema ou para a TV estariam, com certeza, nos planos de emissoras e estúdios.  Pois bem, o The Sunday Times, em um pequeno artigo com o inspirado título de “May the Firth be with you, Mr Darcy!” (“Que o Firth esteja com você, Mr. Darcy!”), que faz referência tanto à Guerra nas Estrelas, quanto ao melhor Mr. Darcy de todos os tempos, Colin Firth, anunciou que Matthew Rhys, ator galês de 38 anos, irá estrelar a adaptação do livro Death Comes to Pemberley (Morte em Pemberley/Cia das Letras), de P.D. James, para a TV. A produção será da BBC.  Havia forte boato de que Richard Armitage seria este Darcy casado e mais velho.  De qualquer forma, falta uma Elizabeth que seja marcante.

Já tinha lido que o livro Death Comes to Pemberley seria adaptado para a TV, mas não havia comentado nada aqui.  Para @s interessad@s segue a sinopse da página da editora brasileira:
O ano é 1803. Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy já estão casados, tiveram dois filhos e sua felicidade na imponente propriedade rural de Pemberley parece inabalável. Mas a paz do lugar é ameaçada quando, na noite da véspera do baile anual de Pemberley, Lydia, uma das irmãs Bennet, chega à mansão gritando que o marido, George Wickerman, foi assassinado na floresta. Com este ponto de partida, P.D. James retoma o universo do clássico Orgulho e preconceito, de Jane Austen, numa trama de assassinato em que nada é o que parece.

Nunca li nada de P.D. James, mas acredito que o livro e outros da autora mereçam uma olhadinha.  Farei isso em breve.  Procurando informações sobre ela, e a mulher, que já é nonagenária, o que me faz compreender a necessidade do nome feminino abreviado (*P.D.: Phyllis Dorothy*), teve uma vida bem interessante, achei uma entrevista dela para O Globo.  Fecho este post ansiosa, pela leitura e pela adaptação para a TV, com a perspicaz diferenciação que a autora faz entre thriller e história de detebtive:
No thriller, você pode saber quem é o assassino, e a trama seria exatamente a perseguição, quando a polícia vai encontrá-lo. O melhor exemplo é o livro "Brighton Rock", de Graham Greene. Nós sabemos quem é o assassino e queremos saber quando ele vai ser pego. Já nas histórias de detetive, há um mistério em seu núcleo, e normalmente esse mistério é um assassinato. O assassinato é um crime sem comparação, o único que não se pode ter de volta o que nos foi tirado, o único em que não se pode fazer nenhum tipo de reparação.


sábado, 25 de maio de 2013

DVD de Glass Mask com a nova edição da Betsuhana


Segundo o Comic Natalie, a nova edição da Betsuhana trará um DVD com episódios, acredito que somente alguns, de Garasu no Kamen Desu ga (Iガラスの仮面ですが) e um trailer do movie que estréia no meio do ano.  Eu realmente não consigo engolir o sucesso dessa série, que tem garantida uma continuação, aliás, dá nos nervos que o tempo passe e a autora, Suzue Miuchi, não termine a série que está em publicação desde o final de 1975.  Além do brinde, a revista traz uma novidade, a estréia de Ludwig Gensoukyoku -Kaguyahime-  (ルードヴィッヒ幻想曲 -かぐや姫-), nova série de Kaori Yuki.  Tem uma prévia do primeiro capítulo no site da revista. 


Animes que os Garotos Adoram e as Garotas Odeiam


Entrando no Sankaku Complex (+18) hoje, vi que havia a versão masculina da pesquisa Animes que as Garotas Adoram e os Garotos Odeiam.  De novo, posto pela curiosidade, pois se a lista anterior já tinha umas ocorrências absurdas (*voto popular tem dessas coisas...*), esta então... As fãs de anime têm muito mais tolerância para produtos ditos masculinos, do que muitos otakus têm para material feito para garotas.  A raivinha estilada em alguns lugares contra, por exemplo, o anime dos nadadores que nem estreou ainda é amostra disso.  Agora, listar coisas como Mahou Shoujo Lyrical Nanoha, Mahou Shoujo Madoka Magica, AnoHana, Sword Art On Line e outros como animes que as garotas odeiam é piada. :P  Madoka Magica virou cult.  AnoHana é outro título que indiscutivelmente fala para todos os públicos.  E mesmo um  K-ON! Tem publico feminino garantido, inclusive que ajudam a empurrar a venda de produtos.  Imagino que várias meninas possam ter se interessado por música graças a esta série... Enfim, o Sankaku traduziu 25 títulos, a lista dos garotos tem 50 e eu traduzi o resto.  Foram 7805 ao todo, no Animes que as Garotas Adoram e os Garotos Odeiam foram somente 4323.

1. Mahou Shoujo Lyrical Nanoha
2. Idolmaster
3. To Love-Ru
4. Girls und Panzer
5. Strike Witches
6. Ore no Imouto
7. Photo Kano
8. Sword Art Online
9. Haiyore! Nyaruko-san
10. Haganai
11. Mahou Shoujo Madoka Magica
12. Saki
13. Yuru Yuri
14. Oniai
15. Infinite Stratos
16. Love Live!
17. Vividred Operation
18. Hentai Ouji to Warawanai Neko
19. A Certain Magical Index
20. Minami-ke
21. A Certain Scientific Railgun
22. Oda Nobuna no Yabou
23. Ore no Kanojo to Osanajimi ga Shuraba-sugiru
24. Hidamari Sketch
25. Bakemonogatari


26. K-ON!
27. Chuunibyou demo Koi ga Shitai! 
28. Accel World
29. Yahari Ore no Seishun Love Come wa Machigatteiru。
30. DOG DAYS
31. Ano Hi Mita Hana no Namae o Boku-tachi wa Mada Shiranai。(AnoHana)
31. Lucky☆Star
33. Hayate no Gotoku! 
34. Hyouka
35. Manyū Hiken-chō
36. Yosuga no Sora
37. Inu × Boku SS
37. Rozen Maiden
39. Queen's Blade
40. Seikon no Qwaser
41. A-Channel
42. Chō Soku Henkei Gyrozetter
43. Aa Megami-sama
43. Joshiraku
45. Scryed
45. Ano Natsu de Matteru
47. Mugen no Ryvius
48. Argento Soma
49. Tamako Market
50. Nanatsuiro★Drops 

P.S.: Preciso tomar coragem e ver AnoHana, mas como terminei o primeiro episódio me debulhando em lágrimas, sim choro daqueles brabos, eu dei um tempo... E já há muito tempo!

Apêndice de Pin to Kona com a nova edição da Cheese!


Segundo o Comic Natalie, um apêndice com 24 ilustrações de Pin to Kona (ぴんとこな), de Ako Shimaki, é o brinde da revista Cheese!  Pin to Kona está em evidência porque está encerrando e terá dorama na TV japonesa.  Na mesma edição estréia Kyou mo Uchi de Machi Awase  (今日もウチで待ち合わせ), de Fujio Ai.  Pelo que entendi do CN, trata-se de uma comédia romântica centrada em uma mãe solteira com problemas e um homem que aparece para ajudá-la.  Eu sei, mas não há outras informações sobre a série ainda.


Vida de Eleanor Roosevelt vira mangá no Japão


Eleanor Roosevelt foi a mais importante das primeiras-damas que os EUA já tiveram.  Casada com Franklin Delano Roosevelt, ela era feminista, lutou pelos direitos dos negros e outras minorias, escrevia regularmente para jornais, e foi secretária de Direitos Humanos da ONU.  Nunca se intimidou em expressar suas opiniões políticas e mesmo discordar do marido publicamente.  Pois bem, é esta mulher notável que vem se juntar a outras –  Amelia Earhart, Audrey Hepburn, Yosano Akiko, Ana Pavlova, Anne Sullivan, Elizabeth Blackwell., etc. –  na coleção de biografias da Shueisha que eu já tinha comentado aqui no blog.  Segundo o Comic Natalie, o mangá foi belamente desenhado pela mangá-ka Yoshi Masako.  Seria um sonho ter essa coleção, que é voltada para crianças, publicada no Brasil.


Brinde de Vampire Knight com o último capítulo do mangá


No dia 24 de maio, foi lançado o último capítulo de Vampire Knight (ヴァンパイア騎士), de Matsuri Hino.  O Comic Natalie noticiou que além de capa e páginas coloridas, quem comprar a edição #7 da LaLa vai ganhar um deck com 54 cartas.  Bem, bem, duvido que a edição não esteja esgotada, mas acho que os fãs de VK gostariam muito de ter essa recordação da série, fora, claro, que o traço da autora é muito bonito.


sexta-feira, 24 de maio de 2013

A primeira "operação" do meu bebê



Não pensem que vou transformar o Shoujo Café em diário de gestação ou blog sobre maternidade, isso, vocês não precisam temer.  No entanto, acho razoável comentar algumas coisas referentes ao processo que eu estou passando agora e que, bem, tem feito com que eu poste menos por aqui.  Hoje, graças a um exame de sangue, descobri qual o sexo biológico do meu bebê.  Não queria fazer o exame, mas a angustia do meu marido e as perguntas insistentes de todo mundo, estavam me deixando nervosa.  E ainda havia, claro, a expectativa de meu marido.  Ele queria uma menina e eu temia, tola que sou, que um menino fosse menos querido ou amado por ele.

Não vou dizer que não estivesse curiosa, afinal, não estou fora dessa cultura que insiste em rotular, em moldar com padrões de gênero todos os seres, mas eu poderia aguentar até quando fosse necessário.  Se eu pudesse, pouparia minha criança dessa primeira “operação”, como bem coloca Berenice Bento, que é feita ainda no ventre materno.  Sei que a partir deste momento, a relação de todos com a minha barriga e, talvez, até a minha, estará pautada pelas percepções – os tais papéis de gênero – que as pessoas atribuem a meninos ou meninas.  É triste isso, porque confiscam sua liberdade antes mesmo que você tenha a chance de dar a primeira respirada neste mundo.  Pelo menos, já chegamos a um consenso quanto a uma das muitas marcas de gênero: não furaremos as orelhas da menina.  Se ela quiser que o faça ou peça para fazermos depois.


Agora, alago a se pontuar, e que é muito bem trabalhado por Peggy Orenstein em seu livro Cinderella ate my Daughter, é como cada vez mais e mais cedo, brinquedos, roupas e os mínimos objetos são gendrados.  Rosa e lilás se tornaram cores proibitivas para os meninos.  Praticamente todas as roupas e kits de berço que vi trazem marcas de gênero.  Para meninas, muito rosa e lilás, muito babado, fadas, borboletas, bonecas ou bichinhos fofos, docilidade, beleza.  Para os meninos, a predominância, mas não monopólio, do azul, animais selvagens fofinhos, carros, aviões, coisas que remetam aos esportes, atividade, ação.  É um mundo muito chato este no qual minha menina irá nascer...

Não vou, claro, montar o quarto rosa, ou transformar a bebê em uma princesa fake, mas é muito, muito difícil tentar se descolar dessas formas e amarras de gênero cada vez mais pesadas.  Até agora comprei muito pouca coisa, me pegava pensando principalmente “E se for um menino?” e me recriminando.  É mais fácil transgredir, pelo menos para uma feminista como eu, quando se trata de uma menina... A ditadura do rosa e das princesas pode ser contornada, ainda que não esteja falando em castrar a menina dessas coisas, mas um menino tem sua orientação sexual imediatamente atrelada aos objetos, brinquedos e cores, que não podem ser “de menina”.  É preciso sempre mostrar potência, força, coragem e, cada vez mais freqüente nos brinquedos, agressividade.  Mas, enfim, pelo menos por agora não terei que pensar nisso.  Nos meus planos, e não sei se é algo aceitável para o meu marido, desejo continuar na fila de adoção e mudar a opção do processo de menina para menino. Nunca quis colocar preferência alguma.  Sei lá, vamos ver como as coisas ficam... 

Novo design para os shoujo mangá da Hakusensha


Segundo o Comic Natalie, a partir do mês que vem as capas dos encadernados (tankouhon) da Hakusensha terão novo design.  O modelo, que estreou em 1975 com Poe no Ichizoku (ポーの一族 ), será modificado a partir do mês que vem.  As listras tricolores – branco, azul e vermelho – vão aparecer como um selo, com o nome da revista de origem – Hana to Yume, LaLa, Betsuhana, etc. – bem no cantinho.  As séries antigas continuarão com o mesmo design, afinal, trata-se de uma coleção.  Imaginem um Vampire Knight (ヴァンパイア騎士)?  Enfim, as recentes, vão mudar ou estrear já com o novo formato.  Decidi colocar somente um exemplo, Pochamani (ぽちゃまに), mas há outros no CN, é só dar uma olhada). 


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Episódios extras de Suki-tte Ii na yo。e Tonari no Kaibutsu-kun já tem data de lançamento


Em dezembro passado, eu tinha comentado que os volumes #12 de Tonari no Kaibutsu-kun (となりの怪物くん) e #11 de Suki-tte Ii na yo。 (好きっていいなよ。) teriam uma edição limitada com OAD, isto é, um episódio de anime feito para DVD.  Sabíamos que sairia no verão japonês, agora, o Manga News (*1-2*) deu as datas: 26 de julho para Suki-tte Ii na yo。e 10 de agosto para Tonari no Kaibutsu-kun.  Bem, tomara que legendem e joguem na net.

Reimei no Arcana termina esta semana


Segundo o Manga News, Reimei no Arcana (黎明のアルカナ), de Rei Toma, termina na edição da revista Cheese! que sai amanhã.  O mangá começou a ser publicado em 2009 e sempre aparece bem posicionado nos rankings de vendagem.  Até o momento, a série tem 12 volumes, deve fechar com 13 ou, quem sabe, 14 volumes.

Game para iOS/Android inspirado em Kamisama Hajimemashita


Segundo o Comic Natalie (*com ajuda do ANN*), um jogo para Android e IOS inspirado no mangá e no anime de Kamisama Hajimemashita (神様はじめました) sairá no verão japonês.  Kamisama Hajimemashita ~Dokidoki Ayakashi Love~ (神様はじめました ~ドキドキあやかしLOVE~).  Se entendi bem, sera um date simulator e os dubladores serão os do anime.  


Aliás, em 20 de agosto será lançado o volume #16 da série com uma edição limitada com um episódio de anime extra feito diretamente para DVD.  Ah, sim!  Quem se registrar com antecedência no site do jogo, ganha direito a um cenário bônus.  Não sei se gente fora do Japão pode ter acesso ao jogo.


Ranking da Oricon



Ontem saiu o ranking da Oricon.  Bem, desta vez até que foi uma boa semana.  Temos quatro mangás no top 10, no total, são sete entre os trinta mais vendidos.  Ane no Kekkon resiste muito bem, especialmente, levando-se em consideração que é josei e sem anime ou dorama.  Temos os últimos volumes de Fushigi Yugi: Genbu Kaiden  e Stardust☆Wink, assim como o gaiden de Boku to Kanojo XXX.  De todos os títulos, L♥DK, que terá filme em breve, é o melhor colocado.

4. L♥DK #12
5. flat #07
8. Hiyokoi #10
9. Ane no Kekkon #05
16. Fushigi Yugi: Genbu Kaiden #12
29. Stardust☆Wink #11 
30. Boku no Kanojo no XXX Bangaihen 


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Brinde com o volume 4 de Liselotte to Majo no Mori


Liselotte to Majo no Mori  (リーゼロッテと魔女の森) é o novo manga de Natuki Takaya, conhecida mundialmente por Fruits Basket (フルーツバスケット).  Pois bem, Segundo o Comic Natalie, todos os que comprarem o mangá na livraria Sanyo ganharão um card ilustrado com autógrafo da autora.  O lançamento foi no dia 20 de maio e, claro, é enquanto durar o estoque dos cartõezinhos.  


terça-feira, 21 de maio de 2013

Mangás de Yuu Watase ganham lançamento simultâneo


Segundo o Comic Natalie, foram lançados juntos no dia 17 de maio, o volume 19 de Arata Kangatari  (アラタカンガタリ) e o ultimo volume, o 12º, de Fushigi Yuugi: Genbu Kaiden  (ふしぎ遊戯 玄武開伝).  Para comemorar, dois kits de marcadores foram distribuídos de brinde (*porque já devem ter acabado*) para quem comprasse os dois volumes juntos.  Segundo o CN, a lista das livrarias participantes da promoção estáon line em uma página especial da Shonen Sunday, que publica Arata.   Fushigi Yuugi: Genbu Kaiden demorou dez anos para chegar ao seu final e é uma prequel de Fushigi Yuugi, série publicada no Brasil pela Conrad.  Já Arata, tem anime na TV japonesa neste momento e sai no Brasil pela Panini.